terça-feira, 31 de julho de 2012

"Reinternacionalização"


CASCAVEL - Foi a palavra cavada por Cleyton Pinteiro, presidente da CBA, quando esteve no canteiro de obras do autódromo de Cascavel, poucos dias atrás. O dirigente fez odes à reforma do local e agradeceu em nome dos dez mil e tantos pilotos filiados à entidade.

Isso é Fórmula Truck

CASCAVEL - Eis aí um vídeo bem bacana preparado pela Bridgestone no ambiente da Fórmula Truck durante a etapa do mês passado, em Interlagos. A categoria, todos sabem, abre a segunda metade de sua temporada domingo agora, aqui em Cascavel. O BLuc está distribuindo ingressos, inclusive.


Uma boa dica do Nei Tessari, o que é coisa rara. Será que o Nei vem a Cascavel, aliás?

Horários do Marcas

CASCAVEL - Foi o Ingmar Biberg quem anunciou, nas redes sociais, os horários do Metropolitano de Marcas & Pilotos na segunda etapa, que será disputada neste fim de semana, na programação do GP Crystal de Fórmula Truck, que marca a reinauguração do autódromo de Cascavel.

Segundo o Guinho, que atribui a obtenção dos horários a contatos do Automóvel Clube de Cascavel com a cúpula da Truck, o Metropolitano terá um treino de 60 minutos na sexta-feira, a partir das 15h30. As duas baterias classificatórias, com duração de 20 minutos, cada, acontecerão no sábado, a partir das 8h20 e das 10h20.

Cada corrida da segunda etapa terá duração de 30 minutos e mais duas voltas, uma com largada às 12h50 do sábado e outra começando às 9h20 do domingo. São horários, claro, que podem ser ajustados de acordo com as necessidades do evento.

O capote de Cacá

CASCAVEL - Maioria do pessoal que acompanha corridas de algum modo já viu. Deixo postado aqui, dentro outros motivos, para saber onde encontrar as imagens quando precisar.

São do incidente entre Edson do Valle e Cacá Bueno na etapa de domingo da Copa Fiat, em Curitiba. Cacá, bicampeão, acabou capotando.

domingo, 29 de julho de 2012

E os anuários vão para...

SÃO PAULO - Pensei que demoraria mais para fecharmos a promoção. Ou que demoraria menos. Enfim, não sou, ninguém é, obrigado a pensar alguma coisa sobre tudo.

Enfim, foi legal a movimentação da galera que curte o Porsche GT3 Brasil em torno da promoção que lancei aqui no blog na última quinta-feira, valendo uns prêmios bem bacanas, que estão descritos aqui. Brincadeira que consistia na resposta a uma pergunta que eu formularia, e formulei, durante a transmissão das corridas de ontem em Interlagos, e quando a transmissão começou eu não fazia a mínima ideia do que perguntar.

Vieram a baciada os palpites e as respostas à questão que acabei formulando. Quantos e quais foram/são os pilotos estrangeiros que já correram no Porsche GT3 Brasil, seja na Cup ou na Challenge? E, das várias respostas que vieram, só três estão plenamente correta.

Antes de dar a resposta, algumas explicações. Primeiro, por ser uma brincadeira e a resposta era longa demais para o Twitter, onde deveria ser dada, admiti que apenas os sobrenomes fossem indicados. Houve quem citasse o cavaleiro medalhista olímpico Rodrigo Pessoa, que em 2011 participou de três corridas da Challenge. Rodrigo nasceu em Paris, ok, mas é naturalizado brasileiro. Caso diferente do de dois italianos que constam da lista, ambos competindo atualmente na Challenge. Renato Benedetto, que nasceu na Itália, tem dupla cidadania, brasileira e italiana. Tanto é brasileiro quanto estrangeiro, pois. Armando Di Nardo nasceu na Itália e veio para o Brasil ainda bebê. Tentou por várias vezes se naturalizar brasileiro e, diante da burocracia exagerada, desistiu. Tivesse nascido em qualquer lugar no mundo e fosse atrás de cidadania paraguaia para comprar carros pela metade do preço, como tanta gente faz, não teria qualquer problema e resolveria a situação em um único dia. Armando tem a bandeira do Brasil e a da Itália em seu carro, tem lá alguma consideração pelo país onde mora, algo difícil nos dias de hoje.

São nove os estrangeiros que já competiram no Porsche GT3 Brasil, enfim: o francês Olivier Maximin, o português Paulo Moreno, os italianos Benedetto, Di Nardo e Ludovico Pezzangora, o argentino Hugo Pulenta, o peruano Gustavo Michelsen e os mexicanos Paco Salcedo e Santos Zanella.

A primeira resposta correta veio ainda ontem, as outras duas hoje. Ei-las:

@rafaelgomes69, em 28 de julho, às 21h21
@lucmonteiro 9 #PromoBluc Maximin, Zanella, Salcedo, Michelsen, Pulenta, Pezzangora, Moreno, Benedetto, di Nardo

@crisbonos, em 29 de julho, às 12h51
#promobluc @lucmonteiro 9, Paco salcedo, santos zanella, renato benedetto,armando di nardo ,pulenta,maximin,michelsen,pezzangora, moreno

@1rodrigoviana, em 29 de julho, às 16h11
@lucmonteiro 9: Paulo Moreno,Paco Salcedo,Zanella,Pulenta,Olivier Maximin,Michelsen,Ludovico Pezzangora,Benedetto e Di Nardo#PromoBLuc

Os prêmios serão enviados para as casas ou os escritórios dos contemplados. E tem outra PromoBLuc rolando, valendo ingressos para a corrida que a Fórmula Truck terá em Cascavel no próximo domingo.

sábado, 28 de julho de 2012

Bombou

SÃO PAULO - Foto do Orlei Silva mostrando como ficou o kartódromo de Cascavel durante o fim de semana, no 47º Brasileiro de Kart. Entre as curvas 10 e 11, aos que tiverem percepção suficiente para identificar qual é a primeira, dá para notar um pelotão de pilotos que, por agrupados que estão, parecem cumprir uma volta de apresentação.

O sim, nos boxes

SÃO PAULO - Meses atrás, falei aqui do inusitado pedido de casamento feito pelo piloto Luiz Cirino no autódromo de Interlagos à namorada Larissa, agora noiva, parece que casam-se no fim do ano. Hoje a história se repetiu, no mesmo palco.

Marcos e Viviane, nunca os havia visto mais gordos, estiveram entre os centenas de torcedores do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil que participaram de uma promoção via Facebook. O participante tinha de responder a algo como "quem você levaria para dar uma volta num Porsche de corrida e por quê?", deve ter dado um trabalho e tanto selecionar poucas frases entre tantas inscritas.

A resposta de Marcos girou em torno de algo como levar a namorada Viviane para, no ambiente de emoção do evento, pedir sua mão em casamento. Não lembro o texto, mas era isso. Viviane só sabia que os dois haviam sido contemplados na promoção. Antes de entrarem nos carros - parece que um foi de carona com o Nonô Figueiredo e outro com o Ricardo Maurício, ou algo assim -, chamei os dois de canto, pus o Marcos a falar.

Marcos falou. Falou de um voo de balão que ainda não aconteceu, pequenos segredos de casal, e fez o pedido. As lágrimas da Viviane já denunciavam a resposta que ela daria ao segundo momento da entrevista que conseguimos levar a todos os presentes, e eram milhares, pelo sistema de som do autódromo.

Legal participar de coisas assim.

A pergunta da promoção

SÃO PAULO – Lembram da PromoBLuc que lancei quinta-feira aqui no BLuc. Se não lembra, confira-a nesse link aqui. E, se lembra, leia de novo, para não ter dúvida quanto a como participar. O prêmio vale a pena, penso eu.

Pois fato é que, quando pus esse post no ar, não fazia a mínima ideia do que perguntar durante a transmissão. E, quando a transmissão começou, também não fazia ideia. Tive um lampejo quando uma imagem mostrou, no teto do carro do Eduardo Rocha Azevedo, a bandeira do Brasil estampada.

Pois a pergunta está valendo: quantos e quais foram os pilotos estrangeiros que já correram no Porsche GT3 Brasil? Vale a soma das ocorrências verificadas nas categorias Cup e Challenge. Por estrangeiros, que se compreenda que refiro-me aos pilotos que não são brasileiros, já que, acreditem, há gente que me lê fora do Brasil - se um desses ganhar, terá de indicar um CEP brasileiro, claro, para entrega do prêmio.

Para dar um exemplo bem claro: o cavaleiro medalhista olímpico Rodrigo Pessoa, que participou de algumas etapas da categoria Challenge no ano passado, nasceu na França, mas tem cidadania brasileira. Esse, portanto, não entra na conta de estrangeiros.

E, se vale como referência, nenhuma das respostas recebidas até agora está correta. Dei algumas dicas durante a transmissão de hoje pelo site da categoria e por vários sites parceiros.

Participem, enfim.

Criançada na pista

SÃO PAULO - Obra e graça do retratista multifunções Orlei Silva, o projeto Truck Kids, criado em 2009, chega a Cascavel antes mesmo da Fórmula Truck.

Os minicaminhões, que sempre levam para voltas pela pista as crianças de escolas públicas e comunidades existentes nas cidades que recebem as etapas da categoria, estarão à disposição da molecada amanhã, domingo, no kartódromo de Cascavel, onde hoje terminou o 47º Campeonato Brasileiro de Kart - os resultados do Brasileiro estão no Cascavel News, do Luiz Aparecido, parece que houve uma enxurrada de títulos de pilotos paranaenses.

A diferença é que, desta vez, não é a criançada que vai conduzir os veículos do Truck Kids, e sim pilotos tarimbados. Pedro Muffato, Ângelo Giombelli, André Pedralli e kartistas da cidade estão na lista dos que vão dar carona aos fãs mirins pela pista do kartódromo. Para participar, basta entregar no kartódromo um quilo de alimento não perecível, para óbvio repasse a entidades assistenciais e famílias carentes de Cascavel.

Já avisei a Juli, ela vai levar o Luc Júnior. Acho que depois do almoço.

Serjão na tela

SÃO PAULO - Nem todo mundo que conhece o Sérgio Berti, diretor de provas da Confederação Brasileira de Automobilismo, sabe de sua, hã, veia cinematográfica.

Pois foi no início dos anos 80 que o Serjão fez uma ponta em "Os campeões", um filme ambientado nas corridas em Interlagos e que trazia no elenco nomes como Armando Bogus e José de Abreu. Aí está o Sérgio, de boné, numa de suas aparições em "Os campeões". Seu curto texto acabou sendo dublado no estúdio.

Mais alguém aqui já fez ponta no cinema ou na televisão?

A chicane, sempre ela

SÃO PAULO – Começo com um pedido de desculpas a dois tipos de gente – quem me contrata para narrar corridas e quem assiste às corridas que sou contratado para narrar. Mas não consigo fazer cara de paisagem quando vejo o absurdo que foi imposto ao automobilismo brasileiro com a chicane da curva do Café, no autódromo de Interlagos. E acabo tecendo críticas que por vezes podem não ser exatamente o que o público de uma corrida espere ouvir durante uma corrida. Foi o que fiz hoje.

Aquela chicane, construída na década passada especialmente para o Mundial de Motovelocidade, transcende os limites da aberração. Sobretudo depois que suas zebras passaram a incorporar verdadeiras muretas, devidamente batizadas por mim na locução de horas atrás como Muro de Berlim. Tenho definições geniais para algumas coisas, alguns hão de concordar.

Depois das mortes de Rafael Sperafico e Gustavo Sondermann em acidentes naquele ponto da pista, a Confederação Brasileira de Automobilismo, talvez pressionada pelas alas que tentam eleger culpados para as fatalidades, viu-se pressionada a tomar uma providência. Tomou essa, a de enfiar a chicane goela abaixo das categorias nacionais do automobilismo. Péssima decisão. A Fórmula Truck fugiu da obrigatoriedade, sob a óbvia constatação de que o desenho apertado do trecho é simplesmente inviável para os caminhões. E houve a tentativa de se impor a chicane às categorias do forte Campeonato Paulista de Automobilismo, cujos pilotos tiveram presença de espírito suficiente para bater o pé e dizer não. É o deles que está na reta, ou no caso na curva do Café.

Ano passado, maioria há de lembrar, o José Vitte foi parar no hospital depois de se tornar a primeira vítima da chicane numa corrida do então Trofeo Linea, hoje Copa Fiat. Mês passado, nos treinos para o Brasileiro de Gran Turismo, o Lorenzo Varassin destruiu seu Dodge Viper depois da elevação que acompanha a zebra da chicane projetá-lo contra o muro do lado oposto da pista. No mesmo evento, numa das corridas do Mercedes-Benz Grand Challenge, um piloto, acho que o Rubens Tilkian, passou por sobre a mureta indesejada e, adivinhem!, foi parar no muro. A foto lá em cima, captada pelo Rodrigo Ruiz, mostra o momento em que, numa das corridas do GT em junho, o Lamborghini de Pierre Ventura saiu pulando feito touro de rodeio depois de passar por sobre a chicane.

Nos treinos da quinta etapa do Porsche GT3 Cup Brasil, que teve suas provas hoje em Interlagos, o Otávio Mesquita atacou a zebra, seu carro saiu rodando e foi pura sorte, essa foi minha impressão, ele ter conseguido evitar a batida no muro. E hoje, durante a corrida, o Beto Posses acabou perdendo o ponto de frenagem para a entrada da chicane. Teve presença de espírito suficiente para deixar que o carro seguisse em linha reta, saltando por sobre a tal mureta da chicane e muito provavelmente arrebentando sua suspensão. Se tentasse contornar, provavelmente teria sido catapultado para o lado que o destino apontasse.

O que talvez a CBA não entenda, e deveria entender, é que pilotos atacam zebras de pistas na busca por décimos de segundo, é esse o princípio do automobilismo de competição, pilotos estudando trajetórias para completarem voltas no menor espaço de tempo possível. E quem for fazer isso na chicane de Interlagos corre o sério risco de ficar sem carro. E de se machucar. Há um projeto de reforma para a partir do ano que vem que contempla “intervenção na chicane”, como informa esse comunicado aqui, emitido pela própria Confederação.

A curva do Café repousa no mesmo lugar há 72 anos. Fatalmente foi palco de duas tragédias, as que vitimaram Rafael e Gustavo. Uma providência foi tomada, porque uma posição foi cobrada, e o que se espera de quem responde por qualquer coisa são providências a situações adversas. Providência infeliz, é o que penso. Aquela chicane, da forma como foi construída e reformatada, ainda vai acabar machucando alguém. Queiram os céus que não mate.

O próprio comunicado da CBA, que indiquei dois parágrafos atrás, informa que a Fórmula 1 vai continuar usando o traçado normal, sem chicane. Se a subida do Café comporta a F-1, por que raios não comportaria as competições brasileiras?

Com a palavra, os pilotos que disputam corridas em Interlagos e que me leem. Sou eu o revoltado com o mundo ou há algum fundamento na reflexão que proponho aqui?

ATUALIZANDO EM 28 DE JULHO, ÀS 19h42:
E o Kiko Stone, que em algumas redes apresenta-se como Kico, foi buscar a foto da já citada batida do José Vitte em 2011, depois de ter seu carro projetado pela mureta da chicane. "Aquilo é uma rampa de lançamento", diz o Kiko, ou Kico, coberto de razão. Alguém sabe quem tirou a foto?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Jennyfer sã e salva

SÃO PAULO - Lembram do caso da garotinha capixaba Jennyfer, que só conseguiu uma esperança de tratamento quando viabilizaram sua ida a Curitiba? Dei um pitaquinho na história há algumas semanas, aqui no blog.

Pois bem, li com alegria há pouco uma postagem do bróder Osires Júnior, em seu perfil no Facebook. Deu tudo certo e Jennyfer já está voltando pra casa com a família.

Tomo a liberdade de reproduzir o que O Osires escreveu:

HOJE 6a FEIRA, DIA 27 DE JULHO DE 2012, ÀS 10:50 HORAS APROXIMADAMENTE, A MENINA JENNIFER APÓS A REALIZAÇÀO DO ELETROCARDIOGRAMA E EXAMES COMPLEMENTARES, PELOS MÉDICOS DO HOSPITAL NOSSA SENHORA DO ROCIO, EM CAMPO LARGO, OBTEVE ALTA, FOI LIBERADA PARA VOLTAR AO CONVÍVIO DE SEUS FAMILIARES E AMIGOS.

IMEDIATAMENTE O SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DO HOSPITAL, ATRAVÉS A Sra SIMONE, PROVIDENCIOU A EMISSÃO DE DUAS PASSAGENS PARA JENNIFER E SUA MÃE, JUNTO AO GOVERNO DO ESPÍRITO SANTO. E POR VOLTA DAS 12 HORAS FORAM CONFIRMADOS OS BILHETES AÉREOS. EM SEGUIDA PROVIDENCIAMOS A PASSAGEM NO MESMO VOO DO PAI DA JENNIFER SR. JOSÉ ROGER SCHAIDER, A QUAL É OFERECIDA POR NÓS. OS TRÊS EMBARCAM ESTA TARDE, ÀS 16:15 HORAS, VOO TRIP PARA VITÓRIA.

SE EXISTE VITÓRIA NA SALVAÇÃO DE JENNIFER ELA PERTENCE AO NOSSO DEUS PAI TODO PODEROSO, QUE ILUMINOU A JENNIFER EM TODO O PERÍODO QUE ELA PERMANECEU EM CURITIBA E CAMPO LARGO. TODOS AQUELES QUE ORARAM POR ELA E MUITOS QUE FIZERAM DOAÇÕES SÃO VITORIOSOS TAMBÉM, AOS QUAIS AGRADECEMOS DE CORAÇÃO.

VALE RESSALTAR O TRABALHO DA IMPRENSA CAPIXABA E PARANAENSE, QUE MUITO CONTRIBUIU PARA QUE JENNIFER CHEGASSE ATÉ AQUI.

VIVEMOS UM MOMENTO DE ALEGRIA E FELICIDADE, POR PODERMOS JUNTO COM AMIGOS AJUDAR ESTA CRIANÇA. DIVIDIMOS ESTE MOMENTO DE ALEGRIA E FELICIDADES COM TODOS VOCES.

MUITO OBRIGADO E QUE DEUS LHES ABENÇOE. VALE A PENA, DAR DE SI, SEM PENSAR EM SI. OSIRES.


Fico feliz pela família do Osires, também. Que, como já observei há dias, ganhou uma nova irmãzinha.

O dono da América (7)

SÃO PAULO - Alguma dúvida sobre quem será o campeão de torcida na quinta etapa do Porsche GT3 Cup Brasil, amanhã aqui em Interlagos? Omilton Visconde Júnior na cabeça!

Por falar em Interlagos, vai despencar o mundo por aqui já já. Expectativa que aumenta para as corridas que vamos transmitir ao vivo pela internet - os que acompanharem o evento, seja no autódromo ou pelo computador, vão concorrer a um kit de prêmios sensacional. Brincadeira imperdível, essa, tem dado uma repercussãozinha legal.

Interlagos de ontem

SÃO PAULO - O Gomes trouxe ontem, no blog dele, um vídeo sensacional com a primeira volta do GP do Brasil de 1976. Tonto que sou, depois de assistir ao vídeo umas três ou quatro vezes, levei o laptop lá para fora, na estrutura do segundo piso atrás dos boxes, e enquanto via mais uma vez as imagens ia acompanhando no olhar o traçado antigo pelo novo Interlagos - que de novo não tem tanta coisa assim, já é uma novidade de 22 anos.

Anos atrás, 2008 ou 2009, pilotos da geração passada formaram um grupo liderado por Bob Sharp e Chiquinho Lameirão na tentativa de viabilizar a realização de corridas no traçado antigo de Interlagos, com seus 7.960 metros. Sharp, Lameirão e companhia bela dependiam de políticos daqui, parece que foi uma iniciativa natimorta.

Grosso modo, só o que falta é a curva do Sargento, que desovava os pilotos no Laranja, hoje Laranjinha. O Sargento é a curva que estaria bem no centro da foto aí acima, dá para ver a saída da curva passando à direita (esquerda, para quem olha) da instalação coberta por uma laje onde se montam camarotes, sob a qual repousa um estacionamento. De resto, a parte da pista de quase oito quilômetros por onde os pilotos não aceleram mais ainda está aí, servindo para deslocamento dos carros de serviço, ou como estacionamento, ou simplesmente para criar rachaduras.

Parte dela, a saída da antiga curva Três, atende-nos todos os anos no GP do Brasil. Quando digo "nós", refiro-me ao Porsche GT3 Brasil, que desde 2005 promove as corridas preliminares da Fórmula 1.

O colega aqui ao lado observa, enquanto escrevo, que eu pago um pau para a pista antiga de Interlagos, aquela que não conheci. Não compreendo o exato sentido da expressão "pagar pau", que já virou até nome de música sertaneja.

Acho que pago, mesmo.

Saul, três anos

SÃO PAULO - Faz três anos hoje que o Saul Caús morreu. O tempo passa depressa demais e as pessoas, idem.

O Juliano Bastos, sobrinho do ex-piloto, foi quem vasculhou no Retrovisor Online, da Silvinha Linhares, o link dessa matéria aqui. Foi um dos textos que mais me chatearam em vinte anos de ofício.

Posso imaginar com clareza como seria o ambiente em volta do velho Saul na semana que vem, com a reinauguração do autódromo onde uma história tão bacana quanto a do Saul foi escrita.

Imagino os petiscos, a cerveja, o riso, o pitaco e as histórias dos bons e velhos tempos que, além de não voltar, vão para onde não os podemos alcançar.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Na íntegra: Mercedes-Benz Grand Challenge, 8/16

SÃO PAULO - E aos que já assistiram à corrida que abriu a rodada dupla carioca, vai aqui a segunda prova, a de domingo, do Mercedes-Benz Grand Challenge.

A corrida foi disputada domingo, em Jacarepaguá, e o vídeo que segue aí abaixo reproduz fielmente sua transmissão ao vivo pela Rede TV!. Eu narrei, com Mário Laffitte no comentário e Kaká Ambrósio na reportagem.

Vocês terão notado que tomei a liberdade, ao fim da disputa, de apontar seus dois nomes de destaque. Difícil escolher um entre os dois. Assistam e me digam se vocês concordam ou discordam.



ASSISTA TAMBÉM:

Mercedes-Benz Grand Challenge: primeira etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: segunda etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: terceira etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: quarta etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: quinta etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: sexta etapa

Na íntegra: Mercedes-Benz Grand Challenge, 8/16

SÃO PAULO - Sei lá por que cargas d'água, mas houve um erro de configuração no vídeo que eu havia postado aqui. Então, para manter o link que fora distribuído via Twitter, Facebook, e-mail, sinal de fumaça e afins - há quem armazene esses links para apreciação posterior -, mantenho-o, só como atalho para o novo, onde dá para assistir à oitava etapa do Grand Challenge sem problemas.

A oitava etapa do Mercedes-Benz Grand Challenge, no Rio, está postada aqui.

O batismo do Caê

SÃO PAULO - E podemos dizer que o Caê Coelho teve hoje seu verdadeiro batismo no Porsche GT3 Challenge Brasil. Em sua segunda participação na categoria, ele estampou a traseira do carro número 55 na proteção de pneus ao fim da reta dos boxes ainda durante o primeiro treino livre. A câmera onboard não me deixa mentir.


Obviamente dolorido, embora ileso, Caê reconheceu que o acidente foi fruto de sua falta de adaptação ao carro, ele que estava habituado às reações do Ginetta com que competiu no Brasileiro de Gran Turismo em 2011, à época Itaipava GT Brasil. Aprendizado é isso mesmo, e a maior lamentação dele era a de ficar fora do segundo treino. Queria aproveitar o tempo de pista justamente para isso, aprender a pista, o carro, a nova casa.

Caê e seus seguidores, não me refiro aos do Twitter, nutrem certa devoção pelo número 55. Não sei dizer se é mera coincidência o fato do vídeo, postado pelo Léo Garcia, durar 55 segundos.

Prêmios especiais no Porsche GT3 Brasil

SÃO PAULO - Já distribuí bonés e camisetas demais nas várias edições da PromoBLuc ambientadas nas etapas do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil. Chega. Hora de mudar.

Mas é uma mudança que vai agradar os fãs do automobilismo, não tenham dúvida. O vencedor da promoção que acompanha a etapa deste fim de semana aqui em Interlagos, quinta da temporada, vai levar para casa um material editorial de primeiríssima qualidade.

O kit reservado ao vencedor da promoção inclui as edições de 2008, 2009, 2010 e 2011 do anuário “Porsche Sport”, editado na Alemanha pela Gruppe C e contemplando todas as competições do automobilismo mundial que têm envolvimento da marca. Chique, né?

E não é só isso, como diriam naquele canal que vende televisão, microondas, micro system, microscópio, limpa-vidro, limpa-chifre e facas Ginsu. O kit reservado ao vencedor também vai incluir a edição de 2011 do ótimo anuário “AutoMotor”, assinado pelo Reginaldo Leme (e eu nem tenho ainda essa última edição), e o volume especial “Os 50 anos da Confederação Brasileira de Automobilismo”, também editado pela AutoMotor.

Para não deixar feliz apenas um dos zilhões de fãs da categoria, vou providenciar também exemplares da última edição do “Porsche Sport” para o segundo e o terceiro colocado na brincadeira. Ok, ok, o costume fica mantido com a inclusão de um boné do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil na sacolinha do prêmio de cada um dos três.

O requisito básico vai ser acompanhar, no sábado, as três corridas da etapa, que serão transmitidas no site da categoria e também, pela primeira vez, no perfil do Facebook. E o Guilherme Bantel acaba de me soprar, aqui da mesa ao lado, que nossa transmissão também estará no Total Race.

E por que é obrigatório, coloquemos assim, assistir às corridas para participar da promoção? Elementar: a brincadeira consistirá na resposta a uma pergunta - relacionada à categoria, claro - que vou lançar em algum momento da transmissão, que deverá ser endereçada ao meu perfil do Twitter acompanhada da hashtag #PromoBLuc. A primeira resposta correta leva o kit completo. As duas demais valem os prêmios de segundo e terceiro lugar.

Simples, não?

As corridas da quinta rodada da categoria Cup, no sábado, terão largada às 11h05 e às 14h25. A da Challenge vai começar às 13h20. Cada corrida tem duração de 25 minutos e mais uma volta e os internautas participam da transmissão mandando mensagens pelo Twitter.

Eventuais xingões e babaquices afins não serão lidos durante a transmissão. Ou serão, se eu não estiver num dos meus melhores dias.

ATUALIZANDO EM 26 DE JULHO, ÀS 18h53:
O Lucas Amaral acabou de mandar mensagem via Twitter lamentando que não vai poder concorrer ao prêmio da vez porque estará no autódromo acompanhando as corridas. Balela. A narração da internet será compartilhada com o paddock do autódromo, onde estarão milhares de torcedores. Chances iguais a todos que tenham qualquer dispositivo de bolso permitindo acesso ao Twitter.

Na íntegra: Mercedes-Benz Grand Challenge, 7/16

SÃO PAULO - Aqui de Interlagos, onde os pilotos cumprem os primeiros treinos da quinta etapa do Porsche GT3 Brasil, recebo do Rodrigo, do Portal GT, a informação de que já está disponível na internet a íntegra da sétima etapa do Mercedes-Benz Grand Challenge.

A corrida aconteceu sábado passado nos restos mortais de Jacarepaguá e está aí abaixo, tal qual a transmitimos ao vivo pelo Portal GT, com comentário do André Duek, reportagem do Kaká Ambrósio e minha narração.

Nos primeiros momentos, ainda durante a volta de apresentação, o áudio ambiente sobrepõe-se às bobagens que nós dizíamos aos GTnautas - é algo que vamos tratar de resolver para as próximas, por enquanto fica aqui meu pedido de desculpas a quem nos prestigiou no sábado e aos que vão ver a corrida agora, aqui no BLuc.



Como sempre, as demais corridas do meu último fim de semana carioca vão pingar por aqui, também, nos próximos dias. Ou nas próximas horas.

ASSISTA TAMBÉM:

Mercedes-Benz Grand Challenge: primeira etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: segunda etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: terceira etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: quarta etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: quinta etapa

Mercedes-Benz Grand Challenge: sexta etapa

Grid lotado

SÃO PAULO - Fico sabendo mais coisas do automobilismo de Cascavel quando estou cá, longe, do que quando estou lá. Gozado.

A notícia é boa e chega da seara do Campeonato Metropolitano de Marcas & Pilotos, que terá as duas baterias da segunda etapa no próximo fim de semana, na mesma programação da sexta prova da Fórmula Truck. As informações vêm todas já cozidas do meu repórter Guinho Biberg, ele próprio um participante da prova – a título de cachê, ele ganha a foto dele, na falta de coisa melhor, abrindo o post.

Justamente por acompanhar a Truck, essa corrida do Marcas tem atraído bem mais interesse. Pilotos de Londrina e de Curitiba já se mobilizam para tomar parte da disputa, que até agora, início de noite de quarta-feira, a nove dias do início dos treinos, já tem confirmados nada menos que 37 carros. A lista está aí abaixo, não tem o mínimo caráter oficial e foi elaborada a partir do que os pilotos passam o dia conversando pelo Facebook – acho que nenhum deles trabalha. O DataLuc apurou que o número de carros inscritos possa chegar às cinco dezenas.

(Adendo do dia seguinte: mais alguns carros foram anunciados para a corrida da semana que vem, e vou incluí-los nessa lista aqui todos os dias, à medida em que suas participações sejam sinalizadas, bem como serão atualizadas as formações de duplas; assim, obviamente, a conta não vai bater nos 37 que citei ontem. Observações posteriores de que a conta está errada, portanto, serão sumariamente descartadas.)

0 – Mocelin/Francisco Júnior dos Santos (Cascavel/VW Voyage/grupo A)
1 – Luis Rosa (Oberá/VW Voyage/grupo N)
2 – Edoli Caús Júnior (Cascavel/GM Corsa/grupo A)
3 – José Newton Ficagna (São Miguel do Iguaçu/VW Voyage/grupo N)
4 – Gustavo Magnabosco (Catanduvas/VW Gol/grupo A)
4 – Adriano César Botelho (Londrina/VW Gol/grupo A)
5 – Marcos Cortina (Cascavel/VW Gol/grupo N)
5 – Carlos Aidartz (Londrina/VW Gol/grupo A)
6 – Edgar Favarin/Israel Favarin (Cascavel/VW Gol/grupo A)
7 – Jair Peasson (Cascavel/VW Gol/grupo A)
8 – Renato Ribeiro (Curitiba/VW Gol/grupo A)
9 – Miguel Laste (Toledo/Ford Escort/grupo A)
13 – Gelson Veronese/Flávio Poersch (Cascavel/VW Gol/grupo A)
14 – João Paulo Gelain (Santa Rosa/VW Gol/grupo A)
17 – César Bonilha (Londrina/VW Gol/grupo A)
19 – Leônidas Fagundes/Vinícius Fagundes (Cascavel/GM Corsa/grupo A)
21 – Paulo Vessaro (Cascavel/Fiat Palio/grupo A)
22 – Wanderley Faust (Cascavel/Ford Ka/grupo A)
23 – Beto Vanzin (Cascavel/VW Gol/grupo N)
25 – André (Itajaí/VW Voyage/grupo N)
34 – Daniel Reisdorfer (Cascavel/VW Gol/grupo A)
35 – César Vendrame (Cascavel/VW Gol/grupo N)
38 – André Jacob (Londrina/VW Gol/grupo A)
46 – Diego Barroso (Cascavel/Ford Ka/grupo A)
66 – Ruy Chemin (Foz do Iguaçu/VW Gol/grupo A)
67 – César Chimin/Edson Massaro (Cascavel/VW Gol/grupo N)
69 – Gilliard Chmiel/Gelmar Chmiel Júnior (Quedas do Iguaçu/VW Voyage/grupo N)
75 – Anselmo Branco/Marcos Romera (Londrina/VW Gol/grupo A)
77 – Lúcio Seidel/Rodrigo Bonora (Curitiba/VW Gol/grupo A)
80 – Ingmar Biberg (Cascavel/VW Gol/grupo A)
84 – Cido Moraes (Cascavel/VW Gol/grupo N)
88 – Marco “Tiko” Romanini (Cascavel/VW Gol/grupo A)
88 – Jeferson Fonseca Júnior/Cléber Fonseca (Cascavel/VW Gol/grupo N)
96 – Thiago Klein (Cascavel/Ford Fiesta/grupo A)
99 – César Bonilha (Londrina/VW Gol/grupo A)
171 – Paulo Bento (Cascavel/Renault Clio/grupo A)
177 – Daniel Kaefer (Cascavel/Ford Ka/grupo A)
207 – Marcos Ramos (Curitiba/Peugeot 207/grupo A)
313 – Edenilson Silva (Cascavel/VW Voyage/grupo N)
370 – Luiz Fernando Pielak (Cascavel/Ford Fiesta/grupo A)

Os mais atentos terão notado que o César Bonilha aparece na lista duas vezes. É que ele reservou vaga para dois dos carros de sua equipe, sem ainda ter confirmado quem serão os pilotos. Há vários casos carros com números iguais, isso resolve-se facilmente colocando um algarismo qualquer antes ou depois. Da mesma forma, indiquei por minha conta o número 0 para o carro que ainda não tem número definido.

Chamam atenção ali duas duplas formadas por pais e filhos. Edgar Favarin, que penso ser o sujeito que mais voltas completou no autódromo de Cascavel, fará uma participação inédita com seu filho Israel (cacete, esse moleque nasceu ontem, lembro da cervejada que o Edgar pagou lá no clube quando a família aumentou, e agora está correndo de carro; meus cabelos brancos não aparecem à toa), enquanto Vinícius Fagundes estreia correndo ao lado do pai Leônidas.

Por fim, devemos considerar que ainda não há curitibanos na lista, e esses certamente vão marcar presença – bem como vários outros pilotos de Cascavel que ainda não deram o ar da graça. Semana passada, em Jacarepaguá, conversei com o Wellington Cirino, que trabalha na equipe do José Cordova no Mercedes-Benz Grand Challenge. Cirino me contou que Cordova, curitibano, estará em Cascavel com alguns carros de sua equipe, também. Perguntei ao Wellington, que é piloto da Truck, se considerava a possibilidade de também participar da corrida de Marcas. Ele não respondeu, só riu e disse que sou curioso demais.

Sou nada.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Instantâneos

SÃO PAULO - Imagino que a intenção fosse mostrar a obra nos boxes do novo autódromo de Cascavel, que estão quase prontos. Mas o que me chamou atenção foi outra coisa... Ao fim dessa, reta, depois da pista de arrancada, não deveria haver o Bacião? Cadê o Bacião?

Bem, quem for correr lá vai descobrir e nos contar. A foto é do Vanderley Soares, o nosso "Zoião". Bela foto, como todas as dele.

ATUALIZANDO EM 25 DE JULHO, ÀS 21h15:
Vendo a foto, o Juliano Bastos levantou lá no Twitter uma outra questão, bem mais contundente que a minha: que sentido da pista de concreto os carros de arrancada vão cumprir? Vão desacelerar no Bacião ou na antiga curva Um, nova curva da Vitória? Reflexão interessante.

O xerox do Queirolo

SÃO PAULO - Ano passado, embora eu tenha frequentado muito pouco os bastidores do automobilismo lá de Cascavel, já estava ficando irritado com o Marcos Cortina. A cada vez que me via, o papo era o mesmo, queria que eu providenciasse para ele fotos do Corvette que o Pedro Queirolo pilotava no então Itaipava GT Brasil, hoje Campeonato Brasileiro de Gran Turismo.

Nem lembro se enviei alguma foto ao Marcos, é bem provável que não. Fã de piloto enchendo o saco aparece a toda hora, era o que eu pensava, acho que era isso que eu pensava. Ele que se vire, eu devo ter pensado, também.

Hoje, recebendo as fotos aí de baixo, entendi por que ele tanto queria as fotos. Sei lá se é fã do Pedro, mas virou fã do layout do carro, sem dúvida. Nem vou contar pro Marcos que o carro do Pedro, agora participando da Top Series, é todo branco. Vai que ele resolve pintar tudo de novo, não ficaria pronto a tempo de participar da corrida da semana que vem, na preliminar da Fórmula Truck em Cascavel.



Mais longe, mais rápido

SÃO PAULO - "A melhor distância entre dois pontos" é slogan que já usaram num comercial, não lembro do quê. No VT, a linha reta era substituída por um arco que formava um sorriso estilizado. Bem boladinho, até, o tal do comercial, mas não tão eficiente, pois se o fosse eu lembraria qual era o produto ou serviço anunciado.

Enfim, a melhor distância entre dois pontos é o que vão procurar os milhares de torcedores que vão marcar encontro mês a mês no autódromo de Cascavel, por conta dos eventos que ali serão promovidos em profusão, lista que será aberta pelas nobres Fórmula Truck, em agosto, e Stock Car, em setembro.

Pois o Osires Júnior, que de um ano pra cá aprendeu tudo e mais um pouco sobre autódromos, foi quem jogou na rede o mapa aí de baixo, que ensina um caminho para entrar e sair do autódromo evitando os inevitáveis congestionamentos na BR 277, que abriga a pista de corrida à sua margem.

Se você vai às corridas, portanto, deve salvar o esquema em seu desktop e decorá-lo. Num plano B simples e eficiente para os mais cabeças-ocas, imprimi-lo é bom negócio.

Dica de campeão

SÃO PAULO - Dividi o voo de hoje de Cascavel a São Paulo com o piloto Diogo Pachenki, campeão da Stock Car Light e da Copa Montana. Tinha tirado o time das pistas neste ano, voltou à Copa Montana para uma participação na corrida de dez dias atrás no Rio, levou azar e abandonou no começo. Não sabe se continua correndo, mas como a categoria das picapes vai integrar etapa da Stock Car em Cascavel, nossa cidade, ele nem considera a possibilidade de ficar fora da corrida de 16 de setembro.

Na chegada a Guarulhos, Diogo tocou no assunto da Fórmula Truck. Lembrei a brincadeira aqui do BLuc que está valendo um par de ingressos para a corrida de domingo que vem, da qual ele já sabia. Supôs, o Diogo, que o palpite vencedor da PromoBLuc vai ficar na casa de 1min16s ou 1min17s. Instantes depois, retrucou: vai ser na casa de 1min15s.

Vindo de quem vem, é uma dica considerável aos tuiteiros de plantão.

Kartódromo bombando

SÃO PAULO - Termina hoje a programação de treinos livres do Brasileiro de Kart lá em Cascavel. Queria estar lá para acompanhar, mas diz a Bíblia que “tudo não terás”, acho que é na Bíblia que isso está escrito. Já aprendi que é assim.

O kart de Cascavel soma cinco títulos no Campeonato Brasileiro de Kart. Jaime Melo, hoje piloto do Mundial de Endurance, conquistou dois títulos na categoria Júnior, nas edições de 1993 e 1994, realizadas em Foz do Iguaçu e em Interlagos. Em 1996, foi a vez do Paulo Pizzoni, que anos mais tarde chegaria à Fórmula 3, conquistar o Brasileiro da Novatos, em Farroupilha.

Cascavel conquistaria um título brasileiro de kart de novo em 2003, em Florianópolis, com Guilherme de Conto na Sudam Júnior – Guilherme, cabe nota, também foi bicampeão da Seletiva Petrobras e chegou a participar da Stock Jr. O último título da cidade no Brasileiro, três anos atrás, aconteceu com André Pedralli, na Júnior, em Goiânia. André, o rapazola sorridente aí da foto, estreou no último fim de semana na F-3 sul-americana pela Bassan, em Curitiba, e conquistou dois terceiros lugares. Ele está na pista pelo Brasileiro em Cascavel, agora competindo na Graduados.

No campeonato desta semana lá pertinho de casa são 212 os pilotos inscritos, que somados aos 203 de duas semanas atrás no Beto Carrero World perfazem o óbvio total de 415 participantes do Brasileiro, que tem em 2012 sua 47ª edição.

É recorde absoluto, superando os 402 participantes do ano passado. As baterias marcadas para entre amanhã e sábado vão apontar os campeões das categorias Fórmula 4, Novatos, Graduados, Sudam Júnior, Sênior A, Sênior B e Super Sênior.

Um belo reinício de história para o Kartódromo Delci Damian, que chega revitalizado e reformado a seu vigésimo aniversário. Cascavel não brincou em serviço, providenciou padrões de primeiro mundo para o kartódromo e para o autódromo e, como já tenho alertado há algum tempo, vai dominar o mundo.

É uma história bonita que muitos deram improvável quando o kartódromo foi palco de atuações lamentáveis como as minhas na Copa Tarobá de Kart de 1994.

13 anos do "perde, sim!"

GUARULHOS - Aí que está todo mundo no Twitter comentando a mesma coisa, então vai um registrinho insignificante aqui: faz 13 anos, hoje, que o Tony Kanaan ganhou a primeira corrida dele na Indy, em Michigan. Eis a última volta daquelas 500 Milhas:


Para o público brasileiro, foi a corrida do clássico "não perde mais... Perde!, perde, sim!" com que o Téo José se viu às voltas na narração para o SBT, com o Max Papis, líder até então, ficando sem combustível nos últimos metros. Dá para conferir aqui aquela inesquecível narração do Téo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Caminho livre

CASCAVEL - Um dos pontos altos do evento do último domingo no finado autódromo de Jacarepaguá foi a atuação de Márcio Campos, atual campeão e líder do Mercedes-Benz Grand Challenge, na largada da oitava etapa, que transmitimos ao vivo pela Rede TV!.

Márcio largava em sexto, já que seu pai e companheiro de equipe, João Campos, havia vencido a corrida da véspera – as seis primeiras posições de um resultado final são invertidas para a largada seguinte, dentro da rodada dupla. Mas foram poucos metros até que o gaúcho de 25 anos assumisse a liderança da corrida para vencer de ponta a ponta.

De dentro do carro do Márcio dá para ver direitinho o oportunismo dele e também o golpe de sorte – todo mundo que estava à sua frente tomou a linha interna da pista e deixou-lhe livre a parte de fora, a que não oferece aderência alguma. “Arrisquei e deu certo”, foi como o piloto resumiu a manobra.

É só conferir.

Tinha que ser o Carlos, mesmo!

LEIA TAMBÉM:
O fim está próximo

Um tchau a Jacarepaguá

Cascavel e o GT

CASCAVEL
- Rapidinho, já que o tempo urge e o caminho para São Paulo é grande, vale o registrinho de que em minha última aparição no autódromo de Jacarepaguá tive a satisfação de conhecer o Carlos Seidl. Ator e dublador desde a década de 60, Carlos teve seu trabalho eternizado para o público brasileiro dando voz ao divertido Seu Madruga, do enlatado mexicano "Chaves".

Durante a transmissão da etapa de domingo do Brasileiro de GT, inclusive, colocamos o "Seu Madruga" a falar com o público da Rede TV!. Gentil e de bom papo, o Carlos ainda se dispôs a gravar um autógrafo de uns 15 ou 20 segundos pro meu filho de cinco anos, que se diverte bastante vendo os episódios do "Chaves" e do "Chapolim Colorado" na televisão. Mandei a gravação ao Juninho pelo e-mail da Juli, e segundo ela ele arregalou os olhinhos quando percebeu que era o Seu Madruga falando com ele.

Sei lá se isso não deu um nó na cabeça do moleque. Tenho impressão de ter contado a ele, tempos atrás, que Seu Madruga já morreu. Tenho de resolver isso.

Sempre tive bastante curiosidade sobre esse trabalho de dublagem, e os bons minutos de papo com Carlos Seidl nos restos mortais de Jacarepaguá, falo do autódromo, esclareceram bastante coisa. Trabalho é o que não falta, ele garantiu. Foi divertido ver que, quando fala com a voz que dava aos personagens que dublou, ele procura imitar também seus trejeitos. "É para incorporar melhor o espírito da cena. Quando você dubla sem estar vendo a cena é bem mais complicado", contou. É de se supor que sim.

domingo, 22 de julho de 2012

Vencedores desclassificados

RIO - Falei agora, por telefone, com o Léo Burti, que já está em casa. Ele e o Válter Pinheiro venceram hoje a oitava etapa do Campeonato Brasileiro de Gran Turismo em Jacarepaguá, mas o resultado foi anulado. O carro da dupla, um Lotus Evora, foi desclassificado da corrida depois da vistoria técnica.

A desclassificação deveu-se à instalação, no carro, de uma peça do acelerador, em forma de borboleta, fabricada em 2011. O regulamento técnico do GT homologa apenas o kit de peças de 2012, já enquadrado nas normas da equalização técnica.

"É bem diferente a peça. A gente até considerou recorrer da desclassificação, o problema é que a peça que estamos usando no carro melhora um pouco o rendimento. Então a punição foi justa, não podemos discutir isso", lamentou o Léo. "Houve uma falha de comunicação da Lotus com a equipe. Foi pena, mesmo, porque o carro estava ótimo, mesmo sem nada fora do regulamento nós tínhamos condição de andar na frente e de ganhar a corrida. Paciência, agora é resolver essa questão e partir para a próxima".

Assim, todas as categorias do Brasileiro de GT tiveram gaúchos vencendo. Na GT4, com a punição a Léo e Válter, o vencedor foi o Matheus Stumpf, de Caxias do Sul, parceiro do baiano Patrick Gonçalves na pilotagem do M3 do BMW Team Brasil. Na GT3 - e na classificação geral -, vitória de Cláudio Ricci, de Passo Fundo, que tem o paulistano Rafael Derani como companheiro na pilotagem da Ferrari F458 da CRT. Na GT Premium, dois gaúchos ficaram com o primeiro lugar: Carlos Kray, de Campo Bom, e Andersom Toso, de Porto Alegre, que pilotam um Lamborghini LP520.

E, só para não passar em branco, na sétima etapa do campeonato, que abriu a rodada dupla ontem, Toso e Kray ganharam na GT Premium. As outras duas categorias tiveram vitórias de duplas paulistas: Paulo Bonifácio/Sérgio Jimenez na GT3, com Mercedes-Benz SLS, e Sérgio Laganá/Alan Hellmeister na GT4, de Aston Martin Vantage.

A foto lá de cima é de arquivo, não tenho aqui nenhuma do fim de semana no Rio. E era isso, por hoje.

Um tchau a Jacarepaguá

RIO - Não sou exatamente um habitué de Jacarepaguá, falo do autódromo. Longe disso, devo ter estado ali um pouco menos ou um pouco mais de dez vezes, a primeira delas em maio de 2003, uma etapa da Stock Car que teve dois cariocas no pódio, o Sandro Tannuri e o Duda Pamplona, com vitória do meu conterrâneo cascavelense David Muffato. Aquele foi o fim de semana em que ouvi uma das histórias mais incríveis da minha vida, e essa nada tem a ver com automobilismo, mas com vassouras e bistecas, então deixo-a para outra ocasião.

Foi em Jacarepaguá, em dezembro daquele mesmo 2003, que comecei minha carreira de locutor de corridas, na última etapa da Pick-up Racing. Foi no dia em que capturaram o Saddam Hussein, foi a última corrida da vida do Gerson Marques, criador da categoria. Um trabalho que está indo longe, já, quase nove anos, hoje mais voltado a transmissões de tevê e internet que à comunicação com público das arquibancadas. Tenho isso pra contar, é um legado, afinal.

Durante a transmissão do Brasileiro de GT para a Rede TV!, horas atrás, o Kaká Ambrósio, que é da gema e assina nossa reportagem de box, fez um relato apaixonado de algumas de suas experiências em Jacarepaguá, falo sempre do autódromo e não do bairro, a primeira entrevista que ali fez em 1981 com o Raul Boesel numa corrida de Fórmula 1, a vitória de André Ribeiro que presenciou, citou mais alguma coisa. Tudo que o Kaká vai acompanhar agora é a demolição do autódromo.

Havia um acordo judicial, costurado e anunciado aos quatro ventos pela Confederação Brasileira de Automobilismo, garantindo que as marretadas no Nelson Piquet, falo do autódromo, só seriam autorizadas quando um novo autódromo estivesse concluído. Não há novo autódromo, a área que apontaram para isso é inviável por centenas de razões. Não é a vinda dos Jogos Olímpicos a responsável pelo fim do autódromo. Não haverá Jogos Olímpicos ali. O velódromo é inviável. O parque aquático, a céu aberto, idem. Ali hoje há um centro de treinamentos onde ninguém treina, é o máximo a que vai chegar até que as marretadas definitivas deflagrem a inauguração de um pomposo condomínio de luxo, porque Jacarepaguá, falo do bairro, já consta como Barra da Tijuca nas tabelas de cotações imobiliárias desde há muito. Contas bancárias vão engordar, não deve haver lugar no mundo onde quem tem a faca e o queijo nas mãos não aprecie uma boa tábua de frios ou um bom sanduba.

Ouvi durante o fim de semana do GT em Jacarepaguá, falo do autódromo, que a prefeitura aqui do Rio reserva uma verba até considerável à manutenção do autódromo, que de manutenção não recebe nada, há eras não colocam um parafuso novo no autódromo. Há instalações precárias, muito precárias, e confesso meu acesso de curiosidade sobre onde vai parar essa, hã, verba de manutenção. Ficou na curiosidade, sou péssimo investigador, pecado imperdoável para um jornalista, além do que eu tinha coisa bem mais importante a fazer, como dar risada, e ri muito na sexta-feira, lá mesmo, no autódromo, ouvindo boa música sertaneja em companhia de gente do bem. Ninguém que participe do rateio da tal verba, asseguro-lhes.

É errado dizer que o automobilismo do Rio acabou. O automobilismo daqui é forte, tem tradição, despeja há décadas ótimos profissionais no mercado das corridas. Acabou, sim, o autódromo – ok, a pá de cal virá só daqui a duas semanas, com o Brasileiro de Marcas. Há etapa do Moto 1000 GP marcada para Jacarepaguá no começo de dezembro, duvido que os promotores do campeonato não vão transferi-la para outra vizinhança. Quem é daqui vai espernear um pouco mais que quem é de fora, com o tempo as coisas vão se encaixando – já expus esse senso-comum em quantas situações aqui mesmo no BLuc? –, quem trabalha com automobilismo aqui vai se ver trabalhando noutras cercanias, já falam até em transferir as competições do Campeonato Carioca para Interlagos e Belo Horizonte, e acho que nesse caso à alusão correta seria a Santa Luzia, onde existe a pista de corridas do Mega Space. As pessoas se adaptam às coisas, mesmo quando as coisas são ruins, isso é uma das qualidades das pessoas.

No fim, foi legal ter conhecido Jacarepaguá, falo do autódromo a que dei tchau quando de lá saí horas atrás, tenho dessas bobagens comigo. Lamento demais sua morte. Sem corridas aqui, que pretexto vou ter pra vir ao Rio e conhecer o boteco do Cacá Bueno, cuja existência só me foi revelada ontem? Como é que vou descobrir o que havia no subsolo da torre de controle (e também só soube hoje, vi, que a torre tem um subsolo)? Quando é que vou transmitir uma corrida de novo tendo o Rodrigo Mattar como comentarista, algo que armamos no total improviso ontem para os internautas? Quando é que vou voltar com o Fábio Seixas ao Barril 8000 pra terminar de pagar minha aposta futebolística, já que perdi pra ele duas caixas de cerveja e ele só aguentou tomar sete garrafas, com ajuda minha e do Pedro Rodrigo? Será que um dia venho com a Juli e o Juninho ao Rio de Janeiro para voltarmos ao Cristo e andarmos no bondinho, como fizemos duas vezes na carona do calendário de corridas? Se não vier mais ao Rio, estarei condenado a nunca mais me empanturrar dos biscoitos Globo?

E, mais importante que tudo isso: onde o Plotter vai morar?

Você no paddock de Interlagos

RIO - Encerrada a correria do Brasileiro de GT em Jacarepaguá, a cabeça já vai para Interlagos, onde no próximo fim de semana teremos etapa do Porsche GT3 Brasil. A categoria, inclusive, está usando e abusando das redes sociais para deixar seu público o mais próximo possível da festa.

Desta vez, os fãs das corridas porschísticas podem se valer de um aplicativo desenvolvido para o Facebook e, a partir disso, acompanhar as corridas de sábado do paddock ou da área dos boxes de Interlagos.

O primeiro passo é “curtir” (coisas do século 21) a fan page da categoria, essa aqui. Depois é só acessar a aba “Ingresso Online” e preencher o formulário. Os dados do torcedor cadastrado estarão automaticamente incluídos na lista de convidados na portaria do autódromo, ao lado das catracas de entrada do portão 7.

Haverá estacionamento gratuito, no bolsão do autódromo, um fator diferencial interessante. E todo mundo vai receber, já na entrada, um boné do Porsche GT3 Cup. Mamão com açúcar, definiria um conhecido meu.

A etapa de maio em Interlagos já teve uma ação parecida e mais de duas mil pessoas dividiram espaço com a gente, várias delas aparecem aí abaixo na foto feita pelo Ramon de Augustinis, foi um clima de trabalho bem bacana. E devem rolar mais alguns arregos ao público durante a semana, lá no Twitter da categoria.

Vergonha

RIO - Dificilmente dou algum pitaco sobre Fórmula 1 aqui, até porque acompanho mal e porcamente o Mundial e não tenho nenhuma informação ou percepção que vários outros já não tenham manifestado.

Mas dói, e dói muito, ver quando uma entidade pune alguém por competência, caso de hoje da FIA com o acréscimo de 20 segundos ao tempo de prova de Sebastian Vettel por ter avançado além da faixa delimitadora da pista quando ultrapassou Jenson Button e tomou-lhe o segundo lugar no GP da Alemanha.

O Ivan Capelli, blogueiro e faz-tudo lá do sul que tem outro nome, vasculhou no YouTube e trouxe em seu perfil tuítico um vídeo de nove anos atrás, com Michael Schumacher ultrapassando Jarno Trulli exatamente no mesmo ponto da manobra polêmica de hoje. Vejam aí.



Schumacher terminou aquela corrida em sétimo, com Trulli em terceiro. Vitória foi de Juan Montoya.

Vários colegas chamaram atenção para duelos como René Arnoux x Gilles Villeneuve no GP da França de 1979, ou Felipe Massa x Robert Kubica no GP do Japão de cinco anos atrás, esta também disponível pela câmera onboard do brasileiro. Pela lógica imbecil que a FIA trouxe à tona hoje, esses quatro teriam sido presos, ou executados em praça pública.

O esporte, de modo geral, sente vergonha por decisões como a de hoje.

sábado, 21 de julho de 2012

Luc Parade

RIO - Alguém na vizinhança com o som em volume bem acima do limite do bom senso programou uma seleção musical ótima, para alívio dos meus ouvidos. Acabou de tocar "Hotel California". Deu vontade de ouvir de novo.


O vídeo, diz o YouTube, é de 1977. Quando eu nasci o Eagles fazia sucesso com a música há quase um ano.

Costumo dizer que se "Hotel California" fosse brasileira teria sido escrita por Raul Seixas.

Cascavel e o GT

RIO - Definida a questão da Stock Car, que já confirmou seu retorno à cidade na etapa de 16 de setembro, chega a hora de Cascavel resolver a vida com o Campeonato Brasileiro de Gran Turismo.

O calendário original da categoria prevê sua estreia na reformulada pista cascavelense para 18 de novembro. Houve, num primeiro momento, entendimentos entre o Município e a SRO Latin America, promotora da competição, para que a inédita etapa em Cascavel fosse antecipada para 2 de setembro, o que evitaria um confronto com a Expovel, exposição-feira agropecuária enraizada desde sempre no calendário de eventos de novembro, parece-me que neste ano vai do dia 9 ao dia 18. A preocupação, que acho até exagerada, era a de um evento tirar público do outro.

Com o anúncio da corrida da Stock Car, alguns fatores inviabilizaram a ida do GT em setembro. Juraci Massoni, presidente do Automóvel Clube de Cascavel, confidenciou que tentaria negociar com a SRO uma mudança para 14 de outubro. Que não vai rolar, acabei de apurar aqui no Rio.

A SRO deve confirmar ainda hoje à tarde a sede da etapa de 2 de setembro. Se alguém me pedir um palpite, eu lasco Campo Grande. Cascavel não está descartada do calendário e tem agendada para 18 de novembro sua única possibilidade de receber a categoria, dependendo para isso de providenciar a montagem de uma torre para cronometragem e direção de prova e a instalação de arquibancadas. Caso não consiga, a etapa deverá acontecer no autódromo de Curitiba, onde as competições que compõem o evento já estiveram em maio.

Lembrando sempre que, juntamente com as supermáquinas do Brasileiro de GT, irão ou iriam a Cascavel o Mercedes-Benz Grand Challenge, a Spyder Race e o ELF Superbike.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Melzinho na chupeta

RIO - O dia está corrido por aqui, mas reservei três minutinhos para uma promoçãozinha. Que, até pela falta de tempo, será a mais simples da história da PromoBLuc.

Serão cinco contemplados. Cada contemplado vai levar um kit contendo um par de credenciais de visitação aos boxes do Brasileiro de Gran Turismo, além de seis ingressos para o evento do fim de semana.

Para participar, basta postar lá no Twitter, endereçada ao meu perfil, a resposta à seguinte pergunta:

Que autódromo recebe neste fim de semana a quarta rodada dupla do Campeonato Brasileiro de GT?

É importante que a resposta esteja acompanhada da hashtag #PromoBLuc e do link do Sorteie.me, http://kingo.to/19d7, que vai determinar os ganhadores.

Faço o sorteio hoje à noite e os kits de credenciais e ingressos estarão à disposição dos contemplados a partir de amanhã cedo, no portão 7 do autódromo de Jacar... Ops!, não vou antecipar a resposta a ninguém. Quem quiser que vá pesquisá-la.

Volto ou não volto?

RIO - Bem, hoje sei que é no Rio de Janeiro que estou, pelo menos até o fim do expediente. É bom viver sem dúvidas crueis, sempre digo isso.

Sempre digo, também, que a verdade é uma mentira bem contada, ou uma mentira contada várias vezes. É que, de verdade, nunca digo isso; logo, acabei de mentir.

Mas alguém disse, e diz, que a verdade é uma mentira contada várias vezes, e tenho percebido isso com mais clareza nesta última semana, desde a confirmação de que o Metropolitano de Marcas & Pilotos terá uma etapa na programação da Fórmula Truck que vai reinaugurar o autódromo de Cascavel daqui a duas semanas.

No próprio evento de quarta-feira no autódromo, que confirmou a inclusão da categoria regional na programação da Truck, respondi seis vezes à mesma questão: não, não vou, não iria, participar da corrida de Marcas. Não corro desde 2006, e mesmo quando corria o fiasco era completo, só tomada de tempos e corrida, sem treino, carro emprestado, passando longe do mundo ideal.

Ontem, acreditem, fui inquirido a respeito no aeroporto de Curitiba, por um conhecido que há muito não via, desde sustos passados. Não, camarada, não vou correr. Ou vou?

Beliscaram tanto o assunto que já estou considerando a possibilidade. Não será surpresa se na semana que vem eu sair à rua de pastinha embaixo do braço mendigando cotinhas de patrocínio para a despesa da corrida.

Correr na reinauguração do autódromo seria, de forma ou outra, uma história interessante para contar depois.

Luc Parade

RIO - Foi o Victor Martins, numa de suas peculiares comemorações tuíticas dos parcos gols do Palmeiras, quem fez menção, ontem, ao sucesso de quase cinquenta anos atrás. É mais velho do que eu pensava, o Vitonez.

Não achei na internet, deve ser mosca branca, uma gravação em que a Giane cante "Dominique". Vai aí uma versão dublada, mesmo, de 2006, num programa do Sílvio Santos.


E o Lombardi está na minha lista de caras que deveriam ser imorríveis.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Manhãs de setembro

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - A conversa não era comigo, mas não sou surdo e acabei escutando.

Foi no dia 4 de fevereiro, quando o prefeito Edgar Bueno reuniu centenas de pessoas no autódromo de Cascavel, entre elas pilotos e dirigentes importantes, para anunciar que a partir daquele dia a coisa iria, que Cascavel voltaria ao cenário do automobilismo, aquilo tudo. Foi evento de dia inteiro, costelões assados ao fogo de chão como manda a tradição de lá, cumprimentos, tapinhas nas costas, esperanças e dúvidas, muitas dúvidas.

Entre um aperto de mão e outro, ouvi um amigo dizer a um rapaz que não conheço que seria em setembro, que entraria para a história. Quem entra para a história em setembro além de Dom Pedro e Osama Bin Laden?, eu quis saber. Não era quem. Era o quê. O amigo pediu duvidoso sigilo, mas falou sem papas na língua que tratava-se de uma etapa da Stock Car no autódromo de Cascavel. E que o setembro em questão seria o próximo.

Carlos Col esteve na churrascada daquele dia. Bati um papo com ele, inclusive. Não incluí na edição para o blog a questão sobre a viabilidade de inclusão de Cascavel no calendário de 2012, que me fora revelada instantes antes, porque a resposta que deu, não lembro exatamente qual foi, era um despiste total.

Desde o início das obras no autódromo, e as principais começaram qualquer coisa em torno de dois meses atrás, Col esteve em Cascavel três ou quatro vezes. Na última, uma visita que ainda nem deve ter terminado, mandou chamar a imprensa no autódromo, expôs algumas considerações e anunciou, duas horas atrás, que a oitava etapa da Stock Car está transferida para Cascavel.

O motivo alegado para a mudança, que ouvi do meu amigo naquela churrascada de fevereiro e só expus aqui no blog na semana passada, foi mesmo o fuso horário de Campo Grande, que teria implicações na transmissão ao vivo pela Rede Globo - a capital de Mato Grosso do Sul constava até hoje como sede da corrida de 16 de setembro.

Para a maioria, como já devo ter dito dias atrás, apenas a missão de mudar as reservas de hotel e passagens. Para Cascavel, é um momento de festa. Festa que pode rolar ao som de "Manhãs de setembro", trilha sonora que meu amigo sugeriu cinco meses atrás.

Instantâneos

SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - Esse tal Facebook é interessante, basta dar a ele a peneira adequada. Olha só a foto que o mito Jan Balder postou por lá.

Porque nada se sobrepõe a uma linguagem universal.

O fim está próximo

CASCAVEL - Como a fila está extensa, há tempo para mais um pitaquinho: vale a leitura do artigo que o Américo Teixeira Júnior publicou em seu Diário Motorsport sobre a lenda do novo autódromo em Deodoro.

É a pá de cal para o automobilismo no Rio de Janeiro. Lastimável.

Stock em Cascavel

CASCAVEL - Estou no aeroporto de Cascavel, com o comandante da Trip esperando minha boa vontade para abrir os procedimentos de decolagem, e tal. Mas estou esperando aqui desde as seis da manhã, então tenho lá um creditozinho.

Carlos Col, o capitão da Stock Car, está no autódromo daqui, em mais uma andança pelo canteiro de obras, e vai anunciar em entrevista coletiva daqui a pouco - essa é aposta minha e de metade da cidade - que a Vicar transferiu para o Autódromo Internacional de Cascavel a oitava etapa da Copa Caixa Stock Car, marcada para o dia 16 de setembro.

A corrida, em princípio, está agendada para Campo Grande, é o que indica o calendário oficial da categoria. Dia desses já dei uma esmiuçada nos motivos da iminente mudança.

Vou correr para o embarque antes que fique aqui de vez. Daqui a pouco reabro o expediente lá de Curitiba e dou mais alguns pitacos furados no assunto, provavelmente já sob a confirmação oficial.

Jacarepaguá 78

CASCAVEL - Com a iminente extinção do autódromo, vamos ter de nos habituar a tratar Jacarepaguá como coisa do passado que já quase é.

Um bom exercício para isso está nesse vídeo garimpado pelo Du Cardim, com a íntegra do GP do Brasil de Fórmula 1 de 1978, aquele do histórico segundo lugar de Emerson Fittipaldi com o carro da Copersucar.

A Truck na número um do Paraná

LEIA TAMBÉM:
Negócio fechado

De barraca armada

Ingressos da Truck: o início da saga

CASCAVEL
- O primeiro telefonema da manhã é do Ivan Luiz, diretor da Capital FM. Eu não o teria atendido, estaria voando, mas o tempo fechou por alguns minutos, a aeronave que nos apanharia em Cascavel foi direto para Curitiba, fiquei para o voo das dez e pouco da manhã. Mais azarado que eu foi o Vandré Dubiela, parceiro lá do jornal O Paraná, que madrugou para vir ao aeroporto buscar a sogra, que chegaria de Cuiabá na mesma aeronave. Voltou para casa para dormir, o Vandré. Fiquei por aqui, adiantando o expediente que seria tocado a partir do horário do almoço já do Rio de Janeiro.

O Ivan, era dele que eu falava, ligou confirmando que a rádio vai transmitir ao vivo, no dia 5 de agosto, a sexta etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. Que vai acontecer lá mesmo, em Cascavel.

A iniciativa não é novidade. A Capital já havia transmitido a etapa cascavelense da Truck em 1998 ou 1999, não lembro. Participei da transmissão como repórter de box, sob a narração do Raul D’Ávila, faz anos que não o vejo. Em 2006 também houve a transmissão, tanto na AM – que hoje integra a rede CBN – quanto na FM. Eu narrei, o João Passos comentou e também dobrou a reportagem com o João Carlos Gallo. A iniciativa foi repetida em 2007, quando eu estava fora de combate, bem longe de Cascavel.

Volto aos microfones da Capital para a corrida de daqui a duas semanas, foi o que me confirmou o Ivan. Fiquei contente. Além de reconhecer que faltou muito de rádio na minha modesta cancha jornalística, estou absolutamente em casa na número 1 do Paraná.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

De barraca armada

CASCAVEL - Sei lá de onde saiu a história, sempre há algum espírito-de-porco disposto a isso, mas é fato que muita gente pelas bandas de cá ouviu de alguém que não seriam mais permitidos os acampamentos no autódromo de Cascavel.

Balela pura. Seja Fórmula Truck, Stock Car, Moto 1000 GP, Brasileiro de Gran Turismo ou qualquer outra a atração, os acampamentos estão, sim, liberados. Sempre estiveram.

É tradição por aqui - como em Guaporé, em Tarumã, e com um pouco menos de intensidade em Goiânia e Santa Cruz do Sul - a galera armar suas barracas, seus toldos, organizar geladeiras, isopores, colocar o som do carro no último volume (dessa parte eu não gosto, mas gosto não se discute), fazer do automobilismo uma ocasião para três dias de festa, às vezes quatro.

Quem espalhou a cascata da proibição está convidado a acampar no autódromo, também.

Negócio fechado

CASCAVEL - O clima foi de comemoração do gol do Corinthians quando, depois de uma rápida exposição de prós e contras, o prefeito Edgar Bueno deu um soco simbólico na mesa e confirmou aos pilotos e representantes das equipes do Metropolitano de Marcas que a categoria cascavelense terá, sim, as baterias de sua segunda etapa nos dias 4 e 5, como evento-suporte da Fórmula Truck em Cascavel. "Negócio fechado", decretou o Edgar.

Depois de resolvida a questão, comemorada pela categoria daqui como uma grande conquista - é a primeira vez que vão correr para um público tão numeroso, estimado em qualquer coisa perto de 50.000 pessoas -, a rapaziada do Marcas acompanhou o prefeito e o presidente do Automóvel Clube, Juraci Massoni, por uma volta por metade da pista, muita gente ali ainda não tinha visto as obras de perto.

Edgar havia dito, semanas atrás, que a revitalização toda do autódromo custaria algo em torno de R$ 14 milhões. Agora há pouco, me contou que não deverá chegar aos R$ 11 milhões.

A agenda do dia no autódromo ainda não terminou. A essa altura, enquanto trato de recuperar o atraso aqui na agência, o Carlos Col, promotor da Stock Car, está por lá. O ATR da Azul que o trouxe de São Paulo sobrevoou o autódromo em procedimento de pouso pouco antes de eu sair de lá. Vai dar mais uma olhada no trabalho todo para discutir prós e contras - sempre há prós e contras em tudo - com quem de direito no jantar de hoje à noite.

E amanhã cedo, enquanto eu desembarco no Rio de Janeiro, Col vai anunciar a volta da Stock Car a Cascavel para uma corrida no dia 16 de setembro.

Os pilotos, o prefeito

CASCAVEL - O assunto surgiu no início do mês, na semana da etapa da Fórmula Truck em Interlagos. A corrida seguinte, que vai marcar a reinauguração do autódromo de Cascavel, teria em sua programação uma corrida-suporte do Metropolitano de Marcas & Pilotos. Alguns dias depois, com pilotos e equipes já se mobilizando para o evento especial, veio a ducha de água fria. A prova da competição regional estava cancelada.

Idas e vindas até aceitáveis para uma época conturbada sob vários aspectos. Enfim, eis que acaba de tocar meu telefone, um chamado do Juraci Massoni, presidente do Automóvel Clube de Cascavel, que me convidou - ou convocou, não entendi direito - para estar à uma da tarde no autódromo. Foi o prefeito Edgar Bueno quem pediu para convocar pilotos, equipes e ratos de pista para uma meia horinha de conversa ao início da tarde da tarde.

Aos que têm alguma ligação com a competição regional, mesmo que meramente afetiva, presença praticamente obrigatória.

ATUALIZANDO EM 18 DE JULHO, ÀS 11h08:
Se você já havia lido esse post, pode cancelar a consulta ao psicólogo, você não está pinel. A informação era de uma reunião às seis da tarde, mesmo. Só que o Edgar teve de rever a agenda dele e adiantou o encontro em cinco horas, o Juraci acabou de ligar de novo para comunicar a mudança.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Questão de ponto de vista


CASCAVEL - Quem narra os fatos é a Cíntia Azevedo, lá de Curitiba. A imagem aí acima mostra o momento em que, logo após a relargada, Gustavo Magnabosco leva um toque de Pierre Sabbagh na traseira do carro e sai da pista de pé embaixo.

Esse lance aconteceu no último sábado, no autódromo de Pinhais, era a primeira bateria da Copa Bana de Marcas & Pilotos. Pierre, segundo conta a Cíntia, acabou sendo punido pelo toque, que aconteceu logo depois da relargada.

Embora a câmera onboard do carro do Gustavo deixe bem claro que ele perdeu rendimento momentaneamente por não ter conseguido engatar a quinta marcha com a agilidade habitual.

Magnabosco voltou à pista ao fim da reta na segunda colocação. E venceu a corrida.

Mataram o portuga

CASCAVEL - Recuso-me a qualquer comentário. Vai que isso seja contagioso.

Da gema

CASCAVEL - E o Marcelo Franco, que no mês passado conquistou a primeira vitória dele no Porsche GT3 Cup Brasil, fará no fim de semana sua estreia no Campeonato Brasileiro de Gran Turismo. Vai disputar a quarta rodada dupla, no Rio de Janeiro, pela Hot Car, com um Ford GT. Será parceiro de outro estreante na categoria, Popó Bueno.

Salvo um lapso de memória que não seria o primeiro e nem o segundo de hoje, é a primeira dupla carioca da história da categoria, formada para o evento que marca o fim da história do autódromo de Jacarepaguá.

No campeonato monomarca da Porsche, Popó, mais experiente, presta a Marcelo uma consultoria que já se convencionou tratar como coaching.

Eis, aliás, um termo que não vai demorar nadica de nada para eu aportuguesar e transformar em "côutin". O idioma luquês vai dominar o mundo.

Instantâneos

CASCAVEL - Às vezes aparece coisa boa no Facebook. Deve aparecer com mais frequência, eu é que não examino com a devida atenção.

Enfim, a foto aí de cima foi compartilhada por alguém que a viu no perfil, ou página, nunca sei direito, do Marcelo Pacheco, a quem não conheço. A descrição que o próprio Marcelo associou a foto vai aí:

A prova teve 68 carros inscritos, era a "500 km de Brasília', 2ª etapa do Brasileiro de Marcas e Pilotos (o verdadeiro) de 1984, foi realizada em 24 de junho e foi vencida pelo Chevette #57 de Ingo Hoffmann e Marcos Gracia, branco e laranja na segunda fila do grid.
Alguns botas nesta foto são, além do Ingo Hoffmann e Marcos Gracia, Chico Serra, Paulo Júdice, Armando Balbi, Campelo, Luis Paternostro, Alex Dias Ribeiro, Arthur Bragantini, Afonso Rangel, Paulo de Tarso, Fábio Greco, Attila Sipos, Renato Connil, Janjão Freire, Wilsinho Fittipaldi, Sérgio Louzão, Fábio Sotto Maior, Claudio Girotto, Clemente Faria, Paulão Gomes, Xandi Negrão, Jan Balder, Chiquinho Lameirão, Walter Soldan, Victor Steyer, Jayminho Figueiredo, Paulo Hoerlle, Antônio Fornari, Tucano e Waldir Florenzo (Ford Oficial) Paulo Carcasi, Lian Duarte, Ciro Aliperti, Aluísio Andrade, Ruyter Pacheco, Aloísio Andrade Filho, Olicio do Santos, Valdir Florenzo, e Walter "TUCANO" Barch, Edmar Ferreira e outros...


A foto dos carros no grid me lembrou a que o Porsche GT3 Brasil produziu mês passado no Velo Città, essa aí de baixo. É possível que o Dener Pires jamais tenha visto a da corrida de quase três décadas atrás em Brasília. A foto que ele armou com os Porsche em Mogi Guaçu foi inspirada numa ação de 2012, mesmo, produzida na semana das 24 Horas de Le Mans.

São fotos parecidas, é inviável estabelecer parâmetros entre as duas situações. Épocas e mundos distintos, há apenas que se contemplar o que os dois panoramas oferecem de bom.

Mas que o automobilismo dos anos 80 era sensacional, isso era.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

"Peço a Deus que abençoe minha água"

Luiz Tadeu Razia Filho integra uma lista à qual o automobilismo – notadamente o do Brasil – presta atenção maior a cada dia. Talvez seja correto afirmar que seja o líder da tal lista, composta por nomes que poderão, não muito longe da época atual, responder pela manutenção do Brasil na principal competição de corridas de carros do mundo. Líder da GP2 com quatro vitórias em 13 corridas, não há como negar que o baiano de 23 anos seja tópico obrigatório em qualquer conversa acerca de eventuais estreias no Mundial de Fórmula 1 do ano que vem.

Piloto desde os 12 anos, quando estreou em competições de autocross (!), Razia passou pelo kart, onde foi campeão brasileiro de 2004, faturou o Sul-Americano de Fórmula 3 dois anos depois, foi terceiro colocado na Fórmula 3000 europeia em 2007 e 2008 e, no ano seguinte, mudou de mala e cuia para a GP2. No ano passado, trabalhou como piloto de testes na F-1, completando cerca de 200 voltas com o carro do Team Lotus.

Na GP2, Razia passou pela Scuderia Coloni, pela Rapax e pela Air Asia até assinar sua transferência para a Arden. Nas 66 corridas que disputou desde a estreia em 2009, anotou uma pole-position, cinco voltas mais rápidas em corridas, seis vitórias e 16 pódios.

A GP2 foi eleita por quem consome automobilismo como estágio imediatamente anterior à Fórmula 1. Nico Rosberg e Lewis Hamilton experimentaram uma transição imediata. Campeões em 2005 e 2006, estrearam na F-1 nas temporadas seguintes às de seus títulos. Nelsinho Piquet, Bruno Senna e Romain Grosjean também cumpriram fases na GP2 antes da chegada à F-1.

Baiano de conversa solta, Razia mostra-se um tanto reservado e lança respostas monossilábicas quando o assunto envolve seus planos de correr na F-1 em 2013. Foi assim, pelo menos, na rápida conversa do fim de semana com o BLuc. Um pingue-pongue sem qualquer pretensão de causar impactos bombásticos ou trazer impressões reveladoras. Um papo, apenas.

BLuc – Suas ultrapassagens têm destoado da média. O que é que você bebe para arriscar e consumar essas manobras ousadas?
Razia – Eu bebo bastante água, e peço a Deus que abençoe essa água todos os dias. Talvez isso possa explicar essa habilidade.

BLuc – O que pesa a seu favor e também contra você na caça ao título?
Razia – Psicologicamente eu estou em um patamar muito bom, estou confiante, audacioso e também constante. Preciso, agora, manter os pés no chão, como dizem, para me concentrar no dia-a-dia. Estou muito feliz por ser um representante brasileiro com chances reais de ganhar o título pela primeira vez, mas não posso deixar que esses pensamentos atrapalhem a minha dedicação diária. Preciso viver e tirar o máximo de mim todos os dias e as contas no fim do ano vão ser feitas por si só.

BLuc – A Arden é a grande força da GP2?
Razia – É um processo engraçado, esse. No começo do ano, quando entrei na Arden, todas as pessoas me davam como carta fora do baralho, por estar em uma equipe de mediana para ruim. Agora todos comentam que a Arden é uma equipe de ponta, e por isso os meus resultados. Então deve ser isso, mesmo.

BLuc – E o nível dos pilotos da GP2, condiz com esses predicados?
Razia – A categoria tem pilotos de um nível muito alto, tecnicamente e profissionalmente. São pilotos muito talentosos, também.

BLuc – Que outras categorias exercem essa função de vitrine para a Fórmula 1?
Razia – A World Series 3.5 é uma categoria excelente, muito disputada, tem pilotos de um nível muito alto. A GP2 tem a preferência de usar os mesmos circuitos que a Formula 1 e também os mesmo pneus, alem de ser televisionada por mais emissoras, porém os custos são mais altos, como todos sabem.

BLuc – Faltam 10 corridas, ainda. Você diria hoje que a disputa pelo título esteja entre você e o Valsecchi?
Razia – Acho que os seis primeiros colocados estão em um ótimo nível para disputar o campeonato nesta altura do campeonato. No começo do ano talvez houvesse mais, porém agora começa a limitar a alguns pilotos. Eu quero apostar na bandeira brasileira, vamos ver.

BLuc – E no extra-pista, a rotina é pesada? Os cuidados que você toma são muito exigentes?
Razia – Na alimentação, são seis dias por semana consumindo só proteína, vegetais e saladas. No sétimo dia, posso comer o que eu quiser, de tudo. Acordar cedo, principalmente para pedalar. Como são entre duas e três horas de pedal, é bom economizar as horas durante o dia, pedalar das quatro às sete da manhã, assim ainda resta o dia inteiro para atender aos outros compromissos. Tenho reuniões com minha equipe duas vezes por semana, faço simulador duas vezes por semana, também. A parte de “estudos” de um piloto depende de quanto ele quer algo. Eu, particularmente, me dedico bastante na parte teórica, mas isso é de cada um... Uma vida saudável, sem festas. Dormir cedo e treinar até ficar muito, muito cansado. Fazer testes psicológicos quando estou cansado também é parte da rotina. Além disso, eu escrevo colunas e faço um vídeo tutorial para os fãs, porque adoro compartilhar conhecimento e informação.

BLuc – A decisão de não seguir na Fórmula 1 como terceiro piloto foi sua?
Razia – Foi uma decisão nossa, e foi para o benefício de todos. É como no boxe, às vezes para o pugilista acertar um soco ele precisa dar um passo para trás. É a mesma coisa nas corridas. Às vezes você precisa dar um passo para trás para dar dois para a frente.

BLuc – Você se sente, de fato, às portas da Fórmula 1?
Razia – Sim.

BLuc – Você tem conversado com alguma equipe para 2013?
Razia – Sim.

BLuc – Existe perspectiva real de aporte financeiro para você disputar a Fórmula 1 em 2013?
Razia – O que precisamos concentrar é demonstrar resultados para aqueles que podem me ajudar. Enquanto eu estiver fazendo isso, vou deixar que as coisas aconteçam naturalmente. Meu objetivo é vencer todo fim de semana, sempre foi. Sempre tive muita fé em Deus e acredito que, com força de vontade e muita fé, as coisas podem acontecer. Na verdade, será feita a vontade Dele.

BLuc – Há nomes fortes a seu favor na briga por uma vaga?
Razia – O Christian Horner e mais algumas pessoas que estão ajudando no meio da Formula 1...

BLuc – Uma vez campeão e com chance de ir para a Fórmula 1 em equipes pequenas, você considera a possibilidade de continuar na GP2, como fez o Grosjean?
Razia – Eu não gosto de brincar de jogo “se”... Se eu não tivesse cortado esses pensamentos, talvez não estivesse aqui para contar o presente.




























Começando da primeira foto, em sentido horário: a estreia de Razia no automobilismo em competições de autocross; o título brasileiro de kart, em 2004; nos tempos de Fórmula 3000 europeia; participação no treino livre do GP do Brasil de F-1 do ano passado, pela Lotus; teste pela A1GP; e vitória na Fórmula 3 sul-americana em 2006 (uma corrida que eu narrei, aliás, para o público do autódromo).