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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Genz na Stock

CASCAVEL - Quem sempre traz esse tipo de informação é o Nei Tessari, em seu blog, mas o coitado do Nei ainda está sofrendo com o jet lag da última viagem que fez, despendeu o dia buscando ajuda psicológica e não pitaqueou a respeito.

Enfim, segundo o que me contou um pássaro róseo, Vitor Genz estreia na Stock Car em 2013.

Genz, em 2012, conquistou o título da última temporada de existência do Mini Challenge e também defendeu o BMW Team Brasil no Brasileiro de Gran Turismo, pela categoria GT4. Ele vai competir pela equipe Gramacho Racing, cujo outro carro será pilotado pelo paulista Rodrigo Pimenta.

O Nei publicou hoje cedo no "Bobo da Corte" a lista dos pilotos já confirmados para 2013, ainda sem o nome do Vitor.

A Stock Car vai abrir sua 35ª temporada no dia 3 de março, em Interlagos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Fogacinha na Stock

CASCAVEL - Fábio Fogaça acaba de ter sua participação confirmada na Copa Caixa Stock Car em 2013. Aos 21 anos, ele será o companheiro de Allam Khodair na Vogel Motorsport.

Os últimos carimbos que faltavam para definir sua participação foram aplicados minutos atrás, segundo acaba de me confidenciar o Djalma Fogaça. "Fui campeão brasileiro duas vezes com o Mauro Vogel e, depois de 20 anos, o meu menino está lá, correndo com ele. É a realização de um sonho meu", emocionou-se o "Caipira Voador".

Fogacinha, que vai competir com apoio de Sata Ferramentas e Case, disputou o Brasileiro de Marcas em 2012. Foi o único a ganhar corrida com o Mitsubishi Lancer. Depois, estreou na Stock Car na última etapa de 2012, a Corrida do Milhão, pela equipe de Carlos Alves. Neste ano, claro, terá seu carro inscrito sob o número 72.

sábado, 8 de dezembro de 2012

PromoBLuc e seus vencedores

SÃO PAULO - Vamos, então, aos vencedores das #PromoBLuc do fim de semana em Interlagos.

A primeira delas exigiu dos ávidos internautas, até a meia-noite de ontem, palpites precisos sobre qual seria o tempo da pole-position do Porsche GT3 Cup Brasil. Valia pendrives personalizados do campeonato. Ricardo Baptista, já campeão da temporada, garantiu o primeiro lugar no grid com uma volta em 1min43s355.

Quem mais se aproximou do tempo do Baptista foi o Carlos Montalvão, que participou pelo Twitter, onde despacha como @carlos_gd26. Ele chutou a pole em 1min43s168 e ficou a 187 milésimos de segundo do resultado exato.

Como seriam três os contemplados, também vão receber pendrives o José Carlos da Silva Júnior, que cravou 1min42s985 e errou por 0s350, e a Geisa de Oliveira Pereira, que chutou 1min42s900 e ficou a 0s455 do tempo de volta de Baptista. Todos apostaram em voltas um tanto mais rápidas que a do pole. Dos que apostaram em voltas menos rápidas, quem mais se aproximou da marca exata foi o Roger Silvestro, que arriscou 1min43s823, um tempo 0s468 diferente - perdeu um pendrive para a Geisa por 13 milésimos de segundos, logo.

Esses pendrives contêm os highlights produzidos pela equipe Motores Velozes com imagens muito bacanas de todas as etapas já disputadas em 2012.

Aí teve as promoções ambientadas na Stock Car. Na que valeu o boné autografado do Rubens Barrichello, o vencedor foi Juliano Del Antonio, que arriscou o tempo de volta do piloto na tomada de tempos classificatória aqui em Interlagos em 1min43s140. Rubens conquistou o oitavo lugar no grid virando em 1min43s179. Quem não vai gostar nada do resultado é o Cleomar Ferreira, que apostou um milésimo de segundo abaixo do chute do Juliano.

E teve, também, a promo valendo um boné autografado do Helio Castroneves. Nessa, os incautos participantes tinham de arriscar, até hoje cedo, antes do treino classificatório, qual seria a posição de largada do piloto na Corrida do Milhão. Helio vai largar em 23º, confirmando o que haviam arriscado o nanico Bruno Valle, aqui de São Paulo, e também o Léo Gomes, lá do Rio de Janeiro. Eles vão resolver entre eles quem fica com o prêmio. Quando um dos dois sair vivo da discussão, ou da peleia que vão organizar entre si para o desempate, despacho a encomenda.

Os contemplados já estão sendo contatados por e-mail para combinarmos o envio dos prêmios. Apesar do trabalho que vocês deram - foi muita gente concorrendo -, foi legal. Grato a todos os que participaram.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A conta do título

CAMPO GRANDE - A Stock Car parte para sua última etapa e, como já é tradição, o BLuc antecipa a matemática da disputa pelo título. Depois da vitória de Max Wilson domingo em Brasília – foi a quinta vitória em 11 corridas no ano do Stock Car Luc Team, já apresentado aqui tempos atrás; um ótimo aproveitamento –, a lista de candidatos ao título passou a contemplar sete nomes.

O campeão de 2012 sairá da Corrida do Milhão, dia 9 de dezembro em Interlagos. Que valerá o dobro da pontuação habitual. Três equipes destacam-se nesse momento decisivo da temporada – Red Bull Racing, Eurofarma-RC e Super Mobil Pioneer Racing têm, todas elas, seus dois pilotos lutando não só pelo prêmio de um milhão de reais, mas também pelo título. A Shell Racing também está na disputa pela taça da temporada, com Valdeno Brito, o primeiro a ter conquistado o prêmio milionário que a Stock Car instituiu em 2008, na época em dólares.

O ábaco do DataLuc foi tirado do armário hoje e, considerando o sistema de pontos especial da etapa de daqui a três semanas em São Paulo, apontou as possibilidades de título de cada um dos sete, digamos, finalistas.

Cacá BUENO, 159 pontos

Com três vitórias para usar como ferramenta de desempate, depende de um quarto lugar na Corrida do Milhão para ser campeão, mesmo que um dos vice-líderes ganhe a corrida. Em se tratando de um tetracampeão reconhecidamente vitorioso, caso do carioca da Red Bull Racing, pode parecer fatura liquidada, mas cabe lembrar que, nas últimas seis corridas, os quintos lugares em Salvador, Tarumã e Curitiba foram seus melhores resultados.

Átila ABREU, 149 pontos

Dos três vice-líderes, o vencedor da etapa de Curitiba é quem leva vantagem num eventual desempate, por ter um segundo lugar em Tarumã, coisa que Daniel Serra, também vencedor de uma etapa, não marcou. Vencendo a corrida, o piloto da Super Mobil Pioneer Racing dependerá de Cacá Bueno não estar entre os quatro primeiros. Se for segundo, além do atual líder não poder ficar entre os seis primeiros, a vitória não pode ser nem de Serra, nem de Maurício. Se Abreu foi terceiro em Interlagos, só será campeão se Bueno for no máximo nono, com Serra e Maurício fora do pódio.

Daniel SERRA e Ricardo MAURÍCIO, 149 pontos

A conta para o primeiro título do filho do tricampeão Chico Serra, que defende a Red Bull Racing, ou para a segunda taça do campeão de 2008, hoje piloto da Eurofarma-RC, é exatamente a mesma de Abreu, com inversão óbvia das limitações de posições entre os três. Há diferentes campanhas para mero efeito de desempate. Abreu soma uma vitória e um segundo lugar. Serra, com uma vitória, não terminou nenhuma corrida em segundo, mas tem três terceiros lugares e leva vantagem sobre Maurício, que ainda não venceu e tem duas segundas posições. Para qualquer um dos três que aparecem em segundo na tabela, até um 15º lugar, em uma combinação de resultados improvável, valer o título.

Max WILSON, 138 pontos

Se repetir na Corrida do Milhão a vitória de hoje cedo em Brasília, dependerá dos três vice-líderes fora do grupo dos quatro primeiros e de Bueno em décimo. Um segundo lugar pode fazer o baixinho repetir o título de dois anos atrás, desde que Brito não vença, os vice-líderes não estejam entre os seis melhores da corrida e o atual líder seja no máximo 12º. Terminando em terceiro, o piloto da Eurofarma-RC esperará Brito em quarto, os vice-líderes fora do grupo dos oito melhores da corrida e Bueno em 14º. Abaixo do décimo lugar em Interlagos, para Wilson, nada vale título.

Valdeno BRITO, 137 pontos

Sua matemática é bem parecida com a de Wilson, embora tenha duas vitórias para aplicar num eventual desempate, contra apenas uma do adversário – isso coloca os três vice-líderes em igual condição em sua matemática. Vencendo, em Interlagos, o paraibano da Shell Racing vai contar com Serra, Abreu e Maurício fora do grupo dos quatro primeiros e Bueno em 11º. O segundo lugar lhe será suficiente para o título se Wilson não for o vencedor, sem nenhum dos vice-líderes entre os seis primeiros e com Bueno fora do grupo dos dez primeiros. Sendo terceiro, Brito fica com a taça se combinar Wilson fora do pódio, os vice-líderes fora da lista dos oito melhores, com Bueno em 14º, desde que Figueiredo não vença. Com um quarto lugar em Interlagos, vai esperar que Figueiredo não vença, com Wilson em quinto, os vice-líderes no máximo em décimo e Bueno em 16º. Suas possibilidades de título vão até o nono lugar na corrida.

Nonô FIGUEIREDO, 130 pontos

É quem tem a chance mais parca de ser campeão. Vencendo em Interlagos, comemora o título se o segundo lugar não for de Brito ou Wilson, com os três vice-líderes fora do grupo dos oito primeiros e Bueno em 14º. O segundo lugar também confere o titulo a Figueiredo, desde que Brito seja no máximo quinto, Wilson fique em sexto, os vice-líderes não estejam entre os dez primeiros e Bueno não termine entre os 15 primeiros. Sendo terceiro, o piloto da Mobil Super Pioneer contará com Brito em sétimo, Wilson em oitavo, Maurício, Abreu e Serra fora do grupo dos 12 primeiros e Bueno no máximo em 18º. Se não terminar pelo menos entre os seis, nem precisa fazer contas. Fica para a próxima.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Tony e a Stock

PORTO ALEGRE - E o Tony Kanaan pôs-se a falar sobre o que espera e deixa de esperar de sua estreia na Stock Car.

"Ainda tenho muita coisa pra fazer aqui nos Estados Unidos". A declaração do baiano põe fim, ou deveria pôr, a um balaio de especulações.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Crash!


CASCAVEL - Vídeo postado pelo Tiago Mendonça, o acidente de Luciano Burti nos treinos da Stock Car na última sexta-feira em Cascavel. Uma puta porrada, segundo a definição do próprio xará.

domingo, 16 de setembro de 2012

A Stock e os anuários

CASCAVEL - Foi muito bem, obrigado, o Stock Car Luc Team na corrida de hoje cedo cá em Cascavel. Ganhamos a terceira seguida, quarta no ano, com Valdeno Brito. E fomos ao pódio, também, com o Allam Khodair em terceiro. E fizemos outro top-six com o consistente Max Wilson, que saiu lá de trás do grid, um colosso de atuação.

Nossos demais pilotos estiveram na lista papírica dos que enfrentaram problemas com os pneus na corrida. O Thiago Camilo terminou em 16º, o Antonio Pizzonia abandonou oito voltas antes do fim da festa. Mergulho para cima de alguém em plena entrada do Bacião, e quando tentou consolidar o pulo do gato – adivinhem! – um de seus pneus estourou.

Primeiro, terceiro, sexto, décimo-sexto e vigésimo-sexto, essa foi a classificação do Antonio na corrida, foram os resultados do Luc Team na volta da Stock Car a Cascavel depois de 20 anos. O que interessa diretamente para o resultado da primeira PromoBLuc ambientada na categoria. A mulherada goleou nos palpites.

O prêmio da promoção, que lancei exatamente um mês atrás aqui no blog, são dois volumes da sétima edição do anuário da Stock, uma publicação belíssima que leva o carimbo da editora Melro. Um deles vai para o Rio de Janeiro, já que a Lívia Castrioto valeu-se do 16º lugar do Thiago na corrida para somar bons 16 pontos e, tendo acertado também a conquista da vitória e do terceiro lugar, chegou a 20. Eu não imaginava, honestamente, que alguém fosse fazer tantos pontos.

O pepino está no segundo anuário. Tanto a André Marques Ávila quanto a Rita Queiroz, paulistanas que despacham no Twitter como @dealissima e @riqueirozz, cravaram exatamente os mesmos acertos. Vitória, terceiro e sexto lugar. Empataram em 10 pontos. O combinado é haver sorteio em caso de empate. Vou esperar até terça-feira, numa dessa as duas se entendem entre si e fico livre do pepino. Caso as duas partam para o tapa, alguém aparta a briga e lançamos um segundo tempo a elas.

Comprovando que vocês leitores do BLuc são uma completa negação quando o assunto é dar palpites no futuro, apenas 15 participantes conseguiram pontuação. Exceção óbvia aos fracos que zeraram, o placar final da brincadeira foi esse:

@LiviaCastrioto – 20 pontos
@dealissima – 10 pontos
@riqueirozz – 10 pontos
@PauloPaetzold – 9 pontos
@LuluxForever – 7 pontos
Fabiani Gargioni – 6 pontos
@rafaelgomes69 – 4 pontos
@VanderliaN – 3 pontos
Bruno Ceccagno – 3 pontos
@tai_whohoo – 3 pontos
@RONEIRECH – 3 pontos
r9roger – 3 pontos
@edfer_lima – 1 ponto
@lucasfollows – 1 ponto
@crisbonos – 1 ponto

O Luc Team está firme no campeonato da Stock Car. Valdeno e Max estão empatados em quarto lugar, o Thiago é o sétimo, o Allam está em décimo. Do primeiro ao décimo são 33 pontos, cada vitória vale 22, ainda há 110 pontos em jogo nas quatro próximas etapas – a última terá pontuação em dobro. Vamos conquistar o título da Stock Car, também.

Um abraço do tamanho da curva do Bacião ao pessoal da Vicar, que cedeu os anuários para a brincadeira, e outro para toda a galera que participou da promoção.

E ver a Stock aqui me deixou satisfeito de verdade. Mas todo mundo já falou disso, então poupo-os das minhas mesmices.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Quem leva as credenciais

SÃO PAULO - Na correria do dia, acabei ficando devendo o resultado da promoção que valeu credenciais para a Stock Car. Dois pares de ingressos acompanhados de credenciais para visitação aos boxes de Cascavel no domingo.

Os participantes tinham de responder no Twitter ou nos comentários do blog, mesmo, qual seria o tempo da volta mais rápida do primeiro treino livre de hoje. Foi de exato 1min03s000, cravado pelo Daniel Serra, 174,742 km/h. Rápido pra cacete.

Os dois vencedores participaram pelo Twitter. A primeira colocada foi a Vanderléia Novak, que errou por miseráveis 14 milésimos de segundo. Na segunda-feira, ela postou o seguinte:

RT @VanderliaPNovak: Na #PromoBLuc do @lucmonteiro, a volta mais rápida da @Stock_Car na sexta-feira em Cascavel será de 1:03.014.

O segundo colocado é praticamente da casa, o Osires Júnior. Ainda bem que os critérios da promoção deixam-na totalmente às claras, senão eu seria acusado de corrupção. A postagem tuítica do careca foi de anteontem:

RT @osiresjunior: Na #PromoBLuc do @lucmonteiro, a volta mais rápida da @Stock_Car na sexta-feira em Cascavel será de 1:02.913.

A Juli já está tratando de entregar os prêmios aos vencedores. Aos que não ganharam, agradeço pela participação. E novas brincadeiras virão aí – aliás, tem uma boa rolando, valendo anuários da Stock Car. Vale até amanhã à meia-noite.

Especial: Muffato tenta controlar ansiedade

Quando chegou à Stock Car em 2000, credenciado pelo título paranaense de Marcas & Pilotos, David Muffato ampliava a diversificação de sua carreira nas pistas. Já havia passado pelo kart, pela Fórmula 3, pela Copa Corsa e, depois de levar a equipe de Ereneo Boettger ao título estadual de Marcas - o mesmo que a equipe havia conquistado um ano antes com Alceu Feldmann -, chegava à categoria aos 28 anos. Venceu duas vezes, foi terceiro no campeonato da categoria Light e, em 2001, estreou na classe principal. O título brasileiro veio em 2003, com quatro vitórias, nas pistas de Campo Grande (duas vezes), Interlagos e Rio de Janeiro.

Muffato segue na Stock Car. Sua equipe nesta sua 12ª temporada na categoria é a Itaipava Racing Team, é chefiada pelo mesmo Boettger. “Estou controlando a ansiedade desde que o retorno de Cascavel foi anunciado, vai ser um momento muito especial para mim na Stock Car. Fui para Salvador, na corrida passada, pensando nisso, nas etapa de Cascavel”, diz o piloto, hoje aos 41 anos. “Não lembro da primeira corrida, em 1979, mas lembro da última, em 1992, e 20 anos depois me sinto feliz pela oportunidade correr o de nasci. Muita coisa mudou no autódromo, mas o traçado ainda é o mesmo, continua desafiador e agora ainda mais rápido”, acrescenta o campeão de 2003.


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Gêmeos quase no quintal de casa

Especial: gêmeos quase no quintal de casa

Depois de vinte anos, a Stock Car volta a Cascavel. O Autódromo Internacional de Cascavel - Zilmar Beux, que recentemente foi reinaugurado, receberá as 32 feras do grid da melhor categoria de carros de turismo do país. Além da expectativa de os motores voltarem a roncar depois de duas décadas, a corrida no Oeste do Paraná, que será disputada em 16 de setembro, será especial para uma dupla de pilotos. Os irmãos gêmeos e companheiros na equipe Prati-Donaduzzi, Rodrigo e Ricardo Sperafico, irão competir praticamente em casa.

Há 33 anos, os dois Sperafico nasceram em Toledo, cidade vizinha a 40 quilômetros do autódromo de Cascavel. Em 1992, ano da última prova da Stock Car em Cascavel, Ricardo e Rodrigo estavam dando suas primeiras aceleradas no kart.

Criados no automobilismo naquela localidade, os irmãos Sperafico sentirão pela primeira vez a emoção de competir de Stock Car no circuito cascavelense. Porém, Rodrigo e Ricardo já competiram no Autódromo de Cascavel. Em 1998 e 1999, os dois pilotos disputaram provas da Fórmula 3 Sul-americana.

“Será uma grande alegria, tanto para mim, quanto para meu irmão, podermos voltar a competir em Cascavel. O autódromo ficou bem moderno após a grande reforma. Hoje, sem dúvida, é um dos melhores do país”, afirmou Rodrigo. “Cascavel é uma das pistas mais tradicionais do Brasil. Esta reforma colocará o circuito de volta ao cenário das grandes competições brasileiras”, sentenciou Ricardo.

No automobilismo, é natural que alguns pilotos se identifiquem com determinadas pistas. Como se criaram no esporte a motor em Cascavel, os irmãos Sperafico já elegeram o circuito cascavelense como aquele em que o coração pulsa mais forte. “Estamos animados e confiamos que a equipe Prati-Donaduzzi fará um trabalho fantástico para sermos competitivos em nosso quintal”, disse Rodrigo.

SEMPRE PARECIDOS
Rodrigo Sperafico foi vice-campeão brasileiro da Stock Car em 2007, quando conquistou duas vitórias, nas etapas de Tarumã e de Curitiba. Também é dono de três pole-positions, mesmo número acumulado pelo irmão Ricardo.

As carreiras dos gêmeos seguiram passos idênticos até fins dos anos 90. No kart, na Fórmula Ford europeia ou na Fórmula 3 sul-americana, sempre correram como companheiros de equipe. A partir da internacionalização da carreira, os caminhos foram bifurcados. Rodrigo passou pela Fórmula 3000 italiana e pela Fórmula 3000 internacional – nesta categoria, foi o vencedor da histórica etapa brasileira de 2000, pela equipe Durango.

Ricardo abriu no ano 2000 a sequência de quatro títulos consecutivos para o Brasil na Fórmula 3000 italiana, categoria que teria Felipe Massa, Jaime Melo e Augusto Farfus como campeões nos anos seguintes. Depois de fazer testes pela Williams na Fórmula 1, Ricardo competiu na Fórmula Mundial.

E no que depender da torcida e dos admiradores da Stock Car, os pilotos da equipe Prati-Donaduzzi já têm uma dobradinha garantida em Salvador. Uma votação realizada pelo site Globoesporte.com apontou os carros da equipe como os mais bonitos da categoria em 2012. O de Rodrigo Sperafico venceu pela preferência 38% dos internautas que votaram, enquanto seu irmão gêmeo, Ricardo, teve o carro votado por 9% do total.




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Depoimento de Juraci Massoni, presidente do Automóvel Clube de Cascavel

A volta da Stock Car a Cascavel depois de 20 anos é nada menos que a realização de um sonho. É a concretização de um desejo de todos os amantes do esporte, que se tornou possível graças ao empenho do Município.

É líquido e certo que a renovação do nosso autódromo vai dar um impulso muito grande para o automobilismo de Cascavel e de todo o estado do Paraná. Muitos pilotos que já estavam inativos vão voltar a competir, e muitos que jamais imaginaram um dia estar dentro de uma pista estão manifestando interesse em tomar parte do nosso automobilismo. Os frutos já estão sendo colhidos.

Isso tudo sem contar a enorme divulgação da cidade de Cascavel para o Brasil e para o mundo. Com isso, não é só o automobilismo que tem um impulso. É um impulso para a cidade, como um todo, para o empresariado cascavelense, para toda a rede hoteleira, os supermercados, os bares, os restaurantes, os postos de combustíveis. São muitos, bem mais do que as pessoas conseguem imaginar, os empregos diretos criados, os postos de trabalho necessários à realização de um grande evento. E, logo após o renascimento do autódromo, os três maiores eventos do automobilismo brasileiro vêm a Cascavel comprovar que o investimento feito foi correto. Já tivemos a Fórmula Truck, agora é a vez da Stock Car, no mês que vem o Brasileiro de GT. São milhões de reais deixados na economia local. Criou-se uma nova indústria para Cascavel.

Na verdade, não é uma indústria criada, mas uma indústria resgatada, e que agora vem com o impulso do autódromo que está entre os três mais bem estruturados do Brasil. Cascavel está de volta ao cenário nacional do automobilismo por muitos anos, com uma estrutura que vai seguir atual por pelo menos uma década. É claro que ainda faltam alguns pontos do projeto, como a nova torre de controle, e a conclusão do projeto vai acontecer já a partir do fim de 2012.

Nós esperamos que no ano que vem Cascavel esteja com todas as categorias de nível nacional do automobilismo. Com certeza vai estar. Se considerarmos de março a dezembro, teremos uma média mensal de um evento e meio ou dois eventos no autódromo, e nessa conta incluo competições nacionais, estaduais e regionais. É um movimento gigantesco para a cidade, fruto da visão de futuro que o Município mostrou com a revitalização do autódromo.


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Felipe Maluhy e Giuliano Losacco em ação pela Bassani em InterlagosA equipe Bassani Racing vem enfrentando uma situação atípica na temporada de 2012 da Copa Caixa Stock Car. Sem um patrocinador máster definido, o time do engenheiro Eduardo Bassani só tem conseguido confirmar na semana de cada etapa se conseguirá tomar parte das disputas.

Em 2012, a Bassani Racing ficou fora de duas etapas – a terceira, no Velopark (RS), e a quarta, nas ruas de Ribeirão Preto (SP). A definição pontual de parcerias limita o time a anunciar apenas na semana de cada corrida quais serão seus pilotos em cada etapa, uma situação tida como incômoda por Bassani.

“Claro que é uma situação muito difícil. Sem o suporte financeiro é muito complicado seguir uma linha de trabalho. A cada corrida temos uma dupla nova de pilotos. Em Cascavel espero estar no grid e, se possível, contar com pelo menos um piloto da cidade”, adiantou Bassani, ainda sem citar os nomes possíveis.

Neste ano, a equipe já teve seus carros pilotados por Giuliano Losacco, Felipe Maluhy, Rafael Daniel, Pedro Nunes, Cláudio Cappareli, Diego Freitas e Bruno Junqueira. Por outro lado, a equipe tem apresentado bons desempenhos na Copa Petrobras de Marcas e na Copa Fiat, conquistando vitórias com Christian Fittipaldi e Diego Nunes, respectivamente.

Eduardo Bassani trabalha para definir neste ano os patrocinadores e sua dupla de pilotos para todo o campeonato de 2013 da Stock Car. “Toda a conversa que estamos tendo já é para o ano que vem. Vamos estar no grid, e fortes, com pilotos competitivos e com marcas importantes nos carros. 2012 esta sendo difícil, mas também de muito aprendizado”, pondera.

VITÓRIAS EM OUTRAS SÉRIES
A Bassani Racing já comemorou em outras duas categorias na temporada de 2012 do automobilismo brasileiro. Na Copa Fiat, o time está na disputa pelo título do campeonato com Christian Fittipaldi, ex-piloto de Fórmula 1 e de Fórmula Indy. Na etapa de Goiania, por exemplo, Fittipaldi conquistou a pole-position e venceu as duas corridas da programação.

Na Copa Petrobras de Marcas, a Bassani Racing é a equipe oficial da Toyota melhor colocada na pontuação. Esta na briga pelo título com o piloto Denis Navarro, vencedor da corrida que abriu a quarta etapa, no início de agosto no Rio de Janeiro - a que o Edu Bassani comemora na foto aí acima. No campeonato de equipes da Copa Petrobras, a Bassani Racing é vice-líder, logo atrás da Full Time.


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Diogo Pachenki foi um dos vários nomes do automobilismo cascavelense que construíram no kart carreiras de sucesso. Ele acumula uma experiência no lido com o automobilismo pouco comum a seus 28 anos: já pilotou, envolveu-se com a preparação de máquinas de competição, gerenciou, negociou, vendeu, comprou. Fez praticamente de tudo que um profissional de automobilismo faz. “Esse mundo das corridas tem sido uma escola e tanto para mim”, reconhece, em tom de agradecimento.

Em 2004, ele conquistou o título brasileira da Stock Car V8 Light vencendo oito das 17 corridas que disputou. Em 2010, primeiro da Copa Montana, também ficou com o título. Depois do terceiro lugar na pontuação final do ano passado, o cascavelense retirou-se da competição. Voltou na etapa passada, no Rio de Janeiro, onde um acidente no início o deixou fora da disputa. “Ainda não sei se vou participar de todo o restante do campeonato, mas em Cascavel eu vou estar na pista, com certeza”, antecipa. “Correr em casa vai ser um grande prazer, embora a pista seja quase uma novidade para mim. Apesar de eu ser daqui, só corri em Cascavel umas duas vezes”, diz.


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Ingo Hoffmann e Ângelo Giombelli, com a equipe Castrol, venceram a etapa de 1991 em Cascavel

O Autódromo Zilmar Beux, de Cascavel, conhecerá no dia 16 de setembro o sexto piloto a vencer na Stock Car na sexta corrida da categoria desde sua criação, em 1979. Em sua configuração técnica antiga, o autódromo da cidade compôs o calendário da Stock Car nas três primeiras temporadas. Voltaria ao calendário em 1991, para mais duas edições do evento, que depois de muitas tentativas volta em 2012.

A ausência de dados históricos sobre a passagem da categoria pela cidade, entre as décadas de 70 e 90, foi suprida pela “Revista Stock Car” em sua edição de setembro. O texto assinado pelo jornalista Milton Alves, assessor de imprensa da categoria, não só resgata os pilotos vencedores das cinco corridas como traz impressões de todos eles sobre o passado e o presente da Stock Car em sua ligação com Cascavel.

O primeiro a vencer uma corrida da categoria no circuito cascavelense foi Raul Boesel. Foi no dia 9 de dezembro de 1979, uma corrida com sete participantes – vários pilotos boicotaram a prova em protesto quanto à legalidade de um componente do carro do goiano Alencar Júnior. “Esse problema fez a prova perder um pouco o brilho, mas ficaram outros muito rápidos, como o Alencar e o Dado Andrade. Apesar de ter menos gente, foi uma corrida difícil e suada demais”, recorda.

Mais de 30 anos depois, Boesel ainda frisa a principal característica do autódromo cascavelense, mantida apesar da grande reforma consumada no último ano. “A grande lembrança que tenho de Cascavel é a curva do Bacião, que separava os meninos dos homens. Eu era novinho e toda vez que entrava tinha de prender a respiração. Foi um grande desafio”, disse Boesel, hoje dedicado à carreira de DJ. “Pena que no dia da corrida não estarei no Brasil, pois faria questão de marcar presença lá”, disse Raul Boesel.

A etapa cascavelense de 1980 foi a quinta do campeonato da Stock Car, num traçado medido em 3.080 gols. com 12 pilotos participantes, Affonso Giaffone conquistou a vitória depois de 50 voltas. Havia sido dele, pouco mais de um ano antes, a vitória na primeira corrida da história da categoria (disputada na pista gaúcha de Tarumã no dia 22 de abril de 1979).

A sétima etapa do campeonato de 1981, disputada no dia 18 de outubro, reuniu 17 carros no grid cascavelense. Alencar Júnior, que seria campeão no ano seguinte, foi o vencedor da corrida. Ele completou as 44 voltas da corrida em 1h00min00s85, com média de 133,377 km/h. Tanto a pole, cronometrada em 1min20s10, quanto a volta mais rápida da corrida, 1min20s36, foram assinaladas por Reinaldo Campello, que enfrentou problemas e ficou fora da disputa pela vitória.

Depois de 10 anos, o público cascavelense voltou a acompanhar uma corrida da Stock Car em 1º de setembro de 1991. A vitória foi de Ingo Hoffmann e Ângelo Giombelli, que assim consolidavam o primeiro dos três títulos conquistados em dupla. Eles completaram as 46 voltas em 1h00min21s09, com média de 138,660 km/h. Foi um fim de semana perfeito para a dupla, que também assinalou a pole-position, com uma volta em 1min09s48, e a volta mais rápida da corrida, em 1min10s56.

A última aparição da Stock Car em Cascavel foi em 1992, na segunda etapa, no dia 17 de maio. A dupla Hoffmann/Giombelli conquistou a pole e marcou a volta mais rápida, mas a vitória depois de 34 voltas foi do paulista Roberto “Coruja” Amaral. Foi seu único triunfo em 81 participações. Ele ficou na cidade por mais dois dias comemorando o resultado e mantém até hoje o Opala daquela vitória. “Tirei a carenagem e guardei o carro. De vez em quando ainda brinco com ele até hoje na categoria Força Livre no Campeonato Paulista e ganho algumas corridas”, completou.

Foi uma participação complicada, a de Amaral. “Eu estava sem patrocinador, fomos só eu e minha mulher. Não tinha mecânico, nem nada. Eu tentava um patrocínio junto ao Banespa e estava sem verga para levar uma equipe. Fiquei sozinho até para colocar os pneus no carro e ainda por cima aluguei um motor do Giba, que preparava para o Ingo e o Ângelo. Mesmo sem estrutura alguma, saí na última hora e ainda me classifiquei em terceiro. Eram duas baterias, venci a primeira e na segunda precisava manter a vantagem e no final engatava a marcha com o dedinho e acelerava o mínimo possível. Quando cruzei a linha nem cabia dentro de mim de alegria”, recorda.

Roberto Amaral, o "Coruja", acelerando para a vitória na última corrida da Stock Car em Cascavel, em maio de 1992


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Ingo Hoffmann, maior de todos os vencedores da história da Stock Car, também tem sua carreira marcada por uma passagem pelo Mundial de Fórmula 1

Quando um piloto começa sua carreira fora do kart, seu pensamento normalmente fica em se tornar um piloto de Fórmula 1 algum dia. O caminho é árduo, duro e às vezes injusto, pois a vaga nem sempre depende do talento. E quem pode contar muito bem como é esse caminho são os três pilotos que já passaram por lá e hoje fazem parte do esquadrão da Stock Car: Antonio Pizzonia, Luciano Burti e Ricardo Zonta.

Dos três, o amazonense Pizzonia foi o último a fazer parte da F-1. Pilotando pela Williams numa época em que a equipe começava um descenso, o "Jungle Boy", apelido que tinha na Europa, entrou substituindo o lesionado Ralf Schumacher após seu acidente no GP dos Estados Unidos em 2004. Após a F-1, além de correr em categorias paralelas como a Champ Car, A1 GP e GP2, estreou na Stock Car em 2007 pela Win Motorsport. Mas foi pela equipe de Amir Nasr foi onde os resultados começaram a surgir, em 2009.

Pizzonia comentou que não é só porque já pilotou na Fórmula 1 que o caminho é fácil. "Claro, um piloto que atinge a Fórmula 1 tem um talento alto, mas o contrário também é verdadeiro. Não é porque um piloto que não foi para Fórmula 1 que ele é ruim, muito pelo contrário, a grande maioria dos pilotos da Stock Car tem um nível muito alto. A categoria, sem sombra de dúvidas, tem um dos grids com os melhores pilotos do mundo", disse Pizzonia, que completou comentando como foi a adaptação aos carros de turismo.

"Antes da Stock, eu nunca tinha realmente disputado um campeonato em carros de turismo. É um baque, pois o comportamento e o peso do carro é muito diferente. Gasta-se muito tempo praticamente reaprendendo a pilotar, tamanha a mudança", revelou Pizzonia, piloto da Comprafacil.com/JF Racing, que na temporada de 2012 está com 42 pontos no campeonato ocupando a 15ª posição.

Burti, que entrou na F-1 e na Stock Car antes de Pizzonia, mantém um posicionamento semelhante ao colega no quesito diferença de pilotagem. Para o piloto da Itaipava Racing Team, apesar de toda eletrônica embarcada num Stock Car, a dificuldade de manter um carro desse na pista é bem mais complicado que com um monoposto. “Se tem uma palavra que pode definir o carro da Stock, essa é a expressão “bruto”. Arisco, acelerar esse carro em condições adversas, como na chuva, é uma verdadeira complicação. São 500 cavalos distribuídos em um chassi tubular de quase 2 toneladas”, diz.

Zonta foi o único que já pilotou categorias de monocoque fechado, como o Mundial de GT1 e as 24 Horas de Le Mans. Desde 2007 na Stock Car, está tendo um ano complicado e soma 33 pontos, suficientes para ocupar a 20ª posição no campeonato.

A lista de ex-pilotos de Fórmula 1 que passaram pela Stock Car é extensa. Além de Pizzonia, Zonta e Burti, foram outros sete nomes. Raul Boesel tem uma história singular com a categoria. Disputou a primeira temporada, em 1979, foi eleito revelação do ano e partiu para a Europa. Correu na Fórmula 1 em 1982, pela March, e em 1983, pela Ligier. Depois de anos de destaque na Fórmula Indy, voltou à Stock em 2001 e ficou até 2008.

Ingo Hoffmann teve uma trajetória inversa. Participou de seis GPs de F-1 pela Copersucar-Fittipaldi, entre 1976 e 1977, e sem sucesso na Europa voltou ao Brasil. Na Stock, construiu uma carreira de sucesso, com 12 títulos e 76 vitórias até a aposentadoria, em 2008.

Chico Serra correu na F-1 em 1981 e 1982 pela Fittipaldi e fez três corridas pela Arrows em 1983. Na Stock Car, foi tricampeão na transição dos anos 90 para a década passada. Competiu até 2007 e voltou em 2009 para mais um campeonato.

Piloto da F-1 de 1992 a 1994, com passagens pelas equipes Minardi e Footwork, Christian Fittipaldi foi outro que teve passagem pela Stock Car. Teve várias participações entre 2004 e 2011.
Enrique Bernoldi, que participou do Mundial de F-1 em 2001 e em parte do campeonato de 2002 pela Arrows, disputou duas temporadas na Stock Car. Em 2007, o paranaense defendeu a equipe Action Power. Em 2009, foi piloto da RCM.

Também paranaense, Tarso Marques participou de 24 GPs em 1996, 1997 e 2001, sempre pela Minardi. Na Stock, competiu de 2006 a 2009. Outro ex-Fórmula 1 com passagem pela categoria nacional é Jacques Villeneuve. Campeão mundial em 1996, o canadense participou no ano passado, como convidado especial, da “Corrida do Milhão”, em Interlagos.






































Em sentido horário, a partir da primeira foto lá em cima, os ex-pilotos de Fórmula 1 que já atuaram ou atuam na Stock Car: Chico Serra, Tarso Marques com Jacques Villeneuve, Christian Fittipaldi, Raul Boesel, Antonio Pizzonia, Luciano Burti, Ricardo Zonta e Enrique Bernoldi


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Apesar das duas décadas de distância, a Stock Car nunca deixou de manter uma ligação forte com Cascavel. Não só pelo grande número de profissionais que atuam na categoria, sobretudo nas áreas ligadas a produtos e serviços de comunicação, mas também pela atuação dos representantes da cidade nas pistas. Em 20 temporadas, foram nada menos que seis títulos brasileiros conquistados pelos pilotos cascavelenses. Ângelo Giombelli foi campeão em 1991, 1992 e 1993, sempre atuando em dupla com o paulista Ingo Hoffmann na equipe Castrol, comandada pelo preparador Gilberto “Giba” Magalhães. David Muffato conquistou o título de 2003 pela Boettger. Já Diogo Pachenki, também piloto da cidade, foi campeão duas vezes na classe de acesso à Stock Car – em 2004, na Stock Car V8 Light, e em 2010, na Copa Chevrolet Montana.

Giombelli, nas fotos chegou à Stock em 1988, depois de conquistar o título do Paranaense de Stock Car. Disputou a categoria até 1995 e, além dos três títulos, conquistou 14 vitórias. “Do pessoal que está na Stock hoje, só dois correram comigo naquele tempo. O Nonô Figueiredo, em 1994, e o Cacá Bueno, que estreou em 1995, na classe B”, recorda o piloto, que não esconde a euforia por ver a Stock Car de volta à cidade. “Para mim é uma satisfação muito grande, um orgulho. Minha vontade é de que a Stock Car tivesse continuado aqui já naquela época. Quando voltou, em 1991, a categoria tinha ficado longe por 10 anos. Agora, foram 20 anos, mas não vamos ter um intervalo de 30 até a próxima. Agora é torcer e trabalhar para que a etapa aconteça todo ano”, diz.

Hoje aos 52 anos, Giombelli recorda com clareza do ambiente que marcou a despedida da Stock Car de Cascavel há duas décadas. “Nosso autódromo não tinha condições. Era outra época, claro, mas havia autódromos com boxes fechados, com estrutura melhor, com pistas um pouquinho melhores. A nossa era muito abrasiva. E tinha também a questão da segurança, que já era muito defendida, e nossas áreas de escape não ajudavam muito. Lembro que em 1994 não tivemos corrida em Tarumã por causa da segurança”, enumera. “Agora não tem desculpa. É claro que a reforma terminou agora, ainda há algumas coisas para fazer, alguns probleminhas que apareceram e que vão ser consertados. Claro que vou estar lá no autódromo, no fim de semana da Stock, como espectador, como torcedor, como ex-piloto, como fanático pela Stock Car. E também para rever os amigos, e ajudar no que puder ajudar”, finaliza.


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Especial: de volta a Cascavel

Depoimento de Carlos Col, membro do Conselho da Vicar
O automobilismo brasileiro cresceu muito nos últimos dez anos, mas praticamente não houve evolução nos autódromos do País, o que acaba por se constituir num gargalo de infraestrutura para a continuidade do desenvolvimento do esporte a motor. A principal preocupação tem sido a segurança dos pilotos, no entanto, instalações para receber equipes, público e imprensa completam a lista das necessidades prementes em nossos autódromos.

A melhor notícia dos últimos anos foi a inauguração do Velopark. Embora seu traçado não seja o definitivo - ainda um pouco curto -, as condições de segurança são adequadas e as instalações para receber equipes e público são muito boas. Não podemos almejar popularizar o esporte sem nos preocuparmos com o conforto dos fãs. Fácil acesso, estacionamento, praça de alimentação e bons sanitários são pontos essenciais para bem receber aqueles que, em última instância, são os principais “clientes”. Vamos lembrar que o automobilismo é financiado pelos patrocinadores, que investem porque querem levar suas marcas para junto dos consumidores que gostam do esporte.

A reforma do autódromo de Cascavel é muito bem vinda neste momento. Mais ou menos em julho de 2011 recebi na Vicar a visita do prefeito Edgar Bueno, que levou uma planta onde apontava as obras que gostaria de fazer no autódromo para readequá-lo para voltar a receber competições nacionais. Ele me pediu sugestões e apoio para sua iniciativa e, prontamente, me coloquei à disposição para o que fosse necessário. Desde então tenho buscado ajudar a encontrar soluções para as questões prioritárias: segurança para os pilotos, instalações adequadas para as equipes e público.

A natural burocracia de uma prefeitura para fazer uma obra deste porte é um fator conhecido e acabou por atrasar o seu início. Mas a determinação demonstrada pelo prefeito Edgar Bueno e toda sua equipe foi algo inacreditável. Digo isto porque eu mesmo custei a acreditar que a obra ficaria pronta a tempo de o autódromo ser utilizado ainda em 2012. Ele insistia constantemente comigo para marcar um evento da Stock Car em setembro, mas eu acompanhei pessoalmente a obra e, embora presenciasse o ritmo frenético, não me sentia confortável para tomar a decisão em virtude da alta responsabilidade envolvida.

Certo dia, visitando mais uma vez o andamento da obra, apontei ao prefeito o que eu considerava necessário ser feito adicionalmente para poder levar a Stock Car para a cidade, conforme ele pedia. Mediante sua promessa de atender as minhas solicitações a tempo e levando em conta que ele até aquele momento fazia por merecer a minha confiança, resolvi convocar no dia seguinte uma coletiva de imprensa. Em meio à obra dos boxes, anunciei a confirmação do evento para 16 de setembro, sem mesmo ter dado antes a notícia ao prefeito.

Depois desta decisão a Vicar decidiu levar também suas outras categorias, Copa Montana e Mini Challenge, uma vez que as novas instalações de box são muito boas e existe espaço para acomodar todas as equipes. A expectativa do público local é grande e devo dizer que de pilotos e equipes também. Voltar a Cascavel após muitos anos é fator de alegria para a comunidade automobilística brasileira.


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Especial: Copa Montana em momento delicado

Num passado não muito distante, a Stock Car Light reunia no grid mais de 30 carros, tinha transmissões ao vivo em TV aberta, uma safra de excelentes pilotos e equipes de ponta. Atualmente, a realidade é outra. Com menos de 15 carros na disputa e com poucas corridas transmitidas pela televisão, a categoria de acesso à Stock Car, hoje denominada Copa Montana, passa por um momento delicado.

A perda do patrocínio principal da marca de refrigerantes Dolly e a migração de alguns times para a Copa Petrobras de Marcas enfraqueceu o campeonato, que atualmente tem na liderança o paulista Norberto Gresse – campeão da Stock Car Light em 2007.

O caso de Gresse é similar ao de Rafael Daniel e Diogo Pachenki, que também chegaram ao título da categoria de acesso, mas não ganharam uma boa chance na Stock Car e continuam disputando as corridas preliminares. Quando entraram na Light, todos tinham apenas um objetivo: ganhar experiência para ascender à Copa Nextel, atual Copa Caixa.

Mas a chance numa equipe de ponta não apareceu e os sonhos foram ficando pelo caminho. Com isso, a categoria não conseguiu se firmar como uma “escola”, um caminho para a divisão principal. São raras as exceções, como as de Denis Navarro, Júlio Campos e Galid Osman, que passaram pela Copa Montana e hoje estão fazendo uma boa temporada na Stock Car.

A Vicar, promotora dos campeonatos, ainda não confirmou a continuidade da categoria de acesso em 2013. Na “rádio box”, alguns chefes de equipe já decretam o fim da Copa Montana. Enquanto isso, o público ainda pode acompanhar as corridas, sempre recheadas de emoção.

Na última etapa, disputada no Rio de Janeiro, João Pretto partiu do 14º lugar e venceu. Para isso, livrou-se de vários acidentes e contou com a punição aplicada a Rafael Daniel, que havia cruzado a linha de chegada em primeiro.

Mesmo nesse período complicado, a categoria ainda revela bons nomes, como Marco Cozzi, Rodrigo Pimenta e Leandro Romera, que já trazem uma boa experiência do automobilismo regional. Tito Morestoni, Fernando Fortes e Beto Cavaleiro, que também tentam adquirir experiência para se firmar no cenário nacional, já confirmaram presença na etapa de Cascavel.

SANGUE NOVO
Mais jovem piloto do grid, Marcello Cesquim, de 21 anos, começou sua carreira nas pistas de terra e almeja chegar à Copa Caixa Stock Car já em 2013. Há cinco anos no automobilismo, o paranaense ocupa a décima posição na Copa Montana, mesmo depois de dois abandonos por quebras.

No início da carreira, ele teve de vencer a “resistência familiar” para sentar num carro de corrida. “Ninguém queria que eu me tornasse piloto. Mas eu insisti e quando eles assistiram à minha primeira vitória mudaram de ideia e passaram a me apoiar”, lembra.

Na estreia nas pistas de terra, foi campeão paranaense de Hot Dodge, aos 16 anos. Em 2007, ficou com o título paranaense e o vice-campeonato brasileiro de Stock Car na Terra. Em 2008, começou sua adaptação às pistas de asfalto, treinando com carros de tração traseira. Disputou a etapa de Curitiba da Pick-up Racing, em 2009, conquistando o sexto lugar.

Para a estreia em Cascavel, Cesquim fez uma preparação especial. “Treinei de kart para manter os reflexos em dia. Afinal, ficamos quase dois meses sem corrida”, conta. Apesar de ser paranaense, ele não conhece o traçado do Autódromo Zilmar Beux. “Sempre ouvi falar do ‘Bacião’ e não vejo a hora de experimentá-lo. Gosto de traçados desafiadores”, finaliza.


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Nas seis últimas temporadas, a disputa da oitava etapa do calendário tinha um significado especial. Era a corrida que definia os integrantes do Playoff, depois rebatizado Superfinal, fase em que os só os dez primeiros colocados na tabela da Stock Car tinham chances de conquista do título brasileiro. Praticado entre 2006 e 2011, sob clara influência da Nascar, o formato de disputa do título consagrou os quatro títulos de Cacá Bueno, em 2006, 2007, 2009 e 2011, além das taças de Ricardo Maurício (2008) e Max Wilson (2010).

Na temporada de 2012 a Stock Car retomou o sistema de pontos corridos. O sistema de bonificação por resultados também foi alterado, permitindo marcação de pontos aos 20 primeiros colocados em cada etapa. Apesar de praticamente dois terços do grid terem direito a pontos, Maurício é o único piloto a ter pontuado em todas as sete etapas já disputadas. Daniel Serra, Nonô Figueiredo e David Muffato chegaram também com pontos contabilizados em todas as corridas à etapa de agosto em Salvador, onde ficaram fora do grupo dos 20 primeiros.

O proveito total das oportunidades de pontuar permite a Maurício, da Eurofarma-RC, desembarcar em Cascavel como vice-líder do campeonato. Tendo como melhores resultados o segundo lugar na etapa do Velopark e os terceiros lugares nas corridas em Interlagos e Jacarepaguá, ele soma cinco pontos a menos que o líder Cacá Bueno. O carioca da Red Bull Racing credencia-se à disputa por seu quinto título pelas três vitórias que conquistou em 2012, nas etapas de Interlagos, Velopark e Londrina, além do segundo lugar nas ruas de Ribeirão Preto.

As sete corridas já disputadas tiveram quatro vencedores. O primeiro degrau do pódio também acolheu Valdeno Brito, da Shell Racing, em Curitiba; Daniel Serra, parceiro de Bueno na Red Bull Racing, em Ribeirão Preto; e Allam Khodair, da Vogel, nas duas últimas corridas, em Jacarepaguá e Salvador. As vitórias de Khodair, que está na foto aí ao lado comemorando o triunfo na Bahia e também figura na disputa pelo título do Campeonato Brasileiro de GT, onde compete com um Lamborghini – deixam-no apenas em 11º na pontuação, fruto, além da distribuição equilibrada, das três corridas consecutivas em que ficou sem pontuar.

Faltam cinco corridas para o término do campeonato. Depois de Cascavel, a Stock Car passará por Tarumã (RS), Curitiba (PR), Brasília (SP) e Interlagos (SP), onde dividirá programação com a rodada dupla final do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil – a união das duas categorias num único evento é inédita. São 132 pontos em jogo, já que a última etapa valerá o dobro do habitual. Matematicamente, todos os inscritos têm chances de conquista de um título que a maioria das apostas reserva a quem estiver entre os cinco primeiros na tabela depois da etapa de Cascavel.


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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sobre a PromoBLuc, cabe esclarecer

SÃO PAULO - Um detalhezinho que emergiu de uma breve discussão agora há pouco, sobre a promoção aqui do blog que vai dar amanhã dois pares de ingressos acompanhados de credenciais de visitação aos boxes.

Conforme propus quando lancei a brincadeira, nesse post aqui, valeria o melhor tempo da primeira sessão de treinos livres da Stock Car na etapa de Cascavel. Conferindo agora a programação do evento, notei que haverá uma sessão de treinos extras abrindo a programação, por se tratar, em tese, de uma pista desconhecida dos pilotos – embora vários deles já a conheçam.

O treino extra vai das 8h50 às 10h20, segundo o cronograma da Vicar. O primeiro treino livre vai das 11h50 às 13h20. Esse, das 11h50 às 13h20, é o que vai valer para efeito da promoção. Preferi basear o resultado da brincadeira no primeiro treino para providenciar com uma margem maior de tempo a entrega dos ingressos aos vencedores, eu já sabia que não estaria em Cascavel amanhã.

E se você ainda não está concorrendo, apresse-se. O prazo para participar termina daqui a pouco mais de quatro horas.