domingo, 30 de setembro de 2012

Cascavel em cena

CASCAVEL - Um material feito aqui pelas bandas de Cascavel, que me foi indicado pelos gurus lá de São Paulo.

Enfim, eis mais uma edição do "Plural" ambientada no automobilismo de Cascavel. Esta foi arrematada duas semanas atrás, durante a etapa da Stock Car.

O material veiculado pela CATVE, pela TV 21 e pela TV FAG teve a coordenação sempre irretocável do Luiz Sonda, o mesmo que dirigiu o documentário "Uma cidade, uma paixão", exibido na TV Globo e repicado anos depois aqui no blog.

Como a batuta é do Sonda, que é palmeirense, mas é meu amigo, publico antes mesmo de ver. Assim, vemos juntos, vocês daí, eu daqui.

Outra do Nelsinho

CASCAVEL - Com narração do Sérgio Lago e comentário do Thiago Alves, que comandaram a transmissão da corrida para o Brasil pelo Fox Sports, aí estão as 15 últimas voltas da etapa da Nascar Truck Series, ontem à noite em Las Vegas.

Nelsinho já havia ganhado a corrida de Michigan, aquela em que correu com o capacete do "Piket".

E o Guto Colvara, craque na narração das corridas virtuais, tratou de providenciar a íntegra da corrida de ontem à noite. Está nesse link aqui.

A mais rápida e a melhor

CASCAVEL – A rivalidade foi lançada, da forma mais sadia, e teve esse reforço aqui no “Globo Esporte” de ontem. Afinal, qual é a pista mais rápida do Brasil? A de Cascavel ou a de Tarumã? As duas últimas etapas da Stock Car facilitam a conclusão.

Já havia dado Cascavel pelos resultados de treinos classificatórios. Átila Abreu foi pole-position aqui com uma volta em 1min02s487, com média de 176,177 km/h para o traçado cascavelense que, embora inalterado, teve sua extensão ampliada de 3.032 para 3.058 metros como efeito do alargamento da pista – a medição é feita pelo eixo central, que acabou deslocado para o lado externo. Nada disso importa agora.

A pole do japa-turco-libanês Allam Khodair em Tarumã, ontem, veio com 1min03s770. Segundo a indicação da cronometragem da Stock Car, a média da volta foi de 171,56 km/h – e aí há uma querela, porque a gauchada confirma que não houve mudança na extensão da pista, de 3.016 metros, e com esses elementos as fórmulas matemáticas apontam para 170,261 km/h de média na volta de Khodair. De jeito ou outro, mais lento que Cascavel.

A volta mais rápida da etapa cascavelense foi do vencedor Valdeno Brito, que marcou 1min03s523 na 28ª das 37 voltas – e sem ter trocado pneus durante a prova. A média dele foi de 173,304 km/h. Hoje em Tarumã, a melhor volta foi do Vitor Meira, 1min05s787 na 24ª passagem, média de 165 km/h.

Os números mostram, pois, que Cascavel tem uma pista mais rápida que a de Tarumã. Essa conclusão o #DataLuc pode avalizar. Agora, quer ver como se joga fogo na discussão dos mais fanáticos defensores de cada pista? É só desafiá-los a comparar a curva do Bacião, aqui, com a Um, de lá. Qual das duas é melhor?

Eu abro o arranca-rabo entre tarumânicos e cascavelistas votando no Bacião.

ATUALIZANDO EM 30 DE SETEMBRO, ÀS 10h38:

Os anéis externos dos autódromos de Brasília e de Curitiba, ambos já tendo recebido corridas da Stock Car, apresentam médias de velocidade bem mais altas que as de Cascavel e Tarumã e foram desconsiderados no levantamento de ora justamente por serem traçados opcionais de autódromos que têm seus traçados mistos como circuitos originais.

sábado, 29 de setembro de 2012

Tela veloz

CASCAVEL - O Moto 1000 GP teve as corridas de sua terceira etapa no último domingo, em Santa Cruz do Sul. Todas transmitidas ao vivo no site da categoria e exibidas também na televisão pela Record News e Record Internacional - mostramos um VT da GP 600, outro da GP Light e a íntegra ao vivo da GP 1000.

As corridas serão reexibidas amanhã, domingo, a partir das 13h30, também pela Record News e Record Internacional. Compromisso inadiável, claro, para os fãs da motovelocidade. Além das três corridas, vamos apresentar mais algumas peculiaridades do campeonato, num material produzido pelo Flávio Bergmann e a equipe da Yes Sports.

As vitórias em Santa Cruz do Sul foram do uruguaio Maximiliano Gerardo, na categoria GP 600, do paulista Renato Andreghetto, na GP Light, do argentino Diego Pierluigi, na GP 1000, e do argentino-paranaense Gustavo Rodriguez, na GP Máster.

Todas as corridas narradas por mim, com comentário do Cesar Barros e reportagem do Ricardo Montesano. A geração de imagens é da CATVE, aqui de Cascavel.

A próxima etapa do campeonato promovido pelo Gilson Scudeler está confirmada para Brasília, no dia 21 de outubro.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

As novas caixas

CASCAVEL - A foto do Duda Bairros mostra como ficaram os novos boxes do autódromo de Tarumã, onde a Stock Car monta acampamento para a nona etapa, no domingo.

Na última vez em que estive lá, em maio para a etapa do Audi DTCC, os boxes antigos já haviam sido demolidos e esses novos ainda não tinham saído do chão. Ficaram bons, pelo visto.

A gauchada e o pessoal da Stock Car podem trazer impressões mais precisas.

Você merece!

CASCAVEL - Não basta reclamar da conduta dos motociclistas, é necessário criar meios para que o uso das motos, mais ágeis e mais frágeis, seja convertido em bons exemplos.

O Celso Miranda, jornalista dos bons, deve ter pensado algo nesse sentido quando criou o "Você merece!", um projeto voltado a identificar e premiar, no trânsito cotidiano, usuários de motocicletas que deem bons exemplo na condução e na manutenção de seus veículos. E um deles, no fim do ano, vai levar para casa uma moto zerinho, zerinho. É um motivo e tanto para os motoqueiros tornarem-se motociclistas e viabilizarem o fim da marginalização que cerca sua figura.

O projeto do Celso, que teve seu lançamento durante a Semana Nacional do Trânsito, está esmiuçadinho nesse press-release aqui, que a Fernanda Gonçalves produziu na semana passada.

Palmas para o Celso e para os parceiros dele na campanha. Vejo nela, na campanha, algo daquela lógica da estrela do mar: se um só motoqueiro criar vergonha na cara e virar motociclista a partir dessa iniciativa, ela já terá valido a pena.

Luc Parade

CASCAVEL - Reproduzo as linhas que o Rodrigo Mattar postou em seu perfil no Facebook, quando indicou esse clipe aqui.

Música e letra de 1979, que nunca perdeu seu sentido. Estamos em 2012 e ela segue contemporânea. É só prestar atenção...




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A etapa de São Paulo


CASCAVEL - Via "Motores Velozes", já está na rede o clipe especial da sexta etapa do Porsche GT3 Brasil, a que acompanhou a etapa do Mundial de Endurance em Interlagos.

Transmitimos essas corridas ao vivo pelo Terra TV e pelo site da competição. A primeira corrida da Cup foi vencida pelo Marcel Visconde, a terceira dele na categoria. A segunda corrida selou a primeira vez do Fábio Viscardi no degrau mais alto do pódio. Chorou como criança, o que é legal, embora tenha tentado disfarçar. Chorar faz bem.

Na Challenge, que compôs o mesmo grid da Cup - no Brasil, foi a primeira vez que fizemos isso -, vitória do campeão Sylvio de Barros.


domingo, 23 de setembro de 2012

São querelas pequenas

SANTA CRUZ DO SUL - Eu não ia dormir direito, e a cervejinha do domingo não iria descer redonda, se não tirasse a limpo a história do suposto vandalismo no autódromo de Cascavel.

Falei há pouco com o piloto Cléber Justus da Fonseca, que desde a última semana atua na administração do autódromo, nomeação feita pelo prefeito Edgar Bueno que ele, Cléber, anunciou todo orgulhoso.

Segundo relata o Cléber, "os problemas que estão nos boxes estão vindo de três corridas, já, e são problemas não de vandalismo, creio, mas sim de obra nova, que dá problema", falou, citando como exemplo "canos atrás da pia".

E a pichação nos boxes?, perguntei. "Teve um pedaço de dois metros que algum idiota pichou, mas já entrei em contato com o Automóvel Clube, eles vão providenciar a tinta e iremos pintar nesta semana".

Tem também a questão da fiação. Não chega a ser denúncia, porque o blog não está com essa bola toda e, além do mais, quem me relatou o vandalismo que citei no post anterior não põe a cara a tapa, um direito que respeito. Perguntei disso ao Cléber. "Na área do pit lane, onde ficam os chefes de equipe junto ao muro de proteção, existe um cano do início ao fim dos boxes. Esse cano, a cada cinco metros, tem duas tomadas, uma de 110 e outra de 220 volts. Por estarem no meio da parede, essas tomadas foram danificadas. Ou porque as pessoas bateram nas tomadas, ou subiram nelas, não sei. Mas em quatro pontos entre uma tomada e outra a instalação está solta. O Automóvel Clube já está ciente disso, também, e vamos providenciar o devido reparo nesta semana, antes da etapa do Marcas", falou. O Metropolitano de Marcas vai ter as provas da terceira etapa no próximo domingo. Não devo aparecer, é meu penúltimo domingo de 2012 sem autódromos, mas o risco de ir lá sempre existe.

O Cléber antecipou que a posição dessa instalação elétrica junto ao pit wall deverá ser mudada. "Está na altura dos joelhos de quem fica ali, creio que tem de ser no chão", opinou.

Menos mal que os problemas tenham sido menores do que eu temia. Mas o Cléber e o Jaci Pian, nomeado para a mesma função que ele, vão ter bastante trabalho para administrar essas pequenas querelas que invariavelmente vão surgir.

Vandalismo no autódromo?

SANTA CRUZ DO SUL - Como sou brasileiro e não desisto nunca, e acima disso estou longe e sem condições de checar pessoalmente, prefiro acreditar que não passa de descabida o relato que me acaba de chegar lá de Cascavel.
Teve evento de arrancada lá no fim de semana. Ou arrancada, ou desafio de velocidade para carros de rua, algo assim. Só soube da movimentação porque ontem, durante a transmissão do treino classificatório do Moto 1000 GP, recebi mensagem do Osires Júnior exultando a presença de 3.000 pessoas no autódromo cascavelense. Para um sábado à tarde, bom demais.
Mas o relato de agora, que não veio do Osires, é mais deprimente. Segundo conta o incauto interlocutor, que pede pelamordedeus pelo anonimato, o pessoal que esteve por lá no fim de semana pichou os novos boxes do autódromo, entortou grandes, arrebentou boa parte da fiação elétrica.
Sigo acreditando que carregaram nas tintas para me trazer essa, hã, novidade. Talvez um incidente isolado que tenha danificado alguma coisinha, e cujo responsável já tenha se prontificado em providenciar a solução para o dano causado. Claro, o mundo é civilizado e seguramente foi isso que aconteceu. O povo da velocidade em Cascavel choramingou por um autódromo decente a vida inteira, não iria depredar um agora que o tem.
Mas fiquei com uma pontinha de curiosidade. Que se pronunciem o Automóvel Clube, a prefeitura, os espectadores que lá estiveram, os participantes da arrancada. Que todos falem. E, claro, se for mesmo verdade que fizeram baderna com nosso autódromo novinho em folha, que os baderneiros sejam identificados e banidos de lá pelos próximos seis séculos.
E que paguem a conta, claro.

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São querelas pequenas

Thiago em dose dupla

SANTA CRUZ DO SUL - E para os que, como eu, não viram a etapa de hoje do Brasileiro de Marcas no Velopark, tem esse clipe, com os melhores momentos das duas corridas que compuseram a quinta etapa. Foram duas vitórias do Thiago Marques, piloto e capitão da Sprint Race nas horas de não folga.

Como o clipe não tem narração, dá para saber consultando esse link aqui, pelos números dos carros, quem são os pilotos envolvidos em cada manobra ou incidente.

Na íntegra: Moto 1000 GP (GP 1000), 3/8

SANTA CRUZ DO SUL - Pra fechar a fatura de hoje, eis a corrida das categorias GP 1000 e GP Máster na terceira etapa do Moto 1000 GP. O argentino veio, viu e venceu. De novo.

Esse vídeo traz a íntegra da transmissão de 60 minutos que foi levada ao ar, ao vivo, pela Record News e pela Record Internacional.

Aos mais fanáticos pelas boas corridas da motovelocidade, as da segunda etapa, que marcaram em agosto minha reestreia na categoria, estão postadas aqui.

Na íntegra: Moto 1000 GP (GP Light), 3/8

SANTA CRUZ DO SUL - Já está no ar, também, a corrida da categoria GP Light que marcou hoje a terceira etapa do Moto 1000 GP. Quem ler nalgum lugar que o Renato Andreghetto ganhou pela terceira vez consecutiva pode achar que foi bem fácil. Mas, exceção do próprio piloto, só quem viu pra saber o trabalho que ele teve.

E quem não viu tem uma segunda chance aqui, agora (aliás, o Gil Gomes já morreu?).

Aliás, já deixo aqui um primeiro pedido de desculpas a Nelson Gonçalves, "O Mágico". A transmissão da GP Light mostrou uma queda do Pedro Barata Lins e eu, tonto, falei que se tratava do Nelson - que corre na GP Máster e nem estava na pista naquele momento. Isso acontece, infelizmente.

Na íntegra: Moto 1000 GP (GP 600), 3/8

SANTA CRUZ DO SUL - No que diz respeito à transmissão pela tevê e pela internet, o trabalho do fim de semana já terminou aqui em Santa Cruz do Sul. Ótimas corridas, de fato, na terceira etapa do Moto 1000 GP.

A rapaziada da Yes Sports, que responde pela comunicação da categoria, também agiu rápido e já pôs "no ar", lá no YouTube, a íntegra da corrida da categoria GP 600, que teve pilotos de três países no pódio.

Que está aí abaixo, para quem quer ver ou rever.

sábado, 22 de setembro de 2012

Três poles em duas rodas

SANTA CRUZ DO SUL - Já tenho repetido isso várias vezes, mas amanhã é dia de Moto 1000 GP aqui no Autódromo Internacional Oswaldinho de Oliveira. E se os pilotos aqueceram e afinaram suas máquinas, o César Barros, o Ricardo Montesano e eu já afinamos os olhos e as goelas para a transmissão das corridas de amanhã – afinal, transmitimos ao vivo, para o público internauta, as tomadas de tempo classificatórias de hoje à tarde.

A primeira foi a da categoria GP 600, que confirmou uma primeira fila estrangeira. A transmissão do Q2, que definiu o grid, está aí.

Na categoria GP Light, o líder invicto do campeonato tornou-se o terceiro piloto em três corridas a conquistar uma pole – os outros dois foram Daniel Mendonça, em Interlagos, e Nick Iatauro, em Curitiba. Veja o Q2, ou reveja.

Na GP 1000, que é a categoria principal, a disputa final pela pole estabeleceu um novo recorde da motovelocidade para treinos classificatórios em Santa Cruz do Sul. Nunca um piloto de motos havia completado uma volta tão rápida quanto a que valeu a pole.

A foto lá no alto, feita pelo Calan Sanderson – sim, é filho do Serjão –, mostra o César e eu em flagrante delito narratório e comentatório. Ou coisa que os valha.

Começo de conversa

SANTA CRUZ DO SUL - A temporada de 2012 do automobilismo brasileiro está começando agora.

É o que se conclui a partir dos imprecisos rabiscos na minha coluna pretensamente semanal no site da CATVE. É só clicar aqui e ler.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Gringos na pista

SANTA CRUZ DO SUL - Fim de semana de Moto 1000 GP aqui no Sul e um dos destaques da terceira etapa é a presença de vários pilotos de outros países no grid. O Ricardo Montesano preparou hoje um material mostrando isso.

A programação de amanhã prevê três treinos livres para cada categoria pela manhã. Os treinos classificatórios vão acontecer à tarde, com Q1 de 20 minutos e Q2 de 10 minutos. A primeira tomada de tempos, às 14h15, vai ser a da GP 600. A segunda, da GP Light, começa às 15h05. A última, da GP 1000 e GP Máster, começa às cinco pras quatro da tarde. Vamos transmitir esses treinos ao vivo no site da categoria. Narração minha, comentário do César Barros, reportagem do Montesano.

As corridas de domingo, nessa mesma ordem, têm largadas agendadas para 10h50, 11h50 e 13h55, também ao vivo no site. E a etapa estará no ar pela Record News e pela Record Internacional, a partir das 13h30, com repetecos das duas primeiras corridas e a última ao vivo.

Nós merecemos...

SANTA CRUZ DO SUL - Aí o Fernando Chiarelli, candidato a prefeito de Ribeirão Preto pelo PT do B, aproveitou o espaço que o “Jornal EPTV” abre diariamente à campanha política e, hã, marcou história.

O vídeo da entrevista virou hit na internet, o Kibeloco está com a audiência na estratosfera. Vale cada segundo.

Um amigo, um título

SANTA CRUZ DO SUL - Sei lá há quanto tempo o Marçal Melo corre de carro. Conheci-o há uns três ou quatro anos, quando migrou do Trofeo Maserati para o Itaipava GT4, e de cara passou de sujeito do ambiente de trabalho à lista de amigos. Um grande sujeito, podem apostar.

Fazer amigos num ambiente cheio de vaidades e melindres como o automobilismo é raro. Há quem diga que não é eticamente aconselhável para quem o tem, no caso o automobilismo, como ferramenta de trabalho. Há quem diga de tudo, inclusive, não se deve dar ouvido a tudo.

Foi por ter no Marçal um bom amigo que fiquei realmente feliz, talvez não tanto quanto ele próprio, quando recebi dele um telefonema no fim de semana passado, sexta-feira. Estava radiante, uma revisão de resultado anunciada já tarde da noite em Interlagos confirmava-o como campeão brasileiro do Audi DTCC. "Sou campeão brasileiro, porra!", foi o que me anunciou, em polido português.

Embora estivesse em Interlagos, não acompanhei praticamente nada das corridas decisivas da categoria. Aconteceram na sexta-feira, programação preliminar do Mundial de Endurance, a estrutura da categoria estava alojada no kartódromo, bem longe de tudo, eu tinha minha agenda a tocar no Porsche GT3 Brasil. Não é sempre que se pode acompanhar atentamente o que os amigos fazem.

Marçal Melo e seu parceiro João Gonçalves - parceiro, e não apenas companheiro de equipe - são os primeiros campeões brasileiros de automobilismo de 2012, o que é legal. São caras que merecem. Minha reação imediata ao que o telefonema anunciava foi a de escrever algumas linhas congratulando o Marçal pelo título, mas já era tarde da noite, pelo menos sob o ponto de vista de um fim de semana de autódromo, que é algo capaz de arrebentar qualquer um. Comecei a escrever, até, ficou para o dia seguinte, ficou para outro dia. Não é sempre que se consegue dar a devida atenção, ou uma demonstração simplória de merecido reconhecimento, às conquistas dos amigos. Vida louca, vida breve, alertava o Cazuza, coberto de razão.

Que comemorem bastante, o Marçal, a Simone, as meninas. Não é todo dia, afinal, que se conquista um título brasileiro em qualquer que seja o esporte.

O título rendeu ao Marçal uma homenagem do Arerê Novaes, cartunista piracicabano que soltou na rede a bela peça aí abaixo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Crash!


CASCAVEL - Vídeo postado pelo Tiago Mendonça, o acidente de Luciano Burti nos treinos da Stock Car na última sexta-feira em Cascavel. Uma puta porrada, segundo a definição do próprio xará.

Próxima parada: Santa Cruz do Sul

CASCAVEL - Tudo feito por aqui. Bem, o que não está feito, e é bastante coisa, fica para a semana que vem.

Agora, hora de fechar as malas para voltar a Santa Cruz do Sul. Fim de semana vai ser de ação no Moto 1000 GP, que terá os pilotos na pista já na sexta-feira na preparação para a terceira etapa. A programação completa do evento está aqui.

Os treinos classificatórios de sábado terão transmissão ao vivo no site da categoria. As corridas de domingo também. Além disso, a Record News e a Record Internacional vão transmitir as provas de domingo a partir das 13h30. Em tudo isso, estarei na narração do Moto 1000 GP ao lado do piloto César Barros, comentarista da casa, e do parceiro Ricardo Montesano, atento à toda a movimentação de boxes e de bastidores.

Vocês participam de tudo isso pelo Twitter, como sempre. As mensagens enviadas durante as transmissões serão recebidas tanto no meu perfil pessoal quanto no da categoria.

Credenciais para a Truck em Guaporé

CASCAVEL - Daqui a algumas semanas, poucas, a gauchada volta a fazer festa com a Fórmula Truck. Etapa de Guaporé, oitava de dez, com o GP Crystal. Que deve baixar de 13 para, sei lá, sete ou oito a lista de pilotos com chances matemáticas de conquista do título brasileiro.

Mas fazer contas não é problemas de quem lê o BLuc. Quer dizer, até é. Principalmente porque o arrego da vez vai manter o formato que tem dado certo nos últimos eventos automobilísticos quando o assunto é - tchan, tchan, tchan, tchaaaaaan... – a PromoBLuc.

Vou reservar duas credenciais para o camarote vip da Truck em Guaporé, válidas logicamente para o dia da corrida, para quem mais se aproximar, num torneio de palpites, do tempo da melhor volta dos treinos livres da sexta-feira, dia 12. A título de mera referência, o mais rápido na sexta-feira da etapa guaporense em 2011, Roberval Andrade, marcou a volta em 1min26s238.

Vale só um palpite por participante, claro, e os palpites serão aceitos só até dia 11, claro. Há duas formas para participar: postando o palpite aí abaixo, na área de comentários, devidamente acompanhado de e-mail para contato, ou lá no Twitter, com o seguinte formato:

Na #PromoBLuc do @lucmonteiro, a volta mais rápida da @Formula_Truck na sexta-feira em Guaporé será feita em 1min26s238.

Usei, nesse exemplo, o tempo do Roberval no ano passado. Vocês tratem de substituir pelos seus palpites. Para os tuiteiros, é fundamental que a tag seja mantida na frase. Quem cravar o tempo exato que tivermos nos treinos de sexta-feira – valerão as duas sessões livres – leva o par de vips. Se ninguém cravar, leva quem mais se aproximar. Semana passada fiz uma brincadeira parecida na etapa da Stock Car em Cascavel e a vencedora havia apostado em um tempo 14 milésimos de segundo mais alto que o do resultado.

E como sempre tem aqueles que lamentam ter passado muito perto do resultado vencedor e dizem “oh, quase ganhei”, teremos aqui algo como um prêmio de consolação. Quem tiver apostado no segundo tempo de volta mais próximo do que a Cronomap apontar ao fim da programação de sexta-feira levará dois ingressos para o GP Crystal, devidamente acompanhados de bonés bordados da Truck.

Portanto, gauchada, atraque-se nos palpites!

Pilotos ao mar

CASCAVEL - Os pilotos de automobilismo às vezes conseguem algo que a mim parece inatingível – um fim de semana de folga.

E, quando a tal folga aparece, lá vão eles encarar algum tipo de competição diferente. É um vício, ou algo assim.

Quatro deles têm pela frente uma competição que lhes vai proporcionar novos ares. Ou novos mares. Cacá Bueno, da Stock Car, do Brasileiro de GT e da Copa Fiat, Patrick Gonçalves, da Stock e do GT, Vitor Genz, do Mini Challenge e do GT, e Fábio Viscardi, que acaba de conquistar sua primeira vitória no Porsche GT3 Cup, vão integrar a tripulação de alguns dos barcos da Copa Suzuki Jimny, neste fim de semana em Ilha Bela.

Cacá e Patrick serão, cada qual em sua embarcação, os quintos elementos da tripulação dos barcos da Serglass. Fábio e Vitor estarão nos barcos da Suzuki.

Os quatro e as respectivas patroas terão, por assim dizer, um fim de semana bem diferente.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Os jingles de 89

CASCAVEL - Difícil para qualquer um que já tenha rompido a barreira dos 30 deixar de lembrar, em época de campanha política, da movimentada corrida presidencial de 1989. Os debates, as acusações, os jogos de cena, os jingles.

Ah, os jingles de 89. Invariavelmente, em meio às rodas de viola de que participo quando há tempo pra isso, acabo encaixando alguns deles em pout-pourris improvisados e de gosto duvidoso.

Eu, do alto dos meus 12 anos e já sabendo que seria antipetista até a morte, via no jingle da campanha do Lula um dos mais bem sacados da época. E a petezada reuniu um timaço para apresentá-lo:



O candidato do meu pai, o que levou o voto do meu pai, no caso, era o Afif Domingos. Chegou a estar em terceiro entre os zilhões de candidatos, segundo apontou o Ibope, e fiquei triste no dia em que vi o Alexandre Garcia dizer, durante a campanha, que a onda da campanha do Afif tinha morrido na praia. E o slogan dele, "Juntos chegaremos lá", é utilizado hoje por um vereadorável cascavelense.



A musiquinha - na época eu chamava de musiquinha - do Collor era bacaninha, também. O Tim Rescala fez uma paródia dela, inclusive, pra um programa especial do Chico Anysio em que vários dos personagens dele eram candidatos a governar Chico City, acho que era isso. Em vez de "Collor, Collor, Có-ol-lor", cantava "Justo, Justo, Juuuuuus-to".



Também rolou paródia no horário eleitoral com o Sílvio Santos. Seus marqueteiros adaptaram a própria marchinha que abria seu "Domingo no Parque". Sílvio entrou na disputa no meio do caminho, e dela foi tirado antes do caminho terminar.



E quem não lembra da marchinha do Ulysses Guimarães? Bote fé no velhinho que o velhinho é demais. Demais. O velhinho não chegaria vivo ao fim do mandato, praguejavam alguns. De fato não chegou, e a queda daquele helicóptero rendeu até uma piadinha de mau gosto, bastante disseminada, envolvendo botecos e ovos cozidos.



Quem também atacou de marchinha foi o Affonso Camargo, que não deve ter feito mais nada útil em sua trajetória política além de implantar o vale-transporte. Se for candidato a síndico em seu prédio, hoje, vai alegar isso. O filmete tinha o Tião Macalé.



O povo que compunha jingles políticos em fins dos anos 80 acertava na veia. O do velho caudilho Brizola caiu no gosto da criançada, que, como eu, não entendia picas de política.



Tempos atrás, o UOL colocou na rede esse vídeo aqui que trazia trechos de todos esses jingles. Foi o único lugar onde encontrei o do Aureliano Chaves, outro de que eu gostava bastante. Está a partir dos seis minutos da edição. Logo em seguida vem o do Mário Covas, só vi agora. Não tinha lembrado do Mário Covas.

Casa cheia, sempre










CASCAVEL - Aí acima, no material produzido pelo Duda Bairros e pela Fernanda Freixosa, da Vicar, dá para ter uma noção do público que acompanhou anteontem a volta da Stock Car a Cascavel. Público de 34.000 pessoas, segundo afirmou o parceiro Miltão Alves, jornalista e braço-direito da Vicar.

Abaixo, em imagens que o Orlei Silva produziu no dia 5 do mês passado, na etapa cascavelense da Fórmula Truck. Foram 52.000 pessoas. No sábado à noite, o apoio da categoria tinha da Polícia Militar a estimativa de que havia 14.000 torcedores acampados no autódromo, algo que já é tradição nos grandes eventos por aqui.

Aí alguém haverá de dar pitacos contrários ao investimento feito pelo Município de Cascavel na revitalização do autódromo. Que se o critique à vontade. Críticas devem ser respeitadas, claro. E, em casos como esse, ignoradas.

No mês de novembro haverá por aqui uma etapa do ascendente Moto 1000 GP, e em dezembro receberemos o Brasileiro de GT, o Mercedes-Benz Grand Challenge, o Elf Superbike e a Spyder Race, as quatro categorias compondo um evento único. Ponho um dedinho a corte se essas competições também não abarrotarem o autódromo de gente.


domingo, 16 de setembro de 2012

A Stock e os anuários

CASCAVEL - Foi muito bem, obrigado, o Stock Car Luc Team na corrida de hoje cedo cá em Cascavel. Ganhamos a terceira seguida, quarta no ano, com Valdeno Brito. E fomos ao pódio, também, com o Allam Khodair em terceiro. E fizemos outro top-six com o consistente Max Wilson, que saiu lá de trás do grid, um colosso de atuação.

Nossos demais pilotos estiveram na lista papírica dos que enfrentaram problemas com os pneus na corrida. O Thiago Camilo terminou em 16º, o Antonio Pizzonia abandonou oito voltas antes do fim da festa. Mergulho para cima de alguém em plena entrada do Bacião, e quando tentou consolidar o pulo do gato – adivinhem! – um de seus pneus estourou.

Primeiro, terceiro, sexto, décimo-sexto e vigésimo-sexto, essa foi a classificação do Antonio na corrida, foram os resultados do Luc Team na volta da Stock Car a Cascavel depois de 20 anos. O que interessa diretamente para o resultado da primeira PromoBLuc ambientada na categoria. A mulherada goleou nos palpites.

O prêmio da promoção, que lancei exatamente um mês atrás aqui no blog, são dois volumes da sétima edição do anuário da Stock, uma publicação belíssima que leva o carimbo da editora Melro. Um deles vai para o Rio de Janeiro, já que a Lívia Castrioto valeu-se do 16º lugar do Thiago na corrida para somar bons 16 pontos e, tendo acertado também a conquista da vitória e do terceiro lugar, chegou a 20. Eu não imaginava, honestamente, que alguém fosse fazer tantos pontos.

O pepino está no segundo anuário. Tanto a André Marques Ávila quanto a Rita Queiroz, paulistanas que despacham no Twitter como @dealissima e @riqueirozz, cravaram exatamente os mesmos acertos. Vitória, terceiro e sexto lugar. Empataram em 10 pontos. O combinado é haver sorteio em caso de empate. Vou esperar até terça-feira, numa dessa as duas se entendem entre si e fico livre do pepino. Caso as duas partam para o tapa, alguém aparta a briga e lançamos um segundo tempo a elas.

Comprovando que vocês leitores do BLuc são uma completa negação quando o assunto é dar palpites no futuro, apenas 15 participantes conseguiram pontuação. Exceção óbvia aos fracos que zeraram, o placar final da brincadeira foi esse:

@LiviaCastrioto – 20 pontos
@dealissima – 10 pontos
@riqueirozz – 10 pontos
@PauloPaetzold – 9 pontos
@LuluxForever – 7 pontos
Fabiani Gargioni – 6 pontos
@rafaelgomes69 – 4 pontos
@VanderliaN – 3 pontos
Bruno Ceccagno – 3 pontos
@tai_whohoo – 3 pontos
@RONEIRECH – 3 pontos
r9roger – 3 pontos
@edfer_lima – 1 ponto
@lucasfollows – 1 ponto
@crisbonos – 1 ponto

O Luc Team está firme no campeonato da Stock Car. Valdeno e Max estão empatados em quarto lugar, o Thiago é o sétimo, o Allam está em décimo. Do primeiro ao décimo são 33 pontos, cada vitória vale 22, ainda há 110 pontos em jogo nas quatro próximas etapas – a última terá pontuação em dobro. Vamos conquistar o título da Stock Car, também.

Um abraço do tamanho da curva do Bacião ao pessoal da Vicar, que cedeu os anuários para a brincadeira, e outro para toda a galera que participou da promoção.

E ver a Stock aqui me deixou satisfeito de verdade. Mas todo mundo já falou disso, então poupo-os das minhas mesmices.

sábado, 15 de setembro de 2012

Fim de festa

SÃO PAULO - Trabalho encerrado aqui no Porsche GT3 Cup em Interlagos, daqui a pouco começa a etapa brasileira do Mundial de Endurance, lá embaixo há uns baitas carrões legais, abarrotados do que há de melhor na tecnologia.

Sem querer fazer média com o patrão, até porque duvido que o Dener saiba que eu tenho um blog, me impressiona a capacidade dessa categoria, a dos Porsche, de se superar mesmo quando não propõe nada de inovação. Só estando lá dentro de alguma forma para entender o que estou dizendo. Não vou dizer mais nada.

Enfim, eu dizia, daqui a pouco tem largada do Mundial de Endurance. Ou WEC, como queiram. Prefiro Mundial. Ontem arrisquei pelo sistema um aviso em inglês para a equipe do Tracy Krohn, que tinha acabado de arrebentar um Porsche na tomada de tempos da categoria Challenge, e o Sérgio Jimenez me detonou publicamente. Vou romper a sociedade com o Sérgio, inclusive.

Vou ver a largada do WEC, que é uma categoria sensacional mesmo para quem não se atrai por corridas de longa duração, como é meu caso, dar um tchau aos amigos e tomar o caminho de Cumbica. Janto em casa hoje, o que é sempre bom, e amanhã vou curtir o domingo – adivinhem! – num autódromo. Algum de vocês tem ideia de em quantos autódromos já estive só neste ano? Caso não, pesquisem. Isso, essa resposta, vai valer brinde bom em uma das promoções do blog logo, logo.

Tem Stock Car em Cascavel, afinal, algo que eu mesmo nunca presenciei, e depois da Stock Car haverá as corridas do Mini Challenge e da Copa Montana. Décima-oitava etapa de um campeonato, quinta do outro, respectivamente – foi um deslize, detesto ler e/ou escrever respectivamente. Também odeio e/ou, vê-se que estou numa fase ruim.

Quanto ao Mini Challenge, que vai começar às 10h45, e à Copa Montana, com largada às 13h15, as duas corridas terão transmissão ao vivo da CATVE. Convite irrecusável do Jorjão, estarei na narração das duas, com o Ângelo Giombelli como comentarista. Já fiz alguma transmissão com o Ângelo, seguramente, mas não lembro qual. A fase é ruim.

Quem não mora em um dos 50 ou 60 municípios que a CATVE alcança pode acompanhar a corrida também ao vivo pelo site da emissora.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Quem leva as credenciais

SÃO PAULO - Na correria do dia, acabei ficando devendo o resultado da promoção que valeu credenciais para a Stock Car. Dois pares de ingressos acompanhados de credenciais para visitação aos boxes de Cascavel no domingo.

Os participantes tinham de responder no Twitter ou nos comentários do blog, mesmo, qual seria o tempo da volta mais rápida do primeiro treino livre de hoje. Foi de exato 1min03s000, cravado pelo Daniel Serra, 174,742 km/h. Rápido pra cacete.

Os dois vencedores participaram pelo Twitter. A primeira colocada foi a Vanderléia Novak, que errou por miseráveis 14 milésimos de segundo. Na segunda-feira, ela postou o seguinte:

RT @VanderliaPNovak: Na #PromoBLuc do @lucmonteiro, a volta mais rápida da @Stock_Car na sexta-feira em Cascavel será de 1:03.014.

O segundo colocado é praticamente da casa, o Osires Júnior. Ainda bem que os critérios da promoção deixam-na totalmente às claras, senão eu seria acusado de corrupção. A postagem tuítica do careca foi de anteontem:

RT @osiresjunior: Na #PromoBLuc do @lucmonteiro, a volta mais rápida da @Stock_Car na sexta-feira em Cascavel será de 1:02.913.

A Juli já está tratando de entregar os prêmios aos vencedores. Aos que não ganharam, agradeço pela participação. E novas brincadeiras virão aí – aliás, tem uma boa rolando, valendo anuários da Stock Car. Vale até amanhã à meia-noite.

A transmissão do Porsche GT3 Brasil

SÃO PAULO - Por absoluta falta de disposição para escrever, esperei o Luiz Pandini, aqui ao lado, terminar o release dele para postá-lo na íntegra. Se você não sabe o que é release, não se preocupe. Conheço gente que não sabe o que é vergonha na cara e parece viver bem há mais de 40 anos.

Assista neste sábado, ao vivo, a prova do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil em Interlagos

Prova preliminar das 6 Horas de Interlagos será transmitida ao vivo pela internet no Terra e no site oficial da categoria. Largada será às 9:25

Os fãs do Porsche GT3 Cup Challenge Brasil poderão acompanhar a prova desde sábado, preliminar das 6 Horas de Interlagos, etapa do Campeonato Mundial de Endurance (WEC). O portal Terra transmitirá a corrida ao vivo, dando a internautas de todo o mundo a chance de aproveitar toda a emoção e expectativa que uma prova com 44 Porsches pode oferecer.

Para assistir à prova, basta acessar o endereço http://esportes.terra.com.br/automobilismo/ao-vivo/3478/. O vídeo com a íntegra da prova continuará à disposição para ser assistido a qualquer momento. Além do Terra brasileiro, a Porsche GT3 Cup Challenge Brasil terá destaque nos portais do Terra nos Estados Unidos, Espanha e todos os países da América Latina. A narração é de Luc Monteiro e os comentários de André Duek.

A corrida deste sábado terá 44 carros no grid. Os 20 Porsches da categoria Cup largam na frente dos 24 da Challenge. Embora dividam o mesmo grid e corram juntos, cada categoria terá classificação final e premiação feitas em separado. Além do Terra, será possível acompanhar a corrida pelo site oficial da categoria e pela página do Facebook. A integração das mídias TV e internet está sendo feita pela VOCS Multimedia.

O acesso à cronometragem oficial (live timing) é feito por http://lt1.alkamelsystems.com/beta/fiawec/. A Rádio High Speed fará a narração da corrida, também ao vivo.


Lá acima, a foto do Luca Bassani mostrando a largada da corrida que abriu a rodada dupla da Cup, hoje. A vitória foi do Marcel Visconde.

Especial: Muffato tenta controlar ansiedade

Quando chegou à Stock Car em 2000, credenciado pelo título paranaense de Marcas & Pilotos, David Muffato ampliava a diversificação de sua carreira nas pistas. Já havia passado pelo kart, pela Fórmula 3, pela Copa Corsa e, depois de levar a equipe de Ereneo Boettger ao título estadual de Marcas - o mesmo que a equipe havia conquistado um ano antes com Alceu Feldmann -, chegava à categoria aos 28 anos. Venceu duas vezes, foi terceiro no campeonato da categoria Light e, em 2001, estreou na classe principal. O título brasileiro veio em 2003, com quatro vitórias, nas pistas de Campo Grande (duas vezes), Interlagos e Rio de Janeiro.

Muffato segue na Stock Car. Sua equipe nesta sua 12ª temporada na categoria é a Itaipava Racing Team, é chefiada pelo mesmo Boettger. “Estou controlando a ansiedade desde que o retorno de Cascavel foi anunciado, vai ser um momento muito especial para mim na Stock Car. Fui para Salvador, na corrida passada, pensando nisso, nas etapa de Cascavel”, diz o piloto, hoje aos 41 anos. “Não lembro da primeira corrida, em 1979, mas lembro da última, em 1992, e 20 anos depois me sinto feliz pela oportunidade correr o de nasci. Muita coisa mudou no autódromo, mas o traçado ainda é o mesmo, continua desafiador e agora ainda mais rápido”, acrescenta o campeão de 2003.


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Gêmeos quase no quintal de casa

Especial: gêmeos quase no quintal de casa

Depois de vinte anos, a Stock Car volta a Cascavel. O Autódromo Internacional de Cascavel - Zilmar Beux, que recentemente foi reinaugurado, receberá as 32 feras do grid da melhor categoria de carros de turismo do país. Além da expectativa de os motores voltarem a roncar depois de duas décadas, a corrida no Oeste do Paraná, que será disputada em 16 de setembro, será especial para uma dupla de pilotos. Os irmãos gêmeos e companheiros na equipe Prati-Donaduzzi, Rodrigo e Ricardo Sperafico, irão competir praticamente em casa.

Há 33 anos, os dois Sperafico nasceram em Toledo, cidade vizinha a 40 quilômetros do autódromo de Cascavel. Em 1992, ano da última prova da Stock Car em Cascavel, Ricardo e Rodrigo estavam dando suas primeiras aceleradas no kart.

Criados no automobilismo naquela localidade, os irmãos Sperafico sentirão pela primeira vez a emoção de competir de Stock Car no circuito cascavelense. Porém, Rodrigo e Ricardo já competiram no Autódromo de Cascavel. Em 1998 e 1999, os dois pilotos disputaram provas da Fórmula 3 Sul-americana.

“Será uma grande alegria, tanto para mim, quanto para meu irmão, podermos voltar a competir em Cascavel. O autódromo ficou bem moderno após a grande reforma. Hoje, sem dúvida, é um dos melhores do país”, afirmou Rodrigo. “Cascavel é uma das pistas mais tradicionais do Brasil. Esta reforma colocará o circuito de volta ao cenário das grandes competições brasileiras”, sentenciou Ricardo.

No automobilismo, é natural que alguns pilotos se identifiquem com determinadas pistas. Como se criaram no esporte a motor em Cascavel, os irmãos Sperafico já elegeram o circuito cascavelense como aquele em que o coração pulsa mais forte. “Estamos animados e confiamos que a equipe Prati-Donaduzzi fará um trabalho fantástico para sermos competitivos em nosso quintal”, disse Rodrigo.

SEMPRE PARECIDOS
Rodrigo Sperafico foi vice-campeão brasileiro da Stock Car em 2007, quando conquistou duas vitórias, nas etapas de Tarumã e de Curitiba. Também é dono de três pole-positions, mesmo número acumulado pelo irmão Ricardo.

As carreiras dos gêmeos seguiram passos idênticos até fins dos anos 90. No kart, na Fórmula Ford europeia ou na Fórmula 3 sul-americana, sempre correram como companheiros de equipe. A partir da internacionalização da carreira, os caminhos foram bifurcados. Rodrigo passou pela Fórmula 3000 italiana e pela Fórmula 3000 internacional – nesta categoria, foi o vencedor da histórica etapa brasileira de 2000, pela equipe Durango.

Ricardo abriu no ano 2000 a sequência de quatro títulos consecutivos para o Brasil na Fórmula 3000 italiana, categoria que teria Felipe Massa, Jaime Melo e Augusto Farfus como campeões nos anos seguintes. Depois de fazer testes pela Williams na Fórmula 1, Ricardo competiu na Fórmula Mundial.

E no que depender da torcida e dos admiradores da Stock Car, os pilotos da equipe Prati-Donaduzzi já têm uma dobradinha garantida em Salvador. Uma votação realizada pelo site Globoesporte.com apontou os carros da equipe como os mais bonitos da categoria em 2012. O de Rodrigo Sperafico venceu pela preferência 38% dos internautas que votaram, enquanto seu irmão gêmeo, Ricardo, teve o carro votado por 9% do total.




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Depoimento de Juraci Massoni, presidente do Automóvel Clube de Cascavel

A volta da Stock Car a Cascavel depois de 20 anos é nada menos que a realização de um sonho. É a concretização de um desejo de todos os amantes do esporte, que se tornou possível graças ao empenho do Município.

É líquido e certo que a renovação do nosso autódromo vai dar um impulso muito grande para o automobilismo de Cascavel e de todo o estado do Paraná. Muitos pilotos que já estavam inativos vão voltar a competir, e muitos que jamais imaginaram um dia estar dentro de uma pista estão manifestando interesse em tomar parte do nosso automobilismo. Os frutos já estão sendo colhidos.

Isso tudo sem contar a enorme divulgação da cidade de Cascavel para o Brasil e para o mundo. Com isso, não é só o automobilismo que tem um impulso. É um impulso para a cidade, como um todo, para o empresariado cascavelense, para toda a rede hoteleira, os supermercados, os bares, os restaurantes, os postos de combustíveis. São muitos, bem mais do que as pessoas conseguem imaginar, os empregos diretos criados, os postos de trabalho necessários à realização de um grande evento. E, logo após o renascimento do autódromo, os três maiores eventos do automobilismo brasileiro vêm a Cascavel comprovar que o investimento feito foi correto. Já tivemos a Fórmula Truck, agora é a vez da Stock Car, no mês que vem o Brasileiro de GT. São milhões de reais deixados na economia local. Criou-se uma nova indústria para Cascavel.

Na verdade, não é uma indústria criada, mas uma indústria resgatada, e que agora vem com o impulso do autódromo que está entre os três mais bem estruturados do Brasil. Cascavel está de volta ao cenário nacional do automobilismo por muitos anos, com uma estrutura que vai seguir atual por pelo menos uma década. É claro que ainda faltam alguns pontos do projeto, como a nova torre de controle, e a conclusão do projeto vai acontecer já a partir do fim de 2012.

Nós esperamos que no ano que vem Cascavel esteja com todas as categorias de nível nacional do automobilismo. Com certeza vai estar. Se considerarmos de março a dezembro, teremos uma média mensal de um evento e meio ou dois eventos no autódromo, e nessa conta incluo competições nacionais, estaduais e regionais. É um movimento gigantesco para a cidade, fruto da visão de futuro que o Município mostrou com a revitalização do autódromo.


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Felipe Maluhy e Giuliano Losacco em ação pela Bassani em InterlagosA equipe Bassani Racing vem enfrentando uma situação atípica na temporada de 2012 da Copa Caixa Stock Car. Sem um patrocinador máster definido, o time do engenheiro Eduardo Bassani só tem conseguido confirmar na semana de cada etapa se conseguirá tomar parte das disputas.

Em 2012, a Bassani Racing ficou fora de duas etapas – a terceira, no Velopark (RS), e a quarta, nas ruas de Ribeirão Preto (SP). A definição pontual de parcerias limita o time a anunciar apenas na semana de cada corrida quais serão seus pilotos em cada etapa, uma situação tida como incômoda por Bassani.

“Claro que é uma situação muito difícil. Sem o suporte financeiro é muito complicado seguir uma linha de trabalho. A cada corrida temos uma dupla nova de pilotos. Em Cascavel espero estar no grid e, se possível, contar com pelo menos um piloto da cidade”, adiantou Bassani, ainda sem citar os nomes possíveis.

Neste ano, a equipe já teve seus carros pilotados por Giuliano Losacco, Felipe Maluhy, Rafael Daniel, Pedro Nunes, Cláudio Cappareli, Diego Freitas e Bruno Junqueira. Por outro lado, a equipe tem apresentado bons desempenhos na Copa Petrobras de Marcas e na Copa Fiat, conquistando vitórias com Christian Fittipaldi e Diego Nunes, respectivamente.

Eduardo Bassani trabalha para definir neste ano os patrocinadores e sua dupla de pilotos para todo o campeonato de 2013 da Stock Car. “Toda a conversa que estamos tendo já é para o ano que vem. Vamos estar no grid, e fortes, com pilotos competitivos e com marcas importantes nos carros. 2012 esta sendo difícil, mas também de muito aprendizado”, pondera.

VITÓRIAS EM OUTRAS SÉRIES
A Bassani Racing já comemorou em outras duas categorias na temporada de 2012 do automobilismo brasileiro. Na Copa Fiat, o time está na disputa pelo título do campeonato com Christian Fittipaldi, ex-piloto de Fórmula 1 e de Fórmula Indy. Na etapa de Goiania, por exemplo, Fittipaldi conquistou a pole-position e venceu as duas corridas da programação.

Na Copa Petrobras de Marcas, a Bassani Racing é a equipe oficial da Toyota melhor colocada na pontuação. Esta na briga pelo título com o piloto Denis Navarro, vencedor da corrida que abriu a quarta etapa, no início de agosto no Rio de Janeiro - a que o Edu Bassani comemora na foto aí acima. No campeonato de equipes da Copa Petrobras, a Bassani Racing é vice-líder, logo atrás da Full Time.


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Diogo Pachenki foi um dos vários nomes do automobilismo cascavelense que construíram no kart carreiras de sucesso. Ele acumula uma experiência no lido com o automobilismo pouco comum a seus 28 anos: já pilotou, envolveu-se com a preparação de máquinas de competição, gerenciou, negociou, vendeu, comprou. Fez praticamente de tudo que um profissional de automobilismo faz. “Esse mundo das corridas tem sido uma escola e tanto para mim”, reconhece, em tom de agradecimento.

Em 2004, ele conquistou o título brasileira da Stock Car V8 Light vencendo oito das 17 corridas que disputou. Em 2010, primeiro da Copa Montana, também ficou com o título. Depois do terceiro lugar na pontuação final do ano passado, o cascavelense retirou-se da competição. Voltou na etapa passada, no Rio de Janeiro, onde um acidente no início o deixou fora da disputa. “Ainda não sei se vou participar de todo o restante do campeonato, mas em Cascavel eu vou estar na pista, com certeza”, antecipa. “Correr em casa vai ser um grande prazer, embora a pista seja quase uma novidade para mim. Apesar de eu ser daqui, só corri em Cascavel umas duas vezes”, diz.


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Ingo Hoffmann e Ângelo Giombelli, com a equipe Castrol, venceram a etapa de 1991 em Cascavel

O Autódromo Zilmar Beux, de Cascavel, conhecerá no dia 16 de setembro o sexto piloto a vencer na Stock Car na sexta corrida da categoria desde sua criação, em 1979. Em sua configuração técnica antiga, o autódromo da cidade compôs o calendário da Stock Car nas três primeiras temporadas. Voltaria ao calendário em 1991, para mais duas edições do evento, que depois de muitas tentativas volta em 2012.

A ausência de dados históricos sobre a passagem da categoria pela cidade, entre as décadas de 70 e 90, foi suprida pela “Revista Stock Car” em sua edição de setembro. O texto assinado pelo jornalista Milton Alves, assessor de imprensa da categoria, não só resgata os pilotos vencedores das cinco corridas como traz impressões de todos eles sobre o passado e o presente da Stock Car em sua ligação com Cascavel.

O primeiro a vencer uma corrida da categoria no circuito cascavelense foi Raul Boesel. Foi no dia 9 de dezembro de 1979, uma corrida com sete participantes – vários pilotos boicotaram a prova em protesto quanto à legalidade de um componente do carro do goiano Alencar Júnior. “Esse problema fez a prova perder um pouco o brilho, mas ficaram outros muito rápidos, como o Alencar e o Dado Andrade. Apesar de ter menos gente, foi uma corrida difícil e suada demais”, recorda.

Mais de 30 anos depois, Boesel ainda frisa a principal característica do autódromo cascavelense, mantida apesar da grande reforma consumada no último ano. “A grande lembrança que tenho de Cascavel é a curva do Bacião, que separava os meninos dos homens. Eu era novinho e toda vez que entrava tinha de prender a respiração. Foi um grande desafio”, disse Boesel, hoje dedicado à carreira de DJ. “Pena que no dia da corrida não estarei no Brasil, pois faria questão de marcar presença lá”, disse Raul Boesel.

A etapa cascavelense de 1980 foi a quinta do campeonato da Stock Car, num traçado medido em 3.080 gols. com 12 pilotos participantes, Affonso Giaffone conquistou a vitória depois de 50 voltas. Havia sido dele, pouco mais de um ano antes, a vitória na primeira corrida da história da categoria (disputada na pista gaúcha de Tarumã no dia 22 de abril de 1979).

A sétima etapa do campeonato de 1981, disputada no dia 18 de outubro, reuniu 17 carros no grid cascavelense. Alencar Júnior, que seria campeão no ano seguinte, foi o vencedor da corrida. Ele completou as 44 voltas da corrida em 1h00min00s85, com média de 133,377 km/h. Tanto a pole, cronometrada em 1min20s10, quanto a volta mais rápida da corrida, 1min20s36, foram assinaladas por Reinaldo Campello, que enfrentou problemas e ficou fora da disputa pela vitória.

Depois de 10 anos, o público cascavelense voltou a acompanhar uma corrida da Stock Car em 1º de setembro de 1991. A vitória foi de Ingo Hoffmann e Ângelo Giombelli, que assim consolidavam o primeiro dos três títulos conquistados em dupla. Eles completaram as 46 voltas em 1h00min21s09, com média de 138,660 km/h. Foi um fim de semana perfeito para a dupla, que também assinalou a pole-position, com uma volta em 1min09s48, e a volta mais rápida da corrida, em 1min10s56.

A última aparição da Stock Car em Cascavel foi em 1992, na segunda etapa, no dia 17 de maio. A dupla Hoffmann/Giombelli conquistou a pole e marcou a volta mais rápida, mas a vitória depois de 34 voltas foi do paulista Roberto “Coruja” Amaral. Foi seu único triunfo em 81 participações. Ele ficou na cidade por mais dois dias comemorando o resultado e mantém até hoje o Opala daquela vitória. “Tirei a carenagem e guardei o carro. De vez em quando ainda brinco com ele até hoje na categoria Força Livre no Campeonato Paulista e ganho algumas corridas”, completou.

Foi uma participação complicada, a de Amaral. “Eu estava sem patrocinador, fomos só eu e minha mulher. Não tinha mecânico, nem nada. Eu tentava um patrocínio junto ao Banespa e estava sem verga para levar uma equipe. Fiquei sozinho até para colocar os pneus no carro e ainda por cima aluguei um motor do Giba, que preparava para o Ingo e o Ângelo. Mesmo sem estrutura alguma, saí na última hora e ainda me classifiquei em terceiro. Eram duas baterias, venci a primeira e na segunda precisava manter a vantagem e no final engatava a marcha com o dedinho e acelerava o mínimo possível. Quando cruzei a linha nem cabia dentro de mim de alegria”, recorda.

Roberto Amaral, o "Coruja", acelerando para a vitória na última corrida da Stock Car em Cascavel, em maio de 1992


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Ingo Hoffmann, maior de todos os vencedores da história da Stock Car, também tem sua carreira marcada por uma passagem pelo Mundial de Fórmula 1

Quando um piloto começa sua carreira fora do kart, seu pensamento normalmente fica em se tornar um piloto de Fórmula 1 algum dia. O caminho é árduo, duro e às vezes injusto, pois a vaga nem sempre depende do talento. E quem pode contar muito bem como é esse caminho são os três pilotos que já passaram por lá e hoje fazem parte do esquadrão da Stock Car: Antonio Pizzonia, Luciano Burti e Ricardo Zonta.

Dos três, o amazonense Pizzonia foi o último a fazer parte da F-1. Pilotando pela Williams numa época em que a equipe começava um descenso, o "Jungle Boy", apelido que tinha na Europa, entrou substituindo o lesionado Ralf Schumacher após seu acidente no GP dos Estados Unidos em 2004. Após a F-1, além de correr em categorias paralelas como a Champ Car, A1 GP e GP2, estreou na Stock Car em 2007 pela Win Motorsport. Mas foi pela equipe de Amir Nasr foi onde os resultados começaram a surgir, em 2009.

Pizzonia comentou que não é só porque já pilotou na Fórmula 1 que o caminho é fácil. "Claro, um piloto que atinge a Fórmula 1 tem um talento alto, mas o contrário também é verdadeiro. Não é porque um piloto que não foi para Fórmula 1 que ele é ruim, muito pelo contrário, a grande maioria dos pilotos da Stock Car tem um nível muito alto. A categoria, sem sombra de dúvidas, tem um dos grids com os melhores pilotos do mundo", disse Pizzonia, que completou comentando como foi a adaptação aos carros de turismo.

"Antes da Stock, eu nunca tinha realmente disputado um campeonato em carros de turismo. É um baque, pois o comportamento e o peso do carro é muito diferente. Gasta-se muito tempo praticamente reaprendendo a pilotar, tamanha a mudança", revelou Pizzonia, piloto da Comprafacil.com/JF Racing, que na temporada de 2012 está com 42 pontos no campeonato ocupando a 15ª posição.

Burti, que entrou na F-1 e na Stock Car antes de Pizzonia, mantém um posicionamento semelhante ao colega no quesito diferença de pilotagem. Para o piloto da Itaipava Racing Team, apesar de toda eletrônica embarcada num Stock Car, a dificuldade de manter um carro desse na pista é bem mais complicado que com um monoposto. “Se tem uma palavra que pode definir o carro da Stock, essa é a expressão “bruto”. Arisco, acelerar esse carro em condições adversas, como na chuva, é uma verdadeira complicação. São 500 cavalos distribuídos em um chassi tubular de quase 2 toneladas”, diz.

Zonta foi o único que já pilotou categorias de monocoque fechado, como o Mundial de GT1 e as 24 Horas de Le Mans. Desde 2007 na Stock Car, está tendo um ano complicado e soma 33 pontos, suficientes para ocupar a 20ª posição no campeonato.

A lista de ex-pilotos de Fórmula 1 que passaram pela Stock Car é extensa. Além de Pizzonia, Zonta e Burti, foram outros sete nomes. Raul Boesel tem uma história singular com a categoria. Disputou a primeira temporada, em 1979, foi eleito revelação do ano e partiu para a Europa. Correu na Fórmula 1 em 1982, pela March, e em 1983, pela Ligier. Depois de anos de destaque na Fórmula Indy, voltou à Stock em 2001 e ficou até 2008.

Ingo Hoffmann teve uma trajetória inversa. Participou de seis GPs de F-1 pela Copersucar-Fittipaldi, entre 1976 e 1977, e sem sucesso na Europa voltou ao Brasil. Na Stock, construiu uma carreira de sucesso, com 12 títulos e 76 vitórias até a aposentadoria, em 2008.

Chico Serra correu na F-1 em 1981 e 1982 pela Fittipaldi e fez três corridas pela Arrows em 1983. Na Stock Car, foi tricampeão na transição dos anos 90 para a década passada. Competiu até 2007 e voltou em 2009 para mais um campeonato.

Piloto da F-1 de 1992 a 1994, com passagens pelas equipes Minardi e Footwork, Christian Fittipaldi foi outro que teve passagem pela Stock Car. Teve várias participações entre 2004 e 2011.
Enrique Bernoldi, que participou do Mundial de F-1 em 2001 e em parte do campeonato de 2002 pela Arrows, disputou duas temporadas na Stock Car. Em 2007, o paranaense defendeu a equipe Action Power. Em 2009, foi piloto da RCM.

Também paranaense, Tarso Marques participou de 24 GPs em 1996, 1997 e 2001, sempre pela Minardi. Na Stock, competiu de 2006 a 2009. Outro ex-Fórmula 1 com passagem pela categoria nacional é Jacques Villeneuve. Campeão mundial em 1996, o canadense participou no ano passado, como convidado especial, da “Corrida do Milhão”, em Interlagos.






































Em sentido horário, a partir da primeira foto lá em cima, os ex-pilotos de Fórmula 1 que já atuaram ou atuam na Stock Car: Chico Serra, Tarso Marques com Jacques Villeneuve, Christian Fittipaldi, Raul Boesel, Antonio Pizzonia, Luciano Burti, Ricardo Zonta e Enrique Bernoldi


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Apesar das duas décadas de distância, a Stock Car nunca deixou de manter uma ligação forte com Cascavel. Não só pelo grande número de profissionais que atuam na categoria, sobretudo nas áreas ligadas a produtos e serviços de comunicação, mas também pela atuação dos representantes da cidade nas pistas. Em 20 temporadas, foram nada menos que seis títulos brasileiros conquistados pelos pilotos cascavelenses. Ângelo Giombelli foi campeão em 1991, 1992 e 1993, sempre atuando em dupla com o paulista Ingo Hoffmann na equipe Castrol, comandada pelo preparador Gilberto “Giba” Magalhães. David Muffato conquistou o título de 2003 pela Boettger. Já Diogo Pachenki, também piloto da cidade, foi campeão duas vezes na classe de acesso à Stock Car – em 2004, na Stock Car V8 Light, e em 2010, na Copa Chevrolet Montana.

Giombelli, nas fotos chegou à Stock em 1988, depois de conquistar o título do Paranaense de Stock Car. Disputou a categoria até 1995 e, além dos três títulos, conquistou 14 vitórias. “Do pessoal que está na Stock hoje, só dois correram comigo naquele tempo. O Nonô Figueiredo, em 1994, e o Cacá Bueno, que estreou em 1995, na classe B”, recorda o piloto, que não esconde a euforia por ver a Stock Car de volta à cidade. “Para mim é uma satisfação muito grande, um orgulho. Minha vontade é de que a Stock Car tivesse continuado aqui já naquela época. Quando voltou, em 1991, a categoria tinha ficado longe por 10 anos. Agora, foram 20 anos, mas não vamos ter um intervalo de 30 até a próxima. Agora é torcer e trabalhar para que a etapa aconteça todo ano”, diz.

Hoje aos 52 anos, Giombelli recorda com clareza do ambiente que marcou a despedida da Stock Car de Cascavel há duas décadas. “Nosso autódromo não tinha condições. Era outra época, claro, mas havia autódromos com boxes fechados, com estrutura melhor, com pistas um pouquinho melhores. A nossa era muito abrasiva. E tinha também a questão da segurança, que já era muito defendida, e nossas áreas de escape não ajudavam muito. Lembro que em 1994 não tivemos corrida em Tarumã por causa da segurança”, enumera. “Agora não tem desculpa. É claro que a reforma terminou agora, ainda há algumas coisas para fazer, alguns probleminhas que apareceram e que vão ser consertados. Claro que vou estar lá no autódromo, no fim de semana da Stock, como espectador, como torcedor, como ex-piloto, como fanático pela Stock Car. E também para rever os amigos, e ajudar no que puder ajudar”, finaliza.


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Especial: de volta a Cascavel

Depoimento de Carlos Col, membro do Conselho da Vicar
O automobilismo brasileiro cresceu muito nos últimos dez anos, mas praticamente não houve evolução nos autódromos do País, o que acaba por se constituir num gargalo de infraestrutura para a continuidade do desenvolvimento do esporte a motor. A principal preocupação tem sido a segurança dos pilotos, no entanto, instalações para receber equipes, público e imprensa completam a lista das necessidades prementes em nossos autódromos.

A melhor notícia dos últimos anos foi a inauguração do Velopark. Embora seu traçado não seja o definitivo - ainda um pouco curto -, as condições de segurança são adequadas e as instalações para receber equipes e público são muito boas. Não podemos almejar popularizar o esporte sem nos preocuparmos com o conforto dos fãs. Fácil acesso, estacionamento, praça de alimentação e bons sanitários são pontos essenciais para bem receber aqueles que, em última instância, são os principais “clientes”. Vamos lembrar que o automobilismo é financiado pelos patrocinadores, que investem porque querem levar suas marcas para junto dos consumidores que gostam do esporte.

A reforma do autódromo de Cascavel é muito bem vinda neste momento. Mais ou menos em julho de 2011 recebi na Vicar a visita do prefeito Edgar Bueno, que levou uma planta onde apontava as obras que gostaria de fazer no autódromo para readequá-lo para voltar a receber competições nacionais. Ele me pediu sugestões e apoio para sua iniciativa e, prontamente, me coloquei à disposição para o que fosse necessário. Desde então tenho buscado ajudar a encontrar soluções para as questões prioritárias: segurança para os pilotos, instalações adequadas para as equipes e público.

A natural burocracia de uma prefeitura para fazer uma obra deste porte é um fator conhecido e acabou por atrasar o seu início. Mas a determinação demonstrada pelo prefeito Edgar Bueno e toda sua equipe foi algo inacreditável. Digo isto porque eu mesmo custei a acreditar que a obra ficaria pronta a tempo de o autódromo ser utilizado ainda em 2012. Ele insistia constantemente comigo para marcar um evento da Stock Car em setembro, mas eu acompanhei pessoalmente a obra e, embora presenciasse o ritmo frenético, não me sentia confortável para tomar a decisão em virtude da alta responsabilidade envolvida.

Certo dia, visitando mais uma vez o andamento da obra, apontei ao prefeito o que eu considerava necessário ser feito adicionalmente para poder levar a Stock Car para a cidade, conforme ele pedia. Mediante sua promessa de atender as minhas solicitações a tempo e levando em conta que ele até aquele momento fazia por merecer a minha confiança, resolvi convocar no dia seguinte uma coletiva de imprensa. Em meio à obra dos boxes, anunciei a confirmação do evento para 16 de setembro, sem mesmo ter dado antes a notícia ao prefeito.

Depois desta decisão a Vicar decidiu levar também suas outras categorias, Copa Montana e Mini Challenge, uma vez que as novas instalações de box são muito boas e existe espaço para acomodar todas as equipes. A expectativa do público local é grande e devo dizer que de pilotos e equipes também. Voltar a Cascavel após muitos anos é fator de alegria para a comunidade automobilística brasileira.


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Num passado não muito distante, a Stock Car Light reunia no grid mais de 30 carros, tinha transmissões ao vivo em TV aberta, uma safra de excelentes pilotos e equipes de ponta. Atualmente, a realidade é outra. Com menos de 15 carros na disputa e com poucas corridas transmitidas pela televisão, a categoria de acesso à Stock Car, hoje denominada Copa Montana, passa por um momento delicado.

A perda do patrocínio principal da marca de refrigerantes Dolly e a migração de alguns times para a Copa Petrobras de Marcas enfraqueceu o campeonato, que atualmente tem na liderança o paulista Norberto Gresse – campeão da Stock Car Light em 2007.

O caso de Gresse é similar ao de Rafael Daniel e Diogo Pachenki, que também chegaram ao título da categoria de acesso, mas não ganharam uma boa chance na Stock Car e continuam disputando as corridas preliminares. Quando entraram na Light, todos tinham apenas um objetivo: ganhar experiência para ascender à Copa Nextel, atual Copa Caixa.

Mas a chance numa equipe de ponta não apareceu e os sonhos foram ficando pelo caminho. Com isso, a categoria não conseguiu se firmar como uma “escola”, um caminho para a divisão principal. São raras as exceções, como as de Denis Navarro, Júlio Campos e Galid Osman, que passaram pela Copa Montana e hoje estão fazendo uma boa temporada na Stock Car.

A Vicar, promotora dos campeonatos, ainda não confirmou a continuidade da categoria de acesso em 2013. Na “rádio box”, alguns chefes de equipe já decretam o fim da Copa Montana. Enquanto isso, o público ainda pode acompanhar as corridas, sempre recheadas de emoção.

Na última etapa, disputada no Rio de Janeiro, João Pretto partiu do 14º lugar e venceu. Para isso, livrou-se de vários acidentes e contou com a punição aplicada a Rafael Daniel, que havia cruzado a linha de chegada em primeiro.

Mesmo nesse período complicado, a categoria ainda revela bons nomes, como Marco Cozzi, Rodrigo Pimenta e Leandro Romera, que já trazem uma boa experiência do automobilismo regional. Tito Morestoni, Fernando Fortes e Beto Cavaleiro, que também tentam adquirir experiência para se firmar no cenário nacional, já confirmaram presença na etapa de Cascavel.

SANGUE NOVO
Mais jovem piloto do grid, Marcello Cesquim, de 21 anos, começou sua carreira nas pistas de terra e almeja chegar à Copa Caixa Stock Car já em 2013. Há cinco anos no automobilismo, o paranaense ocupa a décima posição na Copa Montana, mesmo depois de dois abandonos por quebras.

No início da carreira, ele teve de vencer a “resistência familiar” para sentar num carro de corrida. “Ninguém queria que eu me tornasse piloto. Mas eu insisti e quando eles assistiram à minha primeira vitória mudaram de ideia e passaram a me apoiar”, lembra.

Na estreia nas pistas de terra, foi campeão paranaense de Hot Dodge, aos 16 anos. Em 2007, ficou com o título paranaense e o vice-campeonato brasileiro de Stock Car na Terra. Em 2008, começou sua adaptação às pistas de asfalto, treinando com carros de tração traseira. Disputou a etapa de Curitiba da Pick-up Racing, em 2009, conquistando o sexto lugar.

Para a estreia em Cascavel, Cesquim fez uma preparação especial. “Treinei de kart para manter os reflexos em dia. Afinal, ficamos quase dois meses sem corrida”, conta. Apesar de ser paranaense, ele não conhece o traçado do Autódromo Zilmar Beux. “Sempre ouvi falar do ‘Bacião’ e não vejo a hora de experimentá-lo. Gosto de traçados desafiadores”, finaliza.


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