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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Stock aqui

CASCAVEL - Então que o Carlos Col, promotor da Stock Car, veio vistoriar, ontem, as obras no autódromo. Acompanhado de autoridades e dirigentes daqui, examinou cuidadosamente cada detalhe, deu pitacos no acabamento e até na posição das zebras - recomendou prolongamento de algumas -, nos procedimentos para montagem das barreiras de pneus ao redor da pista, na instalação de guard-rails, na voltagem da rede elétrica, em tudo que lhe foi mostrado. Foi para isso que veio, afinal.

Enfim, pitacos de quem conhece do assunto. Vários deles devem ser atendidos, outros talvez não, não é o que vem ao caso. A vinda do dirigente suscita, claro, a curiosidade de todo mundo por aqui quanto à possibilidade da volta da Stock Car a Cascavel. A Vicar, empresa representada por Col, faz questão de ver a reforma concluída antes de confirmar qualquer coisa nesse sentido. Uma etapa pelas bandas de cá em 2013 é uma probabilidade.











Ontem, indiquei no Facebook o link do post em que comentei a chegada de Col a Cascavel. Lá, citei o seguinte: "‎Ingo Hoffmann e Angelo Giombelli sustentam, há 21 anos, a condição de últimos vencedores de uma corrida de Stock Car no autódromo de Cascavel. Mas essa, hã, estatística pode mudar. Pode? Pode." O próprio Ingo tirou uma casquinha, reproduzo a história aí abaixo - se a leitura estiver difícil, clique na imagem que ela amplia.

Que será que o Ingo quer dizer com "se não for neste ano ainda"?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

É, vai dar tempo

CASCAVEL - Aí está, ao fim da antiga reta de largada, a entrada para a nova área de boxes do autódromo de Cascavel, onde não preciso dizer que o trabalho nas obras de reforma seguem em ritmo diuturno e frenético.

A camada asfáltica final será aplicada a partir da semana que vem. Por enquanto vai ganhando retoques definitivos o trecho concretado de 220 metros da nova reta dos boxes, propício às disputas de arrancadas - tal qual já existe no autódromo de Curitiba. A CATVE veiculou ontem mais uma matéria mostrando o estágio atual das obras no local.

Aí abaixo, detalhe do alargamento da pista na curva da "Aguinha", nome que tem leitura difícil pela extinção do trema, e a estrutura dos 17 boxes já erguidos - serão 27 no total.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pedrão dificultando

CASCAVEL - Faz algumas semanas que não piso no canteiro de obras do autódromo de Cascavel, pela mais absoluta falta de tempo. Assim, vou praticando apropriação indébita do material que a CATVE vem produzindo sobre a reforma do lugar.

São Pedro tem dificultado as coisas. Chuva e mau tempo não combinam com a receita de urgência que o prefeito mandou pôr no fogo pra termos a corrida da Truck aqui no início de agosto. A saída do Bacião está emoldurada por uma poça d'água que só não é maior que a de 2006, naquele mesmo local, que quase inviabilizou a realização de uma corrida da Pick-up Racing. Ou terá sido em 2005?

Reproduzir conteúdo da CATVE um dia depois do Corinthians eliminar o Santos do Jorge Guirado pode não ser exatamente um bom investimento, mas vou arriscar. Ele deve estar mais preocupado com os alfajores que lhe devo desde o ano passado do que propriamente com as opções de balada que o Neymar tem pra logo mais à noite.

A matéria veiculada ontem leva assinatura do Celso Romankiv.











Semana que vem, sem nenhuma viagem marcada, devo dar um pulinho lá no autódromo. Agora, a hora é de fechar as malas pra tomar o rumo de São Paulo. Ainda bem que a Juli sempre me ajuda com isso.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Mais do autódromo de lá

MOGI GUAÇU - Já que compartilhei hoje cedo o material da CATVE sobre a obra no autódromo de Cascavel, não custa repicar por aqui, também, a reportagem que o acapilar Osires Júnior produziu para o "Tarobá Esporte" de hoje lá no canteiro de obras. Nessa versão de postagem, está disponível só a quem tem perfil no Facebook.

E, sem nada de gozação, vocês não fazem ideia do tanto de gente que veio me perguntar sobre a pista de Cascavel hoje aqui no Velo Città.

Habemus box!

MOGI GUAÇU - E começam a ganhar forma os novos boxes do autódromo de Cascavel. O primeiro está pronto e sua execução servirá de base para os outros 35.

O ritmo das obras de reforma aumentou, como era de se esperar, e o trabalho já ocorre diuturnamente, como também já se previa.

Os trabalhos da construção dos boxes - que se dá com a aplicação de estruturas pré-fabricadas - e da pavimentação da nova pista estão bem mostrados nessa matéria da CATVE.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Propriedades do asfalto

CASCAVEL - Asfaltamento está entre os zilhões de assuntos sobre os quais não entendo patavinas. Mais fácil seria contar aqueles que compreendo de alguma forma, que meu amigo Sérgio Rodrigues contabilizaria nos dedos de uma mão.

Enfim, tratei há pouco da questão da reforma do autódromo de Cascavel e, durante a preparação do texto postado, pus-me em dúvida sobre a viabilidade de haver caminhões na pista, no caso os da Fórmula Truck, poucos dias depois da conclusão de um trabalho.

E, na dúvida, o melhor é perguntar. Vasculhando na internet, localizei os contatos do professor Bruno Almeida de Castro, que gerencia a empresa mineira Pattrol, especializada em pavimentação e traçados. E a ele recorri.

As explicações do professor Bruno , para minha própria surpresa, corroboram o que me disse o prefeito Edgar Bueno. “Não há tempo de cura para concreto betuminoso, o mais popular ‘asfalto’”, atestou.

A Pattrol, que tem sua sede em Belo Horizonte, nada tem a ver com as obras no autódromo cascavelense. “Acredito que, em um autódromo, devem estar aplicando CBQU”, arriscou o professor Bruno, na sigla que identifica o concreto betuminoso usinado a quente. “Ele usa o CAP (cimento asfáltico de petróleo) como ligante para assegurar a ‘integridade’ da massa asfáltica”, dissertou. Esse material tem aplicação a temperaturas que variam, em escala decrescente, de 165 a entre 115 e 120 graus centígrados. “Abaixo dessa temperatura, a massa se torna estável e não necessita de tempo de cura”, continuou.

O principal parâmetro para se mensurar a qualidade de uma massa asfáltica aplicada, segundo a aula do professor Bruno, é a análise do grau de compactação. “O grau de compactação ideal é de 98% em relação à referência estabelecida pelo Ensaio Marshall de dosagem da mistura”, antecipou, citando o que equivaleria, em termos leigos, ao projeto da massa asfáltica. E a qualidade da massa?, perguntei. “Se seu interesse for esse, questione o projeto da mistura ou massa asfáltica e o grau de compactação obtido pelo ensaio de testemunhos extraídos da pista”, orientou, indicando o caminho das pedras – o trocadilho chulo é por minha conta.

E a obra vai subir

CASCAVEL - Eu não pisava no autódromo de Cascavel desde início de fevereiro, quando por lá houve uma confraternização para lançamento das obras de revitalização. Desde então, passei por outros nove autódromos, numa sucessão de dez fins de semana fora de casa – um deles, o da Páscoa, sem qualquer contato com automobilismo – até que na última terça-feira estive de novo no daqui.

Voltei na segunda-feira de Caruaru, onde trabalhei na cobertura da etapa da Fórmula Truck, e fiz contato com o prefeito. Queria uma entrevista dele para o blog, para que expusesse alguns pontos sobre o trabalho e, sobretudo, sobre a expectativa de reinauguração no início de agosto, com o tão aguardado retorno da própria Truck. Edgar Bueno contrapôs. Em vez de uma entrevista um tanto formal, convidou-me para conversarmos durante uma passada pelo canteiro de obras depois do fim do expediente da terça. E lá fomos nós, enquanto operários trabalhavam já com faróis a iluminar o cair da tarde.

Todas as questões que eu tinha para fazer ao prefeito orbitavam uma única indagação: há condições para conclusão da reforma do autódromo em tempo hábil para que a Truck volte a Cascavel depois de mais de cinco anos? Edgar riu calmamente. “Claro que vai dar tempo. Temos tudo sob controle”, garantiu, enquanto já caía a noite e íamos, ele, eu e o pequeno grupo que o acompanhava, afundando os calçados na terra revolvida às margens do traçado. Mesma afirmação que já havia feito na semana passada.

Uma parte da pista, que compreende o fim da antiga reta dos boxes e maior parte da reta que leva à curva do Bacião, foi retirada. O asfalto foi retirado, no caso. “Aqui você não percebe, mas tiramos tanta terra que a pista, nesse trecho, ficou quase três metros abaixo do que era”, contou, enquanto contornávamos a curva Um. De fato, atento apenas à pista, não percebi, mas olhando em volta, tomando barrancos e demais relevos por base, vi que era um fato.

A bem da verdade, não havia muito a ver no canteiro de obras do autódromo. A não ser o estágio adiantado do trabalho de terraplenagem – que muitos juram ser “terraplanagem”, e nisso parece haver alguma lógica –, praticamente concluído. A área que vai receber os novos boxes, logo após a antiga curva Um, já está devidamente preparada. Na parte de trás, já está feito o recorte que vai permitir às equipes de todas as categorias estacionar suas carretas atrás dos boxes e descarregar suas máquinas de competições diretamente em seus boxes, sem a necessidade de uso de rampa, algo parecido com o que já existe no autódromo de Santa Cruz do Sul. Esse espaço, o das carretas, será cascalhado e receberá camadas de pedra brita, asfalto ali é uma meta para o futuro. A área do heliponto, no que diz respeito à terraplenagem, também está prontinha da silva. O mesmo ocorre com as áreas onde serão instaladas arquibancadas móveis para as corridas das categorias que deverão ter etapas em Cascavel já em 2012 – a esperada Fórmula Truck, o Brasileiro de Gran Turismo com seus três eventos parceiros e o Moto 1000 GP.

Vi que o Bacião, que é a curva mais bem bolada entre todas as pistas de corrida do sistema solar, ganhou uma nova área de escape, num relevo que acompanha a inclinação da curva. Toda a área ao redor da pista que vai receber o alargamento do traçado – a largura mínima passará a 12 metros – também já está preparada para isso. Entrada e saída dos boxes estão devidamente demarcados por estacas, bem como a já citada parte do traçado que foi removida e teve seu relevo rebaixado.

E depois de todo esse trabalho, que consumiu meses e milhares de horas-máquina, só o que se vê no autódromo é terra, como na foto que publiquei dias atrás. Se está tudo pronto, porque o asfaltamento e a obra civil dos boxes e da torre ainda não começaram?, é a pergunta óbvia. Claro, aí entram os trâmites burocráticos. Em se tratando do poder público, tudo passa pelos estágios licitatórios. “Vamos abrir os envelopes da licitação do novo asfalto no dia 24 (de maio), e os dos boxes e da torre no dia 25. Feito isso, temos de esperar o prazo legal de cinco dias e, no primeiro minuto depois do prazo, o trabalho começa. Quem ganhar a licitação faz o serviço, a fiscalização do trabalho e do material empregado é do Município”, resumiu Edgar.

Considerando, por pura e simples matemática, que o trabalho todo comece no dia 29 de maio, estarão faltando 66 dias para o primeiro treino livre da sexta etapa da Truck, marcada para entre 3 e 5 de agosto. A categoria estaria no autódromo bem antes disso, no mínimo uns 20 dias, para montar todo seu evento gigante, expus ao prefeito. “Fique tranquilo, vai dar tempo”. E o tempo de cura do asfalto? “O tipo de asfalto que vamos aplicar dispensa aquele tempo de 30, 40 dias para a cura. Depois de uma semana, dez dias, podemos pôr os caminhões na pista sem risco nenhum”, avalizou.

(Conversei também com um engenheiro mineiro do ramo sobre a viabilidade de caminhões de corrida estarem na pista poucos dias depois da conclusão do asfaltamento. As explicações dele estão no post seguinte; se preferir, clique aqui mesmo e leia-as.)

Com a caminhonete do prefeito, percorremos partes do terreno do autódromo que eu nem imaginava que existiam. Só frequento aquele lugar há 20 anos, afinal, conheço gente que vive lá dentro há quase 50. Chamou atenção a reserva de áreas para estacionamento, que serão igualmente cascalhadas. Numa delas, próxima à curva Seis, pelo lado externo da pista, haverá espaço para exatos 1.886 carros. O estacionamento da área de boxes comportará 550 automóveis, e uma outra, perto da curva Um, terá mais 286 vagas. A nova torre de controle terá três andares, além do piso térreo. E, under request, ouvi pela primeira vez o prefeito falar no valor que o Município terá investido no autódromo quando tudo aquilo estiver pronto: cerca de R$ 14 milhões.

Notei que Edgar Bueno examina cuidadosamente cada detalhe do canteiro de obras com a atenção típica de quem cuida de um filho. Uma figura de linguagem bem cabível ao contexto de ora. Quando encampou a eterna briga do autódromo e, depois de décadas de luta, discussões e até devaneios dos automobilistas daqui, apresentou uma solução para Cascavel voltar a ser um dos principais centros automobilísticos do Brasil, sabia bem no que estava entrando. Sobretudo ele, que oito anos atrás, em seu primeiro mandato, já havia empreendido uma primeira tentativa de dar bons rumos ao autódromo.

















Aí acima, alguns detalhes da perspectiva que os engenheiros e arquitetos da prefeitura de Cascavel prepararam para expor lá no autódromo, de onde fotografei - como já caía à noite, tive de usar o flash da câmera do celular, o que justifica o brilho no meio das imagens. Em sentido horário, a partir da primeira foto, a nova torre de controle, uma das áreas de estacionamento que serão construídas e, de pontos diferentes, a nova área de boxes.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mais uma volta

GUARULHOS - Depois de ver a foto da semana passada, feita pelo Orlei Silva durante um sobrevoo no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel, o Geraldo Piquet comentou comigo, quinta-feira à noite lá em Caruaru, que todo o asfalto da pista havia sido retirado. Foi a impressão que ele teve dando uma olhada rápida na foto.

Bem, esse vídeo que o repórter cinematográfico-gasolináfico-etanoláfico-dieseláfico Guinho Biberg fez sábado à tarde no autódromo não deixa dúvidas. Boa parte da pista ainda está lá.

Vendo o vídeo durante uma conexão goláfica aqui em Guarulhos, tive três impressões: uma, a de que, mesmo com toda a parte de terraplenagem concluída, a evolução do trabalho perdeu ritmo, o que deve ser, claro, nada mais que uma falsa impressão. Outra, de que o Guinho está louco pra voltar a acelerar; foi o vídeo mais breve dos vários que ele fez até agora. E a terceira, de que vai chover.

Nesta semana sossego o facho em Cascavel, talvez consiga aproveitar o ritmo mais ameno pra bater um papo com o prefeito pra saber mais sobre a questão do autódromo.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

As obras no autódromo

CASCAVEL - E o Orlei Silva, que parece ter tirado uma tarde para umas voltas de teco-teco (seria no ultraleve do Pedro Lecheta?), fez também umas fotos aéreas do canteiro de obras do Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel. Nessa, dá pra ver perfeitamente a parte da pista que já teve o asfalto eliminado.

Depois da curva Um, a primeira que aparece já sem asfalto, a "barriga" do relevo vai ser eliminada, tanto pra pista ficar nivelada com os novos boxes quanto pra viabilizar melhores condições às competições de arrancada. O projeto de reforma anunciado em fevereiro pelo prefeito Edgar Bueno prevê recapeamento total do traçado, que passará também a ter largura mínima de 12 metros.

A reinauguração do autódromo deve acontecer no dia 5 de agosto, com a sexta corrida da temporada da Fórmula Truck. A categoria não corre por essas bandas desde março de 2007. Faltam três meses para o primeiro treino da programação da etapa.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nosso novo kartódromo

SANTA CRUZ DO SUL - E o André Pedralli, enquanto não consegue o patrocínio que precisa para se lançar de cabeça nessa cachaça chamada automobilismo, está se saindo um bom repórter. Ele esteve hoje, mais uma vez, no canteiro de obras do Kartódromo Delci Damian, em Cascavel, e fez o vídeo abaixo. Assistamo-lo, primeiro - recomendo que vocês deixem sem volume, porque a trilha sonora que o Pedralli aplicou à edição é uma das coisas mais irritantes que já ouvi.


Já dá pra notar a diferença em relação ao primeiro vídeo que o próprio Pedralli fez lá no kartódromo. O novo asfalto já está pronto, e uma coisa que noto sem dificuldade é que a pista, além de incorporar novas curvas e mais opções de traçado, está bem mais larga que nos meus tempos de piloto.

O batalhão da Prefeitura está trabalhando rápido, tudo deve estar pronto dentro de poucos dias. O que é necessário, já que o calendário de eventos para o kartódromo prevê para breve eventos da Copa Paraná, do Sul-Brasileiro e até do Brasileiro de Kart, algo que nunca aconteceu por aquelas bandas. Há quem diga que a reinauguração vá acontecer no dia 4 de maio, com uma corrida noturna. E sei que há uns quatro ou cinco abnegados trabalhando na surdina pra levar a Cascavel uma edição do badalado Super Kart Brasil.

E o Fuscão que aparece no fim do vídeo, já no novo parque fechado do kartódromo, me fez ter saudades dos animados almoços que costumava promover para sortear carrinhos antigos. Acho que logo, logo vou armar mais um daqueles.

domingo, 1 de abril de 2012

Em Cascavel, vai-se o velho asfalto

RIO - E o Guinho Biberg foi de novo pro canteiro de obras, já que o posto não abre no domingo. No vídeo de hoje, que segundo ele tem legendas e câmera fixa para não dar enjoo, já que eu reclamo demais da qualidade do material, já dá pra ver bem claras algumas mudanças no autódromo de Cascavel.

A principal delas é que o asfalto do autódromo foi pro beleléu. Do meio da antiga reta dos boxes até pouco antes da tomada do Bacião, o asfalto já foi todo removido. como dessa vez o Biberg colocou legendinhas explicando - ele poderia, inclusive, ter instalado um microfone de lapela na câmera para "narrar" esses detalhes todos; dica dada para a próxima volta pela pista -, não preciso contar tudo aqui, é só assistir.


Eu já tinha ideia de que seria esse o caminho do trabalho todo. Mas é bom, muito bom, ver a coisa iniciada. Por conta e risco, já vou convidando um ou outro amigo para a reinauguração.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bandeira amarela ambiental

CANOAS – Chego a Porto Alegre e, enquanto aguardamos uma taxiada qualquer da aeronave à frente, aciono a internet de bolso, esse dispositivo que a Juli tanto abomina. Procuro a repercussão do anúncio de Rubens Barrichello na Fórmula Indy, mas o que me chama atenção é outro assunto.

A notícia do dia, pelo menos no âmbito lá de Cascavel, é a de que o Instituto Ambiental do Paraná acaba de embargar as obras empreendidas pela prefeitura para reforma do autódromo. Cercada, inclusive, de uma caça à paternidade, TV Tarobá e o Waldomiro Cantini, da CBN, tergiversando tuiticamente sobre quem deu o furo, trocadilhos à parte.

Uma das alegações, percebo das informações que chegam lá da terrinha, é de que árvores que deveriam ser preservadas foram derrubadas. Outra justificativa, trazida pelo jornal O Paraná, foi de que a prefeitura não tem o devido licenciamento ambiental pra obra, obra que vai transformar aquilo num autódromo que se preze.

Não deve passar pela cabeça de ninguém que Edgar Bueno e sua equipe, depois de terem descascado um abacaxi tão grande quanto o do autódromo, fossem derrapar num praxe relativamente simples, como uma credencial ambiental. Menos ainda que o prefeito tenha mandado derrubar árvores sem ao menos repor o prejuízo ao ecossistema (putz!) com o plantio de uma quantidade xis de mudas noutros cantos ou qualquer providência equivalente.










O que me parece, de início, é que o IAP quer aparecer. Como bem observou o colega Juliano Júlio no Twitter, conseguiu, o distinto instituto, um pouquinho dos holofotes do processo. “Estão fazendo isso porque o povo já esqueceu que existe IAP”, observou o JJ, acrescentando que o caso do shopping Catuaí, outro que enfrenta dura resistência dos ambientalistas, “já morreu na mídia”.

Respeito quaisquer tipos de causas, dando ou não meu aval a elas, e faço ressalvas veementes a qualquer defesa que se cerque de fanatismos. O IAP, concluo, nada mais faz no episódio de hoje que querer aparecer, propondo entraves que, no mundo real, não vão resultar em nada além de aborrecimentos. Esse pessoal às vezes faz por merecer o rótulo de “ecochatos”.

A Comunicação do Município produziu um vídeo com uma rápida entrevista do prefeito, esse aí abaixo, numa visita feita ao autódromo na quinta-feira passada. De início, eu o postei como sendo uma visita de hoje cedo e comentei que Edgar não fez qualquer menção à intervenção dos ambientalistas. Quem alertou para a gafe foi a Edilaine Castoldi, que foi minha colega de faculdade e hoje está lá no terceiro andar do Paço.



Ah, e esse é o primeiro post do BLuc que traz no início o nome da cidade de onde escrevo, como usávamos nas matérias lá do jornal, como o pessoal que mantém bons blogs costuma fazer. De detalhe em detalhe, isso aqui pode se tornar um blog respeitável um dia. Talvez eu até passe a tratá-lo como “blogue”, como faz o parceiro Luiz Pandini, do PandiniGP. E as fotos da reforma do autódromo que publiquei aqui foram pinçadas, a sugestão de um amigo, do perfil feicebúquico do Paulo Prado, que não conheço, mas a quem agradeço.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Outra volta pelas obras

O Guinho Biberg engoliu praticamente sem mastigar a macarronada do almoço de ontem e correu para o autódromo de Cascavel, para mais uma volta pelas obras de lá.

Como o Corinthians já havia jogado no sábado e portanto não havia a necessidade de voltar correndo pra casa pra ver jogo, o Biberg aproveitou para vasculhar também os arredores da pista. Do material aí acima, algumas conclusões óbvias: a remoção dos milhões de metros cúbicos de terra, etapa que deve ser a mais simples e mais trabalhosa do processo todo, está bem adiantada; já dá para ter uma noção de como vai ficar o novo traçado na curva do S, a única para a qual o projeto prevê mudança, com o alargamento da pista contemplando o lado interno da segunda perna e tornando-a mais rápida; depois de ver dezenas de vezes o vídeo da volta que deu pelo canteiro de obras no início do mês, o Biberg percebeu que a filmagem fica bem melhor com a câmera fixa no painel do carro.

Nunca é demais lembrar que o prefeito Edgar Bueno prometeu entregar até 30 de junho o autódromo totalmente reformado. São Pedro, até agora, tem colaborado com o planejamento.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Canteiro de obras

Ontem, diante da falta do que fazer numa época em que brasileiros de verdade caem na folia cagando e andando para a realidade, brinquei com os internautas e abri um debate sobre tudo e sobre nada pela internet, é o que chamam de Twitcam. Durou uma hora e meia.

É claro que, entre os vários assuntos que abordamos, fui questionado sobre o andamento dos trabalhos de reforma no autódromo de Cascavel. Portanto, aos interessados no assunto, está no portal da CATVE a matéria feita pelo Celso Romankiv no canteiro de obras, veiculada na programação de hoje.

Quanto ao Carnaval, que escancara a pobreza de espírito do povo de nosso ilustre país de merda, é um alívio que esteja terminando. Em Portugal, o modo de pensar é um pouco diferente. Fica fácil perceber qual é o povo burro nesse comparativo colonizadores x colônia.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Entrincheirado

À chegada em casa, percebo que estou entrincheirado. Quase literalmente.

Retiro a placa que interdita o portão de entrada, estaciono o carro e pergunto ao operário que cava uma valeta se é pedir muito querer saber o que está acontecendo ali. Cortês, ele me explica a necessidade de manutenção na rede de abastecimento, algumas casas da vizinhança estão sem água e uma ligação tem de ser feita a partir dos tubos que minha grama – já candidata a mato – cobre. Também ficamos com pouca água por aqui dias atrás, a Juli até imaginou que eu não tivesse quitado a fatura da Sanepar. A fama de caloteiro, que não tenho, chegou aos ouvidos dela.

Dou-me por satisfeito com a explicação e recolho-me aos meus sacros aposentos, para bem aproveitar a paz que a tarde escolar do Luc Jr. confere ao lar. Sossego que dura pouco, até começar a tremer tudo. Como a tradição sísmica de Cascavel é quase nula, corro lá fora temeroso quanto ao que possa encontrar. E um, hã, veículo um tanto maior que os de hábito está arrebentando a calçada do passeio. O sistema é bruto, diria um parceiro cantor.

Construtora CIM é a empresa que faz o trabalho, com um “a serviço da Sanepar” adesivado no carro. Disparei dois ou três telefonemas e auscultei (manjam “auscultar”?) que estão acontecendo reparos assim em vários pontos da cidade, e que algum tempo depois a própria companhia, ou uma terceirizada dela, trata de consertar o que tenha sido danificado.

Que seja, pois. Assim, meu único trabalho vai ser explicar pra Juli, quando ela voltar de viagem, os porquês da bagunça feita lá fora. Aqui dentro, conforme ela determinou, Luc Jr. e eu estamos tratando de deixar tudo nos trinques.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Falando nisso...











Por falar em reforma, nossa torre de controle aqui em Interlagos está precisando de algumas demãos de tinta, não?