quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus, ano velho...

E vai-se 2009. Sem deixar muitas saudades sob vários aspectos, um ano a ser lembrado por boas dádivas em uma série de outros. Como foram e serão todos os outros anos, diga-se.

2009 foi um ano de muitas perdas. No âmbito do automobilismo cá de Cascavel, não poderia deixar de lembrar, despedimo-nos de ícones como Delci Damian (foto) e Saul Caús. Gente que faz falta, gente que nos causa essa sensação enquanto ainda está entre nós. O esporte do Rio Grande do Sul perdeu Robson Walther a poucos dias do Natal. Um garoto de 28 anos que havia se acidentado semanas antes nos treinos para as 12 Horas de Tarumã. Não o conheci, acho, mas a morte de um piloto é coisa que sensibiliza qualquer um que faça parte desse mundinho chamado automobilismo. É coisa que, involuntariamente, transpomos para os nossos círculos de convivência. Em vez de Robson, poderia ter sido um piloto das categorias com as quais convivo mais. Tragédias como a de Robson são daquelas coisas que nos põem a pensar até que ponto o automobilismo vale a pena, mas a vida segue, o risco está implícito e é de conhecimento de todos que dele tomam parte.

2009 foi um ano de renascimento, também, principalmente pela vitória de Vanderley Soares, o intrépido fotógrafo que todos conhecem pelo apelido Zoião, contra o mal cardíaco que o manteve no leito hospitalar por longos 62 dias. Para quem ainda não sabe, Zoião saiu do hospital novo em folha, viajou para o Rio Grande do Sul para se restabelecer do drama e por lá, logo depois do Natal, casou-se com Ana Maria. Muitos amigos acompanharam aqui pelo BLuc todos os passos da situação de Zoião.

2009 foi o ano em que, quem diria, passei a ter um blog, algo para que achei que nunca teria paciência. Vá lá que o pontapé foi dado pelo Pedro Rodrigo, parceiro dos bons, que criou o espaço, pôs no ar, me ligou e falou “se vira para atualizar”. Claro que ainda não dou a isso aqui a atenção que deveria dar, ainda não me vejo como alguém que tenha tanto a dizer a ponto de manter um blog. Mas o BLuc está aí, expondo pontos de vista que em determinadas situações pode fazer alguma diferença para alguém. E reunindo amigos, o que é mais importante.

2009 foi o ano em que realizei uma vontade antiga, a de assumir uma noitada de música ao vivo. Foi no palco do Pantanero Bar que surgiu para valer a dupla Luc & Juli, eu com minha esposa, em shows de duas quintas-feiras em outubro e novembro. Bem diferente das “canjas”, das participações em karaokês. Compartilhei essa expectativa com os amigos nesse post aqui. Responsabilidade e motivação, algo muito gostoso. Música é o meu esporte predileto, para desespero de muitos meu estilo é o sertanejo. Mesmo estilo que Luc & Juli vão levar para o palco montado em meio a uma festa de rèveillon hoje, na Fazenda Morada do Boi. Sim, faremos o “show da virada”, o primeiro de muitos que deverão vir em 2010. Modéstia à parte, já que não tenho nenhuma, damos conta do recado.

2009, no campo profissional, foi o ano de que mais deverei ter boas lembranças. Lembro que desde que saí de casa para defender os meus trocados, curiosamente, foi o primeiro ano em que não estive no jornal O Paraná, onde tudo começou. Foi lá da redação do “Jornal de Fato” que comecei a me intrometer nas agendas de gente do ramo. Estive lá ontem tomando um café por conta da casa, inclusive. E foi o ano em que, finalmente, concluí a faculdade de Jornalismo. Tenho direito a cela especial se der um tiro na cara de alguém e, na declaração lavrada em cartório, não vou mais constar com repórter, agora o tabelião pode cravar "jornalista". Ah, terei acesso a algumas credenciais de trabalho daqui por diante, também.

2009 foi o ano em que passei 23 fins de semana fora de casa, viajando para locuções no automobilismo. Voltei a fazer parte do time da GT3 Brasil, fiz provas longas como Mil Quilômetros e 500 Quilômetros de Interlagos, fiz pelo terceiro ano consecutivo as 500 Milhas de Londrina, pelo quarto ano seguido a etapa brasileira do FIA WTCC e, pela primeira vez, as 500 Milhas de Kart da Granja Viana. Quase por acaso, acabei passando a integrar uma família muito bacana, a do Porsche GT3 Cup Challenge. Agenda corrida, trabalho aprazível, novos e diferentes desafios surgindo para o novo ano. Não há do que reclamar, eu deveria sim era agradecer ainda mais ao Capitão lá de cima.

2009. Neste ano também dei boas derrapadas ao microfone, como não? No Porsche Cup em Jacarepaguá, no calor de uma disputa em pista, disparei um “abrido”, em vez de “aberto”. Ridículo. Na GT3 em Interlagos, chamei Kaká Ambrosio de Cacá Bueno. Nas 500 Milhas de Kart da Granja Viana, chamei para o briefing obrigatório os pilotos das 500 Milhas de Londrina – prova em que atuaria na semana seguinte.

2009, o ano que foi. Há mais coisas a lembrar, avaliar, citar, celebrar. Coisas que, penso, não cabem compartilhar aqui com os amigos. Chegamos à bandeirada final de um ano que, espero, tenha sido de boas lembranças para todos. E, por que não dizer?, feliz ano velho.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Obrigatoriedades na Zona Azul

Internet é igual papel, aceita tudo. Qualquer besteira que se ouse escrever é atribuída na internet a Luís Fernando Veríssimo ou a Arnaldo Jabor, e assim fica. De qualquer forma, um e-mail que pingou na minha caixa de entrada nesta semana chamou atenção.

A mensagem, referente ao sistema de estacionamento regulamentado Zona Azul, traz as seguintes aspas: “Optando o Poder Público pela cobrança de remuneração de estacionamento em vias públicas de uso comum do povo, tem o dever de vigiá-los, com responsabilidade pelos danos ali ocorridos”. Pela maneira como o texto foi disposto, leva a supor créditos à “Revista Consultor Jurídico” e ao jornal “O Estado de S.Paulo”.

Quem escreveu o e-mail, não acredito que tenha sido Veríssimo ou Jabor, também narra um caso que teria sido verificado em São Carlos. A empresa que administra a Zona Azul teria sido condenada a pagar uma indenização de R$ 18,5 mil ao motorista Irineu Camargo de Souza, da também paulista Itirapina (nunca ouvi falar dessa cidade), que teve o carro furtado enquanto ocupava uma das vagas da Zona Azul são-carlense. O veredito é atribuído à 1ª Câmara de Direico Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo, “confirmando sentença da comarca de Itirapina”.

Não me dei ao trabalho de pesquisar para averiguar a veracidade desses fatos. Imagino que alguém o vá fazer. Também não tenho em mãos instrumentos jurídicos para atestar a responsabilidade do Poder Público implícita na adoção do sistema Zona Azul.

Em sendo verdadeiras as colocações que reproduzo aqui, não só terá sido aberta uma jurisprudência para execução judicial a partir de ocorrências verificadas nos estacionamentos regulamentados como, também, estará evidente um artifício para livrar os usuários da obrigatoriedade moral de pagar o guardador de carros. Em Cascavel, vão R$ 1,00 para o cartão do EstaR, por uma hora de uso, e no mínimo mais R$ 0,50 para o “flanelinha”.

A Cettrans, autarquia à qual se atribui o gerenciamento do trânsito cascavelense, tem quase toda sua ação voltada às notificações do EstaR. Vários agentes já me afirmaram não ter qualquer obrigação quanto à vigia dos carros que usam vagas da Zona Azul.

No caso daqui, com a palavra, nossa Câmara de Vereadores.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ainda assim, um feliz Natal!


Então é Natal. Data de propósitos desvirtuados historicamente, um marco no calendário comercial e pouco mais que isso. Mas, ainda que longe dos princípios que a originaram, consegue impor, como que por mágica ou qualquer esoterismo do gênero, um pouco de paz às pessoas.

Esquece-se a verdadeira essência do Natal, a celebração do nascimento do Cristo salvador, mas faz-se do Natal a referência para a confraternização, para uma espécie de união. Trocam-se presentes e os votos das melhores sensações, pessoas se abraçam e, por vezes, desavenças são superadas.

Assim passou a ser o Natal. Uma festa que une e que reúne as pessoas. Uma boa festa, embora tenha-se perdido o hábito de para ela convidar o aniversariante.

Se é tempo das pessoas trocarem presentes, abraços, sensações e emoções, estará assim contemplado um dos anseios de Jesus. É um dia em que ódio, inveja, rancor e sentimentos ruins são diminuídos. Oxalá houvesse mais espaços agendados para se viver assim.

Que as pessoas se abracem, se gostem, convivam, riam e tenham paz de espírito, pois.

Ilustrando esse post, uma foto de hoje cedo do Luc Jr. com o Papai Noel de Cascavel. Eu não tinha como colocá-lo no colo do Homem de Nazaré, afinal. Mas sei que Ele estava lá.

Que esteja também com cada um de vocês nesta data. Aos amigos do BLuc, um feliz e iluminado Natal! Votos meus, da Juli e do Luc Jr.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Zoião no altar

Muitos perguntam sobre Vanderley Soares, o "Zoião", que saiu do hospital no início do mês, depois de 62 dias internado para o tratamento de uma infecção, tratamento que incluiu duas delicadas cirurgias cardíacas, uma delas não prevista e feita às pressas.

Zoião recupera-se muito bem. Desde a semana passada, inclusive, recarrega as baterias na gaúcha Ijuí, na casa de familiares. Lá, no sábado, casa-se com Ana Maria. O casamento foi promessa feita antes de tomar o leito hospitalar. Como saiu vivo e novo em folha, não terá escapatória.

Nas últimas semanas, além dos incontáveis votos de melhoras e da oração de todos pelo pleno restabelecimento das condições de saúde - que funcionou! -, dezenas e dezenas de amigos enolveram-se numa ação para auxiliá-lo com suas despesas hospitalares. Foi a promoção "Zoião Peito de Aço", que consistiu no sorteio de uma motocicleta 0 km, essa aqui. O resultado da Loteria Federal do último sábado, com a centena 912 no primeiro prêmio, confirmou o piloto Alan Hellmeister como ganhador da Hunter 100 95cc. O jornalista Clóvis Grelak e o fotógrafo Cleocinei Zonta foram os parceiros que fizeram a promoção virar. Merecem créditos especiais pela iniciativa.

Assim, Zoião encerra mais um ciclo tendo muitas histórias para contar. Vai ser divertido ouvi-las.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Polícia para quem precisa

Embora o jornalismo da Globo seja o mais tendencioso possível, duas matérias do Fantástico de ontem chamaram atenção. Uma, pela óbvia a caça de pontos no Ibope, a que trouxe o demente que encheou o corpo de uma criança de agulhas para, segundo ele, "atingir a mãe" do menino, com quem era amasiado. Outra, sobre as práticas dos contrabandistas que atuam na fronteira Brasil-Paraguai.

Não consegui concluir, também não tive esse esforço, qual interesse a emissora pretendeu contemplar com sua tentativa de escancarar uma prática que acontece diuturnamente debaixo dos narizes de todos, inclusive das autoridades. Sempre aconteceu, sempre vai acontecer. No dia escolhido pela produção para acompanhar o trabalho, a Polícia Federal chegou ao local da carga da muamba quando todo mundo já tinha batido em retirada. A polícia sempre chega depois que as coisas acontecem, já sem tempo para qualquer providência. Deteve oito coitados que integravam o grupo de mais de cem que organizava o despacho do contrabando. Esses oito representaram a cota da mídia.

Para quem assiste ao Fantástico ou a qualquer outro informativo - não necessariamente da Globo -, interessante seria uma abordagem sobre a interceptação dos ônibus de sacoleiros pela Polícia Rodoviária, cujo combate ao contrabando restringe-se à coleta de parte dos produtos trazidos do Paraguai e das quantias em dinheiro que os compristas reúnem para pagá-los e poderem seguir viagem.

As "negociações" são acaloradas, já presenciei algumas, inclusive com voz de apreensão ao ônibus pelo fato dos sacoleiros não terem atingido o valor pedido pelos policiais, que na ocasião era de R$ 3 mil.

Quem viaja em ônibus de linha e não tem nada a ver com as negociações entre compristas e patrulheiros invariavelmente tem a viagem atrasada. Comigo, aconteceu quase uma dezena de vezes. Se eu, que sou um zé-ninguém, sei disso, é impossível que a grande mídia e a alta cúpula das polícias não saibam. Se fazem vistas grossas, é porque o sistema contempla os interesses de todos.

Na matéria do Fantástico, além do óbvio ululante que a Globo "vendeu" como furo de reportagem, a sensatez ficou por conta do delegado da Polícia Federal, José Alberto Iegas, quando observou que para saírem da atividade ilegal, os sacoleiros precisariam de oportunidades no mercado formal de trabalho. O que leva a outra discussão, indicada para outro momento.

Volto ao tal Roberto Carlos Lopes, que quase matou a criança injetando-lhe agulhas no corpo sob orientação de uma bruxa. Além da ojeriza natural diante de tamanha atrocidade, chamou-me atenção a preocupação da polícia em preservar a segurança do demente, retirando-o do presídio da cidade de Ibotirama, onde a revolta da população colocava em risco a segurança do rapaz. Louvável o esforço para preservar a integridade física do rapaz.

Toda generalização é burra, isso é regra. Mas as corporações policiais, embora numa proporção menos significativa que a classe política, são um dos motivos que envergonham um país. Expresso-me mal citando as corporações, mas faço alusão clara às pessoas que as compõem e que não dão às suas fardas e aos seus distintivos o devido respeito.

É errado dizer que a polícia é ineficaz e corrupta. Mas está abarrotada de profissionais ineficazes e corruptos.

Minha observação é isolada sobre a polícia pelos fatos que vi ontem na televisão, mas aplicam-se a todos os meios. O jornalístico, principalmente. Redes, veículos e jornalistas são ineficazes e corruptos. As faculdades de Jornalismo não ensinam seus pupilos a lidarem com isso.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Todo sacrifício é válido

Se há uma coisa que eu às vezes não entendo é o tesão que alguns pilotos têm quando estão numa pista de corridas.

Vejo o exemplo do Giovanni Tavares, 13 anos. Há menos de duas semanas, na final do Paranaense de Kart, bateu forte e teve uma fratura no braço. Uma fissura, na verdade. Ainda assim, está perambulando aqui pelos boxes, com o braço enfaixado e de macacão. Vai para a pista daqui a pouco e, se achar que poderá suportar meia hora de pilotagem, confirma inscrição na equipe que já tem seu irmão mais velho Kaká Tavares, Hélio Silva "Saddam" Neto e Moacir Petry.

O doutor Roberto Nogueira, ortopedista e também piloto de kart, já avisou que se Giovanni for para a pista, fatalmente terá de engessar o braço depois. Não é algo que parece preocupar o garoto. O que vale é fazer parte da festa.

Festa de fim de ano na pista

Passada a polêmica – pequena, é verdade – que marcou sua fundação, Kart Club de Cascavel encarou com gosto o comando da modalidade na cidade. O crescimento é visível, apesar de haver poucos eventos no kartódromo, que desde abril último leva o nome de Delci Damian, homenagem mais do que justa.

A rigor, foram duas competições – a etapa válida pela Copa Paraná e pelo Regional, e as baterias decisivas do Paranaense, no início do mês. Mas o foco do trabalho do Kart Club, presidido pelo líder sindicalista Oracildes Tavares, está em fomentar a prática, e não em promover eventos.

Nesse ponto, até há o que comemorar. Invariavelmente, Cascavel tem respondido pelos maiores contingentes de participantes em todos os campeonatos espalhados pelo estado. A turma está coesa, falando a mesma língua, o que é de se admirar – e até de se estranhar – em se tratando de um grupo que atua junto há mais de um ano, seja qual for o ambiente de trabalho.

Tudo isso levou à combinação de uma confraternização. Como uma das conquistas do Kart Club foi a viabilização, junto à Prefeitura, da instalação de superpostes para realização de corridas noturnas, agendou-se uma corrida para hoje, em ambiente festivo, aquela coisa de uma carninha assada depois da prova para celebrar o calendário.

Quase sem querer, a coisa tornou-se grande. Em vez da carninha, serão dez costelões assados ao fogo de chão, daqueles que o Nardão prepara como ninguém. O Kart Club não chamou o Nardão, até porque já tinha agenda para hoje, vai preparar o jantar de fim de ano de uma grande empresa. Mas já há uma galera lá lidando com isso.

A corrida, que seria uma brincadeira informal entre os amigos mais ligados ao Kart Club, também ganhou contornos maiores. Ganhou nome, 1º Festival Noturno de Kart de Cascavel, ganhou adeptos, terá no mínimo 25 karts. Houve a necessidade, inclusive, de contratar a cronometragem da Cronoelo, de Curitiba, que também deverá disponibilizar os resultados da corrida em tempo real em seu site.

Serão duas horas de prova, com três pit stops obrigatórios, pode participar duplas ou trios. A largada está marcada para as 21h30. Vai haver transmissão ao vivo pela CATVE, para os 45 municípios de sua área de abrangência. O site da emissora, esse aqui, vai disponibilizar em buffer a transmissão. Narração minha, com geração de imagens da Master TV. Assistindo pela TV ou pela internet, o pessoal poderá interagir pelo Twitter - mensagens podem ser encaminhadas para @lucmonteiro.

Os últimos dias têm sido de muita preparação por parte de todos, principalmente dos participantes. Não só pilotos experimentados no kart como também nomes do automobilismo de Cascavel. Diogo Pachenki, da Stock Car Light, vai confirmou que disputa a corrida.

Enfim, está aí uma corrida que tem tudo para se tornar, quem sabe já a partir do ano que vem, uma Cascavel de Ouro de Kart.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Checkered flag!

Há uma lista infindável de trocadilhos idiotas que eu poderia usar para abrir esse post. Mas bandeira quadriculada é pertinente. Afinal de contas, no que diz respeito a trabalho, o ano acabou. Acabou ontem à noite, aqui em São Paulo, na festa de premiação aos campeões de 2009 do Porsche Club e do Porsche GT3 Cup Challenge.

Agora, embora eu duvide disso, é hora de relaxar. De respirar fundo. De descansar. Vai haver tempo para me emporcalhar com o Luc Jr. na areia da pracinha da avenida, para jantar com a patroa naquele lugar que há tempos planejamos visitar, para rever os amigos que quando me veem ou ouvem reagem com um "você sumiu!". Vai haver tempo para voltar ao lago com a família e ver os patos.

Durante essas férias, Vai haver tempo para passear por Cascavel com o Chevette "tubarão" que ficou encostadinho, na dele, durante todo o ano. Vai haver tempo para a preparação de um bom repertório para cantar com a Juli em algum lugar, e vai haver tempo para definir lugares para cantar, também. E vai haver tempo para muita cantoria.

Ah, sim, é hora também de avaliar, de corrigir, de planejar. Muita coisa que deu certo em 2009 admite melhorias. Muita coisa que deu errado merece uma segunda chance. Muita coisa tem de ser esquecida, muita coisa tem de ser plantada, muita coisa tem de ser vivida - soou como música.

Afinal, 2010 está chegando. Já chegou, eu diria. Mas não abro mão de uns dias vivendo como gente normal, almoçando, jantando, brincando, passeando, vendo TV.

Tenho envelhecido sem perceber. Essas coisas simples da vida fazem falta.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Fogaça, momento de transição

Djlama Fogaça encerrou domingo último, com o terceiro lugar na etapa brasiliense da Fórmula Truck, sua trajetória como piloto. Foram 27 anos de atuação nas pistas, iniciada por uma única temporada no kart e consolidada por participações em séries de automobilismo do mundo todo.

O estilo de ser e de pilotar sempre fez de Fogaça um dos pilotos mais autênticos de todas as categorias que integrou. No Brasil, começou a coleção de títulos levando campeonatos de Fórmula Ford e de Fórmula Chevrolet.

Foi para a Europa, ganhou destaque na Fórmula Opel, venceu várias corridas, inclusive a preliminar da Fórmula 1 em San Marino – como também já havia ganho momentos antes do GP do Brasil, em Interlagos, ainda nos tempos de F-Chevrolet. Depois de uma rápida passagem pelo Velho Mundo, voltou ao país para atuar na Stock Car. Venceu a prova preliminar da etapa brasileira da Indy e permaneceu por mais três anos na categoria, até mudar de mala e cuia para a Fórmula Truck, em 1997.

Lá, lidando com os caminhões, construiu um capítulo mais do que especial de sua trajetória. Passou a conciliar a função de piloto com a de dono de equipe, equipe que conquistou o campeonato de 2004 com o pernambucano Beto Monteiro. Foi este, aliás, um dos motivos que levaram o “caipira voador”, neste ano de 2009, a aposentar o capacete – a lógica de que o olho do dono é que engorda o gado.

“Primeiro, toda categoria precisa passar por um processo de renovação. Depois, eu quero me dedicar ainda mais à minha equipe. Para lidar com caminhões, você não consegue formar profissionais de uma hora para outra”, justifica o agora ex-piloto. “Ter uma equipe capaz de trocar um motor em 40 minutos, ou de trocar um diferencial em 15 minutos, é complicado. Consegui chegar a esse nível é quero tratar de mantê-lo da melhor forma possível”, afirma, com naturalidade.

Do alto da experiência de suas quase três décadas de atuação no automobilismo, Djalma afirma com serenidade que pilotar não lhe vai fazer falta. “Meu tesão no automobilismo, agora, é ver a equipe indo bem, e está no caminho certo. Outra coisa que me dá um tesão tremendo é ver o Fabinho correndo, e correndo bem como ele está”, arremata.

Fábio Fogaça, seu filho de 18 anos, acaba de estrear no automobilismo e conquistou, em 2009, o título da Stock Jr. Aliás, a propósito da estreia do filho, Djalma tem considerações interessantes, também. Considerações que mostram autenticidade e independência em níveis incomuns para o nosso automobilismo.

Hoje o dia está corrido. Amanhã ou depois, repico por aqui algumas dessas considerações. O que um cara como Djalma Fogaça pensa merece reflexão de qualquer um que esteja envolvido de alguma forma com o automobilismo.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Água e gasolina

As 500 Milhas de Londrina entram na reta final. Faltando 55 das 263 voltas, Daniel Serra assumiu a Ferrari número 1 para o último turno de pilotagem. Xandy Negrão, que retomou a pilotagem do Ford GT40 número 9 na volta 188, lidera com praticamente um minuto de vantagem.

A definição da vitória na corrida está calçada em dois fatores: saber se o carro de Negrão tem combustível suficiente para ir até o final e se essas nuvens carregadas que visitam Londrina vão liberar água antes de tremular a bandeira quadriculada.

As equipes vivem uma expectativa danada.

Os líderes da prova são Xandy Negrão/Xandinho Negrão (Ford GT40, grupo A), Maycon Tumiate/José Roberto Ramos (protótipo Spyder, B), Admir Pardo/Diego Pardo/Bruno Pardo (Aldee, C), Algacir Sermann/Beto Cazuni (Gol, D), Rodrigo Tassi/Alessandro Marchini/Rodrigo Bufara (Gol, E) e Richard Campos/André Ataíde/Orley Ferraz (Gol modelo antigo, F).

Duelo de gente grande

A foto da 120ª volta das 500 Milhas de Londrina mostra, na reta oposta do autódromo, o momento em que Daniel Serra, com Ferrari, e Xandinho Negrão, com Ford GT40, ultrapassam o protótipo de José Roberto Ramos, campeão do ano passado.

Daniel e Xandinho, que correm como parceiros de seus pais Chico e Xandy, estão literalmente dando um show de arrojo, competência e pilotagem na disputa pela liderança da 18ª edição da corrida.

São 263 voltas no total, estamos perto da metade da corrida. Os dois garotos vão pilotando como se a bateria tivesse apenas 20 minutos. E o lido frequente com o tráfego proporciona situações diferentes a cada corrida.

Dá gosto ver.

Com Aloysio, só o susto

São dez e meia da manhã, já tivemos o safety car na pista duas vezes nas 500 Milhas de Londrina. A primeira, com duração de dez voltas, da 26ª à 35ª, porque havia óleo no traçado no trecho do Curvão.

A segunda, da volta 39 à 46, por conta da forte batida de Aloysio Moreira, também na saída do Curvão. Colisão frontal com a mureta de proteção. Aloysio acaba de ser removido para um hospital de Londrina. Estava consciente e conversando com os médicos, mas sentindo fortes dores nas costelas.

Não foi o primeiro acidente do dia. Ainda nas voltas de formação do grid, Maurício Calvo capotou o Gol número 4, do grupo E. Sua equipe restabeleceu as condições do carro, que foi para a pista quando a corrida já tinha mais de 20 voltas.

Valeu a pena!


Nem todo mundo sorriu, ontem, diante do adiamento da largada das 500 Milhas de Londrina. A chuva não permitia condições seguras aos participantes, direção de prova e organização concluíram que o mais sensato seria adiar a prova, diante, também, das previsões de domingo de sol.

Mas valeu a pena. Londrina vive um domingo de sol e céu claro. Desde sexta-feira, quando cheguei aqui, ainda não havia visto a cor do céu.

A corrida está valendo, está interessante, está movimentada. Quem tiver interesse em acompanhar, pode acessar o site da Caradec.

sábado, 12 de dezembro de 2009

E as 500 Milhas ficam pra amanhã

Pela primeira vez em quase duas décadas de história, as 500 Milhas de Londrina foram adiadas.

A largada da 18ª edição aconteceria daqui a pouquinho, às quatro da tarde. Aconteceria. Não vai acontecer. São Pedro não quis.

A chuva aqui na Capital do Café não chega a ser tão drástica, no momento. Mas com todos os serviços de meteorologia consultados, com todas as informações possíveis tendo sido levantadas, a conclusão a que se chegou é a de que não há condição, hoje, para a corrida. Principalmente porque, a partir do fim da tarde, vão despencar os céus por aqui.

Xandy Negrão e Chico Serra, pilotos tarimbados e acostumados às mais variadas condições adversas que o automobilismo pode enfrentar, manifestaram à direção de prova e à organização do evento que, trocando em miúdos por minha conta, é loucura soltar os 38 carros na pista na condição de agora.

Tomando-se por base a impressão manifestada por Xandy e Chico, é de se concluir que autorizar a prova seria qualquer coisa perto de suicídio. Eles dois, afinal, competem com carros que oferecem recursos como controle de tração e freios ABS nas quatro rodas. E viram a coisa preta. Que dizer, então, dos pilotos dos Gol, Voyage, Passat, Ka, Clio, 207, até de alguns protótipos?

O transtorno é inegável e inevitável. Mas em automobilismo, a preocupação principal está – ou deve estar – sempre voltada à segurança. Sensata, a decisão que acabo de anunciar pelo sistema de som do autódromo.

O que se levantou, segundo me manifestam os organizadores Daniel Procópio, Aloysio Moreira e Beto Borghesi, é que a probabilidade de chuva para amanhã, domingo, é de apenas 3%. Por esse motivo, a largada para as 263 voltas da corrida ficou para amanhã cedo. A corrida vai começar às nove da manhã.

Xandinho, as impressões e a chuva

Em se tratando de automobilismo, ter quilômetros rodados em treinos e corridas não faz diferença só na batalha contra o cronômetro. Vale, também, para atitudes extrapista, como testemunhei há poucos instantes aqui em Londrina.

As 500 Milhas, com 38 carros no grid, terá 86 pilotos em ação. No briefing obrigatório de ontem, o diretor de prova Bento Tino Cesca recomendou aos pilotos que manifestassem suas impressões sobre as condições de competição em caso de continuidade da chuva.

Xandinho Negrão, piloto de vasto currículo no Brasil e no exterior, foi o único a procurar a direção de prova para tratar do assunto. Ninguém mais. Esteve há pouco, durante o warm up, aqui no terceiro andar da torre. Procurou alertar Cesca que não haverá condição de largada sem o safety car na pista. Mexendo as mãos e o corpo para imitar as reações de seu Ford GT40, narrou com detalhes sua quase saída de pista.

"Para os carros de turismo, não é tanto o problema. Para o nosso, a Ferrari e os protótipos, que são mais baixos, não há condição de largar sem risco. Safety", recomendou o paulista.

O warm up teve duas interrupções por bandeira vermelha. Uma, pelo acidente com o protótipo de Marcelo Borghesi. Outro, pela saída de pista da Ferrari de Chico Longo, que ficou atolada na brita.

Cesca acaba de consultar a meterologia na internet, na página do Weather Channel. A possibilidade de chuva na hora da corrida é de 60%.

Um dia que não é como outro qualquer

Sabadão chegou estranho. Qualquer dia em que eu não aproveitasse uma oportunidade clara de algumas horas de cochilo seria estranho. Hoje, foi mais. Acordei do nada às quatro e meia da madrugada e não preguei mais o olho. Algo totalmente incompatível com quem anda arrebentado nos últimos dias e que nunca dispensa a chance de uma soneca.

Saí do hotel, dei uma circulada a pé pelas ruas de Londrina, voltei. Desperto, sempre. Algumas coisas passam pela cabeça quando acontecem estranhezas assim. Saudade de casa, inclusive.

Da Juli e do Juninho, principalmente. E dos amigos, do Chevette, do gato de estimação, do escritório, do violão.

Hoje, dedico o dia todo à locução das 500 Milhas de Londrina. É hora de tomar um bom café e descer pro autódromo, aliás. O trabalho por lá não termina antes da meia-noite.

Amanhã estarei em casa.

Amanhã estarei bem.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O fim dos tempos no fim da tarde

Faltava pouco pras seis da tarde aqui em Londrina, os pilotos dos grupos D, E e F formavam fila na saída de boxes para o início do treino classificatório da 500 Milhas, e de um minuto para outro anoiteceu. Pensamos que fosse o apocalipse, antecipado de 2012 para antes do Natal agora. Não era. E no minuto seguinte, despencou a água.

Não estou acostumado a ver uma tarde, mesmo que modorrenta, dar lugar ao clima noturno assim, em tão pouco tempo. Deve ser parte da minha preparação para ir embora para São Paulo, o que pode acontecer no ano que vem.

Na pista, momentos antes de apagarem a luz natural, Chico Longo, Daniel Serra e Chico Serra haviam confirmado a pole-position para a 18ª edição das 500 Milhas de Londrina.

Se o mundo não acabar, a corrida vai começar às 16h de amanhã, para 263 voltas.

A Liga Nacional do Desporto Automobilístico

No autódromo de Londrina, cruzo com Rogério Silveira e sua esposa Luciana Milczevsky, promotores do Campeonato Paranaense de Endurance e também da Copa Turismo Show, competição das categorias Stock 5000 e Marcas & Pilotos, esta com subdivisões em vários grupos técnicos e de graduação. A 18ª edição das 500 Milhas, amanhã, também vai contar pontos, com peso dobrado, pela etapa final da competição estadual de longa duração.

Rogério e Lu, como todos se referem a eles, fazem parte de uma lista de promotores de eventos insatisfeitos com os rumos dados ao automobilismo pelos dirigentes da CBA e das federações. Por isso, sem que tentem manter qualquer segredo a respeito, vão tratar de colocar suas categorias, em 2010, sob o guardachuva da LNDA. Que vem a ser a Liga Nacional do Desporto Automobilístico. Segundo Rogério, é uma entidade já constituída. "Não é nada pirata. É uma entidade com todo o amparo jurídico", explicou.

"Eu não entrei nisso pra fazer número, o que quero é fazer automobilismo. É do que eu gosto, é do que eu vivo", ele argumenta. Para o próximo ano, os planos são, digamos, ousados. Competições nacionais estão na pauta. "Nós não vamos usar o nome Campeonato Brasileiro para nenhuma delas. Campeonatos brasileiros são os da CBA. Os nossos terão o nome Campeonato Nacional", antecipou-me.

Podem estar movidos por devaneios, Rogério e Lu. Torço para que não. Os campeonatos nacionais que planejam contemplam categorias com os antigos Omega da Stock Car - estes já integram sua Copa Turismo Show - e de Marcas & Pilotos. Contemplam, também, a Fórmula V, que devolveria às pistas os carros da antiga Fórmula A, dos anos 80 e 90. São monopostos que utilizavam motores Volkswagen de 1.600cc e pneus radiais. Rogério garantiu que já há sete unidades prontas para competição.

E, a menina dos meus olhos, há planos também, por parte da LNDA, do Campeonato Nacional de Speed Fusca. Nunca entendi porque entidade nenhuma dignou-se a promover uma competição de grande âmbito com os Speed.

Sonhar não custa. Trabalhar pelo sonho custa, e é para quem tem disposição. E, depois de ouvir sobre a Speed Fusca e a Fórmula A que virou Fórmula V, vou sonhar junto com Rogério e Lu.

Mais 500 milhas de velocidade

Estou de volta às 500 Milhas. Desta vez, bem longe da Granja Viana. Mais precisamente no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina. Desovei-me cá na cidade já início da madrugada de hoje, bem atrasado depois de um perrengue com a Polícia Rodoviária, e cá estou, de microfone à mão, para o penúltimo compromisso automobilístico do ano.

É a 18ª edição da prova, uma corrida em que ninguém apostava um tostão furado quando foi pensada primeira vez, no início da década passada. E que deve chegar, mais uma vez, à casa dos 50 carros.

Poderiam ser mais. De novo, não sei por quais motivos - e também não é problema meu -, 500 Milhas de Londrina e 12 Horas de Tarumã apinham-se na mesma data do calendário. Lá pelas bandas de Viamão, imagino, haverá grid lotado, também, os gaúchos são muito fieis a seu automobilismo. Muito embora o Rio Grande do Sul também esteja representado aqui na prova paranaense, pelo protótipo da família Stedile.

Por enquanto, o chamariz maior para corrida londrinense tem sido a vinda de dois supercarros - a Ferrari do trio Chico Longo/Daniel Serra/Chico Serra, essa aí da foto, que neste ano já venceu os Mil Quilômetros e os 500 Quilômetros de São Paulo, e o Ford GT de Xandy e Xandinho Negrão, pai e filho. Carrões que vão dividir espaços com dezenas de protótipos e carros de categorias de turismo.

O tempo está bastante carrancudo em Londrina, não se você pedaço de céu. Pessoal daqui diz que estão anunciando chuva desde o início da semana. Por enquanto, só o que houve foi uma garoa fina, na manhã de hoje.

A quem interessar possa, os resultados dos treinos e da corrida, bem como a programação do evento, são disponibilizados em tempo real no site da Caradec.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Zoião sai do hospital nesta quinta



Ia blogar amanhã, mas blogo hoje. Aconteceu algo que achei bacana. Acabo de vir do Hospital Salete. Fui visitar o Zoião. Faz tempo que não escrevo nada aqui sobre o Zoião, fazia tempo também que não o via. Desde as duas cirurgias cardíacas do final de outubro.

Zoião está feliz da vida. Sai amanhã cedo do hospital, onde está internado desde 9 de outubro – dois meses hoje, portanto – por conta de uma endocardite infecciosa. Pra quem pegou o bonde andando, aí abaixo estão todos os posts sobre a situação dos dois últimos meses.

Zoião se emocionou hoje, o que não acho adequado para quem teve o coração fuçado de todas as formas há pouco mais de um mês. “O doutor Luciano e o doutor Dantas vieram aqui e falaram que amanhã cedo eu vou embora. Eu nem acreditei, comecei a chorar perto dos dois. Eles também se emocionaram”, contou.

Zoião sente-se bem. “Daqui, vou direto pra casa. Mas, se bobear, passo antes numa churrascaria”, já anunciou. Diante de um alerta, garante estar 100% depois da troca das duas válvulas cardíacas: “Olha, eu só não consigo correr, mas se for só pra andar depressa eu pego um caboclo pelo pescoço”.

Zoião deveria ter deixado o hospital há muito tempo. As quase seis semanas de permanência na ala C do Salete, depois de uns poucos dias na UTI, foram decorrência da necessidade de adoção de medicamentos mais fortes para que a bactéria causadora da doença fosse completamente debelada.

Fez bem ver quão animado está o Zoião. Cheio de vontade de viver. Como já devo ter mencionado por aqui, esse exemplo do Zoião deveria servir como exemplo para todo mundo que azeda diante de qualquer dificuldade.

Vou pensar bastante a esse respeito, inclusive.

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/energia-positiva-para-o-zoiao.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/o-quadro-clinico-de-zoiao.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/zoiao-e-o-time-de-futebol-do-hospital.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/uma-mensagem-de-zoiao-aos-amigos.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/recuperacao-do-zoiao.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/complicacao-adia-cirurgia-de-zoiao.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/zoiao-sera-operado-nesta-quinta.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/zoiao-o-peito-de-aco-vence-mais-uma.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/do-hospital-o-primeiro-susto.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/10/aos-amigos-e-inimigos.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/11/sobre-zoiao-definitivamente-o-pior-ja.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/11/stock-car-vive-o-volta-logo-zoiao.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/11/as-ultimas-sobre-o-zoiao.html

http://lucmonteiro.blogspot.com/2009/11/zoiao-e-o-social-com-os-colegas.html

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Festa rubro-negra à cascavelense

Depois de quatro dias fora, devolvo-me a Cascavel. Que continua a mesma coisa de sempre. E por aqui, acreditem, o Flamengo também foi campeão brasileiro.

Flamenguistas comemoraram o título no Brasil inteiro, é a torcida mais numerosa do país, foi o primeiro em não sei quantos pares de anos. Deve ter havido vandalismo em algumas das várias festas Brasil afora. Os chamados espíritos-de-porco fazem parte das torcidas de todos os clubes. Cá em Cascavel, ninguém foi parar no hospital e nem na cadeia por conta da comemoração. Mas o exemplo dado foi, de fato, o de cidade pequena.

A torcida em festa simplesmente fechou a principal avenida da cidade. Em frente à Catedral, e na hora da missa. Com algazarra, estardalhaço e manifestações extravasadas que são marca de uma festa assim. Talvez, uma praça, um salão fechado, uma associação, qualquer coisa. Fecharam a avenida, o que causou transtornos. Não sei se o padre reclamou, mas ouvi pelo menos uma meia dúzia narrando a dificuldade. Consta que não havia policiais por perto para pelo menos, como dizem, organizarem a bagunça. Muito menos agentes da Cettrans - que, opinião minha, não fariam diferença alguma.

Evidências ou indícios de que estou enganado, se existirem, serão bem-vindos.

A foto aí de cima foi feita no início da festa pelo Vanderlei Faria, e estampou a capa do jornal Hoje. Foi de onde eu a copidesquei.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Moído, tal qual Madruga

Ritmo louco, o do trabalho nas 500 Milhas da Granja Viana. Foi uma das poucas coisas no ano, por exemplo, que conseguiram me afastar do Twitter. Na pista, uma prova movimentada, legal, com os inevitáveis acidentes e a vitória de Felipe Massa. A terceira dele, que cruzou a linha de chegada repetindo o gesto de "nana nenê" que o Bebeto fez na Copa de 1994. Felipinho, filho do Felipe, nasceu na segunda-feira.

Júlio Campos e Lucas di Grassi também pilotaram o kart vencedor, os fatos de pista já são de conhecimento de todo mundo. Estão nos sites especializados, passou na TV, houve uma mídia considerável, tem tudo também na página oficial da prova na internet, o caminho pra ela está aqui.

Saí da Granja valendo menos que a capa da sanfona. Pessoas que eu só conhecia por contatos na internet e que nunca me haviam visto na vida somaram comentários do gênero "nossa, Luc, você está acabadão". Bastante animador, lembrei-me daquele episódio do enlatado mexicano em que todos diziam ao personagem "sente-se bem?", o cara entrou em parafuso e passou a preparar o próprio funeral.

Por viver escondido lá embaixo, quase aos portões da gauchada, nunca tinha estado na Granja Viana para uma 500 Milhas. Gostei, quem leu esse post aqui da sexta-feira já sabe disso. Jurei uma rodada de chope com alguns amigos depois da festa no pódio, mas caí nos braços de Morfeu tão logo entrei no carro pra ir embora, isso ainda era antes da uma da madrugada. Ficou para a próxima.

Minha cara devia estar horrível, mesmo, apesar de eu ser lindão. Não foi o cansaço da Granja 500, o acúmulo dessas coisas que nos arrebentam as células, no meu âmbito, tem-se mostrado gritante de uns 20 dias para cá. E na semana que vem tem mais 500 Milhas, as de Londrina, estarei lá.

Tudo sob controle, as férias estão chegando. 2010 também.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Alguns pitacos cá da Granja

O dia amanhece modorrento em Cotia. Céu encoberto, garoa fina, desde que cheguei aqui, poucos centavos depois das sete da manhã. Nada que diminua o ritmo da preparação e o ânimo dos mecânicos que preparam os 55 karts que vão compor o grid das 500 Milhas da Granja Viana. Turma animada, essa dos mecânicos. Esse povo faz questão de não saber o que é cansaço. Parece trabalhar por prazer. Turma animada, sô.

E nem tudo são efeitos negativos por conta da chuva na Granja Viana. Para mim, pelo menos, que economizo as 30 lascas despendidas num tubo de protetor solar quando cheguei aqui, na quinta-feira de manhã. Se alguém tiver interesse, está à venda.

Tem um lance no regulamento da prova que obriga os pilotos a terem as viseiras dos capacetes identificadas com o nome. O que vai facilitar bastante o meu trabalho - no pelotão dos "convidados" é fácil identificar cada um pelo capacete; considerando os pilotos que não conheço, seria missão para louco.

Para quem não está aqui, o SporTV vai transmitir a largada e os primeiros minutos ao vivo, bem como dar flashes da disputa durante as 11 horas de disputa. Os momentos finais também serão exibidos para os assinantes do canal. Meu camarada Rodrigo Mattar está a caminho do kartódromo para encabeçar a transmissão do evento.

Os mais aficionados pela coisa têm outra opção, também: de acompanhar a corrida toda pela internet. O site Vídeo Motor confirma a transmissão na íntegra da 13ª edição das 500 Milhas. A narração será do Thiago Barbosa, que já está a postos por aqui.

Daqui a pouco, teremos o Top Qualifying, corrida de 20 minutos que vai definir as primeiras posições do grid. Nesta minicorrida, a pole é de Felipe Massa. A chegada do fim do ano deve me fazer bem à cabeça. Ontem, ao chamar os chefes das equipes para o briefing obrigatório, citei o evento como 500 Milhas de Londrina. Que é a prova onde vou atuar como locutor, também, no próximo fim de semana. A idade deve estar batendo. Semana passada, na final da GT3 em Interlagos, chamei meu colega locutor Kaká Ambrósio de Cacá Bueno.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Granja Viana 500. Gostei da brincadeira!

Em fotos de Miguel Costa Jr., Massa (esq.) e Barrichello, dois dos pilotos mais assediados na Granja Viana

No fim das contas, achei um grande barato as tais 500 Milhas da Granja Viana. Tive a oportunidade de vir fazer a locução de arena da corrida na 13ª edição porque o impagável Chicão, titular do evento há vários anos, tem no fim de semana o evento final da Stock Car. Não poderia atender os dois, abriu-se a brecha, me apresentei para o cara-crachá e vim.

Os motes da mídia são inúmeros. A reedição do antigo duelo Barrichello x Fittipaldi, ou a presença de pilotos das categorias top, ou o fato de se tratar da corrida de kart mais longa das Américas (isso é por minha conta, não sei se confere). Enfim, a Granja 500, como alguns a chamam, é um show à parte.

Há algum tempo, em entrevista a mim para matéria na revista "Racing", Tony Kanaan citou a prova na cidade de Cotia como "a oportunidade que a galera tem de se encontrar ao final da temporada, ficamos o ano todo espalhados pelo mundo e o contato que temos é nas 500 Milhas". Foi exatamente isso que senti no primeiro dia de 500 Milhas. Apesar de todos levarem a disputa a sério, o clima é de descontração. Um clima gostoso, que poucas competições do esporte a motor oferecem.

Em determinado momento, com a garoa apertando e faltando poucos instantes para o treino classificatório, Felipe Massa me pregou uma peça. Eu tratava de, como dizem, pôr pilha no clima, é hábito quando vai chover pouco antes de uma tomada de tempos ou de uma corrida. "Choveu, como é que fica?", perguntei. "Pneu de chuva, ué", lascou Felipe, de bate-pronto, enquanto tratava de adequar as medidas de sua capa de chuva plástica com uma fita adesiva sugestivamente vermelha. Tratou, inclusive, de vestir meu microfone com um pedaço da fita. "Tá aqui, pra dar sorte", pregou. Tirei depois, o microfone não é meu. Colei na tampa do laptop.

As 500 Milhas são diferentes de outros eventos. Por lá encontrei Vitor Meira, um dos mais rápidos do fim de semana, com quem pude pôr o papo em dia. Está inteiro, como ele próprio definiu, depois de trincar uma costela em outra prova de 500 Milhas, a de Indianápolis. Sobre 2010, não falou nem sob tortura. Mas sorriu quando propus o assunto. Meira corre pela mesma equipe de Christian Fittipaldi.

Na foto aí do lado, também produzida pelo mestre Miguel Costa Jr., Vitor e Christian, que está cada vez mais parecido com Wilsinho, seu pai. Wilsinho também estava na Granja, curtindo uma rara condição de "mero" torcedor. Wilsinho ajudou a conduzir a WB Motorsport ao título de equipes na GT3 Brasil, consolidado domingo passado aqui do lado, em Interlagos. Também sou locutor desta categoria.

Mas, como já escrevi no post de hoje cedo, esse aqui, nem só das ditas celebridades faz-se a 13ª edição da Granja 500. Destaque, mesmo, merecem os ilustres desconhecidos, pilotos de 15 ou 16 até 50 ou 60, que circulam pelos boxes olhando Rubens, Tony, Antonio, os vários Felipe, Christian, Vitor e tantos outros pilotos consagrados e nutrindo a sensação de equiparação na seara esportiva. Igualdade que tem tudo para virar pó amanhã na pista, nas 11 horas de corrida.

Isso pouco importa. Quando caem as viseiras, todos são, sim, iguais.

Parakart entre os destaques

Nem só as ditas celebridades do automobilismo têm chamado atenção nos bastidores das 500 Milhas de Kart da Granja Viana. A equipe Parakart, formada por kartistas paraplégicos, também terá representantes na pista.

O Parakart tem campeonato próprio, com uma série de corridas ao longo do calendário nas pistas aqui de São Paulo. José Luís Pacheco, um dos kartistas cadeirantes, deu uma canja nesta manhã como repórter da TV Brasil, uma das várias que correm os boxes atrás de imagens e notícias para a cobertura do evento. Na foto aí de cima, Pacheco entrevistando Felipe Massa, que manifestou - como todos os outros - plena admiração pelo exemplo de força de vontade dos paraplégicos.

Essa galera sabe como lidar com as dificuldades da vida. Pacheco, por exemplo, está distribuindo sorrisos pelos boxes desde as primeiras horas da manhã. Gente assim deveria ser observada por "normais" quem têm a petulância de abrir a boca todos os dias pra reclamar da vida.

Quanto à TV Brasil, pode ser que lhe esteja faltando assunto. Fizeram entrevista até comigo.

6h29, ao vivo da Granja

Um bom bocejo e o tradicional bom-dia, aquele que o dicionário recomenda com hífen por se tratar de uma saudação. Passo às 6h29 pela catraca eletrônica do Kartódromo Internacional da Granja Viana, em Cotia, cidade vizinha a São Paulo. É daqui que vou despachar hoje e amanhã, na locução da 13ª edição das 500 Milhas da Granja Viana.

Ninguém por aqui sabe explicar o porquê do nome Granja Viana. Não há qualquer poedeira aqui por perto, nem revenda de ovos ou coisa do gênero. É o nome da pista, enfim, não é problema meu desvendar sua origem. O kartódromo oferece uma meia dúzia de opções de traçado, uma pista legal, com um bom "esfria-saco" depois da reta principal, esse da foto aí de baixo.

Na lista de inscritos, os nomes famosos de sempre. Barrichello, Kanaan, Pizzonia, Meira, Bia, Fittipaldi, Zonta, Massa, Da Matta, Di Grassi, Russo, Giaffone, Negri Jr., e mais Andretti, Taylor. História pra contar é o que não vai faltar no fim de semana.

Dei uma sapeada breve por aqui ontem, estava todo mundo ferrado com os treinos livres. Foi só uma passada rápida, mesmo, o suficiente para perceber que a rapaziada aqui, e também as moças inscritas, não vão aliviar a bota. A impressão que dá é a de que, apesar de uma corrida longa com 54 carros no grid - é o total que acusa a lista de inscritos até agora -, vai ser um evento bem tranquilo. Para mim, uma novidade total.

A corrida terá largada às 12h30 de amanhã. A previsão é de 11 horas de disputas. Os primeiros e os últimos momentos serão mostrados ao vivo na televisão, bom para quem é assinante do SporTV. Deve rolar transmissão da corrida inteira pela internet, vou atrás de saber disso e informo por aqui. A cronometragem do evento é da Cronomap, mas o live timing estará disponível no site oficial do evento, esse aqui.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Quiproquós do autódromo

Ontem, fui participar, a convite do Jorge Guirado, do "Bate-Papo de Esportes", na CATVE. Durante o programa, Jorjão mandou rodarem um VT de uma entrevista dada ao "Bate-Rebate", do Canal 21, por João Destro, um dos integrantes do consórcio proprietário da área do autódromo de Cascavel.

Destro presidiu a Autódromo de Cascavel Empreendimentos Esportivos S/A por longos anos e declarou, em sua participação no programa do canal a cabo, que o autódromo é uma empresa inviável, com o que justificou a falta de investimentos para adequação do local.

Destro comparou o preço venal da área de quase 40 alqueires - que se cerca de inúmeros impedimentos ambientais - ao preço de área para plantio de soja, e fez o que eu, particularmente, não tinha visto ninguém fazer em público até hoje: dar um preço ao autódromo. "Entre 4 e 5 milhões (de reais)", citou, em determinado momento da conversa com Fernando Maleski e Luís Nardelli.

Do "Bate-Papo" do Jorjão, ontem, participou como convidado especial o piloto Pedro Muffato, da Fórmula Truck, narrando o pitoresco caso do alicate que foi perdido dentro de seu caminhão e que fazia travar a coluna de direção, tendo ocasionado alguns acidentes nos treinos das últimas etapas.

Muffato também é cotista do autódromo e tentou liderar, há alguns anos, um esforço para que os donos doassem suas cotas ao Município. Em seu entendimento, o autódromo só terá sobrevida se passar a pertencer ao poder público. A lógica resumida das várias interpretações que cercam seu entendimento é a de que ninguém vai investir um centavo sequer numa propriedade particular.

A polêmica levantada no programa ficou por conta da menção feita por Destro a Aurélio Baptista Félix, organizador da Truck que morreu em março do ano passado. Ele afirmou existirem dívidas não pagas por Aurélio e mostrou-se contra à postura de gratidão que parte do segmento automobilístico cascavelense mantém sobre o ex-dirigente.

Muffato, admirador declarado de Aurélio desde que passou a competir na Truck há quase uma década, torceu o nariz para a alegada dívida e rebateu: "O senhor João Destro fez uma afirmação infeliz, e se ainda há alguma coisa no autódromo, hoje, é graças ao que o Aurélio fez pelo autódromo".

Tudo indica que tenha sido só o início de um acalorado debate. Que, enquanto não termina, deixa o autódromo cascavelense restrito a uma tradição que hoje não traduz efeito prático nenhum.

domingo, 29 de novembro de 2009

Famosos e anônimos

O Twitter hoje foi um festival de baixaria. Eu envolvido, inclusive.

Vi o jornalista Flavio Gomes, que lá despacha como @flaviogomes69, lidando com críticas que levou por algum comentário que postou sobre meninas que não sei quem são. Não sei o que fizeram, inclusive, algo relativo ao Desafio de Kart das Estrelas. Não fui atrás de saber.

Flavio não ignorou as críticas que recebeu de quem assina a conta @clubedosfamosos. Não conheço o tal clube, não sei quem posta comentários por lá. Parece que organizam promoções com apoio de figuras conhecidas, algo do gênero.

Acerca de um dos comentários do Flavio, sugeri, via Twitter, que não perdesse tempo discutindo à toa no Twitter. Afinal, ele, Flavio, também não deve sequer conhecer as pessoas que o estavam criticando. Bastou para esquecerem-no e começarem a me dirigir ofensas de nível deplorável, insinuações infantis, palavrões. Não é minha postura, mas rebati à altura - ou melhor, à "baixura". Virei persona non grata, oh!, no tal Clube dos Famosos, que imaginava ser uma conta mantida por úma mulher e, pelo que me disseram, é abastecida por alguém de sexo masculino.

Fui ameaçado de ser dedurado pelo Clube dos Famosos, de dono anônimo, às pessoas que sigo no Twitter. Ah, tem mais, vão me denunciar como spammer ao dono do Twitter. Oh, como vou sobreviver agora? "sabe qual a sorte deles? È eu nao ter parente lá", escreveu o anônimo. Uma valentia só.

Para o caso de alguém ter interesse em fazer a besteira que eu fiz e despender um pouco de tempo útil ao festival de baboseira, minhas postagens seguem em minha página no Twitter, aqui. O festival de ofensas e palavrões do anônimo, caso não as tenha deletado, estarão aqui.

Eu mereço.

sábado, 28 de novembro de 2009

Brasil é o país da moda

Dia normal de atividades em pista aqui em Interlagos, no encerramento da temporada do Itaipava GT Brasil. A movimentação maior de hoje ficou por conta da entrevista coletiva concedida aqui no andar de cima pelo francês Stèphane Ratel, presidente da SRO Group. Que é, em suma, o capitão mundial do barco da GT3.

Ratel anunciou em caráter oficial o que muitos já sabiam. O Brasil vai receber em 2010 a etapa de encerramento do Mundial FIA GT1. Em Interlagos, claro. Num inglês bastante compreensível a ouvidos semileigos e falou sobre coisas que vão marcar a categoria GT1 no ano que vem, que terá seis marcas com quatro unidades no grid, cada - Aston Martin, Corvette, Ford, Lamborghini, Maserati e Nissan.

Jovial e mostrando-se bastante à vontade no ambiente do evento brasileiro, Stèphane citou, entre suas justificativas para trazer o Mundial GT1 a Interlagos, que "o Brasil é o país da moda, vai receber Copa do Mundo e Olimpíada, e os pilotos do mundo inteiro gostam de vir ao Brasil". Eficiente política de boa vizinhança, que por outro lado deixou claro seu aval ao rumo do trabalho comandado na GT3 daqui por seus sócios brasileiros Antonio Hermann e Walter Derani.

A foto acima, cedida ao BLuc pelo André Lemes, mostra Derani, Hermann, Ratel e Juliana Shikama, diretora executiva da Auto +, empresa promotora do Trofeo Maserati.

Nos eventos de pista do sábado, algumas novidades, como as poles de Lico Kaesemodel/Nelson Merlo, de Ferrari, e Rafael Daniel/Cláudio Dahruj, de Lamborghini, na rodada dupla da GT3, a estreia da categoria Superbike, com o piloto-organizador-instrutor Bruno Corano largando em primeiro.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Gráfico ascendente para a GT3 Brasil

Ano passado, o primeiro da minha convivência com a GT3 Brasil, tive uma impressão muito clara, a de que a categoria vivia um processo sólido para ser tão grande e forte quanto merece. Passos lentos e firmes, sem grandes estardalhaços, estratégias estudadas com aparente minúcia.

Começou 2009, a crise financeira mundial acertou a categoria em cheio e o campeonato começou com grid minguado. Foi dada como morta pela mídia que a acompanha de um ou outro modo, enquanto competições concorrentes alardeavam seus feitos, experimentos e números, sem que se observe aqui qualquer contestação aos avanços de séries como a Stock Car e suas categorias de suporte ou a Fórmula Truck.

Admito ter temido pelo futuro da GT3, que tem uma proposta das mais interessantes - a mais interessante, eu diria - para quem vive o automobilismo, e aí incluo todos, pilotos, equipes, fãs, até a mídia especializada. O trabalho seguiu, as discussões tomaram rumos indesejados em alguns casos, houve cooperação de praticamente todos os envolvidos diretamente e o campeonato termina com o maior grid do ano, 14 carros. Já foi maior, claro, mas é comemorado por todos aqui tendo-se em vista os fatos vividos nos últimos meses.

Agora há pouco, acompanhei o briefing dos pilotos para a rodada dupla de amanhã e domingo. Os aspectos logísticos, promocionais e técnicos ali discutidos, obviamente, interessam apenas a quem tem envolvimento direto com tais aspectos, até por haver detalhes em demasia que não acrescentam nada a quem consome a GT3 Brasil como opção de entretenimento esportivo. Fica claro que a trajetória da competição é ascendente. Enquanto casos críticos começam a se manifestar na execução de outros regulamentos, é nítida a percepção de que a insistência e o esforço dos capitães do barco da GT3 terão seus efeitos positivos percebidos por todos.

Eu não estava errado. Gosto de acertar algumas, de vez em quando.

Cursos grátis de pilotagem da Interlagos

O incansável Pedro Rodrigo de Souza (foto) deveria fazer hoje, aqui em Interlagos, o sorteio de cinco cursos gratuitos da Escola de Pilotagem Interlagos entre os participantes da promoção Point TNT. Mas não fez.

Vai fazê-lo no dia 21 do mês que vem, dentro do programa "Auto +", que Marcello Sant'Anna apresenta na Rede TV!. O sorteio será exibido na edição do dia 27.

Assim, segue aberto o prazo para as inscrições, que já totalizam quase 2.000. Além do curso de pilotagem para cinco participantes, haverá vários outros prêmios. As regras para participação são as mesmas que o BLuc anunciou nesse post aqui, do dia 16 do mês passado.

Para quem gosta de automobilismo, são presentes de Natal invejáveis.

O humor do Pedrão

Já encostei meu esqueleto cá no autódromo de Interlagos, onde chega ao fim a temporada 2009 do Itaipava GT Brasil. No programa, a última rodada dupla da GT3, as etapas finais do Trofeo Maserati e da Copa Clio e a estreia da Superbike Pro-Am, categoria de motovelocidade que vai integrar o evento em todas as datas de 2010.

Agora há pouco, as motos estavam na pista quando começou a chover. A garoar com força, na verdade. Todo mundo tomou o caminho dos boxes. São Pedro fechou a cara e o panorama que cobre o autódromo agora, poucos minutos passados das 17h, é esse das fotos. Pessoal que mora aqui diz que, ao longo da semana, tem chovido sistematicamente todos os dias entre as 16h e as 17h30.

Fim de semana tende a ser complicado. Ainda bem que a Juli me convenceu a trazer blusas e jaquetas.

Um bom papo furado

Enquanto aguardo a chamada para o embarque, já que o voo está mais de uma hora atrasado, vou fazendo uso de todas essas frescuras que a internet nos oferece. MSN, Twitter, blog, o escambau. A bateria do laptop já foi embora, por isso arrumei um cantinho no chão, encostado numa coluna de concreto, único lugar onde vi uma tomada disponível.

Estou cercado de gente por todos os lados. Procuro fazer ouvidos moucos ao blablablá geral, mas é difícil. Impressiona a quantidade de abobrinha que gentes falam. Todo mundo fala, ninguém escuta, são vozes e mais vozes disputando ondas sonoras, perdidas no meio do nada.

"Eu sou são-paulino, mas quero que o São Paulo perca", "você viu o tamanho da espinha no narizinho novo dela?", "eu não pago quatro reais num pão-de-queijo nem a pau", "aquilo ali é plasma ou LCD?", "tirei uma foto com o Antonio Palocci", "tive que financiar, não teve jeito", "tinham que devolver o dinheiro da passagem quando atrasa", "onde que dá para fumar aqui?", "eu cancelei minha TV a cabo, só tem canal ruim", "vou comprar uma preta e uma vermelha; não, só a preta" e "tua namorada tava um tesão terça-feira" estão entre as pérolas literárias que captei em canal quase subconsciente aqui do chão.

Certo estava Raul Seixas, quando escreveu que "gente é tão louca e no entanto tem sempre razão".

Unipar, a cena final

Quarta-feira, meio puto com algumas-várias-todas as coisas, assumi meu lado "pronto, falei" e postei essa espinafrada aqui. Hoje, a putice passou um pouco. Afinal de contas, acabou. Não é tetra, mas acabou. Salvo haver imprevistos, o bendito diploma de jornalista está a caminho e nenhum chato de sindicato ou qualquer outro tipo de entidade classista vai me aporrinhar a paciência. Detesto entidades classistas, elas não funcionam.

Vou guardar a cena aí da foto como especial. Não só por conter pessoas especiais, mas por ter representado o último momento da minha nada invejável trajetória acadêmica. Foto de logo depois da última banca examinatória, de produto em telejornalismo. Da esquerda para a direita (por que nunca é o contrário?), Pamela Giacomini, Elisângela Fabrini, eu, Camila Catafesta (com filho ou filha no barrigão de seis meses), Miguel Portela, Daniela Lenzi e Luiz Carlos Sonda. Elis e Miguel foram os nossos examinadores. Sonda, o professor de Edição em Tele, esse sabe do que fala.

Miguel e eu, nanicos, assumimos o degrauzinho mais alto para não sumirmos na foto. E foi assim que terminou a faculdade de Jornalismo na Unipar. Sem festa, sem emoções, sem nada. Só terminou. Parece que a rapaziada vai se reunir hoje à noite no bar da frente da "facul", já que todo mundo diz "facul", para tomar umas a mais, a ocasião é a alegada comemoração pelo fim de uma fase. Duvido que se reúna mais da metade da turma. Eu, hoje, já estou em Curitiba, a caminho de mais um fim de semana automobilístico. Não dispensaria a rodada de cerveja, é claro.

A vida segue. Acordei e fui conferir no espelho, ainda era eu mesmo. Sorte. Ou azar, sei lá. Há gente lá da turma que deve ter passado por mutações na última noite.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Alfredo Guaraná vai voltar a pilotar

Eis que Alfredo Guaraná Menezes ensaia uma volta às pistas. Como piloto, mesmo, e não apenas dirigindo equipe em alguma categoria, como fez de 2006 a 2008 na Stock Car Light – que, por não ter patrocínio, podia continuar sendo tratada como Light, e não pelo nome da empresa promotora.

Guaraná manifestou ao BLuc suas intenções de disputar “umas quatro ou cinco corridas” da Pick-up Racing em 2010. “Tenho a equipe, tenho o ferramental, tenho o carro, tenho tudo aqui. Aí pensei, por que não correr?, e devo correr”, disse. “Ainda tenho uns três anos de sobrevida para pilotar”, emendou o piloto de 57 anos.

Diante da novidade e dos motivos expostos, perguntei a Guaraná por que razão ele não estaria na pista, então, na corrida da semana que vem, que vai fechar a temporada em Interlagos. Ele até agora não respondeu, mas percebi que balançou bastante diante da possibilidade. Acho que tirar o macacão do armário ainda em 2009 nem lhe tinha passado pela cabeça.

A bem da verdade, o termo “volta às pistas” serve só para criar falso suspense. Alfredo Guaraná já anunciou um retorno em 2007, iria pilotar um dos carros de sua A. Guaraná Sports na penúltima etapa da Stock Light em Jacarepaguá. Não correu, não lembro bem o motivo, parece-me que apareceu alguém disposto a alugar o carro e Guaraná, que nesta década já participou de Mil Milhas Brasileiras, abriu mão de sua participação.

Guaraná fez sucesso no automobilismo brasileiro, sobretudo, nos anos 70, quando foi bicampeão nacional da Fórmula Super Vê e disputou as 24 Horas de Le Mans. Foi contemporâneo de pista de Pedro Victor de Lamare, Marivaldo Fernandes, José Pedro Chateaubriand, Chiquinho Lameirão, Jan Balder, Antonio Carlos Avallone, Mário Amaral, Pedro Muffato, Nelson Piquet, tantos outros deste calibre. É um daqueles caras que têm uma história digna de ser contada.


Guaraná em ação na Fórmula Super Vê e na Stock Car, na década de 70

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Quem falou em final feliz?

Tive seis meses de prazo, talvez mais, para protocolar o TCC. Cumpri meu prazo particular, do produto que me coube na divisão das tarefas em grupo, a 14 minutos de seu encerramento. Um hábito meu, diga-se, já que hoje é meu último dia útil para negociar a inclusão de minha dívida no programa de refinanciamento da Receita Federal e acabo de chegar do escritório do contador, onde fui tratar do assunto. Amanhã tem banca final do TCC, sexta de manhã eu viajo, era hoje ou não era mais.

TCC não tem nada a ver com aquele contrato de capitalização do banco Bamerindus. A título de esclarecimento aos desavisados, é uma sigla que admite as mais variadas significações, mas que traduz “trabalho de conclusão de curso”. No meu caso, nos últimos dias, significou “tô caindo de cansaço”. Em suma, é a miguelagem que alguém que despendeu anos de sua vida útil em uma universidade – que nem sempre é tão útil – tem de apresentar na reta final para comprovar a profissionais convidados nem sempre interessados no assunto que você merece a dádiva divina de portar um diploma.

No meu caso, o curso de graduação tem um nome bonito, “Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo”. É Jornalismo, pronto. Uma área em que trabalho há 18 anos, uma maioridade que me ensinou muito, que serviu para mostrar que há outro tanto ainda maior, muito maior, a aprender convivendo com profissionais da área e consumindo produtos jornalísticos de qualidade. No banco universitário, termo que acham bonito e que só designa uma daquelas cadeiras duras que disponibilizam aos cursos com as mensalidades mais baixas, aprendi pouco. Culpa minha, talvez, em partes. Pena, poderia ter sido um período melhor aproveitado.

Um “blargh!” para o diploma. Só quem dá valor ao diploma de jornalista é o Sérgio Murilo de Andrade, um sujeito que já admitiu, em resposta a uma questão minha, ter sido um “profissional mediano” quando exercia o jornalismo e que hoje preside a Fenaj, a Federação Nacional dos Jornalistas. Fenaj que defende a obrigatoriedade de um diploma para o exercício da profissão e que não está nem aí para o nível do ensino que as instituições – sobretudo as particulares – oferecem. Sujeito que for aprovado num curso mequetrefe com a média mínima pode ser jornalista e pronto, é o que defende a Fenaj.

Abro parênteses. Não existe, nas bandas de cá, instituição pública de ensino superior que ofereça curso de Jornalismo. Só as caça-níqueis, mesmo. Fecho parênteses.

Enfim, o tormento acadêmico aproxima-se do fim. Terá custado qualquer coisa em torno de 30 mil reais. Uma boa grana, me faria muito bem tê-la hoje num porquinho de porcelana. Os últimos dias foram de puro definhamento na produção de última hora dos produtos finais. Afinal, sou brasileiro e não desisto nunca. Duas coisas de que, não sei por que cargas d’água, não me orgulho, ser brasileiro e ser (quase) jornalista formado. Gostaria de ter frequentado cursos como os que acolheram colegas de profissão de outros centros, converso muito com vários deles a esse respeito.

Enfim, amanhã, estaremos Daniela, Camila, Pamela e eu diante de uma banca que vai carimbar com tinta vermelha ou azul o nosso passaporte para o mundo dos sonhos de Sérgio Murilo. Não vou comemorar, não haverá por quê. A partir de sexta, a vida voltará ao normal, com viagem a São Paulo para atuação na etapa final do Itaipava GT Brasil. De segunda em diante, terei mais tempo para a família, para mim, para as minhas coisas e causas.

domingo, 22 de novembro de 2009

Carlos Eduardo, um tricampeão

Carlos Eduardo Santos Galvão Bueno Filho é o nome dele. Cacá Bueno, o "nome artístico". E tricampeão brasileiro de Stock Car.

Título que conquistou hoje em Tarumã numa corrida atípica, como têm sido atípicas várias das corridas da Stock Car. Uma corrida em que "tudo conspirou a favor do título do Cacá", como constatou durante a transmissão o narrador da emissora-mãe Luís Roberto.

Destaque da categoria desde 1996, chamou atenção em 1997 vencendo uma corrida na classificação geral mesmo sendo piloto da classe B, da qual saiu como campeão. Em 2000, quando a Stock iniciou seu namoro com a Globo, o piloto levou na testa o carimbo de "protegido" por ser filho de Galvão Bueno. Algo que perdura até os dias de hoje, com reforço da atenção especial que tem nas transmissões.

Cacá não é unanimidade, está longe disso. O tratamento vip da vênus platinada pode fomentar sua indisposição com o público da Stock, uma coexistência que já teve delicados momentos específicos, como a vaia da torcida após a vitória em Interlagos ou o dedo médio em riste para frequentadores do paddock em Brasília. Mas, como já devo ter rascunhado por aqui, não é a Globo que faz Cacá um campeão.

Cacá é um grande piloto, um dos melhores da fase atual da Stock Car. E soma sua competência a fatores alheios ao seu controle, como os problemas enfrentados na corrida de hoje por Ricardo Maurício e Thiago Camilo, pilotos que tentavam tomar-lhe o título. Cacá tem a sorte necessária aos grandes campeões. E neste ano aliou suas virtudes à competente equipe de Andreas Mattheis e William Lube. Timaço de primeira.

Cacá empreendeu uma comemoração pouco efusiva pelo título de hoje. Em 2006 e 2007, extravasou. Hoje, só comemorou. No final, com seus adversários já fora de combate, cedeu ao irmão mais novo Popó o terceiro lugar na corrida - foi o segundo pódio de Paulo Eduardo, também terceiro na etapa de Buenos Aires em 2007. Ah, claro, e Luciano Burti chegou à primeira vitória na categoria. Daniel Serra, companheiro de equipe de Cacá, foi o segundo.

Os demais eventos estatísticos sucumbiram nesta manhã de 22 de novembro à importância do tricampeonato de Cacá Bueno. Que vai continuar correndo na Stock Car, sua permanência é um trunfo da categoria em seu trabalho para continuar a ser grande. Outras séries do automobilismo estão ganhando espaço, a Stock Car sente alguns efeitos negativos, da crise financeira, inclusive.

Cacá é um ícone do que se convencionou chamar nova geração do automobilismo brasileiro. Aos 33 anos, iguala-se a Ângelo Giombelli e Chico Serra em número de títulos conquistados na Stock Car. É tricampeão, já pode pensar em alcançar o tetracampeonato de Paulão Gomes. Não deve ter o duodecacampeonato de Ingo Hoffmann em vista.

sábado, 21 de novembro de 2009

O último sábado de um acadêmico

Para quem vai passar os três fins de semana fora de casa, trabalhando na GT3 Brasil em Interlagos, nas 500 Milhas da Granja Viana em Cotia e nas 500 Milhas de Londrina em lugar óbvio, o sabadão seria mais do que propício para uma arejada na cabeça, um programa com a patroa e o Luc Jr., uma soneca, qualquer coisa aprazível do gênero.

Mas, não. Estou amargando meu último dia de purgatório, dia inteiro acompanhando edição de vídeo ao lado do Darci Ribeiro, que está longe de ser o cara mais chato desse lugar. Ele tem pretensão de ser gente boa, até.


Hoje, dia entediado. Sábados bons vão ser os próximos, com boas corridas aos olhos.

Isso aqui ainda vai me dar muito assunto para blogar.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Natal mercantilizado

A foto está tremida, tive de tirá-la rapidamente e escondendo a mão que segurava o celular, porque há estabelecimentos que não permitem fotografias em seus ambientes internos. Acho isso uma babaquice, mas é regra interna e não se discutem regras, só se as cumpre ou as transgride.

Esse é o saguão de entrada do Shopping JL, em Cascavel. Lá, montaram uma belíssima decoração de Natal, lá está um Papai Noel com barba de verdade em seus suntuosos aposentos, para receber a criançada, distribuir balas, pirulitos, essas firulas de sempre.

Lá também está Marcos Willems, fotógrafo dos bons, que registra o encontro da criançada com Noel e entrega a imagem no ato, gravada em CD. Willems é dinâmico, está em todas, até já o contratei nos tempos em que trabalhava nos shows de Lincon & Luan aqui na cidade.

Ano passado, a foto-lembrança da criança com Noel custava 10 lascas, não sei se aumentou agora. A visita e os segundos de atenção do bom velhinho não custam nada. Um colega de faculdade comentou comigo que seu filho, que tem poucos meses a mais que o Luc Jr., esteve com o Noel do JL no fim de semana. Ele, esse meu colega, sacou do bolso sua minicâmera digital para fotografar e, de bate-pronto, foi impedido pelos seguranças do shopping. Não pode, só se comprar. Não comprou.

O trabalho produzido pelo Willems é de primeira e não se compara às coisas que se faz com uma câmera de bolso, dessas que todo mundo carrega. Mas, cá entre nós, essa proibição, ou tenha lá o nome que quiserem, é uma puta sacanagem.

Penso que o JL poderia explorar o tal espírito natalino em outras frentes. Mercantilizar a festa natalina não é exclusividade do shopping, isso é fato. Ninguém lembra, a bem da verdade, pra que serve o Natal. Acho que certo mesmo está o JL.

Nossa hora de ajudar o Zoião

Passados os sustos maiores, Zoião já se prepara para deixar o hospital. O que deve acontecer até o fim da próxima semana.

Chega a hora de, além da dedicação plena às recomendações médicas depois de duas cirurgias cardíacas, retomar a vida normal.

As limitações que o período de recuperação impõem a Zoião, somadas à entressafra automobilística com praticamente três meses sem corridas – e, como para a maioria de nós que lidamos com o esporte, sem trabalho –, exigem providências.

Uma dessas providências parte dos próprios colegas de pista de Zoião, que mobilizam-se numa ação entre amigos. Na devastada Tarumã, vários fotógrafos, jornalistas e demais profissionais ligados à Stock Car aderem à campanha de arrecadação lançada para arrecadar fundos para auxiliar Zoião em seu tratamento e em seus gastos habituais.

Estou falando de uma rifa, mesmo. São 200 números, cada um com cinco opções de centena para sorteio pelo primeiro prêmio da Loteria Federal na extração de 19 de dezembro. Cada número custa R$ 100 e o portador do número sorteado ganhará uma moto Sundown Hunter 100, zero quilômetro, claro. O prêmio será disponibilizado ao ganhador em Cascavel, cidade de Zoião.

A promoção, que terá toda sua renda revertida ao Zoião, foi idealizada e é levada a efeito por Diogo Pachenki, piloto da Copa Vicar Stock Car, e meu sócio Clóvis Grelak, e que ganhou também a participação de Lauro Zanoni, da revista Diference.

Eu, todos sabem, sou adepto de carteirinha de promoções, rifas, sorteios e afins. Esse é diferente, tem uma causa que é o auxílio a um amigo que acaba de passar pelo maior drama de sua vida.

Quem quiser ou puder participar, a título de colaboração com o Zoião ou mesmo apostando na chance de ganhar a simpática motinha, pode se manifestar por aqui, pelo Twitter, pelo MSN, pelo e-mail, pelo telefone, pelo Orkut... Hoje em dia, não se conversa pessoalmente com ninguém.