quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

"Carros de Insegurança"

Ainda na onda das suítes sobre a cacetada de Juan Pablo Montoya nas 500 Milhas de Daytona, segunda-feira à noite, o site do Fox Sports pôs no ar há pouco um levantamento muito bem sacado de acidentes em provas automobilísticas envolvendo o safety car.

Não pedi licença a ninguém do Fox Sports e, por conta própria, tomei a liberdade de reproduzir o levantamento aqui no blog. A publicação original do site é essa aqui.

TOP 5: ACIDENTES COM SAFETY CAR
Conheça os “Carros de Insegurança”

O acidente de Montoya em Daytona ficou marcado pelo envolvimento de um carro de apoio. Confira outros momentos

Juan Pablo Montoya protagonizou um acidente de grandes proporções durante a primeira corrida da Sprint Cup da Nascar, em Daytona, nesta segunda-feira (27 de fevereiro). Com a prova interrompida, o ex-piloto da Fórmula 1 perdeu o controle do carro e acertou um caminhão que recolhia detritos da pista. Com a batida, o combustível do veículo de segurança pegou fogo. Montoya não saiu ferido, mas teve o capacete danificado pelo fogo. Assista ao vídeo.

Esse não foi o primeiro - e provavelmente nem o último - acidente com carros de segurança. O site do FOX Sports relembra outros acidentes (nenhum fatal):

Era para sair?
Logo no começo das seis horas de Castellet, pela Le Mans Series em 2011, um momento bizarro. O carro de segurança não retornou ao pit e a direção de prova autorizou a largada. Os primeiros carros do grid chegaram a acelerar, mas ao verem o carro ainda na pista diminuíram a velocidade. O pelotão de trás não enxergou e o resultado não podia ser outro, um engavetamento causado pelo Safety Car.



Quem bate atrás é culpado
Bem antes de ser anunciado como conselheiro da Williams em 2012, Alex Wurz protagonizou uma cena estranha enquanto corria na Fórmula 3 Alemã, em 1994. Durante a prova de Avus, o líder Wurz achou que era bom passar o Safety Car antes de contornar a curva. Até era uma boa ideia, mas mal sabia ele que o carro de segurança já estava saindo da pista e não iria frear tão cedo.



Ele não vai ganhar
Durante a segunda prova do Mundial de Carros de Turismo (WTCC) de 2009, na França, o piloto do Safety Car recebeu a ordem para entrar na pista, mas não esperou o melhor momento. Com uma entrada estabanada, o carro de segurança decidiu que Franz Engsler, que liderava a prova, não iria ganhar nesse dia. Engsler tentou, mas nada pôde fazer para evitar o acidente.



Por favor, fecha a porta?
Nem mesmo a Fórmula 1 ficou fora das barbeiragens dos carros de segurança. Durante o aquecimento para a prova de Interlagos de 2002, Enrique Bernoldi, que corria na Arrows, bateu forte na saída do “S” do Senna. O Safety Car parou para socorrer o piloto. Nick Heidfeld, da Sauber, não conseguiu desviar e levou a porta do carro de presente.



Posando para a foto
Faz tempo, mas merece ser lembrado. No ano de 1971, durante as 500 Milhas de Indianapolis, pela Fórmula Indy, os fotógrafos levaram um susto. O piloto do Carro de Segurança, Eldon Palmeri, tinha colocado um cone para marcar o ponto de freada dentro do pit. Alguém tirou o cone sem avisar ao piloto que freou tarde e perdeu o controle. O carro foi parar no espaço construído para os fotógrafos.

Agora, os ingressos

Então, vamos lá. Sem muitas delongas, uma PromoBLuc valendo três pares de ingressos, um para cada participante contemplado, para o GP Petrobras, primeira etapa dos campeonatos Sul-Americano e Brasileiro da Fórmula Truck.

Para participar da brincadeira, além de seguir o meu perfil no Twitter, o participante tem de postar a seguinte frase, devidamente acompanhada do link e da hashtag indicados:

A temporada da @Formula_Truck começa neste domingo com o GP Petrobras, no @Velopark. http://kingo.to/10Db @lucmonteiro #PromoBLuc

Vou fazer o sorteio amanhã à noite. Um retuíte é suficiente, até porque, pelo que me consta, o site Sorteie.me, ferramenta que usamos para definir vencedores de promoções nesse formato, identifica como algo parecido com spam a postagem repetida por um mesmo usuário.

A programação do evento no Velopark está no site da Truck e a corrida de domingo, com largada às 13h05, terá transmissão ao vivo pela Band, em HD.

ATUALIZANDO EM 2 DE MARÇO, ÀS 8h56:
Como não fiz o sorteio ontem, como combinado, ele sai hoje. Já estão aqui comigo os três pares de ingressos e, detalhe que eu tinha esquecido: cada ingresso vem acompanhado de um boné bordado da Fórmula Truck alusivo ao patrocinador da etapa, no caso a Petrobras. O sorteio sai entre as cinco e as seis da tarde de hoje, sem falta.

Jaque e César levam prêmio vip da Truck

Dei trabalho aos amigos da internet na primeira PromoBLuc do ano, que valeu credenciais vip para o GP Petrobras, primeira etapa da temporada da Fórmula Truck, que vai movimentar o Velopark no fim de semana.

A brincadeira foi lançada quase duas semanas atrás, e dois dos participantes que respondessem corretamente a pelo menos oito das dez questões propostas concorreriam a pares de credenciais vip. Ocorre que só dois dos dezenas de participantes atingiram esse número. Jaque F. Lubianca e César Magalhães avançaram à segunda fase, cumprindo o número mínimo de acertos. Logo, dispensamos a segunda fase da promoção e os pares de credenciais são deles dois.

Na verdade, foram três e-mails classificados. Mas um deles, com nove acertos, foi do Aldo Pastore, que é da casa – é ninguém menos que o capitão da Cronomap, que presta serviços de cronometragem à Fórmula Truck. Participou da gincana por farra e, por motivos óbvios, abriu mão do prêmio. Ontem, quando terminou o prazo para participação, acrescentei lá mesmo, no post do dia 17 que propôs a brincadeira, as respostas corretas às dez questões, todas ambientadas nas dez últimas corridas de Fórmula Truck disputadas no Rio Grande do Sul.

Pela brincadeira proposta, outros três acertadores seriam contemplados com pares de ingressos de arquibancada para a corrida de domingo. Não houve mais acertadores. Quanto aos ingressos, pois, vou propor alguma outra coisa lá no Twitter, desta vez sem que ninguém precise pesquisar nada para concorrer.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Cascavel no Mundial

E foi o Rodrigo Mattar, em seu blog "A mil por hora", quem deu a notícia em primeira mão: Jaime Melo Júnior, piloto que saiu cá das bandas de Cascavel para fazer sucesso no automobilismo mundial, está confirmado no Mundial de Endurance.

Depois de cinco temporadas de vínculo com a Risi Competizione, pela qual priorizou desde 2007 a American Le Mans Series enquanto cumpria atuações esporádicas em competições europeias, "Negão" vai disputar o WEC pela Luxury Racing, conforme o próprio Mattar já havia arriscado num recente papo nosso.

É pilotando carros de corrida da Ferrari que Jaime, hoje com 31 anos, ganha a vida desde 2004 - em 2006, defendendo a italiana AF Corse, foi campeão do Mundial FIA, pela categoria GT2.

Aproveitando a dica que o próprio Rodrigo deu no blog dele, resgato aqui um dos momentos mais interessantes da longa carreira de Jaime nas pistas. Foi na volta final das 12 Horas de Sebring de 2007, primeira etapa da ALMS. Ele com a Ferrari da Risi, Jörg Bergmeister com o Porsche da Flying Lizard. Uma disputa frenética nos instantes decisivos. Vale ver:


Rodrigo Mattar é o jornalista que mais entende de endurance no mundo, disparado. Só não entende nada é de futebol.

Nelson, sem papas

O vídeo caiu na rede agora há pouco, pelo Twitter, chamou-se atenção para a aparência do então garoto Celso Miranda. "Faz um tempinho e alguns quilos", reconheceu o próprio Celso.

Entrevista de 1994, dada pelo Nelson Piquet ao "Roda Viva". Ouvir o Nelsão falando, por mais conhecido e batido que seja o enredo, é sempre uma aula de espontaneidade.


Abrindo o vídeo na página do YouTube, e está aqui, você encontra ícones para todas as partes da entrevista. Vale a pena.

A epopeia de Rubens

Aí que o Rubens Barrichello convocou uma entrevista coletiva para o fim da manhã de quinta-feira, em São Paulo. Não vou conseguir acompanhar, mesmo com as facilidades da nossa época, vou estar a caminho de Foz do Iguaçu pra de lá começar a minha jornada de corridas da nova temporada.

Todos sabem, é o que concluo, o que será anunciado na coletiva: seu acordo com a KV Racing Technology para disputar a temporada da Fórmula Indy, que começa daqui a quase quatro semanas na Flórida. Desde que foi surpreendido com a perda da vaga na Fórmula 1, há 43 dias, Rubens tratou de respirar fundo e aproveitar o que lhe surgisse à frente. A oportunidade de testes em Sebring e Sonoma com o novo carro da Indy foi costurada por seu amigo-de-fé-irmão-camarada Tony Kanaan, a história já foi contada, recontada e requentada um zilhão de vezes. Não sei se há mais testes agendados.

Rubens vai anunciar que corre o campeonato todo pela KV, é o que se sabe. Dá pra confiar? Apesar da certeza absoluta que qualquer cone de pista tem a respeito, tenho lá as minhas ressalvas. Beirando os 40, com a vida ganha, a família e a fama pra curtir, em que pese sua inegável paixão pelo automobilismo, não descarto que nosso ilustre corintiano tenha reservado uma surpresa para abrir – ou acabar com – o apetite de todos momentos antes do almoço de quinta. Caraminholas da minha cabeça, que fico alimentando por minha conta e risco com base em detalhes que só devem chamar a minha atenção e de mais ninguém.

Costumo ser sempre contra a corrente em vigor e, diante disso, arrisco meu pitaco pra não dividir o prêmio do bolão com mais ninguém: na coletiva de daqui a 50 horas, Rubens vai descrever a experiência que teve em seus testes com o carro do Tony, definindo-a como um dos momentos mais divertidos de sua carreira, frisar o clima bonachão da categoria, a receptividade de Jimmy Vasser e seus asseclas, falar das boas impressões que teve do carro, e que o mundo da Indy é bem diferente do da Fórmula 1, sem recitar méritos ou deméritos.

Mais, vai revelar que tinha, sim, um contrato em mãos pronto para ser assinado, reiterar que está à disposição da equipe para alguma eventualidade do futuro – tendência total à SP Indy 300, no fim de abril –, deixar no ar a possibilidade de correr as 500 Milhas de Indianápolis pela primeira vez e confirmar que não, não vai participar do campeonato. Foi bom enquanto durou, e tudo mais, mas fica pra próxima.

Às vezes acerto alguns palpites. Esse é um, sujeito aos teoremas do copo meio vazio e meio cheio. Anotem-no, pois.

Wacky Races

Dois momentos históricos na já bastante histórica edição de 2012 das 500 Milhas de Daytona da Nascar. Um, o acidente quase inacreditável do gorducho Juan Pablo Montoya, que tinha minha torcida embora estivesse bem mal na corrida - havia acabado de pôr quatro pneus novos quando bateu, a 40 voltas do término previsto. O acidente:


Outro, o tweet do piloto Brad Keselowski, postado às 21h59 locais, 23h59 de Brasília. "Fogo! A minha visão", escreveu o piloto, de dentro do carro, anexando à mensagem a foto aí de baixo.

É quase meia-noite e meia, a remoção do jet-dryer danificou o asfalto, a corrida não deve ser retomada - já foi adiada de domingo, por causa da chuva... - e a vitória, tudo indica, vai ficar com o azarão Dave Blaney.

ATUALIZANDO EM 28 DE FEVEREIRO, ÀS 9h29:
E não é que depois de eu ver o fim do "Homem Aranha 3" com o Luc Jr. e ir dormir a corrida foi retomada? Vitória de Matt Kenseth, a segunda dele, conforme o Felipe Giacomelli descreve no Grande Prêmio.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Mataram o portuga

Não é exatamente o que propõe a série "Mataram o portuga", mas ficou difícil até pensar num título pra postagem. Vai esse, na falta de outro melhor.

Pingou no Twitter agora há pouco. Não consigo, honestamente, identificar alguma verossimilhança nisso. Prefiro acreditar numa mal bolada piada de português.

Outra volta pelas obras

O Guinho Biberg engoliu praticamente sem mastigar a macarronada do almoço de ontem e correu para o autódromo de Cascavel, para mais uma volta pelas obras de lá.

Como o Corinthians já havia jogado no sábado e portanto não havia a necessidade de voltar correndo pra casa pra ver jogo, o Biberg aproveitou para vasculhar também os arredores da pista. Do material aí acima, algumas conclusões óbvias: a remoção dos milhões de metros cúbicos de terra, etapa que deve ser a mais simples e mais trabalhosa do processo todo, está bem adiantada; já dá para ter uma noção de como vai ficar o novo traçado na curva do S, a única para a qual o projeto prevê mudança, com o alargamento da pista contemplando o lado interno da segunda perna e tornando-a mais rápida; depois de ver dezenas de vezes o vídeo da volta que deu pelo canteiro de obras no início do mês, o Biberg percebeu que a filmagem fica bem melhor com a câmera fixa no painel do carro.

Nunca é demais lembrar que o prefeito Edgar Bueno prometeu entregar até 30 de junho o autódromo totalmente reformado. São Pedro, até agora, tem colaborado com o planejamento.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O layout da BMW

Simples e bonito, o layout dos carros da BMW para a temporada de 2012 do Campeonato Brasileiro de Gran-Turismo, que até 2011 atendia por Itaipava GT Brasil. Falei disso aqui no BLuc um mês atrás. O blog do Nei Tessari traz um pouco mais sobre o assunto.

O campeonato vai começar em Interlagos, nos dias 17 e 18 de março.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Aloysio na rede

E o Aloysio Ludwig Neto, enquanto dá um tempo com as competições e mantém a forma com sessões semanais de kart, resolve entrar para o time dos blogueiros.

Ele me passou o link agora há pouco só para contar a novidade, para mostrar, mesmo. Disse que está no ar em caráter experimental, mas não vejo problema nenhum em compartilhar com quem passa por aqui - está lá, por exemplo, o flagrante do dia em que ele ficou com a alavanca de câmbio na mão na hora da largada. Está aqui o blog do cara, que é piloto dos bons e parceiro dos melhores.

Quem tem algum tipo de contato com o automobilismo do Paraná sabe que Aloysio é o cara quando se trata de pilotar. E quem o define como ex-piloto pode... Bem, deixemos que ele próprio conte as histórias do passado e do futuro lá no novo espaço.

Carreras

"Carreras" é o nome do filme que está sendo rodado em Cascavel pela Tigre Produções. Parte da história é ambientada na "Cascavel de Ouro". Carros novos e antigos foram reunidos pela Salete Machado e pelo Talício Sirino para as tomadas no autódromo de Cascavel - foram os últimos carros na pista antes do fechamento para reforma.

A RPC, afiliada da Globo pelas bandas de cá, veiculou no "Paraná TV" essa matéria aqui, feita pela Priscila Luparelli, falando um pouquinho do filme.

Talício e Salete, apaixonados pelo cinema, foram os responsáveis por vários outros longas, casos de "Acerto final", "Conexão Brasil" e "Conexão Japão". E sou testemunha que "Carreras" - que deverá ser lançado no início do segundo semestre - tem, por trás das lentes, atuação do fotógrafo Sérgio Sanderson, outro apaixonado pela sétima arte.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Nossas modas

Não é porque a Juli foi animar os bailões de carnaval do interior paulista que o Luc ficou sem parceiros de cantoria. Bem pelo contrário.

Uns galetos e linguicinhas na churrasqueira, umas cervejas na geladeira, dois violões e bons amigos, a combinação perfeita pra uma véspera de feriado.

Sobretudo quando todos os amigos em questão são músicos. Aí estamos o André, eu, o João Ramirez (que eu não conhecia), o Flávio Aquino e o Wagner. Em se tratando de música, o mais bobo da turma era eu, claro.

Pra um time tão ligado ao estilo sertanejo, foi uma delícia fechar a noite contabilizando, durante a festa, músicas de Paul, Elvis, U2, Chico, Tom, Vinícius, Gessinger. Além, é claro, das boas modas sertanejas, algumas do tradicionalismo gaúcho e uma seleção com pérolas antigas de Zezé & Luciano.

A próxima cantoria já está marcada, vai ser sábado à noite. Essas ocasiões são aprazíveis demais pra tanta esporadicidade.

Canteiro de obras

Ontem, diante da falta do que fazer numa época em que brasileiros de verdade caem na folia cagando e andando para a realidade, brinquei com os internautas e abri um debate sobre tudo e sobre nada pela internet, é o que chamam de Twitcam. Durou uma hora e meia.

É claro que, entre os vários assuntos que abordamos, fui questionado sobre o andamento dos trabalhos de reforma no autódromo de Cascavel. Portanto, aos interessados no assunto, está no portal da CATVE a matéria feita pelo Celso Romankiv no canteiro de obras, veiculada na programação de hoje.

Quanto ao Carnaval, que escancara a pobreza de espírito do povo de nosso ilustre país de merda, é um alívio que esteja terminando. Em Portugal, o modo de pensar é um pouco diferente. Fica fácil perceber qual é o povo burro nesse comparativo colonizadores x colônia.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A festa do Carnapraia

Já contei aqui que minha solteirice carnavalesca deve-se ao fato da banda Rochel ter sido contratada para a festa do "Carnapraia 2012" em Salto Grande, e é sabido que a Juli, ilustríssima patroa, é a cantora da banda.

O pessoal viajou pra lá animadaço na sexta-feira de madrugada. A previsão que eles tinham era de tocar, durante o Carnaval todo, para algo em torno de 25 mil pessoas. Aí que ontem a Juli ligou pra cá pra lá de animada. Só a primeira noite da festa, segundo estimou a Prefeitura de Salto Grande, já superou essa estimativa.


A rádio Sela de Ouro, que é parceira do evento, postou ontem esse vídeo com alguns momentos da festa. Também há esse outro vídeo com mais alguns momentos de uma das primeiras noites.

Ontem foi dia de jornada dupla para a Rochel, com matinê e baile. Parece que amanhã vai ser assim, também. Hoje é dia de descanso para o terceiro bailão deles, e pelo que a Juli acabou de me contar a noite mais forte da festa, que é bem tradicional por aquelas bandas, é a de segunda-feira.

Estou começando a me arrepender de ter recusado o convite de ir pra lá junto com a banda.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Living & learning

Se você faz parte da maioria que não entende picas em inglês, seus problemas acabaram. Chegou o mais moderno e revolucionário método de se preparar para uma canja em inglês nos videokês da vida com um índice reduzido de vergonha alheia.

A aula é rápida e prática, conforme você confere a seguir.


Isso se assemelha um pouco com o idioma luquês, que criei há pouco tempo e é bem mais elaborado que as versões da música da Whitney Houston jogadas na internet na semana passada. Em luquês, por exemplo, o nome da cantora seria Uineirríuston.

Festival de bobagens à parte, é sempre bom desopilar ao som de Red Hot Chilli Peppers. "Other side", ao vivo.

Túnel do tempo

Era até óbvio demais, muito fácil, mas é fato que eu nunca tinha ido atrás de colocar no computador os jogos aos quais despendia tardes e noites, na infância, na frente de um Atari. Na verdade, perceba-se aqui uma mentira minha para tentar entrar na moda de 25 ou 30 anos atrás, já que o meu videogame era um Daktar II, que meu pai comprou já usado, veio acompanhado de dois cartuchos de jogos.

Enfim, tentei na última semana. Nem sei qual foi a pentelhação virtual que não consegui baixar direito e desisti. Até que agora há pouco apareceram aqui em casa a Dani e o Claudir, cunhada e seu marido, ele um cara que resolve qualquer coisa em se tratando de hardware ou software. Em poucos segundos na frente do computador, estávamos jogando Enduro.

Faltava no laptop um aplicativo, ou qualquer coisa do gênero. Não falta mais e a vida ficou mais alegre com os melhores jogos eletrônicos que já inventaram. Estão nesse site aqui, a quem possa interessar. Dos meus preferidos de décadas atrás também achei ali o River Raid e o o Pitfall.

Agora é que não me sobrar mais tempo pra nada, mesmo.

Luc Parade

Devo ter assistido a mais de uma centena de apresentações musicais no YouTube durante o sábado. De Roberto a Raul, de Pimpinela a Sinatra, de Wilson & Soraia a Victor & Léo.

Nada, nada toca mais a alma do que, hã, Elvis em estado puro.


A postagem no YouTube indica que esse momento seria do último show de Elvis e faz menção a um tal Club Beatlemaniaco de El Salvador. Sei lá. Ao que sei, o último show aconteceu em Indianápolis.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

E esses, Jesus salva?

Print que acabo de tirar do Facebook, já que hoje, excepcionalmente, resolvi dar uma bisbilhotada no meu perfil lá. Se não der para ler, é só clicar na foto que ela amplia.

Não sei quem é a Josi Michalischen, mas o que ela expressou em seu comentário diz praticamente tudo.

Os pseudo-pastores que vivem à custa da ingênua fé, no meu mundo ideal, dividiriam a fila da cadeira elétrica com os mandatários larápios, que são maioria absoluta. Há apenas uma diferença entre eles: os da política metem a mão no jarro à revelia de quem paga a conta, os das igrejas só-o-seu-dinheiro-é-meu usam do que definem como esperteza e a eles os coitados entregam seus trocados acreditando nalgo prometido.

Calhordas, todos eles.

Entrincheirado

À chegada em casa, percebo que estou entrincheirado. Quase literalmente.

Retiro a placa que interdita o portão de entrada, estaciono o carro e pergunto ao operário que cava uma valeta se é pedir muito querer saber o que está acontecendo ali. Cortês, ele me explica a necessidade de manutenção na rede de abastecimento, algumas casas da vizinhança estão sem água e uma ligação tem de ser feita a partir dos tubos que minha grama – já candidata a mato – cobre. Também ficamos com pouca água por aqui dias atrás, a Juli até imaginou que eu não tivesse quitado a fatura da Sanepar. A fama de caloteiro, que não tenho, chegou aos ouvidos dela.

Dou-me por satisfeito com a explicação e recolho-me aos meus sacros aposentos, para bem aproveitar a paz que a tarde escolar do Luc Jr. confere ao lar. Sossego que dura pouco, até começar a tremer tudo. Como a tradição sísmica de Cascavel é quase nula, corro lá fora temeroso quanto ao que possa encontrar. E um, hã, veículo um tanto maior que os de hábito está arrebentando a calçada do passeio. O sistema é bruto, diria um parceiro cantor.

Construtora CIM é a empresa que faz o trabalho, com um “a serviço da Sanepar” adesivado no carro. Disparei dois ou três telefonemas e auscultei (manjam “auscultar”?) que estão acontecendo reparos assim em vários pontos da cidade, e que algum tempo depois a própria companhia, ou uma terceirizada dela, trata de consertar o que tenha sido danificado.

Que seja, pois. Assim, meu único trabalho vai ser explicar pra Juli, quando ela voltar de viagem, os porquês da bagunça feita lá fora. Aqui dentro, conforme ela determinou, Luc Jr. e eu estamos tratando de deixar tudo nos trinques.

Luto nas pistas

Foi logo depois de começar o Sul-Americano de Fórmula 3 do ano passado - as primeiras etapas aconteceram em março, no Velopark - que o SporTV contou a história do piloto João Leme, que exercia a superação no automobilismo depois de ter vencido o câncer. A matéria produzida pela Érica Hideshima e pelo Paulo Pereira é essa aqui.


João tinha 19 anos e corria pela Hitech Racing, Hoje, pelo Twitter, leio comentários lamentando sua morte. O câncer voltou em ataque fatal.

João tinha um perfil modesto no Twitter, onde me chamou atenção a mensagem que postou no campo da bio: "Sim, Deus. Tome tudo de mim. O Senhor criou isso. E morreu para salvar tudo isso. O Senhor levará tudo, senhor. É tudo Seu, do último suspiro à última gota de sangue".

Uma entrega, enfim.

Credenciais vip da Truck à gauchada

Última largada do ano passado, em Brasília: temporada 2012 começa no Velopark

Então que daqui a duas semanas teremos a abertura da Fórmula Truck, corrida no Velopark valendo tanto pelo campeonato Brasileiro quanto pelo Sul-Americano. Neste ano, a categoria experimenta um novo formato em seu sistema de ter dois títulos em disputa. Serão dez corridas, todas valendo pelo campeonato nacional. E quatro delas, devidamente selecionadas, vão formar a pontuação paralela que vai definir o terceiro campeão continental – Roberval Andrade e Felipe Giaffone foram os dois primeiros.

Pormenores que estão devidamente explicados lá no site da Truck. Aqui, por ora, o que interessa é a primeira brincadeira internética do ano valendo algum mimo aos fãs do automobilismo. Neste caso específico, o público gaúcho, tão fanático que é pelas corridas e mais que merecedor da existência de quatro autódromos em seu estado.

E é mais ou menos por esse contexto que vai rolar a primeira PromoBLuc do ano. A Truck teve, de 1996 até agora, qualquer coisa em torno de 40 corridas em pistas gaúchas. Não fui atrás de estatísticas mais fiéis quanto a isso, podem ter sido mais de 50. Enfim, para efeito da brincadeira de agora, vamos considerar os dez últimos eventos da categoria no Rio Grande do Sul.

Primeiro, o prêmio: dois dos vencedores receberão, cada um, um par de credenciais para acompanhar do camarote vip da Fórmula Truck a corrida de 4 de março no Velopark; outros três participantes serão contemplados, cada um, com um par de ingressos de arquibancada. Teremos cinco vencedores, portanto, e de novo minha genialidade matemática impressiona as massas.

Credenciais e ingressos que vão exigir um pouquinho de pesquisa por parte da gauchada. Aí abaixo há dez perguntas sobre as dez últimas corridas gaúchas da Truck. O primeiro passo da brincadeira será enviar as respostas a todas elas por e-mail para o endereço PromoBLuc@gmail.com – nada tão difícil, uma consulta rápida ao site da Cronomap resolve a vida de qualquer um que não tenha uma memória tão privilegiada quanto a do Paulo Lava. Vou considerar apenas o primeiro e-mail de cada participante e, como sou deveras benevolente, tolerarei duas respostas erradas por inscrição – mais que isso, exclusão sumária da promoção.

O prazo para envio das respostas vai terminar no dia 28 de fevereiro, às 18h, horário de Brasília. Todos os participantes que atingirem os oito acertos exigidos serão instruídos por e-mail e pelo Twitter para o segundo passo da promoção, que vai rolar nos dois dias seguintes pelo meu perfil tuítico – portanto, se você quer participar da brincadeira e ainda não está no time dos tuiteiros, trate de criar uma conta lá e me seguir, para poder receber a DM que será a chave do nosso resultado final.

Lembrando sempre que o contexto das perguntas engloba apenas as dez últimas corridas que a Truck realizou no Rio Grande do Sul, vamos a elas:

ATUALIZANDO EM 28 DE FEVEREIRO, ÀS 18H00:
O prazo para participação acabou de acabar (adoro esse trocadilho). Então, já aplico aqui, em negrito, as respostas às 10 perguntas, com o detalhamento de cada uma, que não foi pedido. Novidades amanhã - por ora, só adianto que nenhum participante conseguiu os 10 acertos.

1) Qual foi a única etapa que teve pole-position, volta mais rápida e vitória conquistadas pelo mesmo piloto?
R.: Tarumã/2007, com Leandro Totti

2) Quantas etapas tiveram nomes diferentes conquistando poles, vitórias e voltas mais rápidas?
R.: Três (Guaporé/2008, Santa Cruz do Sul/2011 e Guaporé/2011)

3) Quantos pilotos conquistaram pole-positions?
R.: Sete (Wellington Cirino, Leandro Totti, Renato Martins, Felipe Giaffone, Roberval Andrade, Beto Monteiro e Diumar Bueno)

4) Quantos pilotos conquistaram vitórias?
R.: Sete (Djalma Fogaça, Leandro Totti, Beto Monteiro, Geraldo Piquet, Felipe Giaffone, Roberval Andrade e Valmir Benavides)

5) Quantos pilotos estabeleceram voltas mais rápidas em corridas?
R.: Seis (Djalma Fogaça, Leandro Totti, Fred Marinelli, Felipe Giaffone, Renato Martins e Roberval Andrade)

6) Quantos pilotos estiveram no pódio apenas uma vez?
R.: Seis (Adalberto Jardim, Vinicius Ramires, Débora Rodrigues, José Maria Reis, Leandro Reis e Pedro Muffato)

7) Quantas marcas de caminhões apareceram na pole-position?
Seis / todas as inscritas (Mercedes-Benz, Ford, Scania, Volkswagen, Iveco e Volvo)

8) Quantas corridas tiveram o piloto vencedor conquistando o título brasileiro no ano de sua realização?
Duas (Guaporé/2009 e Santa Cruz do Sul/2011)

9) Quem foram os recordistas de aparições no pódio?
Felipe Giaffone e Roberval Andrade, com sete pódios
(Giaffone foi 1º em Guaporé/2009, Guaporé/2010 e Santa Cruz do Sul/2011, 2º em Tarumã/2008 e Guaporé/2011, 4º em Santa Cruz do Sul/2009 e 5º em Tarumã/2007; Andrade foi 1º em Santa Cruz do Sul/2009, 2º em Tarumã/2007, 3º em Guaporé/2008, Tarumã/2008 e Guaporé/2009, 4º em Tarumã/2006 e Santa Cruz do Sul/2011)


10) Quantos pilotos apareceram no pódio ao menos uma vez?
Dezesseis (Roberval Andrade, Valmir Benavides, Wellington Cirino, Danilo Dirani, Djalma Fogaça, Felipe Giaffone, Adalberto Jardim, Renato Martins, Beto Monteiro, Pedro Muffato, Geraldo Piquet, Vinicius Ramires, José Maria Reis, Leandro Reis, Débora Rodrigues e Leandro Totti)

Feriadão de Carnaval dá tempo de sobra aos que quiserem pesquisar. Os bons de chute, menos favoritos, são bem-vindos, também. Com exceção da resposta à nona pergunta, que pede nomes, só os números bastam, ficando a inteiro critério dos participantes nominar pilotos ou marcas.

Voltamos ao assunto no dia 28, com a segunda etapa da promoção para os participantes que perfizerem o número mínimo de acertos. As credenciais serão entregues no fim de semana da corrida, isso eu combino sem maiores dificuldades com os cinco contemplados.

Beto Monteiro obteve no Velopark, em 2010, a primeira vitória da Iveco na Truck

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Luc Parade

Quando a Juli e eu assumimos um namorico, e isso tem já seus quase nove anos, "Do seu lado" era a nossa música. Não foi escolhida ou pesquisada pra isso. Apenas era.


Ela há de concordar que precisamos de uma nova trilha sonora, essa já não se encaixa tão bem. Pode até ser do Jota Quest, mesmo, gosto do som desses caras. Ou do Roupa Nova, sei lá.

Magáiver

Não é porque queimou o monitor que vamos jogar fora o notebook velho de guerra, companheiro de tantas jornadas, e tantos clichês mais. Um cabinho aqui, uma adaptação ali, e está pronta uma traquitana perfeita pro Luc Jr. aproveitar os CDs interativos e de joguinhos que ganhou no ano passado.

Homenagem nossa ao não-sei-quem-Anderson, ator que interpretava o Angus McGyver e que arrumou um bico como arroz-de-festa no Brasil. Está velho pacas, aliás, o McGyver. Magáiver, que é mais fácil. Ninguém escreve isso do jeito certo, mesmo.

Sim, o cara da vez

Tenho o costume pouco recomendável de requentar algumas coisas aqui no blog. Não que faça isso diuturnamente, mas é algo que escancara a falta de assunto que me é característica. Requentar a mesma coisa duas vezes, então, é pedir pra tirar o blog do ar.

Mas não vou a tanto. E o momento justifica, também. Foi o parceiro Betto D'Elboux, que mês passado voltou à sua mesa na redação da revista Racing, em seu perfil no Facebook, quem deu o toque hoje cedo - bem cedo, aliás, eram mais ou menos seis da manhã. Uma matéria que fiz para outra revista, a Cockpit, sobre o futuro promissor de Felipe Nasr, que ontem teve sua ida para a GP2 anunciada com repercutida pompa no "Jornal Nacional".

Eu já havia republicado a entrevista no blog quase seis meses atrás, quando o mesmo "JN" deu bom destaque ao título de Felipe na Fórmula 3 inglesa. Aos que não leram e aos que dispõem-se a ler de novo, a matéria da Cockpit está nesse post aqui. Ou, ainda, na edição digital da Cockpit, entre as páginas 44 e 47.

Fico só imaginando o sorrisão do Samir a essa altura. Vou ligar pra ele, aliás.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Bem que Fausto avisou

Demonstração de, hã, habilidades ao volante na rua, com guard-rails humanos. Isso tem tudo pra dar errado, alertaria o Faustão.

A imagem aí de cima é uma foto, não adianta ficar clicando na setinha do player. Caso queira ver o vídeo, que tem imagens bem fortes, ele está no blog do Flavio Gomes, que tem se tornado sério candidato ao Top Fashion Internet Sport.

A respeito do acidente, como sempre, nada a acrescentar ao que o guru escreveu.

Jornalista sofre


São os sobressaltos do jornalismo para os quais a faculdade não prepara ninguém.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Encantadores de vidas

"Encantadores de vidas". É esse o título do livro de Eduardo Moreira que será lançado daqui a dois meses, com o selo da editora Civilização Brasileira.

O professor e preparador físico Nuno Cobra e o treinador de cavalos Monty Roberts são as guias do roteiro. O book trailer está circulando já há algum tempo pelas redes sociais:


Parte da renda da venda de "Encantadores de vidas" será destinada ao IBK, instituto filantrópico mantido pelos pilotos Tony Kanaan e Rubens Barrichello.

Sete vidas


O vídeo foi divulgado no site do Extra. Um erro de cálculo e o participante do rali acabou atropelando dois homens. Que têm mais sorte que juízo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Rochel em Salto Grande

Aí que ontem demos um pulinho lá no Clube Olímpico, onde a atração da noite era o show da boa dupla Everton & Alex. E aí está o flagrante da Juli fazendo uma participação no repertório da rapaziada.

Nada de novidade, enfim. Como já contei aqui outro dia, desde o ano passado ela está no time da banda Rochel. É o time encarregado da animação nas festas do "Carnapraia", o carnaval de Salto Grande, cidade do interior paulista, com quatro noites de boa música. Esse vídeo aqui mostra um pouquinho de como foi a festa no ano passado.

Agora, por exemplo, estão todos lá, na sala de ensaios, preparando repertório e coreografias.

Trote acadêmico

"Moço, uma moedinha?".

"Hoje, não".

Nem hoje, nem nunca. Não foi de uma criança faminta que acabei de ouvir o pedido, mas de duas calouras, como dizem, que acabam de ser aprovadas em algum curso de alguma faculdade, não me dei ao trabalho de perguntar quais, e que foram postas na rua, cobertas de lama, a pedir trocados para pagar a cervejada dos veteranos, como também dizem.

Exceção feita a ações bem sacadas que envolvem campanhas por doação de sangue, arrecadação de donativos para instituições assistenciais e benevolências do gênero, vejo no trote universitário uma das práticas mais imbecis que já se ousou implantar.

Parece-me até que tenha sido definida como crime, é só uma impressão, o que não muda absolutamente nada, visto que nesse nosso país de merda caga-se e anda-se para o que fizeram constar da Constituição.

Se estudantes sujeitam-se a tal, é problema inteiramente deles. Os universitários de hoje, com raras exceções, veem nas faculdades nada mais que botecos com alto índice de frequência - e não há como não ligar a constatação à minha absoluta repulsa à obrigatoriedade que o jornalismo tenta implantar ao porte do diploma universitário.

Cada um faz o que quer de sua trajetória acadêmica, é lógico. Mas não com as minhas moedinhas.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Outra volta, outra obra

O Guinho Biberg fez escola quando filmou, dias atrás, uma volta pelo traçado e pelas obras no autódromo de Cascavel, tentando mostrar ao máximo o que se está fazendo por lá.

Hoje à tarde foi o André Pedralli, que é um dos sei-lá-quantos cascavelenses campeões brasileiros de kart, que esteve no Kartódromo Delci Damian, também em obras, e filmou uma volta pelo traçado de um quilômetro. Coincidência pura, já que só vi a indicação do vídeo agora, chegando em casa depois de um roteiro que incluiu uma passagem por frente do kartódromo e uma parada para fazer umas fotos, que como se vê saíram bem mequetrefes.

Dei uma olhada nas obras, que começaram ainda no ano passado, lá de fora, mesmo, sem entrar. Me chamou atenção o atalho que se está construindo da saída da curva da Ferradura até a nona curva da pista, a que dá acesso ao miolo de baixa velocidade, a sequência de esses que antecede a reta dos boxes.

Essa parte que entendi como sendo um novo trecho da pista, e que vai encurtar bastante o traçado, aparece aos 35s e a 1min15s do vídeo que o André fez, esse que está aí abaixo.



Dá para ver que, dentre várias outras melhorias e adequações, o traçado todo está sendo alargado, coisa de um metro ou um pouco mais. Como eu disse, olhei de fora do alambrado, e mesmo se tivesse entrado a imprecisão seria mantida, já que não ando com fitas métricas no bolso. Também removeu-se bastante terra dos barrancos ao lado do kartódromo, é de se imaginar que aquele espaço poderá ser tornar algo como arquibancadas naturais.

É sabido que o kartódromo de Cascavel vai receber neste ano uma das etapas do Sul-Brasileiro de Kart, parece-me que a segunda. E há muito mais gente, além de quem promove e/ou disputa o Sul-Brasileiro, de olho no resultado dessa reforma. Eu, inclusive.

Agora, com a licença dos senhores, vou voltar ao que estava fazendo - vendo a nona etapa do Sul-Americano de Fórmula 2 de 1986, disputada no autódromo daqui. O Fred Sabino fez menção a essa corrida hoje, no Twitter, fui buscar aqui mesmo no blog a postagem da transmissão da TV Tarobá e acabei acionando o vídeo. Se quer assistir a uma corrida de verdade, o vídeo está aqui e tem duração de 67 minutos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Viver a vida

Foi no Cascavel News que li, agora há pouco, que Miguel Beux deixou a presidência do Automóvel Clube de Cascavel. Até que o Município tome conta da situação de uma vez por todas, é isso que imagino que vá acontecer, o comando do barco do ACC volta às mãos do incansável Juraci Massoni.

Beux passou os últimos dois ou três anos matando no peito os problemas do autódromo. Nenhuma façanha inédita; o próximo Massoni já tinha feito isso em vários mandatos, bem como o Caio Carvalho, o Dinho Tasca, o Pedro Litron, o Paulo Mion, só para citar os que acompanhei em 20 anos tentando entrar nesse negócio chamado automobilismo.

Enfim, foi Miguel Beux quem costurou com o prefeito Edgar Bueno o acordo que resultou no repasse do autódromo ao Município. Acordo feito, todo um estardalhaço espontâneo formado em torno do advento do "novo" autódromo, Miguel de alma lavada por ter conseguido preservar o legado deixado por seu pai, Zilmar Beux, que foi o mais significativo dos pioneiros da causa. Foi Zilmar, trocando em miúdos, quem fez o autódromo.

Missão cumprida. Quem conversou com Miguel há pouco foi Aloysio Ludwig Neto, amigo em comum, parceiro de Miguel nos tempos de pilotagem. "Ele está bem resolvido com isso, me falou que já fez o que tinha de fazer e agora é com os outros", narrou Aloysio, por telefone. Bom, isso, muito bom. Já disse ao Miguel algumas vezes que ele envelheceria décadas por ano se continuasse dando sangue à causa. Já deu bastante.

Ponho um dedo a corte se Miguel der as costas ao automobilismo. Não conseguiria, mesmo que quisesse. Agora poderá dedicar seu tempo aos entes, a seu Avallone, à vida, talvez veja-se em débito com esses itens.

Miguel está longe de ser unanimidade. Mas faz por merecer o agradecimento de cada pessoa que se diz parte do que definem por aí como "comunidade automobilística de Cascavel".

Sertanejão na veia

E como a moda por aqui tem sido abrir exceções, um “Sertanejão na veia” em dose dupla. Começa com “Dia de visita”, moda de viola das mais tocantes, que marcou a carreira de João Paulo & Daniel.


O enredo de teve sequência com “Olhos claros”. O vídeo é do mesmo show, gravado em 1995 em Brotas. Pra essa, a dupla teve a participação do violeiro João Mulato.


Essas duas modas, como eu costumo dizer, são boas para escutar e também para ouvir.

Luc Parade

E tem coisa melhor que começar uma sexta-feira ao som dos Feevers? Vai lá, atendendo a incontáveis e contundentes pedidos.


“Vem me ajudar”, claro, é uma versão muitíssimo bem sacada de “Get me some help”, do Tony Ronald. Alguém aqui já tinha ouvido falar em Tony Ronald?

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pilotos-propaganda: Tony Kanaan

Já está no ar a nova campanha do TNT Energy Drink, que tem o Tony Kanaan como garoto-propaganda. Aos que ainda não viram, o comercial é esse aqui.


Vá lá que comerciais de TV não sejam propriamente uma novidade para o midiático baiano. Está credenciado, portanto, à sequência da série aqui do blog, que já teve Nelson Piquet, Rubens Barrichello, Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi e Barrichello de novo.

Um comercial clássico de Tony foi feito uns 13 anos atrás, para a Honda.


A IZOD, grife americana que batiza o campeonato da Indy, também dá trabalho aos pilotos com a gravação de comerciais. Produção é o que não falta aos filmetes, como nesse aqui, que deve ser de 2008.


Antes mesmo da chegada da IZOD à categoria, Tony foi requisitado para alguns vídeos promocionais da IndyCar. Esse aqui explora sua dedicação ao triatlo.


Tem outro, bem recente, que vale inclusive como dica aos que curtem um concurso cultural. A mim, acabou servindo como alerta de perigo, já que não dou as caras no curso de inglês há eras. Como não estudo no instituto parceiro do Tony, não vou xeretear no box dele em Indianápolis, acho.


Tony também já posou como comilão no VT de 15 segundos dos chocolates Reese’s, em que contracenou com Kevin Harvick, piloto da Nascar.


O material preparado pela Band para promoção da Indy no Brasil, claro, sempre tem a participação de Tony. São várias peças – nessa aqui, de 2006, aparecem também Helio Castroneves, Vitor Meira e Felipe Giaffone, com quem aliás falei por uns 20 minutos agora há pouco.


E como não basta ser brasileiro, mas também tem de participar, lá estava o Tony, em 2009, trabalhando na promoção das ações comerciais interncionais da ApexBrasil para o público norte-americano.


Bem, material com a participação de Tony Kanaan é o que não falta na internet. Aliás, vou até sair um pouquinho da lógica da nossa série aqui para deixar aqui a indicação de uma descontraída entrevista do baiano ao Celso Miranda, então na TV Cultura, em 1995. Foi Barrichello quem tratou de quebrar o gelo do bate-papo.

Luc Parade

Está aí a Patrícia Marx, que na nossa infância, a dela e a minha, integrava a dupla Patrícia & Luciano, que não era eu, e a dupla depois virou Trem da Alegria, e o trem descarrilou e o Juninho Bill virou jogador de futebol, e o Luciano virou roqueiro, pra depois virar cantor sertanejo, pra depois se virar nos 30. E a Patrícia virou uma gatinha de voz gostosa, forte e afinada.

“Sonho de amor”, que alguma dupla sertaneja gravou no ano passado, foi o hit da fase pop-teen de Patrícia, que hoje tem 37 anos – o tempo passa! – e canta jazz.


Não lembro desse show em Cascavel, que o Fausto anuncia logo no início do vídeo. Nunca fui propriamente um fã de Patrícia Marx, mas, em 1990, seguramente eu teria ido. Afinal, naquela época, eu havia acabado de passar uns sete ou oito meses trabalhando, digamos assim, por causa dessa música. Uma história que terminou uns 11 anos atrás, no banco Finasa.

Mais que mil palavras

Quem deu a dica, lá no Twitter, foi o nasocarioca Fábio Seixas, que apontou o "Extra" como autor da melhor primeira página da quinta-feira. Somos obrigados a concordar.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Uma volta pelas obras

O piloto (ou ex-piloto?) Guinho Biberg, candidato a cobrador mais chato das Américas, foi quem fez o vídeo, agora à tarde, no canteiro de obras do autódromo de Cascavel. Dá para ter uma noção de a quantas anda o trabalho para a reforma efetiva do lugar.

A volta do Guinho deu-se em torno de 4min35s. "Peguei tráfego", tentou justificar, depois, quando acionou-me via MSN na vã tentativa receber seus miseráveis cobres.



Confesso, sem qualquer frescura e sem uso de figura de linguagem, que me comoveu observar, nos segundos finais do vídeo, que os boxes do autódromo já vieram abaixo. Aquelas estruturas simplórias emolduraram boa parte da história de cada um de nós lá no autódromo. Era, de fato, uma arquitetura das mais modestas, como mostra a foto de 1998, eu parado nos boxes durante um treino do Paranaense de Endurance.

É por uma boa causa, ao menos.

Raças superiores

Cheira a lenda urbana e circula pela internet. Eu acredito, enfim.

Um ex-cão de rua, resgatado há tempos em uma praça e levado para uma casa, resgatou de uma lixeira na mesma praça, um a um, seis gatos filhotes ali deixados presos numa caixa de papelão. E levou-os, um a um, para casa.

A mensagem que circula teria origem em Piracicaba, pede contribuições para procedimentos veterinários e disponibiliza para contato o endereço de e-mail jb.camila@gmail.com. Não contatei ninguém pra saber se é isso mesmo.

De qualquer forma, casos como o do viralata Banzé e dos gatinhos servem para alertar os tontos que ainda veem a raça humana como superior às demais.

Luc Parade

Repito o que disse na semana passada: quem faz e canta músicas como as que o Wando fez e cantou é imortal e ponto final.


Aliás, achei bem pertinente a observação feita pela repórter do Jornal Hoje, acho que Larissa Machado é o nome: "O homem que pensava com o coração não prestou atenção ao dele".

Baixo na pauta

Mesmo para os que conhecem a história de cabo a rabo, vale a pena ler a matéria sobre Roberto Pupo Moreno que o Allkart.net publicou. Quem indicou o link, lá no Twitter, foi o Renan do Couto, autor do material.

Moreno, no fim de 2011, emprestou a experiência dele ao Itaipava GT Brasil, atuando como comentarista na transmissão das etapas do Velopark e de Interlagos para o Speed Channel e a Band. Deve correr na categoria em 2012.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

MMA, o miserável mundo animal

O járbico Ronei Rech me mandou o link desse pitoresco combate, perguntando como seria a narração para a televisão.


Uma sugestão tosca seria "Michigan Jay Frog estuda o ataque de Golden Snake, ele vai mostrando que essa história de sapo mordido por cobra ter medo de linguiça é lenda, o movimento de colUUUNAA E O BOTEEEEE! Mesclando judô e jiu-jitsu! Um, dois, três, direita, direita, direita, acabooooou!".

Vocês sugeririam algo diferente?

Luc Parade

Brincaram com o trecho de uma música antiga agora há pouco, no Twitter, e se o assunto são músicas antigas há que se lembrar do Clube do Bolinha.

Onde uma vez se apresentou um maluco vestindo um terno que, do lado de lá, era vestido, e a cada trecho da música ele virava um perfil para a câmera, como que contracenando consigo mesmo. E a música era "Olvidame e pega la vuelta", do Pìmpinela, casal de argentinos que fez muito sucesso nos anos 80 com músicas de rádio AM.


O Pimpinela também gravou essa música em português. Reza a lenda que fazem shows até hoje, Joaquín e Lucía. Alguém sabe?

ATUALIZANDO EM 18 DE FEVEREIRO, ÀS 17h16:
O vídeo que postei no início do mês era esse aqui. Por algum motivo, passado algum tempo, deixou de executar pelo blog, exigindo consulta diretamente ao YouTube. Joaquín Galan e Lucía Galan fazem, sim, shows até hoje. E não formam propriamente um casal - são irmãos.

Cascavel e a Stock Car

E pinga no e-mail, pra usar um termo do guru Flavio Gomes, um press-release da Vicar, promotora da Stock Car e de suas categorias de suporte, repercutindo a vinda de Carlos Col a Cascavel no último sábado.

No comunicado, a empresa reitera sua pré-disposição de devolver a Stock a Cascavel, "mas só quando o autódromo estiver totalmente dentro dos padrões de segurança exigidos para a boa prática do esporte", segundo a declaração do promotor.

O tom da manifestação vicariana é o mesmo - não haveria por que ser diferente, afinal - da entrevista que fiz com Col no sábado de manhã. Tudo leva a crer que a volta da categoria à cidade esteja bem próxima - a última corrida da Stock Car aqui aconteceu em 1991.

A foto lá de cima, única que consegui achar na internet de alguma ocorrência stockística em Cascavel, mostra a equipe do Giba, o grande Giba, que tinha Ingo Hoffmann e Ângelo Giombelli, esse prata-da-casa, como pilotos. Tudo indica que tenha sido produzida durante um dos vários treinos que os dois faziam por aqui. Ingo e Ângelo, em dupla, conquistaram três campeonatos da categoria no início dos anos 90.

ATUALIZANDO EM 19 DE JULHO, ÀS 14h04:
Seria muito mais prático simplesmente corrigir o post, mas não custa reparar devidamente um erro. Segundo informam tuiticamente o Jorge Guirado e o Rodrigo Mattar, a última corrida da Stock Car em Cascavel aconteceu em 1992. "Coruja venceu a última em setembro de 92", escreveu o Jorjão, identificando pelo apelido o piloto paulista Roberto Amaral.

Senna, por Parilla

Aos fãs de Ayrton Senna, é um material de garimpo a entrevista com Angelo Parilla que o Kart Online publicou anteontem. Angelo foi guru e chefe de equipe de Ayrton nos tempos de kart na Europa.

O vídeo tem meia hora e é também um excelente exercício para quem está aprendendo inglês e precisa praticar. Italianos falando inglês sempre são uma ótima opção para um listening.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

No cockpit dos outros é refresco

Quem indicou o vídeo, hoje cedo pelo Twitter, foi o Fábio Seixas. Sabia que o naso-santista fosse repicá-lo no "F-1 sem mimimi" do blog dele, que está fechado para férias coletivas, e por isso não repicou nada.

As imagens são do GP da Argentina de 1960 e apresentam um método bastante inovador para os pilotos que precisam de um refresco durante as corridas.


Certeza que não fui o único a ter pensado na aplicar esse método personal cooler para pilotos de kart.

A alma do negócio

Era noite de 23 de fevereiro de 2003 quando uma ação da Nestlé entrou para a história da publicidade no Brasil.

Fausto Silva, de seu "Domingão do Faustão", e Gugu Liberato, então comandando o "Domingo legal" no SBT, contracenando ao vivo para anunciar a promoção.

Faustão, longe de ser unanimidade, costuma ter meu aplauso pela espontaneidade e pela franqueza, predicados raros na televisão. Nunca esqueço da campanha da Nestlé (claro que a data foi pesquisada na internet, lembrar esse dado seria exagero), sobretudo pela mensagem dada por Faustão a partir dos 28 segundos do vídeo.


Ah, sim. A falta da inserção de caracteres com o endereço para envio do material da promoção também marcou época.

Luc Parade

Postei no Twitter a foto que fiz há pouco. Choveu amigos contando sobre o calor em suas cidades, que estaria bem mais intenso que o de Cascavel, alguém escreveu estar trabalhando sob 42 graus.

Alguém brincou que o inferno deve estar mais fresco, mas quem me conhece sabe que detesto filas. Fora de questão. A ideia repentina de umas férias na Itália deixa de parecer tão absurda.

Inevitavelmente, a trilha de hoje acaba sendo de Los Iracundos. Faz 30 anos, afinal, que os uruguaios gravaram "Cuarenta grados".

Eau Rouge brasileira

Costumo dizer aos amigos pilotos de outros rincões que a partir do dia em que correrem no autódromo de Cascavel não vão mais querer saber de outra pista. Um exagero em que tomo como trunfo as características do Bacião, curva que já foi batizada por alguém como a "Eau Rouge" brasileira.

Pois bem, o Bacião é a curva que aparece em primeiro plano nesta foto feita sábado de manhã pelo Orlei Silva.

Respondam, amigos pilotos: dá pé para vocês?

Limões e limonadas





Ver as adversidades do modo mais positivo possível pode ser uma virtude. Da mesma forma, é risco quase fatal acreditar que toda situação desfavorável vai terminar bem à custa apenas da imaginação.

Planeje com rapidez e eficiência solução aos problemas que se apresentam. É bem mais eficiente que imaginar que eles possam ser solucionados num toque de mágica.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cascavel de Ouro

Muitíssimo bem observado pelo mestre Luiz Salomão, o Saloma do Blog, especialista em chope, café, caipirinha, ácido de bateria, tônico capilar e tudo mais que for bebível.

"Cascavel de Ouro", como bem sacou o Saloma, não é a histórica corrida, mas o riquíssimo acervo do Pietro Tebaldi. Que destaca, por exemplo, essas raríssimas imagens do autódromo cascavelense nos anos 70.


O enciclopédico Saloma, que ainda faz bicos em eventos infantis como sósia de Homer Simpson, também está no Twitter.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Paulo Gomes: "Melhor nota da CBA vem agora"

Quatro vezes campeão brasileiro da Stock Car e há muitos anos sem pilotar carros de corrida, Paulo Mello Gomes mantém seu convívio com o automobilismo na condição de diretor de Marketing e Planejamento da Confederação Brasileira de Automobilismo. “Mas é como se eu fosse o diretor geral, porque faço de tudo lá”, dispara, sem papas mais afinadas na língua, o extrovertido Paulão, que esteve em Cascavel hoje representando o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro.

Paulão, quando companheiro de equipe do cascavelense David Muffato, esteve em Cascavel pilotando um Stock de dois lugares num evento promocional. Foi a última vez que desafiou o traçado do autódromo, que poderá, nas próximas temporadas, voltar à lista de pistas-sede da categoria.

A iminência da reinauguração do autódromo acontecer durante uma corrida da Fórmula Truck daqui a seis meses levou Paulo Gomes a um sarro durante seu pronunciamento no evento do autódromo. “Vamos fazer uma maracutaia pro Pedro Muffato ganhar a corrida. Vamos fazer todo mundo pagar (punição por queima de) radar, menos ele”, disse, para o riso incontido de maioria dos presentes. Instantes depois, também ao microfone, o senador Alvaro Dias, que frequenta a lista de amizades de Pedro, voltaria o assunto dizendo que “vamos fazer o Pedro assumir o compromisso de ganhar essa corrida sem maracutaias”.

Claro que Paulo Gomes também falou um pouquinho para quem lê o BLuc. Eis pingue-pongue, um tanto resumido.

Luc – Fala aí, Paulão, desse momento de ressurgimento.
Gomes – Olha, aqui a gente tem uma tradição de automobilismo de muitos anos, é um dos autódromos mais antigos que a gente tem no país. O público de Cascavel, da região... Ah, do Paraná inteiro vem gente assistir às corridas boas aqui, já tivemos provas fantásticas da Stock Car. Isso aí traz um desenvolvimento muito grande pra região em termos de turismo, comerciais, hotéis, restaurantes, shopping centers, taxistas. Cascavel aproveitou esse autódromo e vai aproveitar muito mais, vai ser autódromo de primeiro mundo, e a CBA vai dar total colaboração pra que haja provas de campeonatos brasileiros aqui, Stock Car, GT, Fórmula Truck. Tudo que puder, a CBA quer dar a contribuição pra trazer pra cá.

Luc – A situação que se vê hoje, com algumas exceções, é de problema com a infraestrutura dos autódromos, que estão sucateados. Autódromos e kartódromos, aliás. O que a CBA planeja para melhorar isso?
Gomes – A gente já tem feito muitas coisas, haja vista que Tarumã, por exemplo, está sendo reformado agora, pela iniciativa de um promotor, do Carlos Col, da Vicar, que quer levar uma prova para Tarumã. Também está sendo acertada a mudança do autódromo de Goiânia, que iria mudar pra um outro local, assim que ficar pronto o novo eles podem desmanchar o velho. No Rio de Janeiro, estamos fazendo um trabalho muito sério. Ou fica Jacarepaguá onde está, e nós já ganhamos na Justiça e foi suspensa a licitação pra derrubar tudo, ou se constrói um novo autódromo em Deodoro, e aí sim eles vão poder usar aquela área. Brasília começa a reformar agora, com uma melhorada boa nos boxes, muitas coisas boas. A gente ‘tá se virando, tentando com a iniciativa privada para melhorar essas praças. Tudo está sendo feito da melhor maneira possível. E vamos fazer muito mais.

Luc – O mandato do grupo do Cleyton vai até o começo do ano que vem. Vai haver bate-chapa?
Gomes – Deve haver disputa, sim, mas a gente não está muito preocupado com isso. Nossa preocupação é com a sequência do trabalho que a gente está fazendo, por isso que a gente pretende continuar. Deve haver modificações no quadro diretivo, mas tenho impressão que a gente deve continuar por mais quatro anos porque tem alguns trabalhos importantes a serem realizados. Na esfera política, a gente está conseguindo algumas coisas com o governo, o Ministério do Turismo... Principalmente o Turismo, um pouco menos do Esporte e mais do Turismo, o Turismo tem mais verba. Estamos conseguindo muitas coisas.

Luc – Uma pergunta ao Paulão piloto e pai de piloto: que nota você dá ao trabalho feito pela atual diretoria da CBA?
Gomes – Olha, a nota legal vai vir nesse último ano. Agora eu consegui fazer algumas coisas, depois de um tempo, que realmente vão trazer muito benefício ao automobilismo. Na parte de dirigentes, de fiscais de pista, de competição, puramente. Os comissários vão ser melhor treinados, o pessoal de resgate, os diretores de prova. A gente está cuidando muito, muito disso, para não haver injustiças durante as corridas. Isso foi implantado no finalzinho do ano passado. Tem o presidente da Comissão Nacional de Velocidade em Pista, o Válter Bernardes, que o pessoal conhece como “Dadá”, que é um profissional íntegro, trabalhador, que vai atrás, que modificou muitas coisas no CDA (Código Desportivo do Automobilismo). Agora vai aparecer a real condição da nova CBA. Nesses três anos que passaram, ou melhor, nos primeiros dois anos e meio, estava muito difícil conseguir fazer as coisas, por uma série de coisas que eu prefiro não comentar. Mas agora vai.

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Roberto Cirino: “Em agosto a Truck estará aqui”

Roberto Cirino esteve no evento de hoje em Cascavel representando Neusa Navarro Félix, a presidente da Fórmula Truck. Ex-piloto que também cumpriu carreira militar, o dirigente de Francisco Beltrão atua na produção da categoria desde seu surgimento, em 1995, com uma prova de demonstração no próprio autódromo cascavelense. Hoje, é diretor de Operações da Truck.

Roberto veio à cidade acompanhado da esposa, a simpática dona Cláudia – a quem fiquei devendo um cumprimento; em meio à correria, acabei não conversando com ela –, e de Heverson, um dos filhos, que contou todo pimpão que está se habilitando à pilotagem de helicópteros. O outro filho, que não apareceu hoje, é Wellington, quatro vezes campeão brasileiro da Truck e desde 2001 piloto da equipe ABF/Mercedes-Benz.

E foi como representante da categoria dos caminhões no evento que Roberto Cirino tomou a palavra em seus instantes mais formais. Falou pouco, mas falou tudo que os presentes queriam escutar: “Vocês podem contar a Fórmula Truck. Com toda a certeza, estaremos aqui no dia 5 de agosto, marcando a inauguração desse autódromo que é a nossa casa”, falou.

Neusa Félix não pôde comparecer ao almoço deste sábado em Cascavel por conta da atribulada agenda de preparativos para o campeonato da Truck, que vai começar daqui a exatamente um mês na pista gaúcha do Velopark. Ontem, ela se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa – aqui, peço licença para me desatar de qualquer recomendação de formalidade, já que eu mesmo sou integrante da equipe que responde pela assessoria de imprensa da Truck – e reafirmou a intenção de devolver à categoria à cidade.

“Existe um envolvimento emocional muito grande da Fórmula Truck com Cascavel, por todo o histórico que construímos na cidade, todos os eventos tiveram uma resposta muito positiva do público. Seria uma honra, sem dúvida, a Fórmula Truck poder fazer parte de um momento tão importante para a cidade quanto a reinauguração do autódromo”, foi uma das declarações de Neusa, reproduzida no press-release enviado aos jornalistas pela nossa agência, a Grelak Comunicação. “Eu já havia assumido compromissos em São Paulo e no Rio quando recebi o convite do prefeito Edgar, o que é uma pena. Mas vou a Cascavel logo depois do Carnaval, quero visitar as obras no autódromo, e assim que tudo estiver concluído a Fórmula Truck pode, sim, anunciar Cascavel como sede da corrida do dia 5 de agosto”, ela falou.

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Pedro Muffato: "Senti firmeza, é irreversível"

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Pedro Muffato: “Senti firmeza, é irreversível”

Qualquer manifestação de Pedro Muffato sobre o autódromo de Cascavel é suspeita. Ele é o piloto que mais se identifica com a história do automobilismo na cidade. Dono de uma carreira iniciada antes mesmo dos abnegados da década de 60 pensarem na criação de um autódromo – em dezembro último, completou 45 anos de envolvimento com as corridas –, ele esteve envolvido com o assunto de todas as formas possíveis.

Pedro foi vereador, presidente da Câmara Municipal, prefeito, construtor de carros de corrida, presidente do Automóvel Clube, integrante do grupo que criou o autódromo e, claro, piloto. Ele próprio tentou encampar, há anos, um movimento para todos os acionistas do consórcio formado pelos donos das cotas do autódromo doassem-nas ao Município. Sem sucesso, manteve-se, ele próprio, como um dos cotistas.

O repasse da área foi consolidado nos últimos meses por conta do esforço conjunto do prefeito Edgar Bueno e do ex-piloto Miguel Beux, presidente do Automóvel Clube de Cascavel. “O esporte de Cascavel e do Brasil está em festa”, exclama Muffato, que aos 71 anos mantém-se em atividade disputando o Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck.

No evento de hoje lá no autódromo, Pedro Muffato reviveu várias das histórias das quais participou durante toda a vida do autódromo de Cascavel. Mais notado que muitos dos pioneiros que lá estavam, fruto do envolvimento já explanado, o piloto manteve explícito, da hora em que chegou à hora em que foi embora, o bom-humor típico de seus melhores dias.

Das dezenas de entrevistas que concedeu, uma foi para mim. Vai aqui, também resumida.

Luc – É uma briga antiga, Pedro. Dá pra acreditar, agora?
Muffato – Com certeza. Eu já acreditei. Tudo bem, eu sou réu confesso, mas é irreversível. Até pela atitude, pela ação do prefeito, com esse clamor que existe aqui na cidade, do autódromo ser refeito. O Edgar está comprometido e vai fazer, a gente sente nele a empolgação. Eu senti firmeza.

Luc – O projeto contempla tudo que é necessário?
Muffato – Eu tinha falado algumas coisas. O (Carlos) Col veio aqui e praticamente confirmou o que eu tinha falado. E o mais importante de tudo é que o Edgar está aceitando. O Col, por exemplo, conhece os regulamentos do mundo inteiro. Aí está aqui o Paulão Gomes, que é um profundo conhecedor. Ele entende bem mais de automobilismo que o presidente. Veja bem, não é uma crítica ao presidente (Cleyton Pinteiro, da CBA), que por sinal é meu amigo e uma pessoa de quem eu gosto muito, mas o que eu quero dizer é em termos de pilotagem. A gente que é piloto pode dar o palpite com uma visão, um conhecimento a mais.

Luc – Você já correu em mais de 30 pistas, talvez mais de 40. O que a pista de Cascavel tem de especial?
Muffato – Todos no Brasil gostam dessa pista. Quem não correu aqui quer correr, e quem já correu quer voltar. Nós vamos ter aqui o autódromo que Cascavel vem sonhando ter há muito tempo. O traçado é gostoso, não vai ser alterado, e agora com boxes confortáveis, com acabamento de primeiro mundo, tudo feito da melhor tecnologia, o pavimento... Com certeza vai ser um autódromo ótimo.

Luc – Então, um desafio: ponha um defeito na pista de Cascavel.
Muffato – Pelo que estou vendo, pelo que está se fazendo, não vai ter defeito, já estamos tomando providência antes de existir algum defeito. Estou muito convencido, sem bairrismo nenhum, sem empolgação à toa, que Cascavel vai ter o melhor autódromo do Brasil. Todo mundo fala de Interlagos, por exemplo, que é uma pista ótima, a nossa catedral, nosso templo sagrado do Brasil e do mundo, mas lá existem alguns defeitos. Na reta, se o carro parar, não tem onde encostar. Aqui não temos esse problema. É um exemplo, só.

Luc – Pra quem está acompanhando tudo do lado de trás do balcão, como é seu caso, qual pode ser o principal empecilho?
Pedro – Lógico que tudo tem de ser feito do jeito certo, o poder público não pode, por exemplo, fazer alguma coisa sem uma licitação. O principal na obra é mexer na pavimentação, tem que ter um tempo de cura, depois tem os boxes, que pra mim é o mais fácil. Eu não estou vendo empecilho nenhum. Teve muita gente que fez muito até hoje, que participou, que conseguiu manter esse autódromo vivo. É preciso agradecer demais a essas pessoas, e foram muitas, mesmo. Agora o Edgar vai fazer disso tudo uma realidade. O prefeito já se programou com verba e, além disso, a iniciativa, a atitude, está sendo muito forte.

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Carlos Col: “Bom ou ruim, o preço é o mesmo”

Carlos Col é, reconhecidamente, um dos homens fortes do automobilismo brasileiro. É ele o diretor da Vicar Promoções, empresa que responde por quatro competições nacionais, a Stock Car entre elas. Col chegou ainda na tarde de ontem a Cascavel para participar, hoje, do almoço promocional em torno da revitalização do autódromo. “Eu tinha de vir prestigiar e oferecer a ajuda que está ao meu alcance”, falou.

Ex-piloto, Col não visitava o autódromo de Cascavel, segundo suposição dele próprio, “há uns cinco ou seis anos”. Acho que é mais, desde que a Fórmula 3 sul-americana teve aqui eventos promovidos pela Vicar. 2003 eu tenho certeza, fui eu quem narrou as corridas para o autódromo; 2004, uma possibilidade. Nada importante, enfim. Não vinha para cá há um bom tempo, o Col, que também já disputou corridas aqui.

Era Carlos Col quem poderia dar a resposta que a grande maioria dos presentes ao almoço de hoje, e eram umas 400 ou 500 pessoas, estava esperando: a Stock Car vai ou não vai voltar a Cascavel? A categoria teve cinco corridas aqui até hoje, a última delas em 1991. Já vai um bom tempo.

Bati um papinho com o Col, também.


Luc – Há algo que favoreça Cascavel nesse esforço para voltar a receber bons eventos?
Col – O circuito de Cascavel é muito tradicional, precisa ser resgatado para as provas nacionais. Com essa obra, principalmente na infraestrutura e na segurança de pista, eu espero que fique tudo em ordem pra gente trazer todos os campeonatos brasileiros pra cá. É um circuito que os pilotos gostam muito, desafiador, prazeroso. O povo da região adora corrida, sempre lota o autódromo, e a gente trabalha pra isso, pra entregar um bom espetáculo de automobilismo pro povo. Quando o povo prestigia dá mais prazer.

Luc – Você conhece o projeto. Com todo ele executado, podemos contar com a volta da Stock Car?
Col – No final do ano passado o Edgar (Bueno, prefeito) esteve na Vicar, no meu escritório. Eu dei alguns conselhos e direcionamentos. Ontem, andei curva a curva a pé com ele e com o Pedro Muffato. Olhamos tudo novamente, de novo coloquei algumas coisas que são fundamentais. Uma coisa tem de estar clara para todos os envolvidos: é o mesmo custo para fazer mal feito ou bem feito. Fazer uma área de escape correta, zebras corretas, como manda o padrão da FIA, barreiras de pneus no padrão FIA, o custo é o mesmo. Se é o mesmo custo, então vamos fazer bem feito, não é? E se tudo estiver como manda o figurino, como manda o padrão da FIA, certamente vamos trazer todas as categorias aqui de volta.

Luc – E do portão do autódromo pra fora, Cascavel interessa à Stock Car?
Col – A cidade tem um histórico bom, de público que vem, que assiste, gosta, curte, e a gente tem um prazer enorme de fazer corrida para quem dá essa resposta positiva.

Luc – Já existe negociação para um evento da Stock Car aqui?
Col – Eu brinquei com o prefeito, falei que ele não vai se ver livre de mim muito fácil. Até o fim da obra, vou vir aqui uma vez por mês, pra me certificar que tudo está sendo feito do jeito certo, pra eventualmente não ter que desmanchar e fazer de novo, ou pra não ter que dizer que o trabalho não foi suficiente pra eu trazer a Cascavel, por exemplo, a categoria top do Brasil, que é a Stock Car.

Luc – A pista vai continuar com três quilômetros. Essa pista comporta a Stock V8?
Col – E como não? A largura vai ser de 12 metros, comporta perfeitamente. Tendo todos esses itens que eu mencionei, comporta.

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Edgar Bueno: “O problema chegou ao começo”

Edgar Bueno, há tempos, dispensa à questão do autódromo de Cascavel a atenção que dispensaria a um filho. Durante a campanha que o levou pela segunda vez ao cargo de prefeito de Cascavel, eleito que foi em 2008 com mais de 50 mil votos, elegeu a revitalização e a reestruturação do local entre seus principais compromissos de governo.

E os tem cumprido. Hoje, em solenidade um tanto informal em que recepcionou centenas de pessoas no próprio autódromo – estando na lista políticos, pilotos e ex-pilotos, promotores de eventos, jornalistas e simpatizantes do automobilismo de modo geral –, Edgar apresentou o início da obra. O projeto já é conhecido. Contempla a total terraplanagem da área, o recapeamento da pista, que também será alargada para ter mínimo de 12 metros, a construção de 36 novos boxes, instalações para equipes e profissionais que vão atuar durante as corridas e um trabalho de paisagismo para os novos portais de acesso.

Durante os pronunciamentos que marcaram o evento de hoje mais cedo, Edgar Bueno assinou a ordem de licitação para execução do asfalto no autódromo, foi o momento da foto aí de cima, cedida pelo Juliano Júlio. É um documento que dentro de meses fará parte do acervo do Museu do Automobilismo - a ordem de licitação, e não a foto.

Obra do acaso, a primeira coisa que Edgar fez quando chegou ao autódromo foi bater um papinho comigo. Um pingue-ponguezinho resumido:

Luc – O problema do autódromo chegou ao fim?
Edgar – Chegou ao começo. Nós estamos iniciando aqui uma grande obra. Todo mundo chegou aqui imaginando que eu ia só assinar um papel, mas todos viram que temos 40 máquinas aí, já trabalhando, desde muito cedo até a noite. A obra já começou, vamos ter aqui uma das melhores praças de esportes do Brasil, vai ser a melhor do interior e a segunda melhor do Brasil, e até o final de junho nós já queremos colocar essa praça de esportes conquistando grandes competições para o município de Cascavel.

Luc – Não é cedo pra falar em trazer eventos?
Edgar – Já tem muitos interessados, nós vamos selecionar aqueles que vamos aceitar aqui, usando a nossa pista. Desde os campeonatos de motos, que o pessoal está procurando, até outras modalidades, tem a polícia pedindo a pista para fazer treinamentos, test-drive de veículos, tem uma série de empresas e competições interessadas.

Luc – Com a obra sendo entregue em junho, então, é de se supor que a partir de julho os eventos já se acumulem...
Edgar – O nosso calendário está sendo preenchido de trás para a frente. Como o pessoal não sabe a partir de que dia vamos colocar a pista à disposição, estão pedindo datas em dezembro, depois em novembro, depois em outubro, em setembro, em agosto. Mas já estamos, sim, preenchendo o calendário com eventos, e procurando logicamente atender tudo que traga retorno e que seja de interesse do autódromo.

Luc – O compromisso é de entrega da obra em junho. A partir disso vai ficar faltando alguma coisa?
Edgar – Não, porque vamos fazer tudo. Quer dizer, menos a arquibancada, que vai ficar para o próximo ano. Maioria das competições tradicionais têm as suas próprias arquibancadas. A Neusa (Navarro Félix, presidente da Fórmula Truck), por exemplo, me falou que tem arquibancada para 60 mil pessoas. Fica fácil trazer essa arquibancada, montar, e depois do evento ela leva embora. Quando tivermos outra competição do mesmo porte, podemos novamente trazer arquibancadas desmontáveis. Isso vai dar comodidade ao público. Ao longo do tempo vamos começar a construir as arquibancadas, com investimento fixo, definitivo. O mais importante agora é ter a pista pronta, os boxes prontos, toda a área de segurança, e aí já começamos a “explodir” a área de competições.

Luc – A receptividade a esse esforço é 100% positiva? Existe alguma rejeição?
Edgar – É o resgate de uma história que começou lá atrás,em 1970, com pessoas que se projetaram através do automobilismo, hoje eu tenho a impressão de que a população, aqueles mais antigos, estão vendo aqui aquele resgate da história, estão vendo que isso vai nos levar novamente ao topo. Temos apenas 60 anos, 300 mil habitantes, estamos nos preparando para ser a grande metrópole, e vamos colocar Cascavel novamente no topo dos comentários nacionais, o autódromo vai divulgar a nossa cidade para o Brasil e, por que não dizer?, para o mundo.

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