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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Truck tem campeão mundial na pista

CASCAVEL - Hoje estão rolando testes da Fórmula Truck em Interlagos. Hoje e amanhã. Não são treinos coletivos, mas uma agenda em que oito pilotos de cinco equipes lideram o trabalho de preparação e verificação de seus caminhões. Afinal, todo mundo quer chegar a Tarumã, onde o campeonato começa no dia 10 do mês que vem, com o equipamento tinindo.


Os testes em Interlagos têm uma participação, hã, ilustre. Jaime Melo, piloto aqui de Cascavel que vi crescer no kart e que depois disso ganhou o mundo correndo de monopostos e de carros de gran turismo, tem uma experiência inédita com um caminhão da Truck. Vai cumprir algumas sequências de voltas, hoje, no Volvo com que o argentino Luiz Pucci disputou os dois últimos campeonatos.

O Jaime tem um dos currículos mais ecléticos que conheço no automobilismo, pra usar um termo que é mais próprio do meio musical. Já foi inclusive campeão mundial, na classe GT2 do extinto Mundial FIA GT, com Ferrari. Pilotou praticamente de tudo que tenha quatro rodas, inclusive um carro de Fórmula 1 – foi um presente da Williams na virada do século, um teste não lembro onde. É cedo para dizer que ele tenha interesse em participar do campeonato. Pode até ter, e é de se supor que isso passe pelo que vai acontecer daqui a pouquinho em Interlagos.

Claro que a curiosidade do Jaime sobre como é pilotar um caminhão é bem maior que a nossa. E não custa lembrar que muitos pilotos de incontestável calibre experimentaram a Fórmula Truck sem conseguir a devida adaptação. Óbvio, pilotar um caminhão – mesmo com todos os recursos que fazem do caminhão um carro de corrida que alguns comparam ao kart, pelas reações – é diferente de pilotar qualquer outra coisa. Mas, se o Jaime gostar da coisa, pode pintar novidade interessante para o campeonato de 2013. Que, não custa lembrar, já tem dois pilotos cascavelenses confirmados, o incansável Pedro Muffato e o sempre confiável Diogo Pachenki. É Cascavel dominando o mundo também na Fórmula Truck, como não?


Quanto à prova do mês que vem em Tarumã, está rolando aqui no blog uma promoção que vai distribuir credenciais vip e ingressos. Se você, torcedor gaúcho, ainda não participou, basta clicar nesse link aqui e seguir o caminho das pedras.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Volta a Truck, volta a PromoBLuc

CASCAVEL - Daqui a um mês – que não é a mesma coisa que 30 dias, segundo me ensinou anos atrás a atendente do Detran – desembarco em Viamão, ou qualquer cidade vizinha, para a primeira corrida da temporada da Fórmula Truck, em Tarumã.

Já sei que a gauchada toda está em polvorosa com a volta da categoria ao interessantíssimo traçado vizinho à capital, já se vão quase cinco anos da última festa truckística por lá. Motivo mais que suficiente para que já acionem seus neurônios e também seus trevos de quatro folhas, figas, ferraduras, pés-de-coelho e penduricalhos afins.

Chegou, afinal, a primeira PromoBLuc de 2013, que vai consistir, como sempre, num festival de palpites sobre qual será o tempo da volta mais rápida da programação de treinos de sexta-feira, 8 de março, primeiro dia de caminhões na pista. Quem cravar o tempo exato, ou mais se aproximar dele, caso não haja acerto cheio, vai levar um par de credenciais vip para acompanhar a corrida. Cada um dos cinco participantes que vierem a seguir na lista dos que mais se aproximarem da volta mais rápida vai ganhar do blog um par de ingressos de arquibancada. A brincadeira vai valer só na programação da sexta para que os contemplados tenham tempo hábil para retirar suas credenciais ou ingressos no sábado, no setor indicado do autódromo - ou indicar o nome de alguém que o faça.

Quem preferir participar aqui mesmo, pelo blog, deve indicar aí abaixo, na área de comentários, o tempo de volta correspondente a seu palpite, acompanhado de nome e e-mail (ou telefone, se preferirem). Aos que forem participar pelo Twitter, a postagem tem de seguir o formato exemplificado a seguir:

Na #PromoBLuc do @lucmonteiro, o melhor tempo de volta da @Formula_Truck na sexta-feira em Tarumã será 1min00s000. bit.ly/11WWxjQ

Explico sempre que esse 1min00s000 é um tempo meramente hipotético, que para efeito de aposta deve ser substituído pelo palpite do participante.

A título de referência, a última aparição da Truck na pista de Tarumã foi em 2008. O mais rápido dos treinos de sexta-feira naquele evento cronometrou 1min21s029. Para mais referências, suficientes para embaralhar as cabeças menos privilegiadas, a pole saiu com 1min21s497 e a volta mais rápida da corrida veio em 1min21s793 – todas essas façanhas foram cumpridas pelo Felipe Giaffone, embora a vitória na prova tenha sido do Geraldo Piquet.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A temporada da Truck

CASCAVEL - Faltam exatos 39 dias para a abertura da 18ª temporada da Fórmula Truck. A corrida que devolve a categoria à pista de Tarumã vai marcar, no dia 10 de março, o início da disputa pelos dois títulos, dos campeonatos Brasileiro e Sul-Americano.

Téo José, que vai para seu 12º ano como narrador da categoria, esteve nesta semana na sede da Truck, em Santos, e falou um pouco sobre o que acha e o que não acha para os campeonatos que vêm aí. Está aí, em vídeo.

Quem faz a entrevista é o peixe (mas corintiano!) Vytor Zeidan, que a partir deste ano passa a atuar nas transmissões das corridas da Truck pela Rede Bandeirantes. Transmissões que assumem um novo formato, com mais espaço e mais informação.

Sucesso ao Vytão, claro, nessa nova fase da carreira.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pachenki, oito anos depois

CASCAVEL - A Fórmula Truck confirmou há pouco, via assessoria de imprensa – e a assessoria deles é um colosso!... –, a estreia de Diogo Pachenki na categoria. Piloto aqui de Cascavel, Diogo tem 29 anos e, de 2002 a 2012, esteve envolvido com as várias categorias da Stock Car, inclusive a principal.

Acompanho a carreira do Diogo desde o início, em 1993. Nas segundas-feiras pós corridas do Paranaense de Kart ou da Fórmula Pakalolo, os telefonemas do Jairo, pai dele, lá para a redação do jornal eram praticamente sagrados. “O Diogo ganhou ontem”, era como invariavelmente o JP abria a conversa, quase sem gaguejar. Em tempos pré-internet, era uma contribuição e tanto, com a qual eu podia contar mesmo nas etapas – parcas, é verdade – que Diogo não ganhava.

Um repórter de luxo, por assim dizer.

Foi uma carreira bem sucedida, a do Diogo. Colecionou títulos no kart e no automobilismo. Só o que demorou foi a estreia na Truck. Demorou exatamente oito anos. Explico.

Em 2004, Diogo teve uma campanha arrebatadora na Stock Car V8 Light. Disputou 17 das 18 corridas e ganhou oito. Foi campeão com certa sobra. Apresentado por amigos em comum a Aurélio Félix – quase certeza que foi o Orlei Silva quem fez esse meio-de-campo –, ouviu de Aurélio a proposta dos sonhos de qualquer piloto profissional. Vem correr pra mim na Truck, foi o que ouviu.

Um convite não tão irrecusável quanto parece. Diogo, repito, havia acabado de se tornar campeão da Stock Light pela PowerTech, equipe pertencente à empresa para a qual trabalhava desde a adolescência. Alexandre Abreu, o proprietário, viabilizara-lhe a temporada do título e preparava um carro para sua estreia na categoria principal da Stock Car, em 2005. Havia uma dívida de gratidão a ser quitada na pista.

Alexandre, conta hoje o Diogo, foi-lhe um pai no automobilismo. Trabalhou e torceu sempre para que as coisas dessem certo. “Eu não disse não ao Aurélio. Ele entendeu perfeitamente minha situação. Mas eu sabia que em outro momento, mais cedo ou mais tarde, daria certo a minha vinda para a Fórmula Truck”, falou-me, há pouco.

Hoje deu. Vai ser companheiro de equipe de Paulo Salustiano na ABF Racing Team, equipe que em 2012 conquistou os títulos do Brasileiro e do Sul-Americano com Leandro Totti. A dupla promete bastante.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O game da Truck

CASCAVEL - Quem gosta de games e da Fórmula Truck vai se amarrar na novidade. A Reiza Studios já finalizou o jogo oficial da categoria, que vai ser disponibilizado logo, logo. O jogo simula a temporada de 2012, com todos os caminhões e pistas do calendário.

Eu, longe da condição de especialista no assunto, experimentei o jogo num simulador nos boxes da etapa de Guaporé, mês passado. No jogo, fiz uma corrida na pista de Cascavel, a que conheço melhor. O realismo dos gráficos e do áudio impressiona.

Com vários níveis de dificuldade, os jogadores terão opções para acerto de transmissão, suspensão, freios, pneus e aerodinâmica dos caminhões, num sistema desenvolvido com base nos dados de telemetria das equipes da Truck. Há opção para treino, corrida ou um campeonato todo.

Aqui, um tíser disponibilizado pelo Renato Simioni, da Reiza. Vale ver.

Pensei em manter, nesse post, a saga de aportuguesar termos em inglês. Teria citado “gueime”, em vez de game. Ficou para a próxima. Até porque o Mauricio de Sousa escreve videogueime desde sempre em seus quadrinhos, seria um plágio descarado.

ATUALIZANDO EM 30 DE NOVEMBRO, ÀS 12h49: Faltou informar que o jogo foi desenvolvido na plataforma PC, para Windows.

domingo, 11 de novembro de 2012

O cara que não queria a vitória

PINHAIS - No ambiente de jornalistas que trabalham com automobilismo há várias brincadeiras recorrentes. Uma delas, em que maldosamente tomamos assessores de imprensa por vítimas, diz respeito a um título de press-releases também recorrente. “Fulano quer a vitória”, costumam anunciar os títulos de alguns textos enviados às redações, num exercício de obviedade que chega a beirar o ridículo. É claro que o fulano em questão quer a vitória, ora, foi daí que veio aquela famosa resposta do Nelson Piquet ao jornalista que lhe perguntou se naquele dia correria para vencer – “não, vou correr para chegar em 18º”, falou o Nelsão, do alto de sua irreverência.

Fulano quer a vitória. É claro que todos os fulanos querem a vitória, e só um a terá alcançado a cada batalha na pista. Mas conheço um sujeito que não queria a vitória. O nome dele é Leandro Gambaro Totti. Tem 35 anos, mora em Londrina, é piloto de corridas e, agora há pouco, tornou-se campeão brasileiro da Fórmula Truck aqui em Curitiba. O campeonato sequer terminou, ainda temos uma corrida pela frente, e Totti já é dono da taça, a segunda dele, já que dois meses atrás ele ganhou também a do Sul-Americano, um campeonato à parte.

Era mês de fevereiro quando telefonei pela primeira vez para o Leandro na condição de integrante do time que assina a assessoria de imprensa da Fórmula Truck. Coleta de impressões, expectativas, mudanças, aquilo de sempre. Não quero ganhar nenhuma corrida, foi o que ele me disse, em resposta a qualquer coisa que lhe perguntei. Esse sujeito deve ser maluco, pensei. Até porque já tinha ganhado quatro corridas na categoria, uma por ano, de 2004 a 2007, e desde então não sabia mais o que era pisar no degrau mais alto do pódio.

Não queria ganhar nenhuma corrida. Queria marcar pontos em todas as corridas. Pontuando bem, poderia ser campeão, mesmo se não ganhasse nenhuma corrida. Não faço questão de ganhar nenhuma corrida, essa foi a frase exata do Leandro, lembrei agora. E parecia que não iria ganhar, mesmo. Quebrou na primeira corrida quando liderava no Velopark, abandonou depois de ter liderado algumas voltas na segunda etapa, no Rio. Duas corridas com Beto Monteiro, ex-sócio de Totti num empreendimento esportivo em Londrina, conquistando vitórias.

Aí veio – ou foi, conforme o ponto de vista – Caruaru. Wellington Cirino desencantou, ganhou pela primeira vez no agreste na corrida que marcou seus 15 anos de pilotagem na Truck. Totti desencantou em 2012, o primeiro pódio, quinto lugar. E, depois disso, vieram vitórias. Muitas vitórias. Goiânia, Interlagos, Cascavel, três corridas seguidas, só deu Leandro em primeiro. A corrida seguinte foi na Argentina, etapa final do Sul-Americano. Felipe Giaffone ganhou, Leandro foi terceiro e voltou de lá como campeão continental, e na festa improvisada para o título no restaurante do hotel ele deu as caras bem tímido, como é seu costume, é um sujeito que fala pouco.

Aí vieram Guaporé e Curitiba, mais duas vitórias de Leandro Totti, o título já sacramentado. Depois de estourar o champanhe no pódio, seu discurso mudou. O título já veio, agora vamos a Brasília pensando na vitória, foi o que disse ao microfone do Luiz Silvério, no pódio.

O Totti quer a vitória, agora. Antes não queria, foi buscar cinco em nove corridas. Imaginem se quisesse.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

F-1 no México em 2013?

PINHAIS - Agora há pouco rolou entrevista coletiva aqui no autódromo de Curitiba, que como todos sabem fica em Pinhais. À mesa, respondendo aos jornalistas, estavam os três primeiros colocados no campeonato – Leandro Totti, Felipe Giaffone e Beto Monteiro – e a presidente da Fórmula Truck, Neusa Navarro.

Veio de Neusa a informação que me chamou atenção. Questionada sobre a ida da Truck à América do Norte no ano que vem, ela foi direta. Primeiro, disse que a corrida nos Estados Unidos, que faz parte de seus planos para o processo de internacionalização da categoria, está descartada. Depois, que a etapa no México está 90% confirmada, condicionando os presumíveis 10% restantes a trâmites que são compreensíveis para uma operação de tal magnitude.

Foi aí que Neusa revelou haver um novo fator no trabalho para levar a categoria ao México. “Com o cancelamento da corrida em Nova Jersey, a Fórmula 1 está querendo correr no México, exatamente na Cidade do México, onde pretendemos correr. Se confirmarem a corrida da F-1, o autódromo vai passar por reformas e isso inviabilizará a nossa ida”, explanou.

A missão da Truck no Autódromo Hermanos Rodríguez estaria abortada, então? Não, segundo a Neusa. “Ainda estamos trabalhando nisso e a chance de dar certo é grande. Mas, se não for em 2013, vamos ao México em 2014”, arrematou, com a serenidade e o sorriso que lhe são peculiares.

Mas... Grande Prêmio de Fórmula 1 no México? Não acontece há 20 anos. Quando cancelaram Nova Jersey, pelo que me explicou há pouco um tucano dorminhoco, a F-1 teria passado a considerar duas possibilidades: uma, que acho sensacional, a volta à França, na pista de Paul Ricard (ainda existe a reta Mistral ou já meteram alguma chicane lá?); outra, a redução do Mundial de 2013 para 19 etapas.

Ah. A Neusa também confirmou que Tarumã e Londrina vão voltar ao calendário da Truck em 2013. Saem Jacarepaguá, claro, e Velopark.

E o Diumar quer voltar

PINHAIS - Nada melhor que começar o trabalho de um fim de semana de Fórmula Truck em Curitiba que ouvir de Diumar Bueno, único piloto da cidade na categoria, que já faz planos para voltar às pistas em 2013. Diumar, todos lembram, tornou-se em outubro o protagonista do acidente mais grave da história da categoria.

Deve aparecer aqui pelo autódromo, amanhã, o Diumar. Que espera contrariar a previsão médica de prazo mínimo de seis meses para voltar a caminhar - pretende estar em pé já na festa do reveillon. Pela disposição que tem mostrado desde antes de sair do hospital, não é de se duvidar.

São coisas que o próprio Diumar disse ontem, numa clínica onde foi submetido a exames, ao meu bróder Vytor Zeidan, conforme podemos conferir no vídeo aí acima.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A imagem da vitória

PINHAIS - Eis aí, meninos e meninas, a imagem do grande vencedor de 2012 no automobilismo brasileiro. Diumar Bueno, que saiu do hospital ontem, 11 dias depois de sofrer nos treinos livres da Fórmula Truck em Guaporé o acidente mais pavoroso que presenciei em 19 anos e tantos meses de andanças atrás do automobilismo.

Vai tratar em casa, o Diumar, da recuperação. Que, conforme ele próprio disse ontem em entrevista por telefone que o Eduardo Homem de Mello costurou para o "Supermotor", do Bandsports, vai muito bem, obrigado.

Diumar deu, dá, uma lição de vida, de força de vontade e de sensatez. Coisa de campeão.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A etapa de Guaporé

BRASÍLIA - O Roberto Silva colocou no ar no canal da Fórmula Truck no YouTube uma seleção dos melhores momentos da corrida do último domingo em Guaporé. Que, como já se sabe, teve vitória do Leandro Totti, já dado até pela concorrência como virtual campeão brasileiro de 2012.

Vai repicada aqui, também.

domingo, 14 de outubro de 2012

Diumar fica na UTI por mais 5 dias

GUAPORÉ - Terminou por volta das três da tarde, como previsto, a bateria de cirurgias a que Diumar Bueno foi submetido no Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba. Sheren Bueno, filha do piloto, é quem nos abastece, a nós aqui em Guaporé, com as informações sobre sua situação.

Os cirurgiões não puderam completar todo o procedimento necessário. O inchaço excessivo de uma das pernas impediu que todas as correções necessárias fossem empreendidas. Diumar permanecerá internado na UTI por mais cinco dias. No meio da semana, uma nova avaliação será feita pela equipe médica para determinar a data da próxima intervenção.

No acidente de ontem em Guaporé, Diumar sofreu 17 fraturas na perna direita e outras 15 na perna esquerda. Também teve uma fratura no braço e sofreu um corte na língua. O tempo estimado inicial para que possa ensaiar os primeiros passos pós-acidente é de seis meses.

Diumar: seis meses sem andar

GUAPORÉ - Acabamos de falar por telefone com a Sheren Bueno, filha do piloto Diumar Bueno. Quem telefonou foi o Clóvis Grelak, que assina a assessoria de imprensa da Fórmula Truck.

Diumar, que chegou no fim da tarde de ontem a Curitiba, sua cidade, está neste momento no centro cirúrgico do Hospital Marcelino Champagnat. A série de cirurgias foi iniciada às sete da manhã e, pela previsão dos médicos, vai terminar por volta das três da tarde.

Os números do acidente formam um saldo assustador. Diumar sofreu 17 fraturas na perna direita e outras 15 na esquerda. Também há fraturas no braço direito e nos ossos nasais, além de um corte profundo na língua – o sangramento decorrente desse ferimento preocuparam, num primeiro momento, os curiosos que chegaram ao local do acidente poucos momentos após o caminhão despencar de quase 20 metros de altura.

As cirurgias são acompanhadas por uma equipe de especialistas. A estimativa inicial dos médicos, que consideram casos de gravidade compatível com a de Diumar, é de que o piloto terá de esperar no mínimo seis meses para voltar a caminhar.

A imagem do gravíssimo acidente sofrido por Diumar no último treino livre em Guaporé está aqui mesmo, no blog.

ATUALIZANDO EM 14 DE OUTUBRO, ÀS 15h55: Além das contusões citadas acima, Diumar teve oito fraturas em um pé e cinco no outro. Também sofreu cortes profundos nos dois calcanhares, luxação de cotovelo, fraturas faciais e uma fissura na bacia, na cápsula de encaixe do fêmur.

O voo de Diumar

GUAPORÉ - A matéria do Téo José, mostrada ontem à noite no "Jornal da Band", dá uma noção bem precisa da altura da qual o caminhão de Diumar Bueno despencou no acidente de ontem.

sábado, 13 de outubro de 2012

Teorias e filosofias

GUAPORÉ - O avião particular de Pedro Muffato, disponibilizado para a remoção de Diumar Bueno a uma clínica traumatológica em Curitiba, pousou por lá no fim da tarde. Produzimos e distribuímos à imprensa um pequeno comunicado informando as consequências da fortíssima pancada de Diumar no muro. Bateu a 189 km/h, foi a conclusão de alguém que ouvi pelos boxes. A imagem do acidente está nesse link aqui.

Não é o caso de lançar odes aos atributos da Truck, mas é fato que a boa construção do caminhão, supervisionada por um regulamento técnico eficiente, preservou a vida do piloto. Que, infelizmente, experimentou essa eficiência pela segunda vez – difícil esquecer de seu acidente na corrida de 2010 em Interlagos. Naquele episódio, saiu aplaudido. Hoje, vê as reações dos amigos e do público da categoria divididas entre manifestações de preocupação e de alívio por sua sobrevivência.

Diumar ficou sem freios – repito, ele próprio confirmou isso, já no hospital. Não é uma pane desejável, mas acontece com carros de corrida de modo geral. Teve como reação instintiva a tentativa de tirar o caminhão da trajetória da curva, deu no que deu. As características do traçado não favorecem o sucesso da manobra. O acidente foi tão espetacular quanto violento. Pode ter encerrado a trajetória no automobilismo do piloto, que também é líder classista no setor de transporte rodoviário.

Automobilismo é perigoso. Isso vem gravado nas credenciais plásticas de maioria dos campeonatos nacionais, internacionais, mundiais, intergalácticos. Fatos como o de horas atrás preocupam, causam transtornos, machucam pilotos, e essas coisas fazem parte do jogo. A gente abomina, mas fazem.

O autódromo foi inaugurado em 1969, ainda com pista de terra, e teve o traçado asfaltado em 1976. A curva Um sempre esteve lá, no mesmo lugar, na mesma topografia. Não tenho notícia de que alguém tenha morrido ali. Como sempre estiveram onde estão o Bacião de Cascavel, a Bruxa de Brasília, a Um de Tarumã, o "S" de Curitiba. Curvas desafiadoras, que dão graça ao automobilismo pelo arrojo que exigem, pelo risco que impõem, pelo espetáculo que proporcionam.

Já, já, vão aparecer teóricos e filósofos elegendo culpados para o que aconteceu com Diumar. O caminhão, o muro, o freio, o vento, o PT. Às favas com as teorias. “Motorsport is dangerous”. Diumar não precisa de um inquérito moral. Precisa, isso sim, de um bom tratamento médico – que já está tendo. E precisa saber, faremos isso o quanto antes, do volume inacreditável que mensagens que recebemos, todos nós aqui da Truck, pelos mais diversos canais, manifestando bons fluídos à sua plena reabilitação.

E precisa reconhecer, já deve ter reconhecido, que conquistou hoje a maior vitória de sua vida.

LEIA TAMBÉM:

Diário Motorsport: Diumar Bueno é salvo pela estrutura do Truck e queda do muro evitou desaceleração fatal

A imagem do acidente

GUAPORÉ - Já falamos bastante sobre o acidente do Diumar Bueno, que bateu forte hoje cedo aqui em Guaporé. Quem ainda não viu pode vê-lo aqui, em primeira mão.

Ao fim do vídeo, imagens do resgate do piloto. O avião que levou Diumar para tratamento em Curitiba, cidade dele, pousou por lá há poucos minutos.

O cenário do acidente

GUAPORÉ - O Orlei Silva, fotógrafo da Fórmula Truck, chegou agora à sala de imprensa, que no caso daqui é um ônibus, e descarregou o cartão de fotos com parte do trabalho do dia. Algumas delas mostrando motivos relacionados ao acidente sofrido por Diumar Bueno.

Aí acima dá para ver a mureta que o Volvo do Diumar desintegrou quando bateu, uma colisão frontal que, estima-se, ocorreu entre 189 km/h e 190 km/h. Ao lado, talvez seja necessário clicar na foto para ampliá-la. Dá para ver onde ficou pendurado o parachoque do caminhão do piloto, antes de despencar de 15 metros de altura.

Os que estão curiosos por ver a imagem podem acompanhar a transmissão da rodada da Série B do Campeonato Brasileiro pela Rede Bandeirantes. O material está sendo preparado para exibição no intervalo do futebol - ou antes do apito inicial, não sei direito.

As imagens do acidente deverão ser postadas na internet ainda hoje. Agora, vou correr lá para a carreta-estúdio. Hoje substituo o Eduardo Homem de Mello como comentarista na transmissão do treino classificatório pelo site da Truck. O Téo José narra.

Diumar será levado para Curitiba

GUAPORÉ - Bem, já chegou aqui todo o pessoal da Fórmula Truck que correu lá para o Hospital Manoel Francisco Guerreiro, para onde foi levado o Diumar Bueno depois do acidente de agora há pouco no último treino livre aqui em Guaporé.

Diumar está bem, pode-se dizer, diante da gravidade do impacto. Permaneceu consciente durante todo o tempo, conversou com os médicos. Conversou também com a Neusa Navarro, presidente da Truck. Confirmou que tudo foi decorrência da falta de freios em seu caminhão - como intuí no momento em que vimos as imagens no circuito interno de televisão. E será levado daqui a pouco, de avião, a Curitiba, sua cidade, e não a Passo Fundo, como estava previsto horas atrás.

O saldo do acidente foram várias fraturas distribuídas pelas duas pernas e pelo braço direito, que vão implicar algumas cirurgias, e um corte na língua. Automobilisticamente, está fora de combate por um bom tempo.

Veem as árvores de fundo na foto? Pois é. Depois de arrebentar o muro de proteção na saída da curva Um, foi por cima delas que o caminhão do Diumar passou, antes de despencar mais de 15 metros até a via interna de acesso ao autódromo.

Diumar conversa com os médicos

GUAPORÉ - Foi impressionante a imagem do acidente sofrido há pouco pelo piloto Diumar Bueno no quarto e último treino livre da Fórmula Truck na etapa de Guaporé.

Aparentemente, segundo a impressão manifestada por outros pilotos, Bueno percebeu falta de freios ainda na reta principal do circuito guaporense e, por reflexo, puxou o caminhão para a esquerda. O Volvo número 11 cruzou a área interna da pista e o próprio traçado na curva 1, antes de romper a proteção de pneus e o muro externo da curva 1.

Diante da ausência da área de escape, Diumar acabou parando na via de acesso ao túnel sob a pista. Seu caminhão ficou destruído. Consciente, o piloto foi atendido no local pelo doutor Daniel Gabriel de Moraes, médico da Fórmula Truck, e levado para o Hospital Manoel Franciso Guerreiro, aqui em Guaporé. Consciente, ele próprio conversa com os médicos que o submetem a exames.

As primeiras informações que chegam do hospital é de que Diumar teria sofrido fraturas nas pernas e nas costelas. Dentro de instantes, o piloto será removido em um helicóptero para o Hospital São Vicente, em Passo Fundo, num voo com 25 minutos de duração.

Pela gravidade do acidente, sou obrigado a observar que Diumar teve muita sorte. Tão logo haja um boletim médico ou informações que o valham, compartilho-as por aqui.

O Téo e o Teozinho

GUAPORÉ - José e sua esposa são, por assim definir, dois tarados por automobilismo. Fãs da Fórmula Truck, em especial. Ontem, numa ação do Truck Kids ali na praça e frente à igreja, acabaram entrevistados para o site da categoria pela Natasha Guerrize, que sem querer garimpou uma historinha legal. O Téo José achou, pelo menos.

O filho do casal, que esteve ontem no Truck Kids com seu macacãozinho de corridas, tem três anos. Nasceu em 8 de março de 2009, dia em que a categoria abriu a temporada aqui em Guaporé. Tendo na ponta da língua e na memória tudo sobre a história da categoria, José e a esposa decidiram que batizariam o menino com o nome de um dos personagens da categoria. E, apesar da tendência de escolherem o nome de um dos pilotos da categoria, escolheram o nome do Téo para o menino. Homenagem ao narrador, cuja carreira eles também têm na ponta da língua.

O casal e o Teozinho vieram hoje cedo aqui no autódromo e conheceram o Téo. E a conversa ali vai longe, pelo visto.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Os vencedores da promoção

GUAPORÉ - Dezenove milésimos de segundo. Foi essa a diferença que impediu o Almir Ruggini de cravar com exatidão o tempo da volta mais rápida dos treinos que abriram hoje a programação da oitava etapa da Fórmula Truck aqui em Guaporé. O Almir, que esteve aqui no autódromo agora há pouco, postou na última terça-feira o palpite dele na PromoBLuc ambientada na etapa guaporense. Chutou que a volta mais rápida de hoje seria feita em 1min25s780. Felipe Giaffone, o piloto mais rápido do dia, cronometrou 1min25s799.

Os 19 milésimos de segundo constituíram, entre todos os palpites postados no blog e no Twitter, a menor diferença entre o tempo dos treinos. Pela façanha, o Almir leva como prêmio duas credenciais vip para acompanhar a corrida de domingo do camarote da Truck. Para azar do Guto Polita, que não poderia imaginar se aproximar tanto do tempo real – uma diferença de 28 milésimos de segundo, no mundo real, seria vitória na certa. O palpite dele, postado no dia 19 de setembro, foi de 1min25s771. Como combinado, ele leva dois ingressos para o evento, acompanhados dos bonés da Truck confeccionados para a etapa.

Que os dois aproveitem bem o fim de semana no autódromo, e grato mais uma vez a todos que participaram da brincadeira. É uma pena não haver brindes disponíveis para todos, mas sobreviveremos a isso.