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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Cobrinha dourada

CASCAVEL - E aí está o troféu Cascavel de Ouro, que os pilotos do Brasileiro de Gran Turismo vão disputar nas corridas de amanhã e domingo.

É a 27ª edição da prova. Dos que vão disputá-la, só o Constantino Júnior aparece na galeria de campeões.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A Cascavel de Ouro está de volta

SÃO PAULO - Depois de sete anos, a Cascavel de Ouro está de volta ao calendário do automobilismo nacional. Cercada de lendas e dona de uma história que enaltece a existência de heróis, história que deve ser contada pelos próprios heróis, a corrida foi confirmada hoje pela SRO Latin America, diante do sinal positivo do prefeito cascavelense Edgar Bueno.

Na verdade, a etapa cascavelense do Brasileiro de Gran Turismo, semana que vem, vai valer a Cascavel de Ouro. Que será anunciada por alguém como 23ª edição, embora na verdade seja a 27ª, uma situação que já expliquei tempos atrás aqui no blog.

Todo esse trabalho de resgate da história da corrida foi encabeçado alguns anos atrás pelo ex-piloto Jaci Pian, hoje envolvido diretamente com a administração do autódromo cascavelense. Foi uma pesquisa que resgatou a real história da corrida e que fez justiça, por exemplo, com Pedro Muffato, até então tido como bicampeão e que havia conquistado o troféu três vezes.

O troféu, esse é um dos grandes baratos da Cascavel de Ouro. Como o nome já sugere, a peça traz uma serpente confeccionada com ouro. Nelson Piquet ganhou o seu, em 1976, e voltou à cidade para recebê-lo 16 anos depois - pela tradição do automobilismo dos anos 70, era o chefe de equipe quem levava o troféu para a estante de casa.

A foto deste post não foi escolhida por acaso. Fui buscar uma que destacasse o carro de Valdeno Brito e Constantino Júnior, o Z4 número 1 do BMW Team Brasil. Afinal, dos pilotos que estarão na disputa da semana que vem, o único que já participou de uma Cascavel de Ouro foi o Constantino, em 1992, na presença do conterrâneo Piquet. Ele venceu, com um March de Fórmula 3 (vá lá que nenhum dos dois seja brasiliense; por nascimento, Constantino é mineiro e Nelson, carioca, mas os dois foram tratar de suas vidas em Brasília).

Ainda não sei qual será o formato da Cascavel de Ouro de 2012. Mero palpite, como o Brasileiro de GT tem duas corridas por etapa, acho que haverá soma de pontos das duas, e havendo empate algum critério como melhor posição de grid ou de chegada na prova do domingo aponta a dupla vencedora. Um comunicado preciso a respeito partirá ainda hoje da assessoria de imprensa do campeonato.

Cá de Interlagos, reagi com um sorriso, não há problema em admitir, quando recebi a notícia por telefone. Um GP de Fórmula 1 não é nada perto de uma Cascavel de Ouro.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Cascavel e Piquet, há 20 anos

CARUARU - Vídeo legal que o Bruno Vicaria indicou. Antes de publicar, assisti só pra ver se eu aparecia como papagaio de pirata - foi a primeira corrida de carros que cobri já como jornalista. Cai bem, o vídeo, para o momento atual, em que o Autódromo Internacional Zilmar Beux, de Cascavel, é foco da atenção do automobilismo brasileiro.

Etapa final do Sul-Americano de Fórmula 3 de 1992, 20 de dezembro em Cascavel. Marcos Gueiros já tinha conquistado o título por antecipação, a Suzane Carvalho também já era campeã da classe B, a corrida acabou valendo pela edição daquele ano da Cascavel de Ouro e quem ganhou foi o Constantino Júnior, com um carro da Amir Nasr Racing, resultado que lhe deu o vice-campeonato.

Mas o grande barato do evento, como diria o cidadão que está sentado aqui à minha frente, foi a presença de Nelson Piquet. Já devo ter comentado isso aqui. Meses depois de ter os pés esmigalhados num acidente em Indianápolis, o piloto voltou à cidade para receber a Cascavel de Ouro que venceu em 1976 - o troféu original havia ficado com o preparador de sua equipe da época.

Na manhã da prova cascavelense de 1992, Nelsão acelerou o F-3 de Pedro Muffato por quatro voltas. E falou sobre a chance de voltar a correr. "Primeiro tem que ficar bom, depois a gente corre", foi sua eloquente frase.

A corrida era transmitida pela TV Manchete. Na narração e no comentário, os parceiros Luiz Carlos Largo e Lito Cavalcanti. Gelson Negrão era o repórter.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cascavel de Ouro

Muitíssimo bem observado pelo mestre Luiz Salomão, o Saloma do Blog, especialista em chope, café, caipirinha, ácido de bateria, tônico capilar e tudo mais que for bebível.

"Cascavel de Ouro", como bem sacou o Saloma, não é a histórica corrida, mas o riquíssimo acervo do Pietro Tebaldi. Que destaca, por exemplo, essas raríssimas imagens do autódromo cascavelense nos anos 70.


O enciclopédico Saloma, que ainda faz bicos em eventos infantis como sósia de Homer Simpson, também está no Twitter.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cascavel de Ouro, o resgate (3)

O material de quase cinco anos atrás na Gazeta do Paraná mereceu um destaque a Pedro Muffato, tido até a pesquisa empreendida por Jaci Pian, como bicampeão da Cascavel de Ouro. Foi tri, e a ele era atribuída uma vitória que coube, na verdade, a Chiquinho Lameirão, como já explanado no texto anterior.

Pedro, daqui a menos de dois meses, vai completar 45 anos de atuação no automobilismo. Haja disposição.

No grid em Goiânia, Pedro Muffato com o Puma Spartano vencedor da Cascavel de Ouro de 1971

MEMÓRIA
A Pedro o que é de Pedro

Em 2005, em entrevista à CATVE às vésperas da Cascavel de Ouro, que se anunciava como 22ª e era, na verdade, a 26ª, Pedro Muffato lembrou o fato de ser um tricampeão da prova. Salvo exceções por parte dos que acompanhavam a história no início da década de 70 e a trazem com lucidez na memória, as reações à constatação do piloto foram as mais variadas. “O Pedrão se enganou”, foi o pensamento em coro de quem assistia ao “Bate-Papo de Esportes” do Jorjão Guirado.

Muffato sabia muito bem do que estava falando. Na falta de um adjetivo mais brando, foi ele um dos maiores “prejudicados” pelo equívoco que marcava, até hoje, as estatísticas da corrida. A galeria de até então o indicava como vencedor da segunda edição, em 1973, e da terceira, em 1974. O erro histórico tirou-lhe duas conquistas e atribuiu-lhe a vitória numa corrida em que só disputou uma das duas baterias.

Em 1971, Muffato tornou-se o primeiro cascavelense a vencer a prova, com o Puma Spartano que adquiriu para disputar, pela equipe Guavel, o Paranaense do ano seguinte. Em 1973, ao contrário do que se supunha, o prefeito-piloto não venceu a corrida. Foi 13º na primeira bateria por conta de problemas que o impediram de disputar a prova final. Chico Lameirão, de Havalone, foi quem chegou à vitória naquela quarta edição.

Os registros foram fiéis à segunda vitória do cascavelense, conquistada em 1974, já com um Havalone. Em 1975, numa das provas que haviam “desaparecido” da história, Muffato chegava à sua terceira vitória em seis edições da Cascavel de Ouro. O recorde só foi igualado em 1991, quando Edgar Favarin conquistou, ao lado de Milton Serralheiro, a terceira de suas seis vitórias. O recorde atual, de Edgar, inclui também as vitórias em 1983, 1990, 1994, 1996 e 2005.

Cascavel de Ouro, o resgate (2)

Vai aí a segunda parte do material publicado na Gazeta. A foto do Havalone de Chiquinho Lameirão, vencedor da corrida de 1973, eu tirei do Avallone Motor Clube - que, conforme explicado no próprio blog, foi produzida em outro grid, que não o de Cascavel.

Aliás, ouvi que Lameirão fora sequestrado por engano, há uns três anos, ou seis. Teria sido confundido com um milionário.

Mas o resgate que interessa por enquanto é o da Cascavel de Ouro, não desviemos o foco.

PESQUISA
Em busca do ouro perdido

Uma reportagem do jornal “O Estado do Paraná” de 29 de abril de 1973, intitulada “Um pouco da história do automobilismo cascavelense”, foi o ponto de partida para que Jaci Pian chegasse à verdadeira segunda edição da Cascavel de Ouro. O recorte, vasculhado em meio a seu acervo pessoal, revelou a corrida disputada em 8 de setembro de 1970, que teve dobradinha de pilotos curitibanos – Sérgio Valente Withers venceu e Carlos Eduardo “Dado” Andrade ficou em segundo, ambos pilotando modelos Divisão 5 da Volks. José Leônidas Chemin, de Guarapuava, ficou em terceiro, à frente dos cascavelenses Juca Baldo e Pedro Muffato, todos com Fusca.

A “descoberta” da edição de 15 de novembro de 1971 foi a menos difícil para Pian. “Eu participei daquela corrida, fui para o pódio em terceiro, é uma das fotos que guardo com maior carinho”, ele manifesta. “A partir disso, só tratei de reunir recortes de jornal que contam a história daquela prova. Aí, não é só a minha palavra, mas também documentos que comprovam que a corrida aconteceu. E é claro que o Pedro Muffato tem uma boa lembrança daquela corrida, porque afinal ele foi o vencedor”, acrescenta.

A correção do resultado de 18 de novembro de 1973, cuja vitória era atribuída a Muffato, foi possível através de consulta ao vasto arquivo do jornalista e historiador brasiliense Napoleão Ribeiro. “Ele tem uma memória fotográfica. Quando lhe falamos do assunto, ele sabia exatamente onde procurar. Encontrou duas edições das revistas ‘Quatro Rodas’ e ‘Auto Esporte’ de dezembro de 1973 e reproduziu para nós as páginas da cobertura da corrida”, conta Pian. As reportagens exaltam a vitória de Francisco Lameirão, até então ignorado pela galeria que se tinha em mãos.

Dois fatores contribuíram para que se obtivessem registros da prova de 1975, uma das que haviam “desaparecido” na história. Um deles, o troféu de segundo lugar na Cascavel de Ouro que divide espaço com dezenas de outros na galeria particular de Valdir Favarin, amigo próximo de Pian. O outro, uma foto do arquivo pessoal do ex-piloto Mauro “Peixinho” Turcatel, que traz gravada a data de 16 de novembro daquele ano. “A partir disso, foi fácil localizar registros sobre a prova”, conta, exibindo o recorte de duas semanas depois da corrida. Naquele ano, a Cascavel de Ouro valeu também como penúltima etapa do Campeonto Brasileiro de Divisão 4. Pedro Muffato venceu a prova e Valdir Favarin, em segundo, assumiu a liderança da competição. Na final, em Interlagos, perdeu o título para Luiz Pereira Bueno.

A quarta Cascavel de Ouro perdida no tempo era a de 18 de novembro de 1980. O resgate foi possível a partir de uma conversa com o jornalista Luiz Aparecido da Silva, que à época iniciava sua atividade no automobilismo. “O Luiz cobriu aquela corrida para o jornal onde trabalhava, inclusive contou que o troféu da vitória do Marcos da Silva Ramos derreteu-se num incêndio na empresa dele. Fui pesquisar e, de fato, a corrida aconteceu. Marcos, que vive em Curitiba até hoje, foi outro esquecido pela história. Agora, não é mais”, orgulha-se.

A última das edições encobertas pela falta de acervo, talvez a de que menos haja lembranças, é a de 7 de novembro de 1982. A corrida, válida como oitava etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula 2, foi vencida pelo gaúcho Aroldo Bauerman, que mantinha um domínio notável na categoria.

Cascavel de Ouro, o resgate (1)

Como promessa é dívida, vai lá o primeiro dos textos que compuseram o material publicado pela Gazeta do Paraná quase cinco anos atrás, com o resgate de edições perdidas da gloriosa Cascavel de Ouro. Como sempre acontece quando tiro algo da gaveta, reproduzo-o tal qual foi para a rotativa, sem promover qualquer atualização.

HISTÓRIA DO AUTOMOBILISMO – XVI
Cascavel de Ouro: verdade restabelecida

Pesquisa leva à ‘descoberta’ de cinco edições que não constavam dos registros

GRELAK COMUNICAÇÃO
ESPECIAL PARA A GAZETA DO PARANÁ

O automobilismo do Oeste paranaense tem lá seus mitos. Um deles, ao longo dos anos, cercou a história da Cascavel de Ouro, a corrida de carros mais nostálgica que já se ousou promover por estas bandas. Por décadas, lidou-se com uma galeria de campeões que inspirava, tanto aos olhos dos mais saudosistas quanto à perspicácia dos que tomaram o bonde da história do automobilismo andando, pouquíssima confiança. Quase nenhuma.

Em 2005, o Automóvel Clube de Cascavel anunciava a corrida de 6 de novembro como 22ª edição da Cascavel de Ouro. A informação duvidosa lançou o ex-piloto Jaci Pian a um trabalho de pesquisa ao melhor estilo “Caçadores de Mitos” – embora com mais conhecimento da causa trabalhada que os norte-americanos Adam Savage e Jamie Hyneman no seriado “Mythbusters”, que ganha o mundo e foi exibido pela televisão brasileira na última temporada.

A busca pela verossimilhança da galeria de campeões começou, na verdade, há mais de dois anos. Mas foi no início de novembro, preparado para o iminente anúncio de que a Cascavel de Ouro possa ser disputada em dezembro ou janeiro – anúncio que ainda não aconteceu –, que Pian lançou-se ao desafio de resgatar a real história da prova. O trabalho resultou na “descoberta” de cinco edições até então desconhecidas pelos registros disponíveis.

As conclusões de Jaci Pian elevam de 21 para 26 o número de edições da Cascavel de Ouro. “Foi uma confusão que ganhava força a cada ano”, observa o ex-piloto. “No ano passado, por exemplo, anunciava-se a 22ª edição, mas os registros que tínhamos em mãos indicavam que só 20 corridas tinham sido disputadas”, explica. A galeria atualizada passa a incluir os vencedores da Cascavel de Ouro nos anos de 1970, 1971, 1975, 1980 e 1982.

Essa atualização foi fruto de consultas exaustivas de Jaci Pian a seu próprio acervo automobilístico e também aos arquivos de ex-pilotos domo Valdir Favarin, Mauro “Peixinho” Turcatel e Nézio Cunha Silveira, além de exame de documentos do Automóvel Clube de Cascavel e de uma análise histórica em que teve o auxílio do jornalista Luiz Aparecido da Silva. “Agora, tenho certeza de que não há mais nenhuma Cascavel de Ouro perdida na história”, garante Pian.


O Simca de Scherner e Castilho, campeões da primeira edição da corrida

GALERIA COMPLETA DE CAMPEÕES DA CASCAVEL DE OURO*

1967 – Rodolfo Scherner/Bruno Castilho (Laranjeiras do Sul/Curitiba), Simca
1970 – Sérgio Valente Withers (Curitiba), Volks Divisão 5
1971 – Pedro Muffato (Cascavel), Puma Spartano
1973 – Francisco Lameirão (São Paulo), Avallone
1974 – Pedro Muffato (Cascavel), Avallone
1975 – Pedro Muffato (Cascavel), Avallone
1976 – Nelson Piquet (Brasília), Super Vê
1980 – Marcos da Silva Ramos (Curitiba), Chevette
1982 – Aroldo Bauermann (Porto Alegre), Fórmula 2
1983 – Edgar Favarin (Cascavel), Fusca
1984 – Cláudio Elbano (Curitiba), Passat
1985 – Saul Mário Caús (Cascavel), Opala
1986 – Dilso Sperafico (Toledo), Hot-Fusca
1987 – Aloysio Ludwig Neto (Cascavel), Dodge
1988 – Ruy Chemin (Cascavel), Dodge
1989 – Marcos Corso (Curitiba), Passat
1990 – Edgar Favarin/Clênio Faust (Cascavel/Francisco Beltrão), Passat
1991 – Edgar Favarin/Milton Serralheiro (Cascavel), Gol
1992 – Constantino Júnior (Brasília), March-Honda Fórmula 3
1993 – Cláudio Girotto/Lourenço Barbatto (São Paulo), Aldee
1994 – Edgar Favarin/David Muffato/Gilson Reikdall (Cascavel/Cascavel/Curitiba), Aldee
1996 – Edgar Favarin/Valmor Emílio Weiss (Cascavel/Curitiba), Gol
1997 – Valmor Emílio Weiss/Antônio Espolador (Curitiba), Gol
2003 – Flávio Poersch/Aloysio Ludwig Neto (Cascavel), Voyage
2004 – David Muffato/Ruy Chemin (Cascavel), Escort
2005 – Edgar Favarin/Flavio Poersch (Cascavel), Escort

* Em 1991, a Cascavel de Ouro premiou também os vencedores de cada categoria. Além de Edgar Favarin e Milton Serralheiro, campeões na classificação geral, foram declarados vencedores Flávio Trindade/Beto Richa (Força Livre), Jair Bana (Speed Fusca), Gilnei Faoro/Dimas Moreira (Dodge) e Mauro Turcatel/André Costi Filho (Maverick).



Recordista absoluto, Edgar Favarin, de Fusca, conquistou em 1983 a primeira de suas seis vitórias na Cascavel de Ouro

Cascavel: o bonde da história (2)

Ontem, para quem não sabe, aconteceu uma corrida histórica no Autódromo Internacional de Cascavel. Foi a última etapa do Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos. Dela, só sei que o grid teve 19 carros nas três subdivisões, e que o Beto São Judas cruzou a linha de chegada em marcha à ré depois de um acidente com um piloto novato em plena reta final da segunda bateria – o mesmo que Clemente Lunardi fez no Rio de Janeiro na oitava corrida do Porsche GT3 Cup de 2010, naquele caso para ser terceiro colocado.

Enfim, foi uma corrida histórica. Especificamente por ter marcado o encerramento das atividades no Autódromo Internacional de Cascavel, há alguns anos batizado com o nome de seu fundador Zilmar Beux, antes do fechamento para a reforma que a prefeitura de Cascavel deverá empreender já a partir deste mês de outubro, para devolver a cidade ao calendário nacional. Há, desde já, um esforço para que Cascavel possa receber já em 2012, se o mundo não acabar, os grandes eventos nacionais, e nesse contexto fala-se com maior contundência da segunda etapa da temporada da Fórmula Truck, no mês de abril, embora disso não haja qualquer confirmação oficial.

Todos duvidaram da tão propalada reforma. Eu, inclusive, conforme registrei aqui mesmo, no blog, nesse texto de mais de dois anos atrás. Uma vez vindo a efeito – e acredito que será feita, mesmo –, essa reforma poderá ser também o embrião para a retomada de um dos eventos que jamais deveriam ter ficado fora do calendário: a Cascavel de Ouro. A propósito disso, tratei de resgatar lá na Gazeta do Paraná um exemplar da edição de 26 de novembro de 2006, que destaca uma matéria que fiz sobre o resgate da história da corrida mais importante da história daqui.

Falar sobre a matéria que fiz é quase um eufemismo. Melhor seria falar sobre a matéria que escrevi, já que foi essa a minha única contribuição, tê-la escrito. Todo o levantamento, a pesquisa, a conferência dos subsídios levantados e a compilação de números e dados foram executados pelo Jaci Pian.

À época, cinco anos atrás, Jaci e Clóvis Grelak, meu sócio aqui na agência, desempenhavam um trabalho louvável de resgate da história do automobilismo de Cascavel. Trabalho que tinha também uma contribuição da Aragana Santucci e que resultava em uma página mensal, na Gazeta, sempre contando particularidades da rica história do automobilismo cascavelense, enaltecendo eventos, personagens e curiosidades. Não sei por que cargas d’água ainda não transformaram esse material em livro.

Há cinco anos eu era do time do O Paraná, concorrente direto da Gazeta, e por isso não me envolvia com esse garimpo, o que era uma pena. No caso do resgate da Cascavel de Ouro, acabei socorrendo o Jaci com o texto final – o Clóvis, que sempre fazia isso, estava fora de combate, acho que viajando, tinha ido a Caruaru, ou a Buenos Aires, ou a Campo Grande, a gente nunca lembra direito dessas coisas. Minha modesta contribuição rompeu com veemência o limite da ética, mas foi por uma boa causa. Por motivos óbvios não assinei a matéria no jornal concorrente.

Enfim, tratei de resgatar o material que resgatou a história da mais bela corrida de todos os tempos. Vou reproduzi-lo aqui no blog, ainda hoje.

Chamada de capa para a matéria que escrevi com a apuração de Jaci Pian, na Gazeta do Paranáde 26/11/2006: foi o resgate de corridas perdidas na história

ATUALIZANDO EM 10 DE OUTUBRO, ÀS 14h26:
Para quem chegou a este
post através de uma pesquisa qualquer ou por indicação, o resgate prometido da história da Cascavel de Ouro, em três partes, está aqui, aqui e aqui. Que seja uma boa leitura.