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sábado, 11 de agosto de 2012

Um novo lar

CASCAVEL - Faz quatro ou cinco anos que a família aumentou com a chegada do rapaz aí das fotos. Que tem a minha idade, vejam só a coincidência. Mas não tem aproveitado tanto quanto eu a vida.

Hoje, depois de eras, ganhou a rua, um pouco de sol, um banho, o que sempre faz bem. Viveu, ainda que por poucos momentos. E não é esse, reconheço e me penitencio, o tratamento que se dá a alguém que foi recebido como um filho no lar.

O rapazote aí merece alguém que lhe dê mais atenção. Mais carinho. Que converse com ele. Pena, não sou eu, que ultimamente tenho me visto sem tempo para tanta coisa importante, e conversar com ele e pô-lo para viver um pouco estão entre as coisas que têm sido deixadas de lado.

Vou procurar uma família que dê ao meu amigão aí tudo que eu pensei em dar-lhe quando o trouxe para o nosso convívio. A gente às vezes acha que pode fazer coisas que não pode, é esse o grande mal do mundo. Foi esse o grande mal que fiz meu amigo, que sequer ganhou espelhos depois dos parcos cuidados especiais que lhe providenciei.

Ele há de ser feliz, de rir e de viver em outro lar.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mundo sobre rodas

Vá lá que não seja pelo motivo mais nobre possível, mas fato é que o carrinho novo está na garagem, enfim. Novo, claro, é eufemismo. Digamos que tenha sido o mais aguardado.

Ainda faltavam algumas coisinhas, os menos desatentos já terão percebido que não há um único espelho retrovisor instalado. Não sei guardar segredo, então já revelo que também não há, ainda, cintos de segurança. Vou providenciar tudo isso até o fim da semana. Seria amanhã ou depois, prazo que sairá comprometido pelo feriado.

O tubarãozinho veio para a família há quase quatro anos. Tem lá sua história, quisera ter aqui para publicar, também, as fotos feitas pelo antigo proprietário, Paulo, que veio de uma cidadezinha do Rio Grande do Sul para Cascavel trazendo sua mudança no Chevettinho. Duvidei quando ele contou e, de pronto, as fotos saltaram da gaveta de seu pequeno comércio lá no bairro Faculdade. Até fogão veio aí dentro.

A compra do tubarãozinho foi algo estranho. Primeiro pela pronta concordância da Juli. As esposas, em horas assim, sempre olham de um plano diferente, consideram ressalvas, ponderam. Pentelham, às vezes. Naquela visita à bicicletaria do Paulo, a reação dela foi "olha, esse está bem bom, não dá para perder". Não estava barato, mas já havíamos olhado cada caco que dava dó.

Pintura externa, regulagens, pequenos acessórios e outros pequenos cuidados depois, tudo isso distribuído sem maiores atropelos num espaço de quase quatro anos, e está aí o tubarãozinho. Veio umas duas semanas antes do previsto, prematuridade que atribuímos aos amigos do alheio - a esse exato momento, duas e pouco da manhã, devo estar completando uma exata semana do sumiço do caçula da família motor.

Mas que estou indo pro serviço e pro boteco de carro novo, isso estou.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mundo sobre rodas

No posto de gasolina em frente ao hotel em Santa Cruz do Sul, além da rapaziada reunida para a cervejinha de começo de noite, alguns exemplares que deveriam ser itens obrigatórios na garagem de qualquer um que goste de carros.

E o Chevettinho ali, pequenino e imponente, dizendo a todos que tamanho não é documento. Tenho um desse, bem mais bonito. E meu, o que é melhor.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Máquinas quentes

O título aí de cima até que tem impacto. Mas, como dizem os jornalistas, é chupado. Resgatei-o da promoção que uma marca de chicletes promoveu há uns 30 anos, quando eu ainda era um fedelho de bolso. Você comprava o chiclete e levava uma figurinha de coleção com fotos de carros capazes de satisfazer todos os gostos.

O evento, em si, não chega a ser nada que se aproxime das farras feitas pela turma do Flavio Gomes em torno de carros antigos, mas é um dos programas que vou lamentar perder por não passar o fim de semana em Cascavel.

Falo de um Encontro de Carros Antigos que vai movimentar o Shopping West Side entre sábado e domingo. Uma denominação errada, já que quem vai se encontrar são os colecionadores de Cascavel e de várias outras cidades aqui de perto, e não os próprios. Enfim, soa compreensível a todos. Os organizadores anunciam 80 exemplares de diversos gêneros.

Entre os destaques listados pela comissão está um modelo octagenário, e até agora ninguém que eu tenha consultado soube explicar qual é o modelo do carrinho fabricado em 1928. Um Chevrolet Bel Air de 1951 é outro convidado especial. A lista contempla ainda Aero-Willys, Maverick, Corvette e um sem-número de caminhonetes que, mesmo com suas características modificadas, mantêm o aspecto nostálgico de suas épocas. Para quem tem pouco conhecimento de causa, ou nenhum, como eu, não deixa de ser uma interessante viagem ao passado do mundo automotivo. Esse, aliás, é um quase jargão meu, já o apliquei em várias situações em locuções de automobilismo. Preciso me reciclar.

Já confirmaram participação e presença os colecionadores dos grupos Facção 8, Antigos de Cascavel, Fusca Ar Club Cascavel – essa rapaziada deu um show no autódromo daqui há duas semanas, desfilando relíquias e mais relíquias entre as baterias do Regional de Marcas & Pilotos –, Chevetteiros Cascavel, Opaleiros e Catarautos, este de Foz do Iguaçu. A festa também terá um palco montado ao ar livre para que os presentes possam apreciar os repertórios das bandas de rock Black Sabbath Cover e Matilia Sideral.

Vai ser a terceira edição do evento, que pela primeira vez também abrirá espaço para os primos mais novos Chevette e Opala. Se fosse ficar por aqui durante o fim de semana, eu seguramente apareceria por lá com meu “tubarão” 77.

Vendo as fotos de algumas das máquinas que vão expor no, até penso que Gomes, que costuma rechear seu blog com histórias, eventos e curiosidades sobre carros antigos, quereria dar uma rápida passada pelo shopping. Até porque há tempos está devendo uma visita a Cascavel, o baixinho.