quinta-feira, 7 de abril de 2011

Café amargo



Suponho ser de 2008 esta matéria sobre a mudança feita em Interlagos, na contestada curva do Café. No ano passado, nova mudança, com a instalação do soft wall, cuja função deveria ser, como nas cenas já corriqueiras vistas nos ovais da Fórmula Indy, fazer com que o carro que ali bata não seja devolvido à pista. O dispositivo não teve efeito no acidente que tirou a vida do piloto Gustavo Sondermann no último domingo.

Outros acidentes, já bastante citados nos debates e abordagens dos últimos dias, aconteceram na curva do Café antes disso. Dois deles, bem preocupantes, na Fórmula 1. Um deles foi em 2003, Mark Webber estatelou seu Jaguar ali, deixou pedaços do carro pela pista toda e Fernando Alonso não conseguiu desviar de um pneu que foi parar no meio da reta. Bateu e também e seu Renault saiu richocheteando. Três anos depois, foi Nico Rosberg quem saiu ileso de uma porrada forte naquele trecho da pista.

Vários anos antes, na corrida de 1999, Stephane Sarrazin, que substituía o contundido Luca Badoer na Minardi, já havia saído tonto de um acidente no Café. Iam-se 30 voltas de corrida quando seu carro passou reto e estampou a barreira de pneus - a sequência de rodopios na pista impressionou.



Em 2007, a curva do Café foi palco de dois sérios acidentes, em categorias. O primeiro, trazido hoje ao Twitter pelo Du Cardim, foi no Porsche Cup. Numa disputa por posição, Marcos Barros levou um leve toque de Otávio Mesquita, cruzou a pista desgovernado e bateu forte no guard rail. O outro, um mês depois e de consequência bem mais drástica, foi o que matou Rafael Sperafico na última corrida do campeonato da Stock Car Light.

É um esporte fascinante, o automobilismo. Mas machuca. E pode matar.

1 comentários:

LUC disse...

Outro link sugerido pelo Du Cardim pelo Twitter. O negócio é perigoso do kart à Fórmula 1, não tem jeito: http://bit.ly/fhiWv6