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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sertanejão na veia

CASCAVEL - Edição especial da série, hoje. Não por ser com Chrystian & Ralf, que são os caras da música sertaneja, em todo o sentido máximo do termo. Mas porque essa, especificamente, fui eu quem filmou, num show de tempo atrás no Cowboy Saloon, onde o Vanderlei Costa arrumou uma mesinha de diretoria pra nossa galera.

Sempre que alguém me pergunta quem são os grandes da música sertaneja, antes de citar Matogrosso & Mathias e outros papas do gênero, friso que Chrystian & Ralf não entram na lista por serem hors concours. Um videozinho simples como esse mostra por quê.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sertanejão na veia

CASCAVEL - Já falei de Liu & Léu aqui no blog, pouco mais de um ano atrás, foi quando publiquei um vídeo deles cantando ao vivo num programa de televisão - coisa rara, acho, apesar de ser um vídeo um tanto recente.

Hoje tem mais Liu & Léu por aqui. A gravação de "Saco de estopa", que eu conheço como "Saco de ouro". Há regravações dessa música com Chitão & Xororó, Cezar & Paulinho e um quintilhão de outras duplas. É uma das mais bonitas da música realmente sertaneja.

Liu morreu no ano passado, quando a dupla chegou a 55 anos de carreira.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sertanejão na veia

NENHURES - Primeiro leiam, sem fazer muitas perguntas. Continuo depois das linhas copidescadas que seguem:

A receita é simples: um ritmo vira moda. Exemplo: baladas rápidas, com solos de violão, arrocha, vanera falando de balada e filas que andam e... Puf!, todo mundo copia. A rádio e os donos de boate abandonam a diversidade da música e começam a fazer do “sertanejo” um modismo que eles mesmos intitulam universitário.

A mídia influencia todos a ouvirem as mesmas coisas e as tribos se intitulam todas como sertanejas. Sem cheiro de terra nem debaixo da unha. Aí se reúnem para beber vodka e whisky do Paraguai com Red Bull, uma merda que se tiver um por cento mais de corante vira veneno.

E tome arrocha!

E vamos falar de futilidades, e vamos bater nossos carros, e vamo pegá as mina porque elas pira quando a gente fala que elas não valem mais nada.

E tome arrocha. Facim entender o nosso tempo. Só queria que a classe musical não se vendesse por um litro, ou por um cachê miserável. Se é pra tocar o que os outros mandam, então recebam bem por isso.

E não pensem que seu contratante é seu amigo, cantores. Ele só elogia vocês porque está de bolso cheio. Se a lambada voltar, você pula. Se o forró se fortalecer, você está fora. Se o funk falar menos palavrões – e isso já está rolando –, você vai ter de descer até o chão.

Realismo, sertanejo é a cara do Brasil. E tem muito poeta compondo lendas e guardando no fundo do baú.

Por quê?

Porque nossos jovens rebeldes sem causa, hoje, preferem a net, o chiclete e os clichês da mídia manipuladora a abastecer o cérebro e o coração om a magia, a surpresa, a genialidade e a criatividade dos artistas brasileiros.

Bem, mas como eu também vivo disso, ‘bora tirá uns arrocha pa dá de cumê pros meus canarinhos do reino. Que, mesmo com o passar do tempo, não mudam o gosto pelas melodias lindas que fazem rir, emocionam, fazendo a gente sentir a vibe da verdade.

Se você me vir cantando modismo, é porque eu preciso, não porque gosto.

Bom-humor e bom senso. É isso.

O desabafo aí acima é do parceiro Flávio Aquino, compositor dos bons e intérprete de primeira. Qualquer um com um mínimo de afinidade com alguma causa musical do mundo real terá captado ao menos uma das várias mensagens do Flavinho nessas linhas - algumas delas sutilmente incluídas em "Menina correria".

O dono da "Mala pronta" atuou em dupla por muitos anos nos palcos e nos bares da vida. Agora segue carreira-solo lá pras bandas do Paraná. Uma das últimas modas da lavra do Flávio é "A gente vai se ver", que segue aí:

Boa moda, não?

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sertanejão na veia

NENHURES - Sei lá o que foi que aconteceu naquela data, mas faz dez anos que alguma coisa levou Fernando Fakri, o Sorocaba, a escrever a música que lançou Thaeme & Thiago ao mercado de música sertaneja.

Ouvi dia desses, numa roda qualquer, que a música começou a ser escrita 12 horas antes do show em que seria apresentada. Não é de se duvidar - talvez isso explique por que Thaeme apresentou a música com Fernando, parceiro do Sorocaba.

Qualquer hora pergunto a um deles. Por enquanto, ficamos ao som de "6 de janeiro de 2003", Fernando Bonifácio e Thaeme Mariôto cantam.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sertanejão na veia

CASCAVEL - Legal o trocadilho embutido na letra do "Sou solteiro", letra do Alex que ele e o irmão gravaram, ou estão gravando. O Nei Tessari, que não é do ramo, não terá entendido.

Uma versão pra começo de conversa já foi gravada aqui mesmo, pelas bandas de Cascavel, provando que Everton & Alex também aderiram à onda do arrocha.

Everton & Alex são os caras que vão fazer o show principal da GT Party. Faltam só três dias, inclusive.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sertanejão na veia

CAMPO GRANDE - Debite-se à escassez de voos partindo de Cascavel minha chegada precoce à Cidade Morena, onde no fim de semana vamos acompanhar toda a movimentação da sexta etapa do Campeonato Brasileiro de GT e do Mercedes-Benz Grand Challenge - se não saísse de lá na madrugada do feriado, chegaria atrasado amanhã. A programação no Autódromo Internacional de Campo Grande contempla também a sétima prova do ELF Superbike, evento em que neste ano não tenho atribuição alguma.

Não é segredo a ninguém que, além da narração das corridas do GT e do Grand Challenge para o site e, no domingo, para a Rede TV!, vim a Campo Grande trazendo no bloquinho de anotações uma série de coisas para arredondar com a galera da SRO para a GT Party, a festa de daqui a alguns dias que vai marcar a inédita ida das categorias a Cascavel. Além do Discow Funk do DJ Rodrigo S, a festa vai ter shows com os repertórios de Everton & Alex e de Luc & Juli, um programão.

E quer presságio melhor para uma viagem em que vou resolver algumas pendengas para uma festa de música sertaneja que topar, no aeroporto, com o José Rico? Tinha ido passar uns dias numa fazenda lá perto de Cascavel, depois de uns compromissos no Paraguai, estava voltando para Americana, onde mora. Pensei até que fosse um sósia, mas a feição singular, os anéis, a corrente exagerada e o crucifixo que trazia na bagagem de mão e que foi acusado pelo apitinho chato do detector de metais não deixaram dúvida.

Pra quem é quase tarado por música sertaneja, cinco minutinhos de prosa com alguém do naipe do Zé Rico foram um evento digno de nota, é um sujeito com 43 anos de estrada no ramo e cujo trabalho se faz presente em qualquer roda de viola que se preze. Tem dois aviões, o Zé, um lá pela região de Cascavel e o outro em Americana, que me contou ser um Seneca, mas achou mais prático voltar pra casa de Azul.

Como também foi digno de nota descobrir o nome verdadeiro do cara quando a moça da companhia aérea, checando seu cartão de embarque, desejou-lhe boa viagem e indicou que “o caminho até a aeronave é pela faixa azul, senhor José”.

É, de fato e de direito, o José rico. E o encontro improvável é motivo mais que suficiente para resgatar o "Sertanejão na veia". Como há muita gente que vem aqui esperando encontrar algo útil sobre automobilismo, uma esperança sempre frustrada, selecionei "Herói da velocidade", que Milionário & Zé Rico gravaram em homenagem a Senna.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sertanejão na veia

CASCAVEL - Aí que o Flávio Aquino, bom de gogó aqui de Cascavel que já emplacou composições na trilha sonora da novela das oito e otras cositas más, acabou esbarrando com o Gusttavo Lima, que é um dos maiores sucessos dos últimos tempos no estilo sertanejo universitário. Papo vai, papo vem, e os dois combinaram uma apresentação conjunta.

Que aconteceu alguns meses atrás durante o "Estúdio vip" da Tarobá FM. Flavinho, que é aqui de Cascavel, e Gusttavo, mineiro de Presidente Olegário, dividiram os microfones com "Mala pronta", sucesso do meu bróder. Não foi filmado, mas providenciaram a inclusão da gravação do , que toda a todo momento nas rádios - ouvi hoje cedo na Capital FM, por exemplo.


Bróder. É uma boa ferramenta na aportuguesação dos termos. Já transformei teaser em tíser, dia desses, também ficou legal.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sertanejão na veia

GOIÂNIA - Não viajei à noite, nem tive tanta correria, muito menos vou estar nos braços de ninguém daqui a pouquinho. Mas essa é a trilha obrigatória de mais um fim de semana em Goiânia.


O Leonardo, que é das bandas de cá, não deve aparecer no autódromo, mas ouvi ontem que alguns colegas de ofício dele podem dar as caras por aqui no domingo. Se vierem, puxamos umas modas.

Por ora, mais um recorde para o acervo do DataLuc: nunca antes na história desse país eu havia estado em quatro corridas de Fórmula Truck numa mesma temporada.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Sertanejão na veia


PORTO ALEGRE - Tem havido muitos shows interessantes em Cascavel de uns tempos para cá, parece que a cidade resolveu engrenar em sua caminhada à condição de bom lugar para se viver. Tenho perdido todos, consequência da agenda corrida das corridas (trocadilho besta), agenda da qual não reclamo - pelo contrário, agradeço todos os dias.

Amanhã, por exemplo, perco dois shows, daqueles que dói na alma estar longe. Everton & Alex, parceiros dos bons, vão se apresentar no Cowboy Saloon com sua banda, a Rochel, da qual minha ilustríssima patroa faz parte. Até aí, sem grandes dramas; vivo indo aos shows do Everton do Alex, que dias atrás baixaram lá em casa e levaram no porta-malas o Valdy, que eu não via há uns bons 18 anos, e fazer umas modas com ele foi uma das grandes coisas do ano.

Mas, na carona de Everton & Alex, perco também o show de Gilberto & Gilmar, dupla da lista das pioneiras. Deles, tenho um cassete, ou K7, de quando regravaram o "Trem das sete" do Raul Seixas, foi no mesmo volume que lançaram "Capa de revista". "Só mais uma vez", a moda do vídeo aí em cima, está entre os principais sucessos deles. "Assino com X" é outro, que nunca pode faltar nas rodas de música sertaneja das quais sempre participo. Aí tem também "Música da saudade", "Palavras de amor", a lista de imperdíveis é quilométrica.

Nunca vi um show de Gilberto & Gilmar e sei que amanhã à noite, cá de Porto Alegre, vou estar puto nas calças (aprendi essa expressão anteontem, achei divertida) por não estar lá no Cowboy.

Vou pedir pra Juli filmar pra eu ver quando chegar em casa.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sertanejão na veia


CARUARU - "Coração do Brasil" é uma das várias músicas que conheci primeiro nos palcos de festivais regionais de interpretação e depois pelas gravações originais. O Robson Roques, cantor dos bons lá de Cascavel, ganhou dezenas desses festivais cantando "Coração do Brasil" quando formava a dupla Rober & Robson, era uma interpretação bacana, eles imitavam Tonico & Tinoco em umas partes da música, imitavam Sandy & Júnior em outras.

Aí temos um vídeo do programa da Hebe, de uns 20 anos atrás. Tonico & Tinoco, Chitãozinho & Xororó e Sandy & Júnior, que então representavam muito bem a distinção de três gerações da música sertaneja, apresentando "Coração do Brasil", letra que homenageia o pioneirismo da primeira dupla.

Tinoco morreu na última madrugada, aos 91 anos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sertanejão na veia

SANTA CRUZ DO SUL - Abro mais uma exceção à regra blúquica (ou belúquica?) de só trazer aqui artistas cantando ao vivo. A música de hoje faz valer a transgressão.


"Couro de boi", do Serjão Reis, é daquelas músicas que qualquer ser humano deveria escutar no mínimo uma vez por dia. Sua mensagem, transposta a tudo que acompanhamos estarrecidos no nosso cotidiano medíocre, deveria ser suficiente pra fazer do mundo um lugar menos inóspito.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sertanejão na veia

E como a moda por aqui tem sido abrir exceções, um “Sertanejão na veia” em dose dupla. Começa com “Dia de visita”, moda de viola das mais tocantes, que marcou a carreira de João Paulo & Daniel.


O enredo de teve sequência com “Olhos claros”. O vídeo é do mesmo show, gravado em 1995 em Brotas. Pra essa, a dupla teve a participação do violeiro João Mulato.


Essas duas modas, como eu costumo dizer, são boas para escutar e também para ouvir.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sertanejão na veia

"Hoje é sexta-feira, dia de bebemorar", decreta "Feriado nacional", sucesso já um tanto antigo que Bruno & Marrone apresentam a partir dos 25s desse vídeo aí.


Eu chegava a dar nó nos dedos tocando essa música no meu antigo teclado Yamaha, que foi levado numa das vezes em que minha casa foi roubada, roubam-se muitas casas no Brasil. Depois disso ganhei do guru Gil Brandalize um teclado bem melhor, da Korg, não tenho tido muito tempo para dele tirar som.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sertanejão na veia

Tenho a impressão, quase certeza, de que Chitãozinho & Xororó já apareceram aqui na série, o que não me custa doses de melanina. Repetir não é a ideia, claro, mas esses podem. Principalmente quando é com um dos maiores clássicos das modas de viola de todos os tempos da última semana.


Até hoje, vejam só, não pus "Rei do gado" no repertório de Luc & Juli. Imperdoável.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sertanejão na veia

Ouvi no som de uma Saveiro que passou na rua. Uma das músicas que a gente sempre fazia nos botecos nos tempos das primeiras duplas, primeiro com o Reginaldo, depois com o Lobo. "Nem dormindo consigo te esquecer", com Gian & Giovani.


Foi com o Gian e o Giovani, ou Aparecido e Marcelo, que vi pela primeira vez, no jornalismo, como de um limão se faz uma limonada - embora nós três, eles e eu, tenhamos saído daquela saia-justa tomando suco de laranja. Qualquer hora eu conto aqui.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Sertanejão na veia

Começando a sexta-feira ao som de Munhoz & Mariano.

Já falei aqui que final de semana é a meia-noite do domingo e o correto é fim de semana, há quem use um discutível fim-de-semana, mas vale a moda.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sertanejão na veia

A dupla acabou, o que é uma pena, mas cada um sabe de si. E acabou a dupla sertaneja, não a amizade entre Flávio e Thiago, ou Flávio Aquino & Gabriel, e é isso que vale. O que se leva da vida, afinal, é o convívio que se tem, ouvi isso dia desses e achei deveras verossímil.

A dupla acabou, mas a história ficou. Flávio Aquino toca a carreira solo, Thiago Diel assumiu o sobrenome verdadeiro e hoje se apresenta com nova formação de dupla, Franco & Diel. Um dos últimos momentos de Flávio Aquino & Gabriel foi "Criminosa incrível". Uma obra-prima, como dizem.


Orgulho danado de ter essa molecada na lista de amigos, algo que tem se tornado um negócio meio escasso.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sertanejão na veia


Fred & Gustavo, dupla da nova safra, como dizem. Com "Lendas e mistérios", uma das histórias mais bonitas que uma música foi capaz de contar nos últimos séculos.

Poderia ter entrado como "Luc Parade", mas foi gravada e divulgada como sertanejo universitário. Que assim seja.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Sertanejão na veia

Não imaginava que houvesse na internet vídeos de Liu & Léu cantando ao vivo. Mas há, esse é um deles, num programa de 2004 da Rede Record, que tinha apresentação de Chitãozinho e Xororó.

Não sei se Léu acabou virando "Leo", como já li e vi em versões impressas e digitais de uma penca de material, mas é fato que a dupla dos irmãos Lincoln e Walter está prestes a completar 55 anos de atividade.

"Prato do dia" é um dos clássicos indispensáveis nas rodas de viola. Aprendi essa anos atrás, num boteco onde quem tocava o repertório da noite era o Andrade Paraná.


Também sou, afinal, um sujeito à disposição pra servir a moda que pede o freguês. E você, também é?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Dívida quitada

Vá lá que tenha demorado, mas nem todo mundo que fica me devendo coisas demora uma eternidade e meia para solver as pendências.

Fabrício Vasconcelos saiu do subúrbio do ABC Paulista para vir hoje a Interlagos e me entregar o DVD comemorativo aos 40 anos de carreira de Léo Canhoto & Robertinho, com o que acabou comprometido pela força das redes sociais.

O Bruno Vicária até pediu para levar para casa, mas esse tipo de coisa a gente não empresta. Nunca se sabe se haverá devolução, sacumé...