quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Formulinhas

Interessante o material que vi agora, no e-mail, mandado pelo Rafael Durante.

A iniciativa é de Paulo e Binho Carcasci, irmãos de passado rico na pista que hoje, dentre vários outros afazeres, organizam e promovem a Seletiva Petrobras de Kart. Eles anunciam para dia 12, lá na pista de kart da Granja Viana, a apresentação de uma nova categoria de monopostos.

Fórmula +, é seu nome. Imagino que a pronúncia seja “Fórmula Mais”. O discurso que cerca o trabalho é conhecido – proposta inédita para formação de jovens pilotos, fomento ao esporte de base, aquela toda coisa. Os monopostos são fabricados na Itália e vão proporcionar uma relação peso-potência superior à do Shifter Kart, é o que informa o comunicado do Durante.

A apresentação do dia 12 será aberta a chefes de equipes e jornalistas interessados. Nunca sou interessado, mas estarei vagando por São Paulo nesta data e é bem possível que dê um pulo até à Granja para ver a coisa de perto. Não conheço os Carcasci – na verdade, para bem me fazer entender, eles não me conhecem –, mas a assinatura deles suscita algum respeito à iniciativa da Fórmula +.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

De chorar


Quando as pessoas falam que não se deve julgar um livro pela capa, é a coisas assim que se referem.

Nelson e o Vasco

Ano passado, quando o Emerson deu umas voltas com o Lotus do título mundial de 1972, pedi que um colega cedesse uma foto para ilustrar um comentário bobo. Para um blog, nada mais artificial. Por isso, mandei a qualidade visual às favas e compartilho aqui a visão que tive de Piquet andando com a Brabham do título de 1981, hoje cedo - ontem, no caso, já que passou da meia-noite - em Interlagos.

Fiz um videozinho, também, com o novo celular, acabei de vê-lo. Igualmente, fica devendo em qualidade, esbanja em importância, um momento simples que traduziu uma rica história, e o que mais Nelson acumulou na vida foi isso, um monte de boas histórias para contar.

Sabedor que era das limitações da lente fotográfica do celular - sobretudo por clicar no ícone que bate a foto enquanto tinha os olhos na pista -, pensei no vídeo, algo menos pobre para compartilhar com minha audiência. Mas o formato em que meu modesto aparelho faz tais registros é incompatível para as ferramentas do YouTube, ou mesmo do Blogger. Quando resolver isso, coloco aqui, nesse post, mesmo.

Luiz Alberto Pandini, parceiro dos bons e piquetista incondicional, discordou da minha definição para o que vimos. Aquele carro, a Brabham BT49, é de uma feiura linda.

Mania besta, a minha, de sempre querer filosofar à moda da casa.

Piquet, todos sabem, fechou sua sequência de voltas a bordo da Brabham empunhando a bandeira do Vasco, que sempre foi seu time do coração. Vasco que sobreviveu na luta pelo título do futebol brasileiro, o Fluminense entregou o jogo, aquela patuscada toda que todo mundo sabe bem como funciona.

Ayrton era corintiano. Logo, era melhor que Nelson. Mas foi ele, Nelson, quem mereceu um sincero aplauso meu algumas horas atrás.

ATUALIZANDO EM 28 DE NOVEMBRO DE 2011, ÀS 11h21:
Enquanto eu não me resolvo com minhas traquitanas, compartilho aqui o vídeo que o Maurício Stycer publicou no blog dele, da cobertura da Globo sobre a homenagem da F-1 a Piquet. Ou teria sido uma homenagem de Piquetà F-1? Fico com a segunda opção.

Nossas modas

Aí estamos, Luc & Juli, no último acústico que fizemos. Foi semana passada, ou retrasada, já que escrevo no domingo. "Noite dos Famosos", lá no Pantanero Bar. A Cacau, aquela do BigBrother, estava lá, era a diva da noite. E bem na semana que lançaram a Playboy com a ótima sessão de fotos dela, havia exemplares autografados por toda parte, e tal.

Adriano Aragão, Christian Rockenbach e Robson Ferreira foram os músicos que nos acompanharam naquela noite, que nos premiou, a nós no palco e a todos que lotaram o Pantanero, com uma das melhores apresentações da nossa curta carreira musical. A melhor, eu arriscaria, acho que a Juli concorda. Quero tocar muitas vezes com essa rapaziada, ainda, e em muitos lugares diferentes.

E a Cacau, já comentei isso lá no Twitter, é um doce de pessoa.

domingo, 27 de novembro de 2011

A promoção do fim de semana

Aos 48 do segundo tempo, consegui salvar aqui dois kits desses do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil, cada um com camiseta e boné confeccionados para a etapa de hoje, que abriu aqui em Interlagos a programação do 40º GP do Brasil de Fórmula 1.

Vamos usar a prova da F-1, aliás, para definir quem leva os brindes. Os participantes têm, primeiramente, de seguir meu perfil no Twitter. Segundo, postar lá, no Twitter, um palpite sobre o resultado do GP. Chutem o vencedor, o segundo e o terceiro colocado e a posição final que Rubens Barrichello terá na corrida.

Cada acerto vale pontuação diferente. Cinco pontos para o vencedor do GP, dez para o segundo, quinze para o terceiro e vinte para o resultado de Rubens. Vou somar os pontos e, zás, os prêmios vão para os dois que obtiverem as maiores pontuações. Se houver empate que exija um segundo passo, resolvemos depois.

Os palpites devem ser postados acompanhados da hashtag, conforme o exemplo que segue:

Tem #PromoBLuc da F-1 no blog do @lucmonteiro. 1º) Di Resta; 2º) D’Ambrosio; 3º) Buemi; 30º) Barrichello.

Fácil demais, é que não há tempo hábil para algo mais bem bolado. Os brindes só caíram no meu colo agora.

Só vão valer os palpites que chegarem até as 14h30 de Brasília. Corram tuitar, portanto.

ATUALIZANDO EM 27 DE NOVEMBRO DE 2011, ÀS 15h46:
Dos 14 participantes, apenas dois marcaram pontos. O campeão foi @RodDuartee, que fez 35 pontos – acertou o 14º lugar de Barrichello, a vitória de Webber e o segundo lugar de Vettel. @FabinhoMoura, o segundo colocado, fez 20 pontos. Só acertou a posição final de Rubens. Os ruins de palpite que também brincaram são @f_vasconcelos, @edisonlsm, @greco22, @WLuizCarvalho, @JLAprigliano, @FabinhoMoura, @diogoaprigliano, @leochabu, @dealissima, @MauriGracioli, @denidoamaral, @Emanuelaraujo e @cmtesergio.

sábado, 26 de novembro de 2011

Mais que mil palavras

A isso, crianças, damos o nome Porsche GT3 Cup Challenge Brasil.


















A bela foto é do Rodrigo Cardoso, capitão da equipe Motores Velozes.

Mundo sobre rodas











O legal de estar na Fórmula 1 como integrante do estafe do Porsche GT3 Cup é apreciar bem de perto os dezenas de exemplares da marca que ficam expostos aqui do lado de fora, em frente ao lounge.

O mais belo de todos acabou de ser estacionado aqui. Uma réplica feita em 1981 do modelo 356, o de 1963. A série "Super 90" delatava os 90 hp de potência do carrinho. Esse aqui, me contou o proprietário, tem um motor "um pouquinho mais esperto", de 1.900cc.

Pode haver coisa mais linda que um exemplar desses?

Truck: Giaffone vê decisão sem brilho

Consiga ou não Geraldo Piquet participar da corrida de 4 de dezembro em Brasília, a decisão do título da Fórmula Truck já perdeu seu brilho. É o que diz Felipe Giaffone, três vezes campeão da categoria – faturou o Brasileiro em 2007 e 2009 e o Sul-Americano em 2010. Ele é líder, também, do Campeonato Brasileiro, que terá seu campeão definido na corrida da semana que vem na capital federal.

Julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Geraldo foi suspenso por duas corridas, considerado culpado pelo acidente com Felipe na corrida de três semanas atrás em Curitiba. A Comissão Disciplinar, primeira instância de qualquer imbróglio no automobilismo, havia determinado punição máxima ao brasiliense – suspensão por 12 meses e multa em dinheiro de 100 mil cascalhos brasileiros. Já anunciou que vai recorrer, conforme contei aqui ontem.

Felipe passa seu fim de semana a poucas centenas de metros daqui, atuando na comissão de prova do GP do Brasil de F-1. Mas foi por telefone que falei com ele, ao fim da tarde. Já tinha saído do autódromo, estava preso no trânsito engarrafado de São Paulo, outra pessoa estava ao volante, segundo me contou. Sobre o episódio com Piquet, foi enfático: “O cara conseguiu tirar o brilho da decisão do campeonato”, foi sua frase de efeito.

O líder da temporada pareceu não saber, até então, do julgamento de quarta-feira pelo STJD da CBA. “Não sei se ele corre, ou não corre. Só sei que, com o acidente, meu prejuízo foi grande. Eu era o terceiro na corrida e poderia estar indo para Brasília com 16 ou 17 pontos de vantagem e tendo o Geraldo como único adversário pelo título. Depois do que aconteceu, tem mais dois”, observou. Valmir Benavides e Wellington Cirino também mantêm chances de conquista da taça, conforme a conta que o DataLuc fez na semana passada.

Para Felipe Giaffone, a possível ausência de Geraldo Piquet na pista na corrida em Brasília não seria justa. “Ele fez um campeonato muito bom, mesmo sem ganhar tantas corridas foi quem melhor tirou proveito de um número maior de corridas. Estragou tudo em Curitiba, mas fez um campeonato fantástico. Ele ficar fora não seria justo nem com ele e nem com o evento, que perde o brilho da decisão”, ponderou. Ao mesmo tempo, vê que sua participação na corrida não seria justa. “Na discussão que tivemos depois do acidente ele me falou que era só falar pros comissários que ficou sem freios. Falei ‘ah, é?, legal’, e pedi uma vistoria nos freios do caminhão dele, não havia problema nenhum. Diante disso, não seria correto voltarem atrás de deixarem ele participar da corrida”, seguiu.


A opinião de Felipe é de que Geraldo errou triplamente em Curitiba. “Primeiro, por ter vindo me falar que tinha sido de propósito, mesmo, isso ele me falou logo depois do acidente. Depois, por ter causado a batida, do jeito que aquilo aconteceu qualquer um de nós dois poderia ter se machucado bastante. E, terceiro, por ter estragado a decisão do título”. E a relação entre os colegas de pista, teria se convertido em inimizade? “Olha, eu nunca tive uma relação tão próxima com ele, mas também nunca tinha enfrentado qualquer tipo de problema. Isso não é algo que me preocupe, na verdade”, respondeu o líder da temporada.

E se a decisão de permitir ou não a participação de Piquet coubesse a Giaffone? “Honestamente, não sei. Como não sou eu quem decide, vou me preocupar com o trabalho do meu caminhão, que praticamente teve de ser reconstruído. Troca da cabine, reparo nas duas longarinas do chassi, toda a suspensão dianteira que saiu danificada... O pessoal da equipe está trabalhando praticamente dia e noite, não vai dar tempo para nenhum teste antes de Brasília. Vai ser um fim de semana muito, muito puxado”, anteviu.

Emerson não foi barrado

Aí que, tipo assim, pode ter havido injustiça no que Emerson Fittipaldi escreveu ontem no Twitter. Ou, principalmente, no que se interpretou de seu post.

Primeiro, e talvez principal da questão, Emerson não foi barrado no autódromo. E nem disse que foi. A lamúria que ele registrou foi sobre não ter sido autorizado a falar com Bernie Ecclestone e Tamas Rohonyi. Estava aqui dentro, pois.

Aí abaixo está um comunicado enviado pela imprensa oficial do evento à assessoria do ex-piloto.

Eu mesmo li na timeline tuítica que Emerson havia sido barrado. Associei isso ao post dele e embarquei na onda. Não acho ético remover o que publiquei ontem, e que centenas de leitores viram. Mas fica claro que, neste episódio específico, a organização do evento não pisou na bola. Roseli também não.

O primeiro de todos


Está aí o maior achado de todos, como bem definiu o parceiro Bruno Vicaria. Foi ele quem garimpou, com um conhecido, o vídeo do primeiro GP do Brasil de Fórmula 1 de todos, o de 1972, aquele extra-oficial.

O Vicaria, que me deve uma cerveja pra hoje - deve a companhia à mesa, na verdade - publicou no blog dele, apenas repico aqui.

Sensacional.

Insanidade total

Na chegada a Interlagos, enquanto me espreguiço e esfrego os olhos na sala de imprensa do Porsche GT3 Cup, dou uma rápida examinada na credencial. Por absoluta falta de coisa melhor para fazer antes das nove da madrugada.

Ali vejo as instruções de sempre. Pessoal e intransferível, não permitida para menores de 18, não coloque sobre aparelhos eletrônicos ou elétricos – por causa da tarja magnética –, propriedade do promotor do evento e... Epa, paralaumpouquinho! “Entrada somente até as 7h da manhã”?

Esses caras estão é loucos! Vou lá agora mesmo falar com o Bernie, com o Tamas, com o Kassab – se já estiver na área, parece que foi ver um negocinho ali em Paris e já voltava –, com o raio que parta todo mundo. Ou me emitem uma credencial que não me faça ler esse insulto ou dou essa aqui pro Emerson e vou embora daqui agora mesmo.

E ainda chego a Santa Catarina em tempo para participar da festa do título do Corinthians, amanhã à tarde.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Truck: Piquet a caminho de liminar

Ainda vai dar o que falar o acidente envolvendo Geraldo Piquet e Felipe Giaffone na última corrida da Fórmula Truck, em Curitiba. Geraldo, considerado culpado pelos comissários desportivos, foi excluído da corrida e, em termos práticos, mandado a julgamento.

Julgamento que aconteceu, segundo o piloto, quarta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBA. Geraldo esteve no Rio acompanhando a sessão ao lado de seu advogado, Fábio Vilar, da Nelson Williams & Advogados Associados (a associação dos nomes Nelson e Williams, em se tratando de um Piquet, é inevitável).

Falei há pouco com Geraldo. Antes de telefonar para ele, que estava a instantes de se embrenhar na mata numa trilha off-road ou coisa do gênero, busquei informações no site da CBA. O primeiro campo da área “STJD”, anunciado sob a frase “Saiba mais sobre o Superior Tribunal de Justiça Desportiva”, oferece a opção “clique aqui para consultar processos”. Cliquei e dei de cara com uma página em branco, conforme evidencio nos prints abaixo.


Enfim, de Geraldo, ouvi que a CBA havia pedido aplicação do que seria pena máxima – exclusão de 12 corridas e multa em dinheiro de 100 mil reais. Como uma temporada da Truck tem 10 corridas, pressuponho que a punição seja de 12 meses, e não 12 corridas. Tentei ligar para ele de novo, já estava com o telefone fora da área de serviço.

De qualquer forma, a sessão da última quarta reduziu sua pena à suspensão por duas corridas – a de Brasília e a que vai abrir o campeonato de 2012, provavelmente no Velopark. “De cara, sem nunca ter me escutado, a CBA pediu a pena máxima, 12 provas de exclusão e multa de 100 mil. Aí entrou a defesa, claro, porque a CBA tinha de provar meu dolo no acidente, não provou e acabou dando duas provas de penalização”, falou Geraldo. Parênteses: escrevi “penalização” porque foi o que o piloto disse; o correto seria “punição”. Ou “suspensão”. Fecho parênteses.

Em tese, a decisão da CBA tira Geraldo da disputa pelo título, embora não a sacramente. Pergunto se a saída será sua participação na etapa de Brasília – onde venceu em 2006 e 2007 – por efeito de liminar. “É o único jeito, estamos brigando contra o tempo para conseguir isso. Só estamos esperando chegar a papelada do julgamento para entrar com o pedido”, antecipou o piloto da ABF/Mercedes-Benz, vice-líder do Campeonato Brasileiro da F-Truck com 89 pontos, sete a menos que Felipe.


Geraldo considera-se injustiçado no episódio. “Para você ter uma ideia, esse julgamento de quarta-feira foi a primeira e única vez em que a CBA me ouviu. Sem me escutar, sem nada, (a CBA) já encaminhou a questão para o Superior Tribunal Desportivo (sic)”, manifestou.

A próxima semana será bem movimentada para Geraldo, fora da pista e, talvez, dentro dela, também. Até lá, ou até domingo, ele vai resolver suas tensões se enfiando na lama até o pescoço, em trilhas por algum canto do Brasil.

Pisada de bola

"Queria ver Bernie/Tamás mas infelismente 1mulher chamada Roseli nao autorizou.Obrigada #f1br fui muito melhor recebido pela #NASCAR @NASCAR".

Foi isso, ipsis litteris, o que Emerson Fittipaldi acabou de postar em sua conta no Twitter. Às 15h32.

Não é problema meu, e talvez a única ordem que Roseli tenha recebido foi a de não permitir a entrada de ninguém sem credencial, e a regra se aplicaria a Emerson, Barack Obama, Luc Monteiro, Buda, qualquer um.

Mas deixam a desejar, os organizadores da corrida. Roseli e todos os seus colegas de ofício escalados para o fim de semana em Interlagos teriam, por obrigação moral, de assimilar um pingo de noção do que é graças a esse senhor que atende pelo nome Emerson Fittipaldi que eles, Roseli e seus colegas, têm um trabalho extra entre hoje e domingo. Bernie Ecclestone e Tamas Rohonyi devem ter corado quando ficaram sabendo quem acabou de ser barrado no baile.

Outra pisada de bola dos organizadores, que já barraram previamente a vinda da família de José Carlos Pace, que dá nome ao autódromo.

No GP do Brasil de dois anos atrás, Emerson esteve conosco, também, aqui na área do Porsche GT3 Cup. Na foto, de 2009, ele dá entrevista aos jornalistas Evelyn Guimarães, do site Grande Prêmio, Natali Chiconi, então no Tazio - agora rebatizado TazioAutosport -, e Luiz Alberto Pandini, da assessoria de imprensa da categoria.

Tolerância zero

Eu jamais havia excluído um comentário aqui do blog. Primeiro, porque ninguém, ou quase ninguém, comenta nada aqui. Segundo, porque se o cidadão quiser comentar, que o faça à vontade. Não ativei a ferramenta "moderação de comentário", então quem quiser pode escrever o que quiser. O histórico indica palavrões e até ataques bobos assinados pelo ilustríssimo "Anônimo".

Acabei de excluir um comment. Primeira vez. Cidadão se dar ao trabalho de vir a este espaço tão humilde quanto informal para postar indicação do site de compras onde conseguiu não-sei-o-quê bem baratinho e aquele outro produto com entrega ultra-mega-hiper-rápida é o cúmulo da falta do que fazer. Ou o suprassumo, como diria um antigo chefe meu.

O próximo passo da minha campanha Tolerância Zero será bloquear malas no Twitter. Nunca bloqueei nenhum, também. Até hoje.

Velinhas amanhã

O autódromo de Interlagos completou 71 anos neste ano, conforme conta a história. Foi no dia 12 de maio, data que guardo com facilidade não só por conta da memória razoável, mas por ser a mesma do meu aniversário. Podem agendá-la para me mandar bons presentes em 2012, pois.

Mas no que diz respeito a Interlagos, a partir da página dois, a história poderia ser diferente. Poderia. Segundo lembra o Paulo Peralta, o autódromo deveria completar 72 anos amanhã, dia de treinos classificatórios do 40º do Brasil.

A história está bem contadinha pelo Paulo lá no blog Bandeira Quadriculada.

Ao vivo, desta vez

Pela primeira vez, as corridas do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil que acompanham o GP do Brasil de Fórmula 1 terão transmissão ao vivo. E pelo Speed Channel, a emissora da categoria.

Nos últimos anos, por conta das limitações técnicas e logísticas implícitas num fim de semana de F-1 em Interlagos, essas corridas eram mostradas com alguns dias de delay. Agora, diante da boa audiência que as corridas vêm auferindo, os diretores da categoria providenciaram junto à FOM, Formula One Management, a liberação do sinal ao vivo. Também por questões técnicas e logísticas, essas corridas serão narradas lá dos EUA - imagino que com os parceiros Sérgio Lago e Roberto Figueroa no comando da transmissão.

Entre 2007 e 2010, para que tudo se adequasse à apertada programação do fim de semana, não houve rodadas duplas do Porsche Cup na preliminar da F-1. O treino classificatório valia pontos como etapa do campeonato, e apenas uma corrida era disputada por evento. Esse sistema fez com que dois títulos fossem decididos em tomadas de tempo - o de Ricardo Baptista em 2007 e o segundo de Miguel Paludo, em 2009. Desta vez, o treino classificatório vai ser só isso, mesmo, um treino classificatório, sem pontuação.

Se tivermos decisão de título no fim de semana, portanto, será aos olhos dos telespectadores do Speed. Na Cup, para ser campeão aos olhos da F-1, Constantino Júnior tem de vencer sem que o vice-líder Clemente Lunardi seja o segundo. Na Challenge, um terceiro lugar na corrida será suficiente para Sylvio de Barros ser campeão depois de amanhã, mesmo em caso de vitória do vice Fernando Barci. Essas são combinações isoladas, claro, há algumas outras capazes de apontar títulos no fim de semana aqui.

A corrida da Challenge, no domingo, vai ter largada às 9h40. A da Cup, às 10h25.

ATUALIZANDO EM 25 DE NOVEMBRO DE 2011, ÀS 14h37:
O Sérgio Lago, que está no México envolvido com uma produção para o Speed, confirmou agora no início da tarde, por e-mail, que a narração das corridas será do Roberto Figueroa.

Mais cascos

E como muito se tem falado em capacetes durante a semana de Fórmula 1 em Interlagos em tudo que é site e blog, vai aí mais um pouquinho do assunto.

A Schuberth montou seu estande no lounge do Porsche GT3 Cup Brasil aqui em Interlagos e, além de alguns dos capacetes das que comercializa para competição, expõe exemplares de clientes ilustres como Fernando Alonso, Michael Schumacher, Felipe Massa e Nico Rosberg.

Já tinha passado pelo show-room da Schuberth lá em Estoril, na abertura do campeonato.


Sertanejão na veia


E já que a citei no post, vai aí uma modinha propícia para o dia.

"Alô, final de semana chegou", com Munhoz & Mariano.

Alô, final de semana chegou!

O fim de semana de Porsche GT3 Cup, que terá a Fórmula 1 como evento suporte, começa ao meu estilo. Venho tarde para o autódromo, e à chegada ao portão Z constato que eu cheguei, minha credencial não. Até que ela me alcançasse foram lá longos minutos.

De credencial no peito, um segurança tonto me orientou a tomar a minha esquerda, sendo que para chegar aqui eu tinha de cumprir o traçado antigo de Interlagos, à direita, fim da reta Oposta e curva Três. Ele insistiu que não, e como ela seguramente sabia melhor que eu o que eu deveria fazer aqui fui pra onde ele mandou. Ia entrar no camarote da Globo, mas teria de enfrentar muitos degraus para isso e desisti. O segurança tonto não foi pra onde mandei, até porque não mandei em voz alta e, ao contrário da dona Nenê, daquele seriado, ele não deve saber ler pensamentos. Tenho ímã para seguranças tontos, acho que todo mundo tem.

Enfim, cá estou. Primeiro treino da F-1 rolando, esses carros gritam alto pra cacete, daqui a pouco virão à pista os carros do evento principal.

Em tempo: a expressão "final de semana" no título desse post está errada. Só usei por ser o título de uma música de Munhoz & Mariano. O correto para este caso é "fim de semana", qualquer dicionário razoável explica a diferença em poucas linhas, se eu tivesse saco pra tentar explicar escreveria um bocado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O casco de Rubens

Rubens Barrichello fez lá seu suspense e revelou hoje, em sua conta no Twitter, a pintura do capacete que vai usar no GP do Brasil.

No layout, homenagem em dose dupla: a Sid Mosca, pintor de capacetes que perdeu há poucos meses sua batalha contra o câncer, e a Ayrton Senna, pelos 20 anos da conquista do tricampeonato.

Sobre o futuro, que é o que todos querem saber, Rubens nada fala. Há, inclusive, uma... Bem, deixemos a cargo dele os devidos anúncios.

Pace, 1975


Essa aqui pode, deve, aparecer na série que o Victor Martins está publicando com as 10 melhores GPs do Brasil de todos os tempos. Compacto de dois minutos e meio da corrida de 1975, vitória de José Carlos Pace em dobradinha com Emerson Fittipaldi.

Narração de Luciano do Valle e comentário de Giu Ferreira, para a TV Cultura. Chama atenção o público, parece bem mais numeroso que nos dias de hoje. Chama atenção, sobretudo, o que surge aos 2min08s do vídeo, em meio às pessoas que rodeiam "Moco".

Foi por essa corrida que Pace acabou emprestando seu nome ao autódromo. E ontem li no Twitter que a família dele não foi credenciada para a corrida de domingo. Troço estranho.

Pra começo de conversa

Em fim de semana de GP do Brasil, inevitável que eu acabe dando, mesmo que do lado de fora, alguns pitacos irrelevantes no contexto todo.

Dia desses participei de uma enquete promovida pelo Bruno Vicaria e pelo Luca Bassani, para apontar as edições mais marcantes da corrida. Dei lá meus votos, embora quisesse ter votado também numa do fim dos anos 90, não sei exatamente de que ano, aquela que Barrichello liderou por várias voltas, acho que 27, com a Stewart.

Para mim, a que marcou foi a de 1989, vitória de Mansell em Jacarepaguá. Foi, afinal, a corrida que me trouxe a esse mundo do automobilismo, já contei aqui essa cascatinha.

Amanhã começam os treinos em Interlagos, aqui ao lado. Será a 39ª edição oficial da corrida, 41ª na real, consideradas as duas dos anos 70 que não valeram pontos. Ano passado, quando cheguei em casa depois do GP, tratei de publicar aqui no blog uma galeria com fotos de todos os vencedores, de Reutemann a Vettel.

Comecemos, portanto, relendo e revendo os pilotos e carros que escreveram a história do GP do Brasil. Estão aqui.

Lusa padoca

À chegada para o café da manhã na 4 Bandeirantes, aqui em Interlagos, aquela constatação preocupante de que o ano passou rápido demais, e tal. Decoração de Natal.

Personalizados, os motivos da padoca. Vou aproveitar o fim de semana automobilístico para convidar o Luiz Salomão, o Flavio Gomes, o Américo Teixeira Júnior e o Ronei Rech, esse recém convertido à causa lusa, para um pão-na-chapa. É baratinho, dá para eu pagar a conta sem comprometer o fim do ano. E é ao lado do autódromo.

Apenas uma viagem

17h22 de quarta-feira. Faz pouco, 10 ou 15 minutos, que deixamos o terminal rodoviário em Toledo. Resolvi fazer de ônibus a viagem a São Paulo, desta vez, e de Cascavel, cidade onde vivo, ou sobrevivo, não saem ônibus-leito para São Paulo. Os convencionais, agora chamados pelas empresas de ônibus de “executivos”, judiam do pescoço do passageiro. E vão para o Sudeste apinhados de sacoleiros, e perde-se mais tempo nas invariáveis paradas para fiscalização da Polícia Rodoviária que com a viagem propriamente dita.

Eu havia relatado aqui, há instantes, alguns episódios de que participei anos atrás, mas deletei-os. A ideia é relatar, para consumo interno, a viagem, e não agruras policiais. Ademais, casos da ação corrupta da polícia à beira-estrada não são privilégio meu, todo mundo tem suas coisas para contar, e normalmente quem conta omite o fato de ter oferecido vinte ou cinquenta pratas para o guarda aliviar um excesso de velocidade ou uma ultrapassagem sobre faixa contínua. Seria no mínimo deselegante comentar coisas assim, até porque há policiais corruptos, o que não significa que a instituição policial, ou que todos os que dela fazem parte, o sejam. Só haverá policial corrupto se houver infratores alimentando-os. Só haverá traficantes enquanto houver usuários de drogas. Só haverá travestis enquanto houver senhores distintos que os procuram às escondidas nas noites e nos dias para, hã, fugir da rotina. Sempre haverá traficantes de drogas, travestis, policiais corruptos. A diferença é que não há motivo para se desprezar os travestis. A menos que você dê-lhes a deixa, eles jamais vão lhe causar prejuízo.

Mas desviei-me completamente do que comecei a falar, que era da viagem de ônibus, algo que eu não fazia há muito. Quer dizer, fiz sim, há poucos meses, um episódio atípico e de última hora, também tendo São Paulo como outra ponta do trajeto. Cheguei a Cascavel segunda-feira da manhã e baixei direto na massagista, ainda bem que a Juli conhecia uma, que colocou tudo em seu devido lugar e meu cadáver voltou a funcionar. Eu nunca havia ido a um massagista.

Portanto, nada mais de ônibus executivos. Como não há leitos saindo de Cascavel para a maior cidade do país, fui a Toledo, e lá embarquei no carro número 2300 da BrasilSul. Muito boa, a empresa, é minha primeira impressão. Tem até serviço de bordo, que é melhor que o da Gol e o da TAM. São 17h46, agora, o motorista entrou numa cidadezinha. Pergunto à senhora ao lado onde estamos. Dona Plínia, a senhora, que conversa animadamente com sua filha, ou sobrinha, não sei. Assis Chateaubriand, é a cidade. E como fala, dona Plínia!

Aproveito a parada em Assis para passar a mão na mochila e de lá sacar os DVDs que trouxe para assistir durante a viagem. Num box, a sétima temporada de “Friends”, que ganhei da Juli e do Juninho em 2007, foi presente de Dia dos Pais, ganhei quando voltei de Pernambuco, onde passei meu primeiro Dia dos Pais, bem longe do moleque; no outro, a primeira temporada do bem sacado “The Mentalist”, que ganhei do Rodrigo Borges numa promoção feita no Twitter.

Estamos saindo de Assis Chateaubriand. O laptop novo tem bateria para muitas horas e, mesmo quando acabar, posso conectá-lo à energia elétrica no próprio ônibus. O papo da dona Plínia está divertido, até, mas não é comigo. Ela e a moça que a acompanha começam agora a falar em peidos, é algo pouco animador para quem está com elas numa caixa de aço fechada e sem janelas.

Seis em ponto, o motorista pôs para rodar nos monitores do ônibus – tem um bem na minha fuça, peguei a primeira poltrona-cama da fila individual – um filme da Warner, parece que é chato. Começa com um alpinista e uma narração em off falando de alguém que morreu, agora aparece o Morgan Freeman como mecânico que dá manutenção em um carro enquanto responde a uma gincana informal com um colega, nomes de presidentes americanos e a polêmica sobre quem inventou o rádio, se Marconi ou Tesla. O personagem de Freeman diz que foi Tesla, o que avaliza o que aprendi na faculdade, embora Marconi, que chamava-se Guglielmo, tenha recebido prêmios e o reconhecimento histórico pelo advento. Freeman, agora, recebe um telefonema com uma notícia ruim, ainda não revelada. O motorista deu um pouquinho mais de volume ao filme nos alto-falantes, dá para ouvir bem, agora. Vou suspender os episódios de “Friends” e ver esse filme, tem o Jack Nicholson, também.

Dona Plínia chamou a moça de filhota, o que me leva a crer que não é sobrinha, mas filha. Daqui a pouco tem uma parada para o lanche em Campo Mourão, o motorista já avisou. Tomara que seja no restaurante Tio Patinhas. Eles servem uma pizza em fatias que é deliciosa. São 18h12, vou fechar o laptop.

Sete e um da noite, ou da tarde, é horário de verão (não brinca!) e o sol ainda está alto. Depois de Assis, houve paradas rápidas também em Jesuítas e Formosa do Oeste, que suscitaram preocupações quanto ao ritmo da viagem. Mantenho todos os atributos que já citei sobre o ônibus e o serviço da BrasilSul, com a ressalva de tratar-se, noto, de um pinga-pinga. Agora estamos na estrada, de fato.

O filme é bonzinho, daqueles que minha mãe define como “filminho água-com-açúcar para limpar a cabeça”. Ainda não sei seu título, mas os personagens de Nicholson e Freeman, ambos condenados pelo câncer, resolvem sair mundo afora fazendo tudo que nunca puderam fazer na vida inteira. Os dois criaram laços durante a convivência no quarto hospitalar, Nicholson tem dinheiro a rodo, se dispôs a bancar toda a aventura do fim de suas vidas. Fizeram uma lista desses desafios – pular de paraquedas, dirigir determinado carro, essas coisas. Dá para tirar algumas lições boas desses enredos, sem muito esforço. Dona Plínia comentou há pouco com a filha que, seguindo a lógica do filme, terá de virar lésbica. Caíram na gargalhada, as duas, e a dona Plínia arrematou dizendo até que o lado masculino dela é feminino, algo assim.

Manuseando o DVD de “Friends” para deixá-lo pronto, já pensando nas horas que virão, vejo que trouxe comigo, no laptop, o CD interativo dos Smurfs que o Luc Jr. ganhou de um coleguinha da escola semana passada, na festinha de aniversário. Fez cinco anos, meu menino. Estava lidando com os jogos e atividades do tal CD antes de sairmos de casa, ele foi junto com a Juli me levar a Toledo. Fiquei com pena de ter trazido os Smurfs na viagem, ele gostou bastante do CD, embora os computadores que ficaram em casa, dois netbooks, não lhe permitiriam utilizá-lo. Vou cuidar bem dos Smurfs pra ele. De outro amiguinho ele ganhou algo que imagino ser também um disco interativo, que traz impressa a imagem do Homem de Ferro.

Nicholson, que no filme tem sobrenome Edward, e Freeman, ainda não atinei o nome dele, estão agora visitando pirâmides. E o ônibus sai da estrada e adentra outra cidadezinha. Deve ser Goioerê, todos os carros lá fora têm essa indicação em suas placas. Essas paradas me trazem um infortúnio a mais – hoje é, em termos práticos, o primeiro dia de minha tentativa de me tornar um ex-fumante. Ontem fumei dois cigarros. Hoje, nenhum. A vontade é grande e cada parada dessas é uma tentação. Não trouxe cigarros na viagem, é um trunfo meu. Poderia comprá-los em qualquer parada, mas vou resistir. Para passar o resto da vida sem fumar, tenho de ficar um dia sem fumar. Que é hoje, 23 de novembro de 2011.

Durante a parada, o motorista traz mais água mineral. Dona Plínia se assusta com a aproximação dele, parece conhecê-lo, e faz um comentário que esclarece parte da questão de três parágrafos atrás. “Ô, seu Gato, olha o filme que você põe para uma cancerosa assistir”. Vejo que ela conhece Estevão, o motorista, e que “Gato” é o apelido pelo qual o trata. Tem câncer, o que me choca um pouco. Posso capitalizar esse choque a meu favor no propósito pelo fim do tabagismo. Faço um comentário, como que para entrar na conversa, e ela arremata: “Esse filme é a história da minha vida. E eu levo a vida assim, rindo e brincando”. Acho que vamos conversar mais durante a viagem. São 19h21 e estamos deixando Goioerê. A próxima parada será em Campo Mourão. Ainda penso na pizza.

Freeman discutiu com Nicholson e voltou para casa, janta feliz com seus familiares, enquanto Nicholson, parece que também em sua casa, irrita-se, sem companhia alguma. Ao lado, dona Plínia diz à filha que, ultimamente, canta parabéns em velório, e fala de determinada festa de aniversário cujo bolo foi decorado com vários pênis de chocolate. E, enquanto eu penso na pizza, ela diz à filha que vai tomar sua injeção assim que chegar a Campo Mourão.

19h28, descubro que Carter é o nome de Freeman no filme. Em momento romântico com a esposa, ele sofre um ataque. Edward, de volta a seu trabalho, interrompe uma reunião importante para compartilhar, sem dar créditos, algo que aprendeu com Carter. Um telefonema o faz saber do ataque sofrido por Carter, ele larga tudo e corre para o hospital. Dá-se mais valor a coisas aparentemente bobas em momentos difíceis.

19h35. Carter morreu. E uma das metas da lista, enumerada por Edward, que era beijar a mais linda garota do mundo, é cumprida. Ele beija a neta que não conhecia, teve uma vida pouco convencional, jamais havia tido contato com a filha, sequer sabia que tinha neta. O alpinista do começo do filme, que volta à cena, é o assistente de Edward. Cumpre uma das aventuras que os dois não tiveram tempo para conseguir. Leva, numa lata de café que teve lá sua relevância na história, as cinzas do patrão, que também foi-se. Junta-a, no topo da montanha, a outra, onde já jazia Carter, ou suas cinzas. “Antes de partir”, é o nome do filme, apareceu agora. 19h40. Abdico da sensibilidade para, enfim, ver “Friends”.

20h16, e a esperada parada para o jantar. No Tio Patinhas. 25 minutos aqui, é o que anuncia o motorista. Agora, já 20h45, estamos deixando o restaurante. A pizza estava com muito molho, o que pode me causar desconfortos no transcorrer da viagem. Dona Plínia, que jantou pães-de-queijo, acomoda-se sob as cobertas fazendo piada, diz que as meninas de hoje perdem a virgindade na maternidade, com a chupeta. Estou com os óculos escuros na cabeça e penso que ali eles permanecerão até a chegada à Barra Funda, posto que esqueci de trazer o estojo da Mormaii e temo estragá-los se os puser na mochila. Vou terminar de ver o episódio de “Friends”, aquele em que todos os personagens fazem 30 anos, e depois inaugurar os DVDs de Patrick Jane.

Caramba, faz três minutos e meio que saímos do Tio Patinhas e paramos de novo. Na rodoviária, agora. Nesse ritmo, só chego a São Paulo depois das corridas de domingo.

23h36. “The Mentalist” é muito bom. Vi três episódios a fio, já estava até deitado em posição inversa na poltrona, já que a tela do laptop, a essa altura, é a única luz acesa na cabine – assim, ficava virada para o parabrisa. Não estava lá tão confortável. Os colegas de viagem parecem estar aproveitando-a melhor. Todos dormem. Vou imitá-los.

Imitei-os, e bem. São 7h17 de quinta-feira, escrevo do táxi que me leva a Interlagos. Ao bairro, e não ao autódromo, que lá não tenho nada a fazer hoje. Talvez dê uma passada à tarde, nada obrigatório. O taxista diz, otimista, que se as vias estiverem livres a gente chega ao endereço em meia hora. Dou o endereço a uma central antes de contratar a corrida, e embarco no táxi já com um boleto e o valor da corrida já estipulado, é uma prática que inibe a ação de taxistas espertinhos e deveria ser estabelecida por lei para qualquer cidade. Algumas que conheço, em especial.

Pelo rádio do táxi, na CBN, ouço notícia sobre polêmicas na legislação de trânsito de São Paulo, algo sobre placas de motos, e alguém reclama alegando – com razão, ao que me parece – que o Estado não tem competência para dar pitacos na legislação de trânsito, que tem âmbito federal. A lei do trânsito é uma merda completa no país todo, intuo.

Quando uma viagem termina ao amanhecer, sou sempre um dos últimos a desembarcar, a isso as explicações são dispensáveis. Enquanto ajeitava meus pertences e a mochila, ainda dentro do ônibus, vi pela janela dona Plínia e sua filha indo embora com suas malas, suas preocupações, provavelmente seu bom-humor. Durante uma parada em Londrina, percebi que Estevão, o Gato, é irmão ou cunhado de dona Plínia, tio da garota, o que também explica a desenvoltura com que os dois faziam brincadeiras a cada parada, e foram várias. Delas, acho, nunca mais terei notícias, a menos que minha dupla sertaneja, Luc & Juli, consiga alguma expressão.

É que no início da viagem, ainda em Toledo, fizemos uma brincadeira boba que acabou falando de música sertaneja, era algo sobre um passageiro incomodar o outro, e aproveitei a deixa para dar a elas um cartão da dupla. Olharam, acharam legal, perguntaram quem é a moça linda na foto comigo – nessas palavras, o que me deixou bastante orgulhoso, claro – e perguntaram se eu estava só mostrando o cartão ou se elas podiam guardá-lo. Levaram, claro, e no compartimento da bolsa de uma das duas, a partir de agora, Luc & Juli também fazem parte das vidas da senhora e sua filha. Torço para dona Plínia conseguir manter seu pique diante do problema que tem, que é bem maior e significativo que qualquer dos problemas que me fazem reclamar tanto da vida.

Cheguei, já avisei o pessoal lá em casa que a viagem terminou e terminou bem, é um pequeno rito do lar que cumpro com certo rigor. Daqui a pouco estarei em minha outra casa e vou poder dar um abraço no Pedro e outro na Natália. É algo que quero, preciso, fazer há vários dias. São eles a minha família aqui em São Paulo, embora eu tenha por aqui uma penca de tios e primos que poucas vezes consigo visitar. Talvez veja alguns deles nesse fim de semana.

Em meio a tudo isso, o motivo da minha vinda até aqui, que é o trabalho em Interlagos, desta vez o autódromo, nas corridas do Porsche GT3 Cup. A Fórmula 1, isso é questão meramente ontológica, tem apenas importância secundária. Talvez.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Nossas modas

Porque a tarde de terça pede uma musiquinha.


Essa foi a que abriu nosso show de algumas semanas atrás no Square Bar. "Tá combinado", de João Neto & Frederico.

Título da Truck em aberto

Passando ao largo de méritos ou deméritos, é fato que Geraldo Piquet, vice-líder da temporada da Fórmula Truck, tomou um gancho de 30 dias do tribunal da CBA, que viu dolo seu no acidente com Felipe Giaffone na corrida do início do mês em Curitiba, penúltima do Campeonato Brasileiro.

A punição, em tese, deixa o vice-campeão de 2008 fora do grid da corrida de 4 de dezembro em Brasília, sua cidade, de onde sairá o campeão da atual temporada. Em tese, posto que, palpite meu e de toda a torcida do Flamengo, Geraldo deverá disputar a corrida sob efeito de liminar.

Erram, contudo, os veículos que veem no gancho a Geraldo a antecipação do tricampeonato de Felipe. São quatro, afinal, os candidatos ao título brasileiro, à luz da matemática.

O máximo que um piloto pode atingir em cada corrida da Truck são 32 pontos – um pela pole-position, outro pela volta mais rápida da corrida, cinco pela liderança no momento da intervenção programada do Pace Truck, que se dá quando completa-se o primeiro terço da prova, e 25 pela vitória.

Felipe, que é piloto da Volkswagen, comanda o campeonato com 96 pontos. Geraldo, da Mercedes-Benz, é o segundo, com 89. Outros dois pilotos têm chance de título, meta que passa obrigatoriamente pela conquista da vitória na corrida de daqui a dez dias na capital do país – Valmir “Hisgué” Benavides, parceiro do líder da temporada na RM Competições, equipe da Volks, surge em terceiro, com 74 pontos, seis a mais que o tetracampeão Wellington Cirino, que divide box com Geraldo na ABF/Mercedes-Benz.

Com ou sem Geraldo na pista, portanto, a corrida da Truck será, sim, a decisão do título de 2011. Felipe, não custa lembrar, já levou o Campeonato Sul-Americano.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Legendary Routes

Recebi do Tiago Mendonça, jornalista e meu parceiro nas transmissões do Itaipava GT Brasil pela Band e pelo Speed Channel, o material sobre uma iniciativa interessante do polivalente Marcello Sant'Anna.

Por não haver o que acrescentar ou suprimir, reproduzo o press-release do Tiago tal qual pingou na caixa de mensagens, ainda na semana passada.

MARCELO SANT'ANNA LANÇA COLEÇÃO LEGENDARY ROUTES COM LIVRO E DOCUMENTÁRIO DA ROTA 66

Piloto e apresentador recebeu convidados na X-Treme Motorsports para falar sobre o projeto das rotas lendárias, na noite desta quinta-feira (17), em São Paulo


Marcello Sant’Anna lançou na noite desta quinta-feira, no estande da Auto+ no X-Treme Motorsports, a coleção Legendary Routes. O projeto é um sonho antigo do piloto e apresentador e vai mostrar as histórias, os personagens, as curiosidades por trás das estradas mais famosas do mundo - começando pelo livro e documentário em DVD apresentados no Centro de Exposições Imigrantes, que detalham uma viagem de pouco mais de vinte dias pela Rota 66 ao volante do histórico Corvette 1960.

"Eu sempre tive muita vontade de percorrer a Rota 66 e conforme o tempo foi passando pensei em ir mais longe, em registrar tudo, e deste sonho nasceram um livro e um documentário em DVD, a primeira parte da coleção Legendary Routes", conta Marcello Sant’Anna, que corre na categoria Itaipava GT4 e comanda o programa Auto+, aos domingos, na Band. "É o início de um projeto que ainda vai nos levar a outras rotas famosas, como a Mille Miglia, nosso próximo destino", acrescenta Marcello Sant’Anna.

O livro, em capa dura e 270 páginas coloridas, vem acompanhado pelo documentário em DVD e será vendido inicialmente nas lojas da U|Racer.

sábado, 19 de novembro de 2011

Dúvida cruel

E você, consegue explicar essa oferta anunciada na prateleira do supermercado?

Highlights

A volta aos boxes depois do GP do México de 1986 proporcionou uma imagem bastante pitoresca, mesmo para uma época em que a Fórmula 1 ainda tinha bem menos frescuras que hoje.

René Arnoux, da Ligier, havia parado cinco voltas antes do fim da corrida, com problemas no motor. Na volta seguinte foi Stefan Johansson quem estacionou à beira da pista, com problemas no turbo da Ferrari. O francês e o sueco aguardaram o fim da corrida e tomaram uma carona providencial com Philippe Alliot, que levou a outra Ligier aos pontos, com o sexto lugar. Alliot, contudo, ficou pelo caminho na volta de retorno aos boxes, sem gasolina.


Foi aí que surgiu Nelson Piquet. Os três amontoaram-se na carenagem da Williams do brasileiro, que sobrevivia na disputa pelo título com o quarto lugar na corrida, e assim chegaram aos boxes.

A corrida mexicana de 25 anos atrás marcou a primeira das dez vitórias que Gerhard Berger conquistou na F-1, com a Benetton - a última, coincidentemente, aconteceu também pela Benetton, na Alemanha de 1997.

O austríaco, que disputou 211 corridas de 1984 a 1997, ganhou cinco GPs pela Ferrari - Japão e Austrália, em 1987, Itália, em 1988, Portugal, em 1989, e Alemanha, em 1994.

As outras três vitórias de Berger foram conquistadas ao cockpit da McLaren, no Japão em 1991 - aquele GP do "eu sabia!" -, Canadá e Austrália, em 1992.

Voltando àquele GP mexicano de 1986, Alain Prost, de McLaren, e Ayrton Senna, pela Lotus, completaram o pódio. Só os três completaram as 68 voltas da corrida - as Williams de Nelson e de Nigel Mansell e a Ligier de Alliot, que completaram a zona de pontos, terminaram uma volta atrás.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Presente do Palestra

Palestra, que morreu há algum tempo, algo entre um ano ou dois, foi uma das figuras impagáveis do automobilismo aqui do Paraná. Criou e fundou a revista “Pista Livre”, e com ela debaixo do braço percorria pistas de asfalto e de terra pelo Sul do Brasil fotografando, contatando, anotando, escrevendo, publicando, vendendo, rindo.

Quando falo ou ouço sobre Palestra, ou João Acir Sant'Anna, lembro de uma saia-justa que ele me fez passar em 1995 em Londrina. Chovia bastante, as corridas do Paranaense de Automobilismo já haviam acabado, e por lá apareceu uma moça muito bonita, menina nova, que procurou a varanda de uma das lanchonetes para ali ficar até que a chuva passasse. Predador por natureza, parti para o ataque. A xavecada – naquele tempo não existia o termo “xaveco” – ia bem, até que chegaram Palestra e Delci Damian, de caso armado, fingindo pressa, alertando que eu deveria ligar pra casa rapidamente porque a esposa estava precisando de leite para o nenê, que estava chorando. Aos 18, claro, eu não tinha esposa, nem nenê. E fiquei sem a morena bonita, também. Viados, o Damian e o Palestra.

Figuras divertidas, os dois. Palestra, eu soube hoje, deixou-me um presente. Chegou pelo correio, pacote enviado do Rio Grande amado pelo Paulo McCoy Lava, a edição número 70 da “Pista Livre”. Quem tem, lá na página 41, uma matéria falando de mim. Nunca tinha visto essa revista. A matéria está aí e, antes que vocês perguntem, o terrorista da foto sou eu, mesmo.

É legal olhar revistas antigas. Essa aqui, por exemplo, trouxe matérias falando das atuações de Mara Feltre e Cristina Rosito no Brasileiro Feminino de Ford Fiesta, do pódio de Medeiros, Serafim e Piquet na F-3 em Rio Cuarto, dos bons desempenhos dos então moleques Alan Hellmeister e Sérgio Jimenez na Copa Brasil de Kart em Tarumã, afora um monte de coisas sobre campeonatos regionais do Paraná que, dez anos atrás, eu acompanhava com maior assiduidade.

E de mim. Fico devendo essa ao Palestra. Um dia eu pago.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Wacky Races

Correr em Londrina uma vez por ano é ritual sagrado para a galera da Classic Cup, simpaticíssima categoria de São Paulo que devolveu à pista vários dos modelos que permearam o passado do mundo do automobilismo. A edição de 2011 vai acontecer neste fim de semana, uma bateria no sábado e outra no domingo, na programação preliminar da etapa final do Brasileiro de Marcas.

Dois anos atrás, por conta da passagem da categoria pela cidade, escrevi para a Folha de Londrina, embora seja de Cascavel, a matéria aqui reproduzida, chamada de capa de caderno aí acima, matéria logo abaixo - se estiver com paciência para lê-la, é só clicar na foto. Nunca consegui esse jornal, quem me mandou o material escaneado, à época, foi o Dú Cardim.

Não conhecia ninguém além do Flavio Gomes na Classic Cup quando escrevi essas linhas, motivo pelo qual tomei-o como personagem. Sou mau jornalista, na maioria das vezes, debite-se isso à maldita preguiça de correr atrás das coisas.

Desde então fiz muitos amigos no ambiente da categoria, o contato com maioria deles começou aqui pela internet. Hoje, sairia uma materinha um pouco mais completa e abrangente. Queria estar em Londrina no fim de semana, mais pela farra que por qualquer outra coisa. Não é dessa vez que vai dar certo.


Ainda vou convencer esse povo todo a vir fazer uma corridinha cá em Cascavel. A categoria converteu-se numa daquelas maluquices que dão certo. Pouca coisa é tão "Wacky Races" quanto a Classic Cup.

Salve o Corinthians

Com a devida saudação do líder do campeonato a todos os incautos leitores do blog.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Faça algo

Aí que hoje eu encanei que devo convencer você, que me lê de quando em quando, a fazer algo por alguém. Há muita gente por aí precisando de tudo.

Você tem uma boa condição financeira? Faça uma doação qualquer a algum instituto que atenda idosos abandonados, órfãos, gente esquecida pela sorte. Não apareça, não tire uma foto. Ajude, isso basta. Se a tal instituição merecer seu crédito, doe-lhe uma quantia em dinheiro, uma cesta básica de alimentos, um cobertor que não usa mais. Você pode doar algo.

Anda sem grana? Compreensível, a vida está dura. Mas você tem condição de doar um litro de leite à mulher que passa todo dia pela sua rua com a criança no colo, ou quem sabe de oferecer um prato-feito ao senhor que empurra o carrinho de papelão de sol a sol – acredite, na maioria das vezes ele faz isso por horas a fio sem nem um copo d’água.

O orçamento apertou, mesmo, mas você tem um tempinho que pode dispensar a alguém? Visite um asilo de idosos. Dê-lhes um pouco da atenção que as pessoas da árvore genealógica deles lhes negaram. Fazíamos isso algumas vezes na adolescência, eu e minha turma, fazia bem à alma, às nossas e às deles, os idosos.

Sem grana e sem tempo? Tire um minuto, ou meio, e eleve um pensamento positivo àquilo em que você acredita ser sua força regente, peça que o mundo seja menos besta do que tem sido.

Faça algo por mim, também: desculpe-me pelos inúmeros chavões que empreguei aqui. Não descobri, sequer tentei descobrir, um jeito novo de dizer isso. Caso eu tenha me feito entender, terá estado de bom tamanho.

Se você ler isso outro dia, que não hoje, faça de conta que são linhas recém saídas do forno. Acima de tudo, doe um sorriso a quem estiver aí ao seu lado.

Em nome de alguém, muito obrigado. Luc.

Vão-se os dedos...

Essa vida de cantorias noturnas revela umas histórias interessantes. Como qualquer tipo de outras vidas, creio.

Ontem conheci um sujeito, Jonathan Farias é o nome dele, que me contou uma história interessante. Emocionante, para os menos durões. É músico amador, como são todos os que participam às terças-feiras da “Noite do Artista” lá no Pantanero Bar. E gosta, como dizemos, de bater uma violinha, como todos os que dão as caras lá nessas noites pré-determinadas.

Jonathan, 17 anos completos meses atrás, trabalhava numa indústria de embalagens plásticas, algo assim, deveria ter prestado mais atenção a essa parte. Era operador de uma máquina que, em momento de lastimável descuido, decepou-lhe as pontas de três dedos da mão esquerda, e causou um dano ao indicador, que sobrou inteiro.

É óbvio que o acidente, além de tirar Jonathan do emprego, privou-o do que diz ser seu passatempo preferido, tocar violão. Mas só até a página dois, momento do enredo em que viu-se, pela primeira vez depois de perder os dedos na máquina, em meio à habitual roda de música com os amigos.

Alguém da roda teve de manusear o violão para Jonathan cantar suas músicas de sempre. Caiu-lhe a ficha. “Quando aconteceu o acidente eu não senti dor, mas fiquei triste quando percebi que não ia mais poder tocar. Fiquei triste, mesmo”, contou, como que revivendo os momentos de reflexão de meses atrás.

Foi quando decidiu tirar as cordas de seu violão e recolocá-las em ordem inversa, como fazem os canhotos. Eu ia ficando embasbacado com a naturalidade de cada passo da narração, que Jonathan fez ali, à mesa do bar, enquanto providenciávamos a devida afinação de seu violão para a apresentação que faria instantes depois, no palco do bar.

“Cara, eu pus na cabeça que não ia parar de tocar por causa disso. Acho que Deus queria saber se era isso mesmo que eu queria para mim, acho que consegui dizer para Ele que sim”, foi o que ele me descreveu, textualmente, embora eu não tenha anotado, tenho o péssimo costume de não anotar nada, mas a frase foi exatamente essa. Uma verdadeira profissão de fé, no boteco, com espontaneidade.

Foram dois meses entre a inversão das cordas e o dia em que Jonathan Farias, agora parceiro semanal das Noites do Artista, voltasse a tocar seu violão, agora ocupando o outro lado do colo. Uma marca que meu instituto imaginário DataLuc aponta como recorde intergaláctico.

Vão-se os dedos, ficam os anéis, é o que diz o ditado. Que foi criado para o Jonathan.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

GT na tela do Speed

Vencidas por Sérgio Jimenez e Paulo Bonifácio com a novíssima Mercedes-Benz SLS AMG, as provas da rodada dupla do Velopark no Itaipava GT Brasil já têm dias e horários para exibição pelo Speed Channel.

Cada exibição aqui indicada contempla as duas corridas em sequência, como sempre. Duas apresentações no domingo, dia 20, às nove da manhã e às dez da noite. As duas corridas estarão no ar de novo na segunda-feira, dia 21, a partir das nove da noite.

A grade do Speed para a terça prevê três exibições da rodada dupla, agendadas para as cinco da manhã, dez da manhã e quatro da tarde. E também está programada a apresentação para sábado à noite, às dez e meia.

A transmissão dessas corridas teve uma participação muito especial. Além da minha narração e do comentário do Tiago Mendonça e do trabalho de reportagem do Guilherme Greghi, que estreou no time para ficar, tivemos ao nosso lado o Roberto Pupo Moreno, como comentarista. Mostrou habilidade ao microfone, também.

Jimenez, que cumpriu no Velopark seu quarto fim de semana como piloto do Itaipava GT Brasil, me contou que assistiu ao VT completo da corrida no Bandsports, ontem à noite. O guia de horários da Via Embratel me indica que a segunda prova da rodada veloparkiana terá duas exibições na quarta-feira, uma a partir das duas da manhã e outra às quatro e meia da tarde.

A foto que a Fernanda Freixosa fez e que usei para abrir esse post uniu carros das duplas que tiveram o que comemorar no Velopark. À frente, o Mercedes de Jimenez e Boni, que ganharam as duas corridas. Logo atrás, o Lamborghini LP600 de Xandy e Xandinho Negrão, pai e filho, que assumiram a liderança do campeonato. Atrás, o Ginetta G50 de William Freire e Marçal Melo, que ganharam a corrida de ontem depois de várias etapas consecutivas enfrentando problemas. Estavam merecendo há tempos Aí abaixo, noutra foto da Fernanda, a comemoração dos dois no pódio.

Nunca é demais lembrar que as duas últimas corridas do Itaipava GT Brasil vão acontecer em Interlagos, nos dias 17 e 18 de dezembro.

Mais um pra conta


O último terço do dia de ontem foi despendido à viagem de volta, a uma apresentação musical à noite. Hoje, e nem deveria ser diferente, dormi até um pouco mais tarde.

Dando uma passada agora pelos sites, vejo que mais um piloto morreu. Guido Falaschi, de 22 anos, numa prova de Turismo Carretera na Argentina. O Grande Prêmio narra aqui a tragédia. O site Tazio conta aqui.

Os participantes do esporte a motor estão passando de personagens a mera estatística. Está ficando chato.

domingo, 13 de novembro de 2011

Novinho em folha









Não foi coisa pouca o incêndio que tirou Matheus Stumpf da corrida de ontem do Itaipava GT Brasil. A imagem, de quando faltavam duas voltas para o fim da corrida, impressionou. Percebendo o problema, o piloto gaúcho atirou o carro para uma área de escape e, antes mesmo que parasse, já havia soltado o cinto de segurança e aberto a porta. E já tentava, com toda a falta de pose que a situação sugeria, sair o quanto antes daquele cockpit.

Um problema como esse tem implicações extras. Sobretudo quando acomete a dupla líder do campeonato, em que Matheus tem Valdeno Brito como parceiro - o paraibano, enquanto acompanhava o infortúnio pela TV, era a pura imagem da desolação. Uma hora depois da corrida, o clima lá no box da BMG-Ford já era bem mais ameno.

Descontraídos, Valdeno e Matheus confirmavam presença na prova de daqui a pouco, para a qual conquistaram a pole-position - na de ontem, haviam largado em oitavo e estavam em sétimo quando o vazamento de óleo, decorrente de uma quebra no motor, pôs o carro entre chamas.

As fotos do acidente, cabe nota, foram feitas pelo Fernando Nunes, que postou algumas mais lá no Flickr.

Cheguei ao autódromo agora há pouco e passei lá no box. O carro está novinho em folha. O trabalho para reconstruí-lo foi até as três e meia da manhã. Não houve necessidade de reposição de nenhuma peça da carenagem. O motor foi trocado e, segundo me contou um dos mecânicos do time, a nova unidade já estava na carreta da BMG-Ford aqui no autódromo. Ninguém teve de ir à Argentina buscá-lo, pois.

E aí está o Ford GT, prontinho para mais um combate. A corrida, como sempre, vai começar às 12h30, com transmissão ao vivo da Band. Eu narro ao lado do Tiago Mendonça e do convidado especial, bem especial, Roberto Pupo Moreno. O abandono de ontem fez cair a sete pontos a vantagem de Matheus e Valdeno sobre Xandy e Xandinho Negrão, pai e filho, que terminaram a prova de ontem em sexto depois de uma punição quando eram vice-líderes. A vitória, a título de registro, foi do Mercedes-Benz estreante de Paulo Bonifácio e Sérgio Jimenez. Com a corrida de hoje e mais as duas do mês que vem em Interlagos, há 60 pontos em jogo.

Como diria o Cláudio Stringari, vice-campeão brasileiro de trocadilhos, o campeonato pegou fogo.

Bom-dia, Velopark

O dia de trabalho no Itaipava GT começa bem cedo, no Velopark. Antes das oito da manhã, todas as equipes de trabalho já se colocam a postos para o início da programação.

Umas equipes chamam mais atenção que as outras, é verdade.

sábado, 12 de novembro de 2011

O próximo anuário

O Roberto Vita, da editora Melro, apareceu por aqui agora há pouco com as primeiras provas do material que será publicado na terceira edição do anuário do Itaipava GT Brasil. Que não vai mais ser chamada de anuário, mas de Fotobook.

Material bonito, padrão visual bem interessante, e diferente das duas edições anteriores. “Nós procuramos reformular o projeto gráfico para alinhá-lo com os carros e os patrocinadores que estão presentes ao evento. A leitura vai ficar mais agradável”, antecipou Vita.

A primeira edição contemplou as duas primeiras temporadas da categoria, disputadas em 2007 e 2008. A segunda, lançada no início deste ano, resgatou a temporada de 2009 e detalhou a de 2010. O trabalho editorial vai sendo coordenado pelo jornalista Caio Moraes.

Quem ainda não tem os dois primeiros anuários pode adquiri-los no site da editora, nas lojas U|Racer e em livrarias especializadas. O Fotobook tem lançamento previsto para março, às vésperas do início da próxima temporada. O calendário de corridas do Itaipava GT Brasil para 2012, aliás, deverá ser confirmado já nos próximos dias.

O kart e a barata

Uma brincadeira numa das pistas de kart aqui ao lado do autódromo marcou o fim do expediente de ontem. Bem disposto, fiz minha inscrição e para lá fui determinado a mostrar pra todo mundo como é que se faz aquilo.

O saldo não chegou a ser tão trágico quanto na experiência anterior, de 14 meses antes. Mas teve lá seu teor traumático. Não larguei em último, no treino classificatório fui mais rápido que uns 12 ou 13, e foi o que de melhor fiz. Nos comparativos dos tempos de volta mais rápida de cada, hã, piloto, fiquei além da margem imaginária dos 107%, utilizada em categorias de menor projeção como a Fórmula 1. Não sou um gênio da matemática, quem fez as contas meu parceiro de locução Osires Júnior.

Corridinha de 23 voltas, encostei depois de 17 e fui pro chuveiro, com os braços e pernas doendo um bocado. Falta de prática. Se continuasse, ia fazer alguma merda, e aquilo machuca. Perdi a mão da coisa, essa é a verdade.

Um episódio sem importância, enfim. Hoje há todo um dia pela frente. Dia que começou com um colega de evento me alertando, durante o café da manhã no hotel, que havia uma barata passeando pelo meu boné da TNT Energy Drink.

Parece que vai ser um sábado estranho.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Baixo na latinha

Em foto de agora há pouco aqui no Velopark, integrando uma roda de bate-papo que tinha mais algumas pessoas, Rafael Derani, campeão do Itaipava GT Brasil em 2009 na dupla com Cláudio Ricci, e Roberto Pupo Moreno, que dispensa apresentações.

O Itaipava GT Brasil não chega a ser novidade absoluta para Moreno. Ele participou, com uma Ferrari, das corrida da quarta rodada dupla de 2008, em Interlagos, formando dupla com Carlos Crespo. Perguntei-lhe se poderá estar no nosso grid em 2012. "Não sei, mas aproveitei que a data da corrida bateu com uma brecha para eu vir ao Brasil e fiz questão de vir aqui dar uma olhada", respondeu o piloto, que mora na Flórida. Neste ano ele havia visitado a categoria na abertura do temporada, em Interlagos. "Mas nem consegui assistir à corrida direito, tive de sair para viajar", lembrou.

No fim de semana aqui no Velopark, Moreno também vai nos dar a honra de participar da transmissão das corridas do Itaipava GT Brasil pelo Speed Channel como comentarista convidado - a de domingo, como sempre, terá transmissão ao vivo pela Band, a partir do meio-dia e meia.

Tenho sido bem servido de colegas.

(ATUALIZANDO EM 12 DE NOVEMBRO, ÀS 10h36:
O Thiago Alves, comentarista do Speed Channel, me alerta que Moreno também participou da primeira temporada do Itaipava GT Brasil, em 2007. De fato, cumpriu as três últimas rodadas duplas, sempre em dupla com o Crespo, de Ferrari.

Crash!

Em sua estreia no Mercedes-Benz Grand Challenge aqui no Velopark, Carlos Kray viveu uma sexta-feira difícil. Piloto da cidade de Campo Bom, ele teve um acidente de plástica impressionante no segundo treino livre. Saiu ileso do carro número 28 e a RSports trabalha na recuperação do carro, que deverá estar na pista na primeira corrida do fim de semana, amanhã à tarde.

Meu conterrâneo fotógrafo Cláudio Kolodziej, da Racing Photos, registrou o acidente todo.