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domingo, 23 de dezembro de 2012

Isso é Interlagos

CASCAVEL - Aos vários relatos de quem frequenta Interlagos de alguma forma, some-se a foto aí abaixo, publicada ontem pelo Rodrigo Ruiz, que por lá fotografa as últimas corridas do ano, as da penúltima etapa do Campeonato Paulista, que vai terminar no terceiro fim de semana de 2013.

Uma verdadeira criação do mosquito da dengue, como bem definiu o Rodrigo, mostrando quão patética é a administração pública da maior cidade do país, que gasta milhões de dinheiros todos os anos nas reformas para o GP do Brasil de Fórmula 1 e não é capaz de pôr abaixo o mato que torna o lugar menos bonito e menos seguro. As tais obras invariavelmente deixam o autódromo exatamente como estava antes, salvo uma demão de tinta aqui, uma base de concreto ali. Ninguém até hoje deve ter se preocupado em saber para onde vai, de fato, essa fortuna anual justificada nas reformas. A partir de 2013 é gestão da petezada, aí pode ser que tudo isso melhore, e tal.

Ciente das pedradas dos ratos de autódromo, pergunto: sou o único a achar que São Paulo e o Brasil têm coisa a melhor a fazer com o dinheiro público que investir milhões por ano em uma corrida de Fórmula 1?

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Uma ideia, só...

SÃO PAULO - Toda vez que venho a Interlagos para o evento do Porsche GT3 Brasil preliminar do GP de Fórmula 1 acabo falando da pista antiga. Não reclamem. É pelo traçado antigo que passo para chegar ao nosso QG, é o traçado antigo que me põe a pensar nalgumas coisas.

Hoje, olhando com o encanto de sempre a inclinação da antiga curva Três, lamentei comigo mesmo a inviabilidade da ideia de alguns abnegados, de reativar o traçado de quase oito quilômetros. Dentre outros fatores, porque uma das curvas, o Sargento, não existe mais.

O anel externo, contudo, continua lá, praticamente intacto. E, se não oferece mais condições ao automobilismo, me pareceu bastante acolhedor para as competições de ciclismo. Todo ano os melhores ciclistas do Brasil e do lado de cá do mundo apinham-se pelas curvas de Interlagos para a Copa América. É uma competição de 15 ou 16 voltas pelo autódromo, prova que meu bróder cascavelense Nilceu Santos ganhou um monte de vezes, dando sua contribuição para que Cascavel domine o mundo o mais rapidamente possível.

Parece-me que já houve provas ciclísticas em Interlagos no sentido inverso da pista, inclusive, o que imagino ter poupado bastante as reservas físicas dos atletas no trecho entre a linha de chegada e a Junção, embora os tenha submetido a esforços sobrenaturais no S do Senna.

Por que não colocar essa turma pra correr no anel externo? Curvas Um, Dois, Três, subida do Café...

Seria interessantíssimo. Até, e talvez principalmente, para os automobilistas mais saudosistas.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cabe ou não cabe?











CASCAVEL - Uma das coisas que chegaram a falar durante a reforma do autódromo de Cascavel é que os boxes daqui seriam os únicos com pé-direito suficiente para abrigar os caminhões da Fórmula Truck. Altura, para vocês que não cursaram Técnica em Edificações, passo inicial da Engenharia, antes de enveredar para o jornalismo.

No papo, outro lembrou oportunamente que o autódromo de Campo Grande também contempla os caminhões. E um terceiro provocou uma discussão ao opinar que os boxes de Interlagos comportam os Truck portas adentro. Discussão, porque foi contestado.

Como o BLuc não deixa ninguém mentir, além do dono, eis aí as evidências. Duas fotos que acabo de achar nos meus próprios arquivos, tirei-as durante a programação de treinos para a etapa paulista de dois meses atrás.

A primeira mostra o Volvo do Diumar Bueno em frente ao box número 11, sendo óbvio que não caberia lá dentro. Na segunda aparece o MAN-Volks de Adalberto Jardim recebendo a devida manutenção na área interna do último box, acho que número 27. Donde conclui-se que as linhas horizontais dos boxes formam um plano inclinado - não são exatamente paralelas, para vocês que não estudaram geometria no curso técnico de Edificações.

O leitor mais otimista terá concluído que os dois lados da discussão de três parágrafos atrás tinham a razão. Para o mais pessimista, ambos estavam errados.

sábado, 28 de julho de 2012

A chicane, sempre ela

SÃO PAULO – Começo com um pedido de desculpas a dois tipos de gente – quem me contrata para narrar corridas e quem assiste às corridas que sou contratado para narrar. Mas não consigo fazer cara de paisagem quando vejo o absurdo que foi imposto ao automobilismo brasileiro com a chicane da curva do Café, no autódromo de Interlagos. E acabo tecendo críticas que por vezes podem não ser exatamente o que o público de uma corrida espere ouvir durante uma corrida. Foi o que fiz hoje.

Aquela chicane, construída na década passada especialmente para o Mundial de Motovelocidade, transcende os limites da aberração. Sobretudo depois que suas zebras passaram a incorporar verdadeiras muretas, devidamente batizadas por mim na locução de horas atrás como Muro de Berlim. Tenho definições geniais para algumas coisas, alguns hão de concordar.

Depois das mortes de Rafael Sperafico e Gustavo Sondermann em acidentes naquele ponto da pista, a Confederação Brasileira de Automobilismo, talvez pressionada pelas alas que tentam eleger culpados para as fatalidades, viu-se pressionada a tomar uma providência. Tomou essa, a de enfiar a chicane goela abaixo das categorias nacionais do automobilismo. Péssima decisão. A Fórmula Truck fugiu da obrigatoriedade, sob a óbvia constatação de que o desenho apertado do trecho é simplesmente inviável para os caminhões. E houve a tentativa de se impor a chicane às categorias do forte Campeonato Paulista de Automobilismo, cujos pilotos tiveram presença de espírito suficiente para bater o pé e dizer não. É o deles que está na reta, ou no caso na curva do Café.

Ano passado, maioria há de lembrar, o José Vitte foi parar no hospital depois de se tornar a primeira vítima da chicane numa corrida do então Trofeo Linea, hoje Copa Fiat. Mês passado, nos treinos para o Brasileiro de Gran Turismo, o Lorenzo Varassin destruiu seu Dodge Viper depois da elevação que acompanha a zebra da chicane projetá-lo contra o muro do lado oposto da pista. No mesmo evento, numa das corridas do Mercedes-Benz Grand Challenge, um piloto, acho que o Rubens Tilkian, passou por sobre a mureta indesejada e, adivinhem!, foi parar no muro. A foto lá em cima, captada pelo Rodrigo Ruiz, mostra o momento em que, numa das corridas do GT em junho, o Lamborghini de Pierre Ventura saiu pulando feito touro de rodeio depois de passar por sobre a chicane.

Nos treinos da quinta etapa do Porsche GT3 Cup Brasil, que teve suas provas hoje em Interlagos, o Otávio Mesquita atacou a zebra, seu carro saiu rodando e foi pura sorte, essa foi minha impressão, ele ter conseguido evitar a batida no muro. E hoje, durante a corrida, o Beto Posses acabou perdendo o ponto de frenagem para a entrada da chicane. Teve presença de espírito suficiente para deixar que o carro seguisse em linha reta, saltando por sobre a tal mureta da chicane e muito provavelmente arrebentando sua suspensão. Se tentasse contornar, provavelmente teria sido catapultado para o lado que o destino apontasse.

O que talvez a CBA não entenda, e deveria entender, é que pilotos atacam zebras de pistas na busca por décimos de segundo, é esse o princípio do automobilismo de competição, pilotos estudando trajetórias para completarem voltas no menor espaço de tempo possível. E quem for fazer isso na chicane de Interlagos corre o sério risco de ficar sem carro. E de se machucar. Há um projeto de reforma para a partir do ano que vem que contempla “intervenção na chicane”, como informa esse comunicado aqui, emitido pela própria Confederação.

A curva do Café repousa no mesmo lugar há 72 anos. Fatalmente foi palco de duas tragédias, as que vitimaram Rafael e Gustavo. Uma providência foi tomada, porque uma posição foi cobrada, e o que se espera de quem responde por qualquer coisa são providências a situações adversas. Providência infeliz, é o que penso. Aquela chicane, da forma como foi construída e reformatada, ainda vai acabar machucando alguém. Queiram os céus que não mate.

O próprio comunicado da CBA, que indiquei dois parágrafos atrás, informa que a Fórmula 1 vai continuar usando o traçado normal, sem chicane. Se a subida do Café comporta a F-1, por que raios não comportaria as competições brasileiras?

Com a palavra, os pilotos que disputam corridas em Interlagos e que me leem. Sou eu o revoltado com o mundo ou há algum fundamento na reflexão que proponho aqui?

ATUALIZANDO EM 28 DE JULHO, ÀS 19h42:
E o Kiko Stone, que em algumas redes apresenta-se como Kico, foi buscar a foto da já citada batida do José Vitte em 2011, depois de ter seu carro projetado pela mureta da chicane. "Aquilo é uma rampa de lançamento", diz o Kiko, ou Kico, coberto de razão. Alguém sabe quem tirou a foto?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Interlagos de ontem

SÃO PAULO - O Gomes trouxe ontem, no blog dele, um vídeo sensacional com a primeira volta do GP do Brasil de 1976. Tonto que sou, depois de assistir ao vídeo umas três ou quatro vezes, levei o laptop lá para fora, na estrutura do segundo piso atrás dos boxes, e enquanto via mais uma vez as imagens ia acompanhando no olhar o traçado antigo pelo novo Interlagos - que de novo não tem tanta coisa assim, já é uma novidade de 22 anos.

Anos atrás, 2008 ou 2009, pilotos da geração passada formaram um grupo liderado por Bob Sharp e Chiquinho Lameirão na tentativa de viabilizar a realização de corridas no traçado antigo de Interlagos, com seus 7.960 metros. Sharp, Lameirão e companhia bela dependiam de políticos daqui, parece que foi uma iniciativa natimorta.

Grosso modo, só o que falta é a curva do Sargento, que desovava os pilotos no Laranja, hoje Laranjinha. O Sargento é a curva que estaria bem no centro da foto aí acima, dá para ver a saída da curva passando à direita (esquerda, para quem olha) da instalação coberta por uma laje onde se montam camarotes, sob a qual repousa um estacionamento. De resto, a parte da pista de quase oito quilômetros por onde os pilotos não aceleram mais ainda está aí, servindo para deslocamento dos carros de serviço, ou como estacionamento, ou simplesmente para criar rachaduras.

Parte dela, a saída da antiga curva Três, atende-nos todos os anos no GP do Brasil. Quando digo "nós", refiro-me ao Porsche GT3 Brasil, que desde 2005 promove as corridas preliminares da Fórmula 1.

O colega aqui ao lado observa, enquanto escrevo, que eu pago um pau para a pista antiga de Interlagos, aquela que não conheci. Não compreendo o exato sentido da expressão "pagar pau", que já virou até nome de música sertaneja.

Acho que pago, mesmo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Preços de lá, preços de cá

CASCAVEL - Hoje cedo chamei atenção aqui no blog para os valores para as várias modalidades de locação do autódromo de Cascavel, definidos pela prefeitura e publicados ontem em edital. O assunto aguçou o Leonardo Gomes, e o rato de pista foi fuçar os preços praticados pela prefeitura paulistana para o autódromo de Interlagos.

Não tenho paciência e nem motivos para esmiuçar comparativos entre as tabelas dos dois autódromos. Não dá, na verdade, para simplesmente estabelecermos comparativos absolutos entre Interlagos e Cascavel. Mas algumas coisas chamam atenção, e atenho-me a uma única situação, a título de mero exemplo.

Em Cascavel, com R$ 15 mil, promotores de quaisquer competições nacionais, casos da Fórmula Truck ou da Stock Car, que vão baixar por aqui nos próximos meses – o evento da Stock ainda não foi anunciado oficialmente, – podem fazer uso de tudo. Por tudo, refiro-me a boxes, torre, espaço para ambulatório, sala de imprensa e afins, estacionamento, camarotes, espaço para exploração de publicidade e o escambau. Ah, esse preço vale para a locação por cinco dias, de quarta a domingo ou de quinta a segunda-feira. Caso o promotor do evento opte por não utilizar tudo que o autódromo disponibiliza, pode levar um desconto de até R$ 25%, dependendo do caso.

Agora vamos tratar da mesma hipótese para uma etapa da mesma Stock ou da mesma Truck em Interlagos, salvo alguma conquista pontual dos promotores na negociação com a São Paulo Turismo, sempre se analisam os contratos caso a caso. Por R$ 64.960 reais, avisa a tabela, qualquer promotor pode usufruir de todas as dependências equivalentes, que são obviamente bem mais amplas no caso paulistano. A lista inclui também arquibancadas. Os estacionamentos sob o hospitality center e do portão 7 não estão incluídos. Caso haja atividades de Track Day ou de Test Drive na programação do evento, a taxa sobre para R$ 98.774. Se houver uma categoria estadual na programação, a taxa sobe menos de 10% e vai a redondos R$ 70 mil. Caso haja associação com outra categoria nacional – caso do Porsche Cup e da Stock Car no evento de dezembro – o valor vai a R$ 86.613,50. A exploração de merchandising no autódromo durante o evento é exclusiva da SP Turis.

Abrindo as duas tabelas, e os links estão no primeiro parágrafo, dá para comparar uma série de outras combinações. E constatar que a dos paulistanos serviu de modelo à daqui. Como base, mesmo. Olhando as duas, conclui-se de imediato: são atrativas demais, as taxas do autódromo de Cascavel. Será promoção de reinauguração? Sei lá. De modo ou outro, com mais um tapinha aqui e outro ali, o Bernie Ecclestone acaba batendo à porta do gabinete do Edgar Bueno para tomar um mate e tratar de novos ares para a Fórmula 1.

Quando vejo Cascavel com o segundo melhor autódromo do Brasil e o Rio de Janeiro ficando sem uma pista de corridas, não duvido de mais nada.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Habemus arquibancada

SÃO PAULO - A nova arquibancada da reta dos boxes do autódromo de Interlagos, que teve construção concluída há poucos dias, está inaugurada na pompa e na prática. É essa que aparece na imagem da vitória do Leandro Totti, ontem, na quinta etapa da temporada da Fórmula Truck.

O prefeito Gilberto Kassab esteve em Interlagos no sábado para o ato de inauguração, que não teve lá tanta pompa assim. Foi simbólico, na verdade, antes do prefeito participar de um almoço com o pessoal da Truck no box onde a revista "O Carreteiro" montou um lounge durante o evento. Kassab e o diretor de Eventos da SP Turis, Everaldo Júnior, foram recepcionados pela presidente da categoria, Neusa Navarro. O Vytor Zeidan falou com o pessoal.


Essa arquibancada é parte do projeto que deverá ganhar volume e ritmo acelerado a partir de 2013, na adequação de Interlagos aos padrões da Fórmula 1 de hoje em dia.

domingo, 8 de julho de 2012

Desafio dos céus

SÃO PAULO - Tirei as fotos coisa de meia hora atrás, depois de já ter posto em ordem tudo que havia para ser posto em ordem no centro de imprensa de Interlagos, onde hoje é dia de Fórmula Truck.

A imagem não é exatamente animadora para quem tem um dia de autódromo pela frente. Frio, neblina, tempo fechado, a chuva da noite que pode voltar a qualquer momento - por enquanto, só uma garoa fina dá as caras por aqui.

Sempre há um lado bom. Para a Truck, que gosta de um bom desafio, o domingo é um prato cheio.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sem chicane

SÃO PAULO - Uma pergunta que tenho ouvido bastante nos últimos dias, e que eu mesmo já havia feito, diz respeito ao traçado de Interlagos para a corrida da Fórmula Truck.

Neste ano, como regra da Confederação Brasileira de Automobilismo, todas as categorias de âmbito nacional têm de adotar a chicane da curva do Café como traçado obrigatório. Houve uma tentativa de se estender a regra também às categorias do Campeonato Paulista de Automobilismo, cujos pilotos chutaram o balde e fizeram valer sua recusa à ideia.

Aí entra a questão: os caminhões vão contornar a chicane? Não, claro que não. Seria uma estupidez sem tamanho manter essa regra na Truck. Isso já saiu convencionado da reunião que a CBA fez no início do ano com os promotores de todas as categorias nacionais de automobilismo. A regra vale para todas, menos para a Truck, já que o traçado da chicane é inviável para os caminhões. Foi Cleyton Pinteiro, presidente da CBA, quem garantiu, naquela ocasião. E, opinião minha, é inviável para quaisquer outras categorias, pela elevação que acompanha as zebras.

E assim, num fim de semana de calor e sem chicane, vai começar em meia hora o primeiro treino livre do GP Petrobras. Que terá entre as novidades o novo Scania corintiano do Roberval Andrade, esse da foto, cromado. Bonitão, o caminhão.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Porsche GT3 Cup com chicane

SÃO PAULO – Eis que acabamos de terminar o primeiro dia de atividades do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil na terceira etapa, aqui em Interlagos. Ricardo Baptista foi o mais rápido do dia na classe Cup, Ipe Ferraiolo, na Challenge.

A novidade do dia por aqui ficou por conta da adoção da chicane na Curva do Café - a foto aí acima, feita pelo portuga Jorge Sá, mostra o Marcel Visconde, com novo layout, contornando a entrada do novo trecho. Parece-me que o uso da chicane foi uma convenção, ou qualquer coisa perto disso, que nasceu de encontro recente entre os promotores das principais categorias nacionais de automobilismo. Pode ser precipitado afirmar que todas vão, de fato, incluir a chicane no traçado de suas corridas.

Com a mudança, inédita no Porsche GT3 Brasil, o traçado de Interlagos passa de 4.309 para 4.314 metros. Na categoria Cup, a volta mais rápida do dia, cravada pelo Ricardinho no último treino do dia, veio em 1min43s490, com média horária de 150,066 quilômetros. A título de comparação, o recorde da pista convencional é de Ricardo Rosset, 1min38s158, com média de 157,458 km/h.

A volta mais rápida da quinta-feira na Challenge, do Ipe, foi cronometrada em 1min45s234, média de 147,579 km/h. O recorde é do ano passado: Fernando Barci, 1min41s279, a 153,165 km/h.

Por parte do público da categoria, a expectativa maior do dia fica por conta do resultado da promoção que vai trazer quatro torcedores a Interlagos para voltas rápidas nos carros de corrida, ao lado de pilotos profissionais. A promoção, que teve formato de concurso cultural, vai contemplar 30 torcedores. Os quatro autores das frases mais criativas vão ganhar kits com capacetes, balaclavas, luvas e bonés da categoria. Os outros 26 receberão bonés e ingressos para as corridas de sábado.

Como colher-de-chá, vão aí os melhores tempos de cada piloto em todos os treinos de hoje.

Cup – primeiro treino livre
1º) Clemente Lunardi, 1min44s472
2º) Tom Valle, 1min44s572
3º) Daniel Paludo, 1min44s645
4º) Maurizio Billi, 1min44s748
5º) Ricardo Baptista, 1min44s800
6º) Marcel Visconde, 1min44s909
7º) Fabio Viscardi, 1min45s020
8º) Zeca Feffer, 1min45s825
9º) Marcos Barros, 1min46s083
10º) Guilherme Figueirôa, 1min46s105
11º) Adalberto Baptista, 1min46s191
12º) Omilton Visconde, 1min46s240
13º) Henry Visconde, 1min47s772
14º) Sérgio Ribas, 1min47s997
15º) Esio Vichiese, 1min48s199
16º) Eduardo Souza Ramos, 1min58s505
Média do 1º: 148,656 km/h

Cup – segundo treino livre
1º) Ricardo Baptista, 1min43s490
2º) Maurizio Billi, 1min44s123
3º) Marcel Visconde, 1min44s249
4º) Daniel Paludo, 1min44s435
5º) Clemente Lunardi, 1min44s597
6º) Tom Valle, 1min44s822
7º) Fabio Viscardi, 1min44s970
8º) Zeca Feffer, 1min45s643
9º) Marcos Barros, 1min45s801
10º) Sérgio Ribas, 1min45s815
11º) Adalberto Baptista, 1min45s895
12º) Guilherme Figueirôa, 1min45s978
13º) Omilton Visconde, 1min46s452
14º) Eduardo S. Ramos, 1min47s537
15º) Esio Vichiese, 1min47s578
16º) Henry Visconde, 1min48s406
Média do 1º: 150,066 km/h

Challenge – primeiro treino livre
1º) Rodolfo Ometto, 1min45s869
2º) Tommy Soubihe, 1min45s974
3º) Gui Affonso, 1min46s241
4º) Sylvio de Barros, 1min46s585
5º) Alan Turres, 1min46s722
6º) Carlos Ambrósio, 1min46s783
7º) Johnny Freire, 1min46s954
8º) Daniel Schneider, 1min47s032
9º) Ludovico Pezzangora, 1min47s209
10º) Carlos Silveira, 1min47s646
11º) Ipe Ferraiolo, 1min47s673
12º) Edu Guedes, 1min48s317
13º) Jorge Borelli, 1min48s620
14º) Marcelo Stallone, 1min48s990
15º) Amilcar Collares, 1min49s290
16º) Renato Benedetto, 1min51s210
17º) Giaffone, 1min52s184
18º) Armando di Nardo 2min01s011
Médio do 1º: 146,694 km/h

Challenge – segundo treino livre
1º) Ipe Ferraiolo, 1min45s234
2º) Daniel Schneider, 1min45s881
3º) Tommy Soubihe, 1min46s246
4º) Johnny Freire, 1min46s310
5º) Alan Turres, 1min46s376
6º) Rodolfo Ometto, 1min46s443
7º) Franco Giaffone, 1min47s253
8º) Marcelo Stallone, 1min47s303
9º) Carlos Ambrósio, 1min47s421
10º) Ludovico Pezzangora, 1min47s913
11º) Carlos Silveira, 1min48s102
12º) Gui Affonso, 1min48s141
13º) Amilcar Collares, 1min48s579
14º) Jorge Borelli, 1min48s639
15º) Fábio Alves, 1min49s842
16º) Renato Benedetto, 1min49s982
17º) Armando di Nardo, 2min01s678
Média do 1º: 147,579 km/h

domingo, 11 de março de 2012

Motos, lágrimas e mulheres

SÃO PAULO - Eram exatamente 13h30 quando postei no Twitter a foto que tinha acabado de tirar à beira da pista em Interlagos, onde a equipe Mix, ali da cidade de Franca, empreendia um ótimo show de manobras com motocicletas para o público que acompanhava no autódromo a programação do Mobil Pirelli Superbike. Arquibancadas lotadas, um mérito do piloto-promotor Bruno Corano que só quem já se atreveu a organizar eventos de qualquer natureza está credenciado a mensurar.

Na pista, quase 190 pilotos envolvidos com as seis corridas da programação, e vocês podem imaginar o trabalho que dá tentar identificar todos eles no trabalho de narração das corridas para o público do autódromo e também o que acompanha as corridas pela internet. No fim, sempre sobrevive-se a isso.

Algumas coisas em especial me chamaram atenção no evento, além das corridas realmente movimentadas que tivemos horas atrás. A imagem do domingo, e assim a defini ao público que me ouvia, deu-se logo depois da última corrida do dia. Júlio César Neto Parra, o da foto aí abaixo, acabara de vencer pela categoria Dainese Superbike Light, depois de uma disputa dura com o James Michael, disputa que durou até a última volta. Dada a bandeirada final, ele diminuiu o ritmo e, em vez de contornar o "S do Senna" na volta da vitória, passou reto. Estacionou a Honda número 91 da equipe Gigante Racing Team ao lado de uma barreira de pneus, inclinou-se sobre o tanque da modo e chorou convulsivamente, emocionado que estava pelo resultado que havia acabado de conquistar. Sua pilotagem fez jus ao nome da equipe.

Outro fator que me chamou atenção, isso já nos treinos, foi a presença de quatro mulheres na lista dos quase 190 pilotos, não consigo precisar o total exato, mas foram mais de 180 os inscritos - isso sem contar os dezenas de alunos do curso de pilotagem da MotoSchool que tiveram várias sessões de treino na pista ao longo da programação do fim de semana. Renderia, ou rendeu, não sei, umas pautas bacanas para editorias que abordaram na última semana o Dia Internacional da Mulher. Sabrina Paiuta, Érica Cunha, Baby Paz e Cristiane Trentim, uma mais simpática que a outra, disputaram as corridas do Mobil Pirelli Superbike, duas delas foram ao pódio em suas categorias.

Eu queria ter escrito a respeito das quatro ontem, até solicitei fotos delas à assessoria de imprensa do evento, material que me foi prontamente enviado pelo Flávio Bergmann. Foi até bom não ter postado nada, certamente teria feito algo bem menos aprofundado que o material da Suzane Carvalho. A Suzane, que é piloto, atriz, modelo, capa de revista, instrutora de kart e de direção defensiva-evasiva, natureba e agora jornalista, passou o fim de semana em Interlagos e abordou a participação feminina de forma irretocável na cobertura que fez para seu blog no UOL.

Tenho de tirar o chapéu para o trabalho do Corano e de sua trupe. Os caras tiraram leite de pedra pra fazer o evento chegar ao tamanho que chegou.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Fica pra próxima

Havia chegado, enfim, o dia do primeiro show de Luc & Juli para os amigos de São Paulo. Eu tinha anunciado aqui mesmo, no blog. E seria no ambiente das corridas, na programação das 24 Horas de Interlagos, e tudo mais.

Sem piada, dezenas de amigos mostraram euforia com a apresentação que faríamos em Interlagos no dia 25. Faríamos. Adiaram o evento, logo toda a programação de suporte à corrida também cai por terra.

Mas não passa desse ano um show da nossa dupla na cidade onde nasci, devo isso a muita gente. O mundo também não passa desse ano, afinal.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Sem chicane

A pergunta que mais os fãs do Itaipava GT Brasil têm feito nesta semana da última etapa é sobre o uso da chicane do Café para os treinos e corridas em Interlagos.

A chicane, que foi utilizada na sexta etapa, em fim de agosto, será dispensada desta vez, com os pilotos cumprindo o traçado original, segundo acaba de me confirmar o diretor de provas Antônio Carlos "Magrão" Regall. A bandeira amarela permanente é mantida, como em todas as competições nacionais da temporada.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Isso é Porsche GT3 Cup, bebê!

Etapa de encerramento de temporada, e como manda a ocasião o Porsche GT3 Cup Challenge Brasil preparou algumas ações promocionais antes dos treinos, que acabaram de começar.

Na pista, nada menos que 72 carros. Quatro deles, modelos clássicos que marcaram a história da Dener Motorsport, equipe única da categoria. São os que estão à frente, na foto acima, feita pelo intrépido e irreverente Luca Bassani.

Da esquerda para a direita, cabe a apresentação desses quatro exemplares à audiência do BLuc: o 911 GT3 RSR 997, de Endurance, vencedor das Mil Milhas Brasileiras e dos 500 Quilômetros de Interlagos em 2008; o 911 GT3 RS 996, vencedor das Mil Milhas de 2001 e 2002 e dos 500 km de Interlagos também em 2002; 911 GT2 993, carro vencedor dos 500 km de 1997, com que a Dener Motorsport conquistou o quarto lugar em sua categoria nas 24 Horas de Daytona no ano seguinte com um quarteto brasileiro de pilotos - Régis Schuch, Maurízio Sala, André Lara Resende e Flávio Trindade Neto; e o 934/5 fabricado em 1977, que foi trazido depois de temporadas de ter servido ao ex-Fórmula 1 George Follmer na IMSA norte-americana. Esse carro, inclusive, mantém o mesmo layout e as mesmas características daquela época, em que teve seu ponto alto na vitória de Follmer na etapa de Laguna Seca em 1978.

Depois dos modelos clássicos, os exemplares 911 GT3 Cup 997, que hoje compõem o grid das categorias Cup e Challenge - as diferenças são sutis, e várias delas estão ocultas sob as belas carenagens, como motorização e câmbio -, além dos os 911 GT3 Cup 996, que a categoria levou à pista em suas três primeiras temporadas, de 2005 a 2007.

Além, é claro, da família Porsche GT3 Brasil, em que somos centenas de pessoas. Pessoas que vivem isso aqui, que curtem esse ambiente. Somos uma família que já vai ficando com aquele nozinho na garganta por conta do fim da temporada, mas que flagramo-nos já em contagem regressiva para o campeonato do ano que vem, que deve começar daqui a uns três meses.

E que, a julgar pelo que vi e vivi nesses três anos em que estou na categoria, vai começar bem maior e bem melhor. Esse pessoal, apesar da descontração, não brinca em serviço.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nelson e o Vasco

Ano passado, quando o Emerson deu umas voltas com o Lotus do título mundial de 1972, pedi que um colega cedesse uma foto para ilustrar um comentário bobo. Para um blog, nada mais artificial. Por isso, mandei a qualidade visual às favas e compartilho aqui a visão que tive de Piquet andando com a Brabham do título de 1981, hoje cedo - ontem, no caso, já que passou da meia-noite - em Interlagos.

Fiz um videozinho, também, com o novo celular, acabei de vê-lo. Igualmente, fica devendo em qualidade, esbanja em importância, um momento simples que traduziu uma rica história, e o que mais Nelson acumulou na vida foi isso, um monte de boas histórias para contar.

Sabedor que era das limitações da lente fotográfica do celular - sobretudo por clicar no ícone que bate a foto enquanto tinha os olhos na pista -, pensei no vídeo, algo menos pobre para compartilhar com minha audiência. Mas o formato em que meu modesto aparelho faz tais registros é incompatível para as ferramentas do YouTube, ou mesmo do Blogger. Quando resolver isso, coloco aqui, nesse post, mesmo.

Luiz Alberto Pandini, parceiro dos bons e piquetista incondicional, discordou da minha definição para o que vimos. Aquele carro, a Brabham BT49, é de uma feiura linda.

Mania besta, a minha, de sempre querer filosofar à moda da casa.

Piquet, todos sabem, fechou sua sequência de voltas a bordo da Brabham empunhando a bandeira do Vasco, que sempre foi seu time do coração. Vasco que sobreviveu na luta pelo título do futebol brasileiro, o Fluminense entregou o jogo, aquela patuscada toda que todo mundo sabe bem como funciona.

Ayrton era corintiano. Logo, era melhor que Nelson. Mas foi ele, Nelson, quem mereceu um sincero aplauso meu algumas horas atrás.

ATUALIZANDO EM 28 DE NOVEMBRO DE 2011, ÀS 11h21:
Enquanto eu não me resolvo com minhas traquitanas, compartilho aqui o vídeo que o Maurício Stycer publicou no blog dele, da cobertura da Globo sobre a homenagem da F-1 a Piquet. Ou teria sido uma homenagem de Piquetà F-1? Fico com a segunda opção.

sábado, 26 de novembro de 2011

Emerson não foi barrado

Aí que, tipo assim, pode ter havido injustiça no que Emerson Fittipaldi escreveu ontem no Twitter. Ou, principalmente, no que se interpretou de seu post.

Primeiro, e talvez principal da questão, Emerson não foi barrado no autódromo. E nem disse que foi. A lamúria que ele registrou foi sobre não ter sido autorizado a falar com Bernie Ecclestone e Tamas Rohonyi. Estava aqui dentro, pois.

Aí abaixo está um comunicado enviado pela imprensa oficial do evento à assessoria do ex-piloto.

Eu mesmo li na timeline tuítica que Emerson havia sido barrado. Associei isso ao post dele e embarquei na onda. Não acho ético remover o que publiquei ontem, e que centenas de leitores viram. Mas fica claro que, neste episódio específico, a organização do evento não pisou na bola. Roseli também não.

O primeiro de todos


Está aí o maior achado de todos, como bem definiu o parceiro Bruno Vicaria. Foi ele quem garimpou, com um conhecido, o vídeo do primeiro GP do Brasil de Fórmula 1 de todos, o de 1972, aquele extra-oficial.

O Vicaria, que me deve uma cerveja pra hoje - deve a companhia à mesa, na verdade - publicou no blog dele, apenas repico aqui.

Sensacional.

Insanidade total

Na chegada a Interlagos, enquanto me espreguiço e esfrego os olhos na sala de imprensa do Porsche GT3 Cup, dou uma rápida examinada na credencial. Por absoluta falta de coisa melhor para fazer antes das nove da madrugada.

Ali vejo as instruções de sempre. Pessoal e intransferível, não permitida para menores de 18, não coloque sobre aparelhos eletrônicos ou elétricos – por causa da tarja magnética –, propriedade do promotor do evento e... Epa, paralaumpouquinho! “Entrada somente até as 7h da manhã”?

Esses caras estão é loucos! Vou lá agora mesmo falar com o Bernie, com o Tamas, com o Kassab – se já estiver na área, parece que foi ver um negocinho ali em Paris e já voltava –, com o raio que parta todo mundo. Ou me emitem uma credencial que não me faça ler esse insulto ou dou essa aqui pro Emerson e vou embora daqui agora mesmo.

E ainda chego a Santa Catarina em tempo para participar da festa do título do Corinthians, amanhã à tarde.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pisada de bola

"Queria ver Bernie/Tamás mas infelismente 1mulher chamada Roseli nao autorizou.Obrigada #f1br fui muito melhor recebido pela #NASCAR @NASCAR".

Foi isso, ipsis litteris, o que Emerson Fittipaldi acabou de postar em sua conta no Twitter. Às 15h32.

Não é problema meu, e talvez a única ordem que Roseli tenha recebido foi a de não permitir a entrada de ninguém sem credencial, e a regra se aplicaria a Emerson, Barack Obama, Luc Monteiro, Buda, qualquer um.

Mas deixam a desejar, os organizadores da corrida. Roseli e todos os seus colegas de ofício escalados para o fim de semana em Interlagos teriam, por obrigação moral, de assimilar um pingo de noção do que é graças a esse senhor que atende pelo nome Emerson Fittipaldi que eles, Roseli e seus colegas, têm um trabalho extra entre hoje e domingo. Bernie Ecclestone e Tamas Rohonyi devem ter corado quando ficaram sabendo quem acabou de ser barrado no baile.

Outra pisada de bola dos organizadores, que já barraram previamente a vinda da família de José Carlos Pace, que dá nome ao autódromo.

No GP do Brasil de dois anos atrás, Emerson esteve conosco, também, aqui na área do Porsche GT3 Cup. Na foto, de 2009, ele dá entrevista aos jornalistas Evelyn Guimarães, do site Grande Prêmio, Natali Chiconi, então no Tazio - agora rebatizado TazioAutosport -, e Luiz Alberto Pandini, da assessoria de imprensa da categoria.

Velinhas amanhã

O autódromo de Interlagos completou 71 anos neste ano, conforme conta a história. Foi no dia 12 de maio, data que guardo com facilidade não só por conta da memória razoável, mas por ser a mesma do meu aniversário. Podem agendá-la para me mandar bons presentes em 2012, pois.

Mas no que diz respeito a Interlagos, a partir da página dois, a história poderia ser diferente. Poderia. Segundo lembra o Paulo Peralta, o autódromo deveria completar 72 anos amanhã, dia de treinos classificatórios do 40º do Brasil.

A história está bem contadinha pelo Paulo lá no blog Bandeira Quadriculada.